Editorial: pesquisas viram guerra de narrativas na batalha entre Brandão e Camarão…

Numa espécie de máscara da realidade, aliados dos candidatos ligados ao Palácio dos Leões optaram por se enfrentar com números questionáveis sob qualquer aspecto, enquanto os fatos se impõem sobre eles

 

PRA CONVENCER QUEM?!? Os grupos de Felipe camarão e Carlos Brandão agoira batalham com números de pesquisas

Editorial

Um festival de números para os mais variados gostos surgiu nos últimos dias numa espécie de novo capítulo da guerra travada entre o governador  Carlos Brandão (PSB) e o vice-governador Felipe Camarão (PT) pela hegemonia nas eleições de 2026.

  • aliados de lado a lado apresentam números os mais absurdos, numa batalha sem sentido;
  • as pesquisas viraram mera guerra de narrativas com claro objetivo de forçar a realidade.

Nos últimos 15 dias, a mídia alinhada ao Palácio de Leões divulgou uma série de levantamentos que apontam o candidato do governo, Orleans Brandão (MDB) já à frente em diversos municípios, todos ligados a aliados figadais do próprio governo.

Para a legião Felipense bastaria questionar os dados com uma avaliação mais apurada.

Mas o grupo do vice-governador – acusando o golpe – preferiu responder na mesma moeda, mostrando levantamentos tão ou ainda mais questionáveis que os do outro lado.

  • há um fato inquestionável na sucessão: o prefeito Eduardo Braide (PSD) lidera em todos os cenários;
  • se não compreender esta realidade, os demais adversários vão ficar rodando sem sentido até o pleito.

Outro postulante ao governo, o ex-prefeito Lahésio Bonfim (Novo) preferiu contrapor-se às pesquisas com dados concretos, mostrando erros de institutos que agora surgem como infalíveis, o que foi mostrado por este blog Marco Aurélio d’Eça, no post “Dr. Lahésio critica Inop: “Não acerta nada!!!”.

“Isso ainda está na bolha da política e não furou a espessura da realidade. É bom pra gerar notícias na mídia e pesquisas com o selo de cada candidato. Mas quem acompanha a política real apenas anota esse calor que não é capaz, por enquanto, de se transformar em energia”, disse o também postulante Roberto Rocha (sem partido), em entrevista ao jornalista Elias Lacerda. (Leia aqui)

A realidade se impõe em seu tempo, seja qual for o obstáculo que ela encontrar.

Mascarar essa realidade, só amplia a dor de ter que enfrentá-la.

É simples assim…

Lula volta a defender maioria aliada no Senado em 2026…

Presidente quer ter força política em seu eventual quarto mandato presidencial para evitar que a extrema direita passe a avacalhar o Supremo Tribunal Federal

 

BASE ALIADA. Lula mostrou preocupação com a base no Senado ao falar no Congresso Nacional do PSB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a construção de uma base aliada com maioria no Senado Federal a partir e 2026; no Congresso Nacional do PSB, Lula voltou a dizer que a sua prioridade em um eventual quarto mandato é eleger o maior número de senadores de centro-esquerda.

  • em 2026, o Senado vai renovar 54 das 81 cadeiras disponíveis;
  • para ter maioria, a base de Lula precisa eleger 41 senadores.

“Muitas vezes, a gente tem que pegar os melhores quadros, eleger senador da República, eleger deputado federal, eleger senadora, porque nós precisamos ganhar a maioria do Senado”, pregou o presidente.

Uma das preocupações de Lula é o Supremo Tribunal Federal, que passou a ser alvo da exrema-direita desde a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Nós precisamos ganhar a maioria do Senado, porque, senão, esses caras [da direita] vão avacalhar com a Suprema Corte. Preservar as instituições garante o exercício da democracia nesse país”, afirma Lula.

  • com o controle do Senado, a extrema direita pode, por exemplo, promover o impeachment de ministros do STF;
  • os extremistas entendem que, nesta formação, STF atua contra os interesses da direita religiosa e conservadora.

Nas eleições de 2026, cada estado elegerá dois senadores.

Lula quer eleger aliados na maioria dos estados…

O necessário próximo passo de Carlos Brandão…

Diante das circunstâncias político-eleitorais, governador já admite que “a unidade é o melhor caminho”, mas precisa ainda dizer se este caminho é melhor só pra ele, ficando no governo, ou pros aliados, abrindo para Felipe Camarão

 

TODOS JUNTOS EM 2026. Brandão precisa dizer á classe política que 0s eu vice, Felipe Camarão, é os eu candidato na sucessão estadual

O governador Carlos Brandão (PSB) foi levado pelas circunstâncias a, finalmente, admitir publicamente que a “unidade é o melhor caminho”; ele tratou do assunto duas vezes nas últimas semanas, ambas noticiadas em primeira mão neste blog Marco Aurélio d’Eça.

Mas o reconhecimento do governador de que a pacificação com o seu grupo político é o melhor caminho ainda precisa de um segundo passo: ele precisa dizer publicamente, neste momento político, se entrega o governo ao vice-governador Felipe Camarão (PT) para concorrer ao Senado ou permanece no cargo até o final.

Este posicionamento público é necessário para mostrar que sua busca por unidade não visa apenas beneficiar seu próprio governo – com apoio absoluto na Assembleia Legislativa e na base de prefeitos – mas mira um objetivo maior: a vitória do seu grupo político nas eleições de 2026.

Este blog Marco Aurélio d’Eça conversou com diversas lideranças políticas – dinistas, brandonistas, sarneysistas, pedetistas, independentes… – desde que Brandão admitiu a unidade como melhor caminho político; de todos, ouviu a disposição clara e incondicional de buscar votos para sua candidatura a senador.

  • o governador teme – ou temia – que sua eventual candidatura ao Senado seja canibalizada pelo próprio grupo;
  • hoje, desde o vice Camarão até o senador pedetista Weverton Rocha já admitem lutar por ele em campanha.

Se a dificuldade na unidade do grupo tinha a ver com um risco de não se eleger senador, Brandão tem hoje mais do que garantias de apoio; ele tem a disposição de aliados em brigar por ele

Nada o impede mais, portanto, de dar o passo seguinte, e anunciar Felipe Camarão como futuro governador.

É simples assim…

Auto-oferta de Weverton a Brandão repercute mal entre aliados e adversários…

Para a classe política, senador abriu a guarda ao revelar que tem interesse em compor, como candidato à reeleição, a chapa comandada pelo governador em 2026, o que gerou reações tanto do seu lado quanto na base governista

 

VALOR POLÍTICO. Weverton ofereceu-se pra Brnadão em 2026, mas a reação da classe política não foi boa

A reação da classe política à entrevista concedida pelo senador Weverton Rocha (PDT) ao jornalista Vinícius Praseres, e publicada em primeira mão neste blog Marco Aurélio d’Eça, foi quase imediata, tanto entre adversários quanto entre seus aliados.

E não foi boa para ele, que precisa ter uma chapa na disputa pela vaga ao Senado.

Mas o que disse Weverton Rocha?!?

  • Primeiro, ofereceu-se abertamente à aliança com Brandão:

Estou conversando com os partidos e com as forças políticas. Pelo que eu sei o governador está começando a dialogar com o seu grupo, e como não estivemos na eleição passada juntos, obviamente que a gente tem que ter toda uma tratativa, uma conversa, uma evolução.

  • Depois, emparedou o governador com a ideia de ser “da chapa do Lula”:

Eu sou da chapa do presidente Lula, então, nacionalmente nós vamos estar juntando e aqui no estado também o que puder fazer nós faremos para que possamos dar uma grande votação nacional para ele”

A reação da base aliada ao Palácio dos Leões foi quase imediata, ainda durante a reunião do governador com os presidentes de partidos aliados, no mesmo dia das declarações do senador pedetista, como também foi mostrado com exclusividade neste blog Marco Aurélio d’Eça:

Novos aliados podem vir, mas não pra sentar na janela”, afirmou o deputado federal Rubens Júnior (PT), num recado que, embora não chancelado publicamente, leva a assinatura de líderes do Podemos, do PSDB, do PP, do PSB, do MDB e do União Brasil, hoje fechados com a candidatura do ministro do Esporte André Fufuca (PP). 

Este apoio a Fufuca já havia sido mostrado no fim de semana pelo próprio Brandão, em ação em Imperatriz, quando chamou o ministro de senador em discurso. (Veja o vídeo acima)

Mas o que chamou a atenção deste blog Marco Aurélio d’Eça foi a reação dos próprios aliados de Weverton Rocha à sua auto-oferta a Brandão.

O senador pedetista tem aliados entre ex-dinistas, petistas, comunistas e os chamados independentes com assento na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa. Para eles, o senador “pedetista diminuiu o próprio valor político ao oferecer-se publicamente ao governador.”

Será, portanto, um difícil caminho a percorrer por Weverton e o seu PDT até 2026…

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Weverton vira 2021 fortalecido como opção de governo para 2022

Mesmo diante de um governador – e de um vice-governador que está prestes a assumir a estrutura de poder – senador do PDT mostrou prestígio entre aliados, mantendo seu grupo absolutamente unido, e ganha condições pra articular-se como candidato, seja da base, seja por um grupo com outras forças políticas

 

Apesar da pressão do governador e do vice-governador, Weverton sai fortalecido da reunião, mantendo seu grupo unido e com poder de articulação com outras forças

Duas situações foram demarcadas claramente na reunião desta segunda-feira, 29, entre o governador Flávio Dino (PSB), sua base e seus pré-candidatos a governador:

1 – Ele quer mesmo a candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSB), por motivos óbvios, de depender da estrutura do governo para sua candidatura ao Senado.

2 – Dino mostrou que não tem força para impor uma unidade à base, cuja maioria está claramente posicionada pela candidatura do senador Weverton Rocha (PDT).

A reunião deixou claro, também, que Dino perdeu as condições de liderar o grupo.

Weverton Rocha sai fortalecido da reunião por que conseguiu mostrar prestígio diante de um governador e de um vice prestes a assumir o poder.

Além de impor um adiamento da decisão, manteve seu grupo de aliados totalmente unido; e agora já sabe que Flávio Dino quer e vai trabalhar por Brandão.

Até janeiro, o senador pedetista mantém a costura por alianças políticas que fortaleçam seu projeto.

Seja como candidato do governo – com a solução Roberto Arruda – seja como líder de um grupo que deve juntar outras forças.

Mas esta é uma outra história…

Duarte Jr se diz pronto para suportar perseguições, agressões e fake news

Alvo de uma inusitada e autofágica campanha de difamação e esvaziamento promovida pelos próprios aliados da base governista, deputado estadual garante que não pretende desistir  “de lutar por justiça e princípios”

 

Duarte Júnior mostra confiança em Flávio Dino, mas o governador faz vista grossa aos ataques contra o aliado na própria base

Alvo de uma campanha de desconstrução sem precedentes no Maranhão, sobretudo por estar sendo promovida pelos próprios aliados, o deputado estadual Duarte Jr (PCdoB) tem usado as redes sociais para desabafar.

Pré-candidato a prefeito de São Luís, o comunista enfrenta membros do próprio governo, que tentam tirá-lo do páreo – não apenas da disputa pela prefeitura, mas da própria vida pública.

– Posso suportar todas essas fake news, perseguições e agressões durante todo o ano. Não vou desistir jamais de lutar por justiça e por uma política com princípios. Não sou movido por poder ou dinheiro, mas pela possibilidade de garantir direitos – afirmou .

O curioso é que os ataques promovidos pelos seus aliados fazem de Duarte uma espécie de queridinho das redes sociais, o que repercute também nas pesquisas de intenção de votos – ele ocupa a segunda posição,s egundo as últimas pesquisas, divulgadas em dezembro.

Em seus posts nas redes sociais, Duarte Jr não afirma nem nega se continuará sendo candidato. Aliados tentam forçá-lo a desistir e até pressionam outras legenda a fechar as porta para ele.

A última revelação é a de uma articulação do PDT para impedir que o PRB, do vice-governador Carlos Brandão, abra as portas para o deputado.

O blog Marco Aurélio D’Eça já pediu posicionamento de Brandão, e aguarda resposta.

Mas esta é uma outra história…