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Cajueiro: Rafael Leitoa rebate oportunismo de Wellington do Curso…

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Rafael Leitoa (PDT), usou a tribuna da Casa, na sessão desta quarta-feira (14), para rebater o discurso oportunista de Wellington do Curso (PSDB) sobre a decisão judicial de reintegração de posse na comunidade Cajueiro, para a construção de um porto de uma empresa privada.

Leitoa criticou o discurso demagógico e hipócrita da oposição, que aproveita o momento frágil de algumas famílias para atacar o governador Flávio Dino. “E o interessante é que o deputado da oposição não aponta em nenhum momento a justiça, que foi quem definiu, decidiu a desapropriação”, afirmou.

O líder lembrou que, em 2015, o governo Flávio Dino revogou um decreto de desapropriação, assinado no final do governo anterior, com o intuito de aprofundar estudos para dialogar com as famílias.

“E, nesse intervalo, várias famílias foram indenizadas, várias famílias aceitaram o acordo de saída da área que possuía um particular. E a justiça agora sentenciou a desapropriação, a desocupação. A manifestação tem que estar dentro do Tribunal de Justiça, porque tem uma decisão da justiça exigindo a desapropriação da área, e não o governador Flávio Dino”, esclareceu.

Para Rafael Leitoa, o desenrolar dos fatos deixou claro que a única coisa que interessa à oposição é o caos.

“Ontem, durante uma entrevista coletiva, o deputado que subiu à tribuna invadiu a dependência do Governo, com alguns manifestantes que não são nem as famílias que estão sendo desocupadas, a fim de tumultuar a coletiva, a fim de tumultuar o diálogo. E aí fica a pergunta: Quem que não quer diálogo?”, questionou.

De acordo com o líder do Governo, querem transformar uma ação judicial, “uma determinação judicial num palanque político para desgastar o governador Flávio Dino que, todos os dias, temos conquistas sociais no nosso estado”.

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Novo vídeo mostra ação de policiais contra moradores do Cajueiro…

Moradores recusam-se a sair da área onde tratores estão operando e são empurrados por PMs, que usam spray de pimenta – até contra uma grávida – e chegam a posicionar armamentos

 

Um novo vídeo sobre a operação da Polícia Militar na desocupação do povoado Cajueiro – onde será construído um porto da empresa WTorre – mostra ações policiais fora do razoável.

As imagens mostram moradores inconformados, recusando-se a sair da área onde tratores operam na destruição das casas. Os PMs empurram alguns e usam spray de pimenta em outros.

O spray chega a atingir uma mulher grávida, quer sai cambaleando.

Em dado momento, aparece um dos policiais com arma – que parece ser uma cartucheira ou algo parecido – em posição de ataque.

O vídeo está sendo divulgado em aplicativos de troca de mensagens…

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Vila Cajueiro: Flávio Dino jamais deveria ter agido como agiu…

As ações de guerra que desabrigaram moradores para abrigar um porto da WTorre – e culminaram com violência da Polícia Militar em frente ao Palácio dos Leões – poderia ter ocorrido em qualquer governo, menos no do comunista que adora posar com o boné do MST

 

FLÁVIO DINO EM UMA DE SUAS INÚMERAS AUDIÊNCIAS COM O LÍDER DO MST, JOÃO PEDRO STÉDILE: apoio aos sem terra e promessa de garantia em desapropriações

Editorial

Alguma coisa não está ajustada na cabeça do governador Flávio Dino (PCdoB) desde que ele resolveu abandonar o Maranhão para antecipar a disputa presidencial contra Jair Bolsonaro (PV).

Só um fator que tenha tirado o comunista do eixo pode explicar – mas não justificar – as ações de extrema violência da Polícia Militar na segunda-feira, 12 contra moradores indefesos do povoado Cajueiro.

Atos como este poderiam ocorrer em qualquer governo, menos no de um governador que foi advogado de Sem Terra, adora posar com boné do MST, e já afirmou até que nenhuma ação de desapropriação ocorreria sem avaliação própria do Executivo.

A omissão de Flávio Dino em relação aos moradores agora desabrigados foi algo sem precedentes na história política do Brasil.

Seu lavar de mãos nas redes sociais foi uma agressão não apenas a todos os que lutam pelos direitos humanos e pela dignidade dos cidadãos – incluindo seu secretário Chico Gonçalves – mas também ao próprio Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

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FLÁVIO DINO DE MÃOS DADAS COM OS CHINESES E O EMPRESÁRIO WALTER TORRE (no círculo), no lançamento da pedra fundamental do porto que desabrigou moradores do Cajueiro

Mesmo se houvessem alguns mal-intencionados entre os moradores; ainda se houvesse uma exploração política do fato – o que não é o caso – Flávio Dino não tinha o direito de agir como agiu.

E o uso da mídia alinhada pelo Palácio dos Leões para tentar remediar a omissão do governo comunista foi ainda mais covarde, porque mentirosa, calçada que foi em “informações” sem confirmação.

Há quem aponte no desastroso episódio do Cajueiro e do Palácio dos Leões o início do fim do projeto presidencial de Flávio Dino.

Pode até não ser para tanto, mas esta será uma mancha indelével em seu currículo nacional.

É aguardar em conferir…

 

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Edilázio relata clima de guerra no Maranhão com ação da Polícia Militar

Em discurso na tribuna da Câmara Federal, deputado ressalta que o governador Flávio Dino não cumpre decisões judiciais, mas decidiu cumprir na expulsão dos moradores do povoado Cajueiro

 

O deputado Edilázio júnior (PSD) relatou na Câmara Federal todo o clima de guerra criado pela Polícia Militar durante a retirada dos moradores do povoado Cajueiro, para atender a pedido de reintegração de posse da construtora WTorre.

Ao lembrar que o governador Flávio Dino (PSD) “é useiro e vezeiro” em descumprir decisão judicial, Edilázio acusou o comunista de usar a Polícia Militar para dar garantiras à empresa, que pretende construir um porto privado na área.

– Ele mandou todo o aparato policial para a Zona Rural de São Luís, para um distrito conhecido como cajueiro; e lá, com toda força, esses policiais tiraram os moradores e derrubaram suas moradias – ressaltou.

EM 2015, A POLÍCIA MILITAR JÁ RECEBIA À BALA MANIFESTANTES QUE TENTASSEM SE APROXIMAR DO PALÁCIO DOS LEÕES, onde Flávio Dino recebe líderes do Movimento Sem Teto

No discurso, o parlamentar lembrou também que, à noite, os moradores foram à praça Pedro II, pedir conversa com Flávio Dino; e foram recebidos à bala.

– Esses moradores tiveram a audácia de ir para  aporta do Palácio dos Leões pedir clemência ao governador, pedir ajuda ao governador. E ali ficaram, de forma pacífica, sem gritaria. E qual foi a ordem do governador? Quando se sentiu incomodado com a presença dos sem-teto, o couro comeu, a bordoada comeu com esses que pediam clemência. Foi usado a tropa de choque, com spray de pimenta, bomba de gás lacrimogêneo, balas de borracha para dispersar meia dúzia de pessoas que pediam ajuda do governo – destacou.

Em seu pronunciamento, Edilázio lembrou a ação da PMMA na Vila Nestor, que resultou, inclusive, na morte de um sem-teto, em 2015. (Relembre aqui e aqui)

Ainda no discurso, o parlamentar destacou que a WTorre foi doadora da campanha de Flávio Dino.

Veja os vídeos acima