0

Flávio Dino, o corporativista…

Ex-presidente da Associação Nacional de Magistrados, ex-secretário-geral do CNJ, ministro do Supremo tribunal Federal mostrou na reunião da crise de Dias Tofolli que, no fim das contas, sempre fechará questão com os seus

DINO MOSTROU-SE IRRITADO COM RELATÓRIOS DA POLÍCIA FEDERAL contra o ministro Dias Tofolli, seu colega de STF

Análise da Notícia

Mais enfático na reunião sobre a crise provocada pelo envolvimento do ministro Dias Tofolli com o banco Master, o ministro maranhense do Supremo tribunal Federal Flávio Dino mostrou que, no fim das conas, é mais um corporativista do Judiciário.

“Essas 200 páginas para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico. A crise hoje é política”, classificou Dino, segundo áudios vazados da conversa no STF, em confronto aberto com o presidente da Corte, Edson Facchin, e numa inédita desqualificação das investigações da Polícia Federal.

  • Ex-juiz federal, Flávio Dino presidiu a Associação nacional de Juízes Federais;
  • também atuou como secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça, o CNJ.

A postura do ministro maranhense – claramente em defesa do colega do Supremo – mostra que, no fim das contas, magistrados de qualquer natureza tendem a se fechar em copas, e a proteger os seus, quando a pressão da sociedade avança.

Uma da sinais corporativistas profissões do mundo. (Entenda aqui, aqui, aqui e aqui)

Dias Tofolli está enrolado até o pescoço com o Banco Master. Tudo indica, inclusive, que ele próprio gravou os colegas na reunião que deveria ter sido secreta.

Pode ser, inclusive, o primeiro ministro do  Supremo na história a enfrentar um processo ne Impeachment no Senado.

E tudo isso, como mostraram os áudios vazados, incomodou fortemente seu colega Flávio Dino…

0

Hildo Rocha defende instalação de CPI do banco Master…

Parlamentar maranhense diz que o caso envolve autoridade das diferentes esferas públicas, o que exige uma resposta clara à sociedade

 

HILDO ROCHA DEFENDE INVESTIGAÇÃO DURA CONTRA O BANCO MASTER, que envolve judiciário, legislativo e executivo brasileiros

O deputado federal Hildo Rocha (MDB) assinou esta semana o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as operações do Banco Master; segundo ele, a gravidade das suspeitas que envolvem autoridades de diferentes esferas do poder público – incluindo integrantes do Judiciário e do Legislativo – exige uma resposta imediata.

“É preciso tirar tudo debaixo do tapete”, afirmou Hildo Rocha.

  • liquidado pelo Banco Central, o Banco master é suspeita de fraudes financeiras em todos os níveis;
  • as investigações da Polícia Federal apontam suspeitas de favorecimento no Legislativo e Judiciário.

Na avaliação de Hildo Rocha, há claras suspeitas d que as operações do Master envolvem gente das altas esferas do Poder Judiciário brasileiro. No Maranhão, o principal caso envolve uma transação do Tribunal de Justiça com o Banco de Brasília, investigado por tentar comprar o master de forma suspeita.

  • o rombo estimado nas fraudes do banco chega perto dos R$ 50 bilhões;
  • além de magistrados, o caso envolve deputados, senadores, governadores…

O parlamentar maranhense esperta que a CPI seja instalada ainda no primeiro trimestre de 2026.

E que apresente resultados ante do início do período eleitoral…

0

Ricardo Duailibe herda bomba de R$ 2,8 bilhões no TJ-MA…

Corregedoria Nacional de Justiça decidiu investigar uma transferência bilionária de recursos do Judiciário maranhense do Banco do Brasil para o BRB, investigado no escândalo do Banco Master

 

RICARDO DUAILIBE TERÁ QUE EXPLICAR À CORREGEDORIA DE JUSTIÇA E À POLÍCIA FEDRAL, operação de R$ 2,8 bilhões dos eu antecessor no TJ-MA

Eleito presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão nesta quarta-feira, 4, o desembargador Ricardo Duailibe tem no colo uma investigação da Corregedoria Nacional de Justiça, por operação suspeita na gestão do seu antecessor, desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho, que apoiou sua candidatura.

  • A Corregedoria quer saber por que o TJ-MA transferiu R$ 2,8 bilhões das contas do Banco do Brasil para o Banco de Brasília, o BRB;
  • o BRB é investigado por causa da tentativa suspeita de compra das operações do Banco Master, liquidado pelo Banco Central.

A operação de troca de contas do BB para o BRB foi toda assumida por Froz Sobrinho; o processo se deu em agosto de 2025, no auge das investigações contra o Banco Master, que viria a ser liquidado meses depois pelo Banco Central.

Embora o próprio Froz Sobrinho tenha assumido a responsabilidade da operação – e seus eventuais riscos – o novo presidente do tribunal, Ricardo Duailibe terá que prestar as informações devidas, como gestor das contas.

Na semana passada o Banco de Brasília passou a ser investigado pela Polícia Federal, por gestão temerária.

E todas suas operações também passam, automaticamente, a ser alvo de investigações…

PGR arquiva pedido de investigação contra Moraes…

Representação apresentada apelo advogado Enio Martins Murad não conseguiu provar existência de qualquer indício de crime do ministro do STF na relação de sua mulher com o  banco Master

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu arquivar a representação que pedia a abertura de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, no episódio envolvendo o Banco Master. A decisão foi tomada no sábado (27) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O pedido havia sido apresentado pelo advogado Enio Martins Murad, que alegava suposta interlocução de Moraes com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em favor de interesses privados ligados ao Banco Master. A representação também citava um contrato de prestação de serviços advocatícios firmado entre Viviane Barci de Moraes e a instituição financeira.

No despacho, Gonet afirma que não há elementos concretos que justifiquem a instauração de investigação criminal. Segundo ele, os fatos narrados não demonstram prática de crime nem indicam atuação irregular por parte do ministro do STF, razão pela qual determinou o arquivamento do pedido.

Ao tratar especificamente do contrato citado na representação, o procurador-geral foi categórico ao afirmar que não se vislumbra, “a priori”, qualquer ilicitude. Para Gonet, a situação envolve negócios jurídicos entre particulares, protegidos pela autonomia própria da atividade da advocacia, o que afasta a intervenção da Suprema Corte ou da PGR.

A decisão ocorre em meio à repercussão de reportagens que apontaram contatos de Alexandre de Moraes com o presidente do Banco Central no contexto da tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), operação que acabou barrada pelo BC em setembro por falta de viabilidade econômico-financeira.

Na semana passada, Moraes divulgou nota negando ter tratado da compra do Banco Master com Gabriel Galípolo. O ministro afirmou que as conversas mantidas com o chefe do Banco Central se limitaram a temas institucionais, como as implicações da Lei Magnitsky, sem qualquer relação com a operação envolvendo o banco.