Estádio Adolfo Queiroga, o popular “campo do Jabota” é uma área pública que está há anos sem uso adequado e tida como posse de uma família, que tenta negociá-la, mesmos em documentação

HISTÓRIA DESTRUÍDA. O campo do jabota atualmente, todo destruído e sob risco de loteamento irregular
Bem na subida do Coroado para o Parque Timbiras há um espaço às margens do rio das Bicas que por muitos anos fez a alegria dos amantes de futebol, principalmente dos coroadenses, mas também de moradores das comunidades vizinhas.
O Estádio Adolfo Queiroga, o popular “campo do jabota”, serviu, no fim dos anos 80, até mesmo de centro de treinamento para as categorias de base do Sampaio Correa, ajudando a revelar craques como Fuzuê e Wanberto.
- no início dos anos 90, os campeonatos de futebol do Coroado atraiam toda a comunidade;
- a partir desta época, a família Queiroga passou a controlar o espaço, se apossando dele.
E a partir daí os problemas começaram.
A comunidade denuncia que, desde o início dos anos 2000, o Campo do Jabota começou a ser cercado por lotes vendidos por Adolfo Queiroga, que dá nome ao campo por decisão dos filhos. Desde a morte do patriarca, os filhos vêm tentando negociar a área, o que só não conseguem por falta de documentação legal. (Veja os vídeos que ilustram este post)
- abandonado e tomado por lixo, o “estádio” já não atende aos desportistas do bairro;
- aos poucos, lotes vão sendo demarcados ao seu redor, sem fiscalização do poder público.
Há anos comunitários e desportistas tentam garantir o controle do espaço desportivo; a omissão das associações comunitárias também dificulta a posse, que continua sob controle dos Queiroga.
Até o Grupo Mateus já chegou a vistoriar a área para eventual compra – ou ocupação – o que só não ocorreu por falta de documentação.
Diante do imbróglio, o campo vai pouco a pouco sendo destruído…
