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Bolsonaro desmoraliza evangélicos e militares ao mesmo tempo…

Principais bases eleitorais do atual presidente foram expostas ao ridículo em casos de corrupção que envolvem desde pastores da Assembleia de Deus cobrando propina em ouro puro em troca de verbas da educação até a compra de próteses penianas e viagra para as forças armadas

 

Bolsonaro em oração com os pastores envolvidos em corrupção no seu governo; lideranças evangélicas com acesso irrestrito aos ministérios e muita sede de ouro

Análise da notícia

As recentes denúncias de corrupção envolvendo – ao mesmo tempo – pastores da igreja Assembleia de Deus e chefes das Forças Armadas, é a culminância de um erro histórico que resultou, em 2018, na eleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os militares e os evangélicos formam a principal base eleitoral de Bolsonaro; e são eles os dois principais segmentos sociais de defesa do atual presidente nas redes sociais, igrejas, quartéis e outros setores da sociedade.

A corrupção revelada agora talvez explique a absoluta devoção dos dois segmentos. 

Líderes da igreja Assembleia de Deus desmoralizaram os evangélicos ao serem flagrados em busca de propina no Ministério da Educação em troca da liberação de verbas a prefeitos.

Já os superiores de Exército, Marinha e Aeronáutica desmoralizam os militares ao serem flagrados com compras superfaturadas de produtos exóticos, como próteses penianas e até viagra para serem usados nas três forças. 

Vista em retrospectiva, não há qualquer dúvida de que os militares e os evangélicos foram os principais responsáveis pela ascensão e chegada ao poder de Bolsonaro, um ex-deputado medíocre, que habitava o baixíssimo clero da Câmara Federal.

Desde sua vitória, figuras como os pastores Silas Malafaia e Valdomiro Santiago passaram a ter forte influência na República, a ponto de indicarem até membros do Supremo Tribunal Federal; agora, a ação de outros pastores, como Gilmar Santos e Arilton Moura mostram que os líderes evangélicos não queriam apenas poder, mas também dinheiro.

E ouro, muito ouro.

Conversas de pé-de-ouvido com generais e compra de produtos exóticos, como viagra e próteses penianas para hospitais das Forças Armadas

Desde a vitória de Bolsonaro militares com aberta defesa de teses autoritárias e antidemocráticas – como o ministro da Defesa, General Braga Neto – passaram a habitar com mais desenvoltura a Praça dos Três Poderes e a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a ponto de mandar recados abertos ao Congresso Nacional e ao STF; e agora se vê que esses líderes militares também gastam, e gastam muito.

E até com coisas exóticas, para não dizer eróticas.

Curiosamente, foi o próprio Braga Neto, quem, no ano passado, às véspera do aniversário do Golpe de 64, juntou no mesmo discurso militares e evangélicos para defender a ditadura, afirmando que estes dois segmentos deram base ao período militar brasileiro, de triste memória.

– Os brasileiros perceberam a emergência e se movimentaram nas ruas, com apoio da imprensa, de lideranças políticas, das igrejas, dos segmentos empresariais, de diversos setores da sociedade organizada e da Forças Armadas – disse Braga Neto. (Relembre aqui)

Felizmente, a descoberta das maracutaias evangélico-militares se deu antes das eleições de outubro, com Bolsonaro já em desgraça nos demais setores sociais e com riscos eleitorais evidentes.

Pelo menos, o Brasil tem a chance de corrigir o seu erro histórico…

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De como Bolsonaro ajudou a dobrar o orçamento de Flávio Dino em 2021

Governo Federal repassou R$ 15,7 bilhões, em forma de auxílios, repasses diretos e isenções fiscais, quase o mesmo valor que o governo maranhense tinha para movimentar no segundo ano da pandemia de coronavírus – e que, de uma forma ou de outra, aumentou a arrecadação de impostos no estado

 

Chamado de demônio o Flávio Dino, Bolsonaro ajudou a aumentar a arrecadação do Maranhão, ainda que indiretamente, repassando quase R$ 16 bilhões

Acusado de ser o demônio pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), o presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou em suas redes sociais que liberou ao Maranhão no período da pandemia (2020/2021) nada menos que R$ 15,7 bilhões.

Esse valor quase dobrou o orçamento de R$ 21 bilhões que o próprio Dino gerenciou em 2021.

Significa dizer que a liberação de recursos de Bolsonaro para Flávio Dino – somada ao dinheiro do próprio estado – fez circular no Maranhão quase R$ 37 bilhões apenas no segundo ano da pandemia de coronavírus.

Não se explica, portanto, que Dino não tenha conseguido amenizar os efeitos da miséria no estado, não tenha melhorado a qualidade das rodovias e não tenha garantido reajuste aos servidores públicos.

Pior: Flávio Dino agora acusa o próprio Bolsonaro pelo aumento da miséria no Maranhão.

Veja os valores repassados por Bolsonaro a todos os estados, incluindo o Maranhão de Flávio Dino e Carlos Brandão

Só em auxílios e benefícios durante a pandemia, Bolsonaro liberou ao Maranhão nada menos que R$ 13,9 bilhões, dinheiro que, de uma forma ou de outra, circulou no estado; e com os sucessivos aumentos de impostos promovidos pelo governador, significa dizer que, a partir de Bolsonaro – Dino aumentou a arrecadação do Maranhão. 

Flávio Dino entregou o governo para o seu sucessor, Carlos Brandão (PSB), com a malha viária comprometida, servidores públicos em greve por falta de reajuste e o Maranhão na rabeira da fome no Brasil.

Os números mostra, por exemplo, que o governo teve arrecadação suficiente – beneficiado direta ou indiretamente por Bolsonaro – para promover o reajuste de cerca de 34% para os professores.

E para onde foi o dinheiro?

Gato comeu?

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Edivaldo Júnior investe forte no segmento evangélico…

Mesmo sem assumir publicamente a condição de bolsonarista, ex-prefeito de São Luís quer arregimentar o eleitorado crente, que seguiu em peso com o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 e hoje ainda está sem definição de rumo no Maranhão

 

Edivaldo e Pastor Cavalcante em evento com mulheres evangélicas em Balsas; caladinho, o ex-prefeito vai ocupando espaços

Pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior, vem apostando forte no segmento evangélico, eleitorado que decidiu as eleições em favor do presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2018.

Crente batista, de postura conservadora, Edivaldo nunca assumiu publicamente a condição de bolsonarista, mas tem apostado forte em um dos principais eleitorados do presidente, sobretudo após receber apoio dos deputados estaduais Pastor Cavalcante e Mical Damasceno (ambos do PSD).

Aos poucos, Edivaldo vai ocupando espaços no interior, levado por deputados como Edilázio, César Pires, Pastor Cavalcante e Sérgio Macedo

O ex-prefeito ocupa a terceira posição na corrida eleitoral, chegando ao empate técnico com o governador-tampão Carlos Brandão (PSB) em alguns cenários.

A aposta no segmento evangélico tem sentido, sobretudo, após afastamento das igrejas do projeto de poder do ex-governador Flávio Dino (PSB), que conduz a campanha de Brandão.

Após período de baixa, sem definição de como seguiria a campanha, Edivaldo vem conduzindo a atual fase de sua candidatura ocupando espaços ignorados por outros pré-candidatos.

E, aos poucos, vai mostrando que chega bem mais longe que o Estreito dos Mosquitos…

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Governo Flávio Dino/Brandão tem relação com empreiteira suspeita do governo Bolsonaro

Maranhense Engefort tem vencido todas as licitações do Governo Federal usando empresa de fachada em nome de familiares de seus sócios; e ganhou obras também no governo maranhense, anunciada pelo próprio ex-secretário Clayton Noleto

 

Placa e máquinas da Engefort anunciando obras do governo Flávio Dino na MA-020; empresa é suspeita de fraudar licitações no governo Bolsonaro

 

A empreiteira maranhense Engefort Construtora e Empreendimentos, denunciada nacionalmente por suspeita de fraudes em licitações no governo Jair Bolsonaro (PL), atuou também no governo maranhense, e realizou obras na gestão de Flávio Dino (PSB), que continuam sob a gestão do governador-tampão Carlos Brandão (PSB).

De acordo com denúncia do jornal Folha de S. Paulo, a Engefort já tem garantidos no governo Bolsonaro nada menos que R$ 640 milhões, dinheiro vencido em concorrência única ou na companhia de sua “irmã” de fachada.

No Maranhão, a a empreiteira atuou na obra de recuperação da MA-020, no trecho entre Coroatá e Vargem, Grande, conforme mostra twitter do ex-secretário de Infraestrutura Clayton Noleto.

Clayton Noleto anuncia no Twitter, ainda em 2020, as obras da MA-020 e anuncia licitação de R$ 70 milhões para a MA-006

Na mesma época, respondendo a internautas, Noleto anuncia “Edital de licitação para investimentos de R$ 70 milhões na MA-006”.

A Engefort atua principalmente na Codevasf; das 99 concorrências de pavimentação da Codevasf realizadas em 2021 por meio de um tipo de licitação simplificada chamada pregão eletrônico, que ocorre de forma online, a a empresa venceu 53.

E foi a única que participou de todas as concorrências…

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Sem conseguir tirar Weverton do páreo, Palácio dos Leões quer agora transformá-lo em bolsonarista

Sob o comando da Secretaria de Comunicação, mídia alinhada à candidatura de Carlos Brandão – dinista e sarneysista – tenta agora afastar o candidato do PDT da relação com Lula, na intenção de polarizar a disputa em um eventual segundo turno

 

Nenhum adas movimentações de Brandão tem surtido efeito contra Weverton, que segue firme na liderança das pesquisas de intenção de votos

O Palácio dos Leões já desistiu de tirar o senador Weverton Rocha (PDT) das eleições de outubro.

Após fracassar em todas as tentativas de esvaziar seu nome, o governo agora sabe que ele é o homem a ser batido.

O governo já manipulou pesquisas de intenção de votos, vendeu espaços para quem quisesse apoiar o governador-tampão Carlos Brandão (PSB), comprou apoio midiático em todos os campos da imprensa – dinista e sarneysista – loteou secretarias e chegou a anunciar a desistência de Weverton.

Tudo em vão; o senador segue na liderança das pesquisas.

Flávio Dino e seus aliados perceberam que não há como impedir a chegada de Weverton no segundo turno.

Mas já que Weverton vai estar lá de qualquer maneira, a ordem agora é transformar, ele próprio, no candidato bolsonarista que Brandão tanto deseja enfrentar.

O Palácio dos Leões sabe que Brandão não tem qualquer vínculo ideológico com o ex-presidente Lula e com o PT, mas tenta criar esta relação de forma artificial.

Ao contrário de Brnadão, a relação de Weverton com Lula é histórica, ideológica, programática e doutrinária, por que os dois são de esquerda. 

Na virada do ano, o Palácio dos Leões tentou criar uma candidatura bolsonarista para enfrentar Brandão no segundo turno – tenta até insuflar o Dr. Lahésio (PSC) como opção bolsonarista

Mas, para isso, era preciso tirar Weverton do páreo, o que não conseguiram; por isso agora querem o próprio Weverton com a pecha de bolsonarista.

Mas tentar rotular o senador como bolsonarista pode ser só mais um tiro no pé de Brandão… 

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1/4 dos brasileiros não querem nem Lula, nem Bolsonaro…

Dados da Quaest Consultoria mostram que 26% do eleitorado brasileiro prefere votar em um candidato diferente do petista e do atual presidente, dado reforçado pelos índices de 52% de indecisos na pesquisa espontânea, quando não são apresentados nomes de candidatos

 

Lula vence Bolsonaro e os demais candidatos em todos os cenários, mas 1/4 do eleitorado não quer, nem ele, nem Bolsonaro, no comando do país

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 12, a primeira sobre a corrida presidencial registrada na Justiça Eleitoral, mostra que 26% do eleitorado brasileiro prefere votar em um nome que não seja nem o do presidente Jair Bolsonaro (PL), nem o do ex-presidente Lula (PT).

Isso significa que 1/4 do eleitorado não quer nem Lula nem Bolsonaro no comando do país.

Esse dado é reforçado na pesquisa espontânea – quando os nomes dos candidatos não são apresentados – em que 52% dos entrevistados estão indecisos, índice superior ao registrado em Lula.

Nos números estimulados, Bolsonaro tem rejeição de 66% dos entrevistados, contra 43% de Lula.

Mas quando os pré-candidatos são apresentados, o eleitorado manifesta-se majoritariamente em favor do petista, que venceria em primeiro turno, caso a eleição fosse hoje.

Ele também derrotaria todos os adversários em um confronto direto de segundo turno.

A Quaest entrevistou duas mil pessoas em todo país. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o número BR-00075/2022.

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Aliança com Josimar pode reforçar projeto de Roberto Rocha ao Senado

Senador deve entrar no PL com as garantias de que terá espaço para sua candidatura ao Senado e a eleição do filho a deputado federal, garantindo o palanque para o presidente Jair Bolsonaro no Maranhão, que pode ainda reunir Lahésio Bonfim

 

Roberto Rocha e Josimar podem fazer juntos o sinal das mãos nas eleições de 2022

Os acertos para filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL estão praticamente fechados; e na pauta do partido de Valdemar Costa Neto há também projetos para o Maranhão, que incluem a filiação do senador Roberto Rocha.

O deputado federal Josimar Maranhãozinho continuará com o controle do partido e será o candidato a governador; Roberto Rocha deve ser a opção ao Senado, uma vez que tem diminuído sua diferença em relação ao governador Flávio Dino (PSB).

Tanto Rocha quanto Maranhãozinho têm a convicção de que a relação com Bolsonaro nas eleições darão a eles entre 10 e 15 pontos percentuais, ainda que a força eleitoral da esquerda seja maior no estado.

Mas a articulação inclui ainda a atração do prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, que também é candidato a governador, pelo PTB.

A junção dos três pode fortalecer um setor da oposição ao projeto de poder de Flávio Dino e embaralhar o jogo da sucessão.

O anúncio da filiação de Bolsonaro deve ser feito nos próximos dias…

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“Enquanto Bolsonaro é vaiado, Lula é recebido com honras de chefe de estado na Europa”, diz Zé Inácio

O deputado Zé Inácio usou a tribuna da Assembleia nesta quarta-feira (17) para dar destaque a viagem do presidente Lula a Europa para dialogar sobre o cenário atual no mundo e na América Latina.

Lula já passou pela Alemanha, Bélgica, França e finaliza sua viagem na Espanha.

Lula participou de reunião com o bloco social democrata do parlamento europeu, que contou com líderes da Europa e da América Latina e fez uma palestra na conferência sobre o Brasil no Instituto de Estudos Políticos de Paris.

Em seus discursos Lula tem reafirmado a urgência de o brasil retornar à normalidade ética e democrática, de seguir o caminho da inclusão e justiça social, de superar a fome e a miséria, e as mudanças climáticas.

O ex-presidente lula também tem denunciado as atrocidades do governo Bolsonaro, que vem destruindo a economia brasileira, enfraquecendo a maior empresa pública do brasil, a Petrobras.

“Nós temos percebido que o debate sobre o meio ambiente não está na agenda do Presidente Jair Bolsonaro e a política econômica, capitaneada pelo Ministro Paulo Guedes, tem trazido o Brasil ao mapa da fome e ao aumento da miséria. Esse debate, Lula tem feito aqui no Brasil, e está fazendo na Europa. Enquanto Bolsonaro, na sua viagem internacional, ficou isolado e em alguns momentos foi vaiado. É por isso que, dadas as referências dos governos do PT, do governo do ex-presidente Lula, do que fez a ex-presidente Dilma, nós entendemos que um novo Brasil é possível.”, comentou Zé Inácio sobre o discurso de lula.

O parlamentar finalizou citando um trecho importante do discurso do ex-presidente:

“Neste planeta que compartilhamos, o futuro da humanidade precisa ser construído com diálogo e não autoritarismo, com paz e não com violência; com mais livros e não mais armas; com mais escolas para termos menos presídios. Com mais verdade, e menos mentiras. Com mais respeito à natureza, para assegurarmos a água, o ar e a vida para nossos filhos e netos. Com mais acolhimento e solidariedade, e menos exclusão”.

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Em pesquisa do Planalto, Roberto Rocha disputa liderança com Weverton Rocha

Em cenários com a ex-governadora Roseana Sarney, senadores mostram acirrada disputa pelo segundo lugar, em situações nas quais o vice-governador Carlos Brandão mantém-se distante, atrás do ex-prefeito Edivaldo Júnior e do deputado federal Josimar Maranhãozinho

 

Os senadores Weverton e Roberto Rocha devem repetir no Maranhão a polarização da disputa nacional entre Lula e Bolsonaro

Uma pesquisa em poder do Palácio do Planalto sobre a corrida eleitoral no Maranhão animou o senador  Roberto Rocha (sem partido) a entrar na disputa pelo Governo do Estado.

Segundo apurou o blog Marco Aurélio D’Eça, Rocha disputa com o senador Weverton Rocha (PDT) – em rigoroso empate técnico, na casa dos 15% – o segundo lugar em cenários com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

Esta posição de Roberto Rocha animou o presidente Jair Bolsonaro a apostar em sua candidatura; e foi o que levou à tentativa de tomada do PL no Maranhão, hoje em mãos do deputado federal Josimar Maranhãozinho.

Maranhãozinho, aliás, gravita entre 9% e 11% na mesa pesquisa; e também sonha ser o candidato do bolsonarismo no Maranhão.

O acirramento entre Roberto Rocha e Weverton Rocha também se confirma nos cenários da pesquisa sem Roseana  Sarney. Os dois sobem cerca de dois pontos e se mantêm empatados, com vantagem decimal do senador pedetista.

Neste cenário, o vice-governador  Carlos Brandão (PSDB), tido como candidato preferido do governador Flávio Dino (PSB), soma 6%, atrás de Josimar e do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PSD), que chega a 9%.

Os números em poder de Jair Bolsonaro mostram que a sucessão no Maranhão também caminha para uma polarização entre o bolsonarismo e o dinismo.

E deve vencer quem errar menos…

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Zé Inácio culpa Bolsonaro por aumento da pobreza no Brasil

Zé Inácio aponta problemas no governo que levaram ao aumento da pobreza no país

O deputado Zé Inácio usou a tribuna para falar sobre duas datas muito importantes que merecem destaque e atenção, o Dia Mundial da Alimentação e o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, 16 e 17 de outubro respectivamente.

O parlamentar destacou que é fundamental erradicar a pobreza, garantir a produção de alimentos e principalmente colocar alimentos na mesa dos brasileiros. “O que nós temos visto nesses últimos anos, sobretudo agora no período do governo Bolsonaro, é o aumento da pobreza no Brasil e a consequência disso é o aumento da insegurança alimentar dos brasileiros”, disse.

Atualmente o Brasil registra mais de 19 milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar, consequência da política econômica do Governo Federal que não tem garantido desenvolvimento econômico com inclusão social, nem uma política econômica que possa gerar emprego, visto os 14 milhões de desempregados.

“Se não tem emprego, há uma volta da carestia, há uma volta da inflação, a consequência são as pessoas não terem como comprar o alimento, e muitos aí estão passando fome. Então, eu queria fazer esse destaque dizendo que é preciso que haja uma rápida mudança nessa política econômica que não prestigia o trabalhador, o povo brasileiro, e tem servido simplesmente para fazer uma política que agrada o capital especulativo, o capital internacional”, afirmou Zé Inácio.

Ainda em seu discurso Zé Inácio comentou as tristes cenas que viralizaram na internet na última semana, onde pessoas avançavam em um caminhão de lixo atrás de restos de comida para poder matar a dor da fome. Cenas semelhantes também foram registradas no Rio de Janeiro, quando no último mês moradores da cidade recorreram aos restos de osso e carnes rejeitadas por supermercados para tentar matar a fome. Uma grave situação que atinge alguns dos maiores estados do país, como São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Rio de Janeiro.

E finalizou dizendo “Nós precisamos debater a volta da pobreza no Brasil, fruto do desgoverno do Presidente Jair Bolsonaro. Precisamos discutir a alta dos alimentos que se dá paralelamente com o aumento da fome e da pobreza no Brasil. Hoje temos a carne, o arroz, o feijão mais caros, o botijão de gás, em algumas cidades chega a mais de R$ 120. A pobreza está generalizada no Brasil”.