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“O DEM está fechado com Weverton”, diz Juscelino Filho a Brandão

Deputado federal e presidente regional do partido afirmou que ele, o pai, a irmã e todos os aliados do DEM comunicaram ao vice-governador que trabalham em favor do senador e torcem para que haja um consenso na base governista

 

Levados pelo ex-deputado Stênio, os Rezende disseram de corpo presente a Brandão: apoiam Weverton Rocha para o governo

Chamado a uma reunião no Palácio dos Leões para mais uma tentativa de conversa com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o presidente regional do DEM, deputado federal Juscelino Filho, reafirmou seu apoio à candidatura do senador  Weverton Rocha ao governo.

– Na reunião deixei claro ao vice-governador Carlos Brandão, pessoa ao qual tenho relação e respeito, a nossa posição política. Minha, da minha irmã Luanna, prefeita de Vitorino Freire, e do meu pai ex-deputado Juscelino Rezende, assim como todos correligionários do DEM: estamos apoiando a pré candidatura do senador Weverton – afirmou o deputado.

Nas várias tentativas de construção de uma narrativa de fortalecimento de Brandão, seus aliados na mídia têm criado todo tipo de especulação sobre apoios.

Basta surgirem imagens de Brandão com lideranças políticas para as especulações ganharem a mídia alinhada ao Palácio dos Leões.

Juscelino Filho disse que aguarda a decisão do governador Flávio Dino (PSB) sobre as candidaturas em sua base; torcendo pelo consenso.

– Torcendo para que, em novembro, momento o qual o governador definiu pela escolha do candidato, estejamos todos unidos em torno de um só projeto – afirmou Juscelino.

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Fala de Jerry sobre vice anima aliados de Weverton e irrita “brandonistas”

Em entrevista ao jornal O Imparcial, secretário de  cidades confirma que será candidato a  deputado federal, mas diz que poderia – e está preparado para – disputar qualquer cargo, o que levou a uma série de interpretações ao agrado de cada patrão

 

Principal interlocutor de Flávio Dino, Márcio Jerry é mais próximo de Weverton do que de Brandão; mas sua candidatura é a deputado federal

Uma simples resposta retórica do secretário de Cidades, Márcio Jerry, ao jornal O Imparcial, gerou uma série de narrativas sobre as eleições de 2022 e até à formação de chapa para a disputa de governo.

As partes essenciais da declaração estão transcritas abaixo:

“Disputarei a eleição de federal no ano que vem. (…) Mas, evidentemente, com toda humildade, que eu me sinto preparado para qualquer desafio. As pessoas para assumir uma função no Executivo, por exemplo, precisam ter biografia, e eu tenho. Precisa ter conhecimento do Maranhão, eu tenho e muitíssimo. Para ter uma vida pública marcada pela probidade, pela honestidade, eu também tenho, de modo que estou habilitado a disputar qualquer cargo dentro do Maranhão”.

Os aliados do senador  Weverton Rocha (PDT), um dos pré-candidatos do grupo de Flávio Dino (PSB) animaram-se em interpretar a resposta como uma admissão de possibilidade de compor a chapa.

Jerry é adversário político da família do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), em Colinas, o que dificulta qualquer aliança em torno do tucano. Natural, portanto, que a possibilidade de ele compor chapa encaminhe a interpretação para  Rocha.

Mas os aliados de Brandão buscaram também as suas interpretações para a frase de Márcio Jerry; e chegaram a afirmar que ele não apenas descartou candidatura a vice como também descartou aliança do PCdoB com o PDT.

Retóricas narrativas apenas.

A análise sintática, semântica e morfológica do texto de Márcio Jerry leva a uma simples, clara e única interpretação: o secretário é candidato a deputado federal; mas, no caso de vir a ser chamado a disputar outro posto – e apenas nesta hipótese – disse sentir-se preparado para tal.

Foi apenas isso, e tão somente isto, que o presidente Márcio Jerry disse ao jornal O Imparcial.

O resto, é construção narrativa de aliados de candidatos.

Simples assim…

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A aproximação entre Brandão e Weverton…

Vice-governador e senador têm se reunido cada vez mais, desde a reunião com o governador Flávio Dino, e buscam juntos o consenso para a escolha do candidato da base governista em 2022

 

Brandão e Weverton em mais uma tentativa de armistício: para muitos, mais uma humilhação de Dino aos dois; para outros, busca de consenso

As imagens que ganharam a imprensa, a blogosfera e as redes sociais no fim de semana foram a confirmação de um fato já consolidado nos bastidores: o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) têm-se reunido cada vez mais para discutir a sucessão do governador Flávio Dino (PSB)

Desde a reunião do dia 6 de julho, em que Dino estabeleceu os critérios para escolha do seu candidato, os dois principais nomes da base têm conversado constantemente, um tentando convencer o outro de que é a melhor opção do grupo.

Há duas semanas, por exemplo, o vice-governador e o senador reuniram-se em um jantar a sós, em que foram colocados argumentos de convencimento mútuo.

O blog Marco Aurélio D’Eça apurou que, neste jantar, Weverton ofereceu, mais uma vez, apoio a Brandão em uma eventual indicação para o Tribunal de Contas do Estado.

– Se o TCE é tão bom, por que não vai você? – teria respondido Brandão.

Mas, mesmo diante desta “treta”, o clima tem amenizado de lado a lado.

Weverton, por exemplo, deixou de realizar reuniões no interior e de ostentar apoios de partidos, prefeitos e lideranças, embora mantenha suas articulações nos bastidores. 

O senador espera que os termos do Pacto assinado por Flávio Dino e Brandão sejam cumpridos em novembro, quando pretende mostrar o cumprimento de todos os pré-requisitos para ser o candidato da base.

Brandão, por sua vez, também recuou na pressão para que Flávio Dino assuma logo sua preferência por ele. Mas continua realizando reuniões políticas com partidos fora da base, a exemplo do MDB e do PSD, que fazem oposição de Dino.

O vice-governador espera ser indicado em novembro dentro de critérios próprios, como o fato de que assumirá o governo em abril e terá condições de manter as políticas implantadas por Flávio Dino.

Neste clima mais amistoso é que os dois pré-candidatos vão se movimentando neste período de recesso parlamentar.

O clima deve esquentar, porém, a partir de agosto, quando ambos pretendem intensificar as articulações para se consolidar como a melhor opção do grupo.

Mas esta é uma outra história…

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Weverton é para Flávio Dino o que Lobão sempre foi para Sarney…

Ex-ministro de Minas e Energia sempre se manteve leal ao ex-presidente – mesmo preservando a sua independência política – assim como o atual senador em relação ao atual governador

 

Lobão se manteve leal a Sarney durante toda a sua vida política, mesmo com independência; e se mantém até hoje ao lado do ex-presidente

Ensaio

A reação de aliados do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) – e de oposicionistas, tanto sarneysistas quanto bolsonaristas – ao encontro do governador Flávio Dino (PSB) com o ex-ministro Carlos Lupi (PDT), terça-feira, 20, fez lembrar a expectativa que aliados e oposicionistas do sarneysismo tinham na relação do ex-ministro, ex-governador e ex-senador Edison Lobão com o ex-presidente José Sarney. 

Lobão sempre foi leal a Sarney, embora mantivesse por toda a sua trajetória política uma independência clara em relação ao ex-presidente.

Sem precisar bajular Sarney, Lobão elegeu-se deputado federal, senador e governador, foi ministro de Minas e Energia e presidente do Senado, mantendo seu grupo alinhado ao projeto do próprio Sarney, sem dependência.

Oposicionistas à esquerda e à direita do sarneysismo sempre incensaram Lobão a romper com Sarney para liderá-los em um levante pelo poder no Maranhão.

Lobão sempre recusou e se manteve fiel ao grupo. 

A história mostra que o grupo Sarney perdeu força após um racha por traição – não de Lobão – mas de quem sempre se vendeu como “o mais leal entre os leais”.

Weverton tem vida política própria, grupo próprio, mas se mantém leal ao projeto do governador Flávio Dino desde a sua entrada na vida pública

Bolsonaristas, sarneysistas e aliados de Carlos Brandão criaram para o encontro entre Dino e Lupi narrativas distintas, mas com o mesmo objetivo: afastar o senador Weverton Rocha (PDT) do governador  Flávio Dino (PSB).

Os oposicionistas – bolsonaristas e sanreysistas – querem o rompimento, obviamente, por que necessitam de alguém que possa liderá-los em um levante contra o dinismo.

Já os aliados de Brandão querem tirar Weverton do páreo da disputa pelo Governo do Estado dentro da base dinista.

Uma mera repetição da história: Weverton Rocha é hoje para Flávio Dino o que Lobão foi para Sarney ao longo dos últimos 50 anos.

Assim como Lobão em relação a Sarney, o senador pedetista se mantem leal a Flávio Dino, mesmo mantendo uma independência política clara em relação ao governador.

Weverton cumpre as regras estabelecidas pelo próprio Flávio Dino e trabalha para ser candidato a governador, mas respeitando o pacto firmado por toda a base, mantendo-se leal ao projeto dinista.

Lobão sempre teve vida própria em relação a Sarney, mas respeitou sua liderança e se manteve leal por toda vida, inclusive hoje, após aposentadoria política.

Fiador do vice Brandão, José Reinaldo Tavares impôs duro golpe a Sarney, passou por Jackson, juntou-se e afastou-se de Dino e agora está novamente ao lado do governador

Para completar a história: contemporâneo de Lobão, o ex-governador José Reinaldo Tavares era tido por todos como uma espécie de “filho postiço mais velho” de Sarney.

Mas foi Zé Reinaldo – e não Lobão – quem impôs ao ex-presidente a mais violenta traição, logo na primeira oportunidade de poder.

É assim que a história política, como a história do mundo, se repete ao longo dos anos.

Como farsa ou como tragédia…

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Zé Reinaldo prega renúncia de Flávio Dino em favor de Brandão

Ex-governador, que coordena grupos favoráveis ao atual vice em grupos de whatsapp – e reúne aliados periodicamente para discutir os cenários eleitorais – esperava “posicionamento mais firme” do governador na reunião com aliados e diz que só o afastamento do titular, já em 2021, garantirá a unidade da base em torno de um candidato único

 

Brandão quer assumir o governo para poder trabalhar sua candidatura; José Reinaldo defende que isso ocorra logo

Quem leu o blog O Informante nesta terça-feira, 6, e conhece o contexto político maranhense, entendeu claramente o recado do post “A ‘Carta’ de Waldick e a missiva da reunião”.

Em seu final, o texto diz, claramente: “Por fim, não custa nada lembrar – apesar de isso não ter nada a ver com o ‘nosso’ cenário – um outro trechinho d’A Carta de Waldick: ‘renunciar/ seria a solução/ mas não apagaria de nossas almas cruel paixão…'”

A pregação subliminar de O Informante, principal blog do Jornal Pequeno – usando a clássica canção braileira -, é a mesma que vem defendendo o ex-governador José Reinaldo Tavares em grupos de Whatsapp alinhados ao vice-governador Carlos Brandão e em reuniões periódicas de aliados seus.

José Reinaldo entende que a unidade da base do governo Flávio Dino só ocorrerá com a sua renúncia do cargo, em favor de Brandão.

O ex-governador ficou, inclsuive, frustrado com a reunião de segunda-feria, em qeu esperava “posicioanemnto mais firme” de Flávio Dino em favor de Brnadão.

Curiosamente, dentre os pré-cadidatos, o próprio Brandão foi o mais insatisfeito com a repgaão do consenso na base.

Há pelo menos quatro semanas, o titular do blog Marco Aurélio D’Eça tem tido acesso a conversas de Tavares com amigos; em todas, ele justifica esta saída como tranquila para Dino por que, segundo o ex-governador, ele já estaria com sua eleição selada para o Senado, “em qualquer circunstância”.

A tese da renúncia de Dino – para que Brandão assuma mais de um ano antes do pleito – tem adeptos, inclusive, no Palácio dos Leões, mas ainda não havia sido publicizada, mesmo que em mensagem cifrada como a d’O Informante.

Este primeiro “toque” público sobre o que quer a dupla Tavares/Brandão seria uma reação ao desdobramento da reunião de segunda-feira, 5, em que nada foi decidido a não ser a garantia de apoio de todos os pré-candidatos e de todos os partidos à candidatura de Dino ao Senado.

Tanto Tavares quanto Brandão esperavam que Flávio Dino impusesse o nome do vice e cobrasse fidelidade dos aliados, o que, aliás, vem sendo pregado por José Reinaldo desde que voltou às boas com Dino.

Pelo andar da carruagem – e pela leitura que se tem da Carta-Compromisso assinada na reunião – a decisão sobre o “candidato único”na base de Dino deve ficar para o ano que vem.

É tudo o que José Reinaldo e Brandão não querem, já que perdem o tempo e a margem de manobra para atrair aliados.

E “A Carta de Waldick…” trazida à tona pelos aliados dos dois na mídia, só reforça o clima nos círculos mais próximos ao governador.  

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“Processo de escolha do candidato começa agora”, diz Flávio Dino ao convidar partidos…

Em reunião com os presidentes das 17 legendas que compõem sua base, governador vai apresentar os critérios de escolha do seu sucessor, levando em conta as regras que foram estabelecidas em 2012, 2014, 2016 e 2018 – quando o grupo venceu as eleiçoes – e ignoradas na derrota de 2020

 

Dirigentes de aprtidos e pré-candiatos irão discutir com Flávio Dino as regras para esoclha do candiato da base à sucessão de 2022

O governador Flávio Dino (PSB) vai inciar oficialmente nesta segunda-feira, 5, em reunião com os presidentes de partidos e pré-candidatos a governador, o processo de escolha daquele que ganhará o papel de sucessor em sua base.

O nome escolhido deve ser apresentado entre outubro e novembro, exatamente um ano antes do pleito e com as regras eleitorais já definidas no Congresso Nacional.

Na conversa com os dirigentes partidários, Dino repetirá o que tratou na reunião de sábado, com os pré-candidatos Carlos Brandão (PSDB) e Weverton Rocha (PDT): as regras para escolha serão as mesmas usadas em 2012, 2014, 2016 e 2018, quando o grupo teve importantes vitórias em São Luís e no estado.

O governador reconhece, inclusive, que a derrota em São Luís em 2020 se deu exatamente pelo descumprimentos das regras vitoriosas.

É exatamente para reafirmar essas regras que o governador começará a conversar com os 17 partidos da base.

A reunião está marcada para as 17 horas, no Palácio dos Leões…

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Flávio Dino vai reunir partidos, mas sem perspectiva de decisão

Após mais um encontro com o vice-governador Carlos Brandão e com o senador Weverton Rocha – em que nada foi decidido – governador quer ouvir agora os dirigentes partidários

 

Governador entre Weverton e Brandão, após almoço de sábado; nenhuma decisão e campanha seguindo em frente

O governador Flávio Dino (PSB) tem encontro marcado para esta segunda-feira, 5, com os presidentes dos 17 partidos que compõem a sua base de apoio.

Vai falar sobre as eleições de 2022, mas sem nenhuma perspectiva de decisão sobre candidaturas.

A reunião – adiada duas vezes, em maio e  em junho – visa buscar a unidade da base para um candidato único ao governo, mas o próprio Flávio Dino não consegue mais impor um nome sem gerar arestas.

No sábado, Flávio Dino almoçou com os dois principais candidatos da base: o senador  Weverton Rocha (PDT), que lidera as pesquisas entre os aliados, e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), cujos aliados dizem ser o preferido do governador.

Nenhuma decisão foi tomada durante o almoço de sábado; tanto Weverton quanto Brandão saíram do almoço direto para compromissos de pré-campanha no interior.

Com a base praticamente já toda posicionada em relação a um ou outro candidato, Flávio Dino vai ficando sem poder de articulação, uma vez que precisa, ele próprio, dos trunfos que têm Weverton e Brandão.

O senador lidera uma forte corrente partidária, que já tem sete partidos e pode chegar a 10 até as convenções; o vice-governador, por sua vez, vai assumir o mandato em abril de 2022, controlando a máquina que Dino precisará.

Diante dessas situações, o governador apenas ouvirá os dirigentes partidários, entre eles os próprios Brandão e Weverton, que comandam seus partidos no estado.

De uma forma ou de outra, reunião servirá para que se tenha ideia de quem é quem na base governista…

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Pesquisa expõe a difícil equação de Flávio Dino com Carlos Brandão

Favorito em todos os cenários para o Senado, governador não consegue impor o nome do seu vice sem rachar a base, sobretudo com outros dois aliados em posições bem melhores; e corre o risco de ver outras opções de chapa contra seu próprio projeto em 2022

 

Flávio Dino quer Brandão, mas não consegue impor seu nome sem rachar a própria base, que tem preferência por Weverton Rocha

Dez entre 10 analistas políticos maranhenses afirmam que o governador Flávio Dino (PSB) prefere ter o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como candidato de sua base às eleições de 2022.

E o motivo é óbvio: Brandão assumirá o governo e Dino, já sem mandato, precisará da estrutura comandada pelo tucano para consolidar-se como favorito ao Senado.

O problema é que Brandão não consegue se viabilizar como opção, apesar de todos os esforços de Dino, por que, na base, têm também candidatos muito melhor posicionados: Weverton Rocha (PDT), que lidera as pesquisas, e Edivaldo Júnior (sem partido), segundo colocado.

E as mais novas pesquisas Exata e Escutec expuseram ainda mais essa fragilidade do projeto de Flávio Dino.

Como o governador irá convencer Weverton e Edivaldo a não entrar na disputa?

Como vice, Brandão tem pouca margem de manobra para garantir apoios de partidos e depende exclusivamente da imposição de força de Flávio Dino.

Quando assumir o governo, o vice terá pouco tempo de margem para usar, ele próprio, a força do governo para atrair aliados.

E tanto os movimentos de Flávio Dino quanto os do próprio Brandão podem gerar rachas perigosos em uma eleição que parece fugir ao controle do governador.

Exatamente como ocorreu em 2020…

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Demora de Flávio Dino diminui sua liderança e prejudica Brandão e Weverton

Governador quer solução que contemple ao mesmo tempo seu próprio projeto, o do vice e o do senador, o que é impossível, gera desgaste, faz surgir novos interesses na disputa de 2022 e abre espaço para novo racha na base

 

Flávio Dino perdeu tempo de escolha do seu candidato e agora não tem como evitar nem a candidatura de Brandão, muito menos a de Weverton

Análise de conjuntura

Desde o final do ano passado, o governador Flávio Dino (agora no PSB) dá sinais de que não sabe o que fazer com a disputa aberta em sua base entre o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) pelo direito de ser candidato a governador em 2022.

Ao buscar um consenso quase impossível em torno de um candidato único, o governador ignora que, tanto Brandão quanto Weverton, sendo candidatos, já deram garantias de que terão ele próprio como candidato a senador.

Seria uma situação inédita, com um candidato a senador único no estado, tendo dois ou até mesmo vários palanques de governador; mas Dino resiste por achar que pode impor a desistência de um dos dois.

Não pode mais.

E a demora em anunciar sua posição tem forçado o surgimento de outros nomes na disputa, como os dos secretários Felipe Camarão (PT) e Carlos Lula (PCdoB), defendidos por membros da própria base.

Quanto mais demora em liberar a base, mais Flávio Dino perde liderança.

Demora do governador em escolher seu candidato – ou liberar a base – tem levado aliados a defender nomes como o de Felipe Camarão e até o de Carlos Lula

Como impedir Carlos Brandão de ser candidato, uma vez que ele assume o governo em abril de 2022, tem grupo de aliados sedentos por chegar ao poder e pode fazer campanha no cargo?

Como esperar que Weverton desista da disputa mesmo com oito partidos em sua aliança, apoio dos principais dirigentes institucionais e fechado com os maiores colégios eleitorais?

A troco de quê um deles sairia da disputa?

Por obediência canina a Dino?

Por submissão ao seu projeto?

Por amor à causa sociocomunista?

Se Flávio Dino quisesse mesmo comandar a sua sucessão teria definido lá atrás o seu candidato; e a partir de então, qualquer outro que se movimentasse estaria sem o aval do Palácio dos Leões.

Querer impor uma candidatura do bolso a essas alturas, agride não apenas o aliado Weverton Rocha, mas também Carlos Brandão, único que condiciona sua candidatura ao apoio dinista.

E a oposição está ansiosa, apostando exatamente neste racha que se dará qualquer que seja a posição de Dino a essas alturas.

O fato é que Flávio Dino perdeu o timming da escolha do seu candidato e agora só tem a saída de empurrar com a barriga até ver onde vai dar.

E, a menos que opte pela “solução Roberto Arruda” defendida por alguns dos seus auxiliares mais próximos, verá uma nova guerra em sua base.

O blog Marco Aurélio D’Eça trará a história da “solução Roberto Arruda” em próximos posts.

É aguardar e conferir…

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Weverton lidera corrida pelo governo em Codó…

Pesquisa do Instituto Qualitativa para o portal Notícias Maranhão mostra que o senador pedetista tem quase oito vezes o percentual de votos do vice-governador Carlos Brandão em um dos principais colégios eleitorais do estad

 

Os números do questionário Qualitativa encaminhado ao portal Notícias Maranhão; liderança de Weverton na cidade de Codó

O senador Weverton Rocha (PDT) é o principal candidato a governador entre o eleitorado do município de Codó.

É o que revela pesquisa do Instituto Qualitativa, encomendada pelo portal Notícias Maranhão, a qual o blog Marco Aurélio D’Eça teve acesso nesta sábado, 5.

Weverton tem 37,5% das intenções de votos em Codó, contra 5,17% de Brandão.

Também aparece na pesquisa o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, com 4,33% –  numericamente empatado com o prefeito Lahésio Bonfim – e o secretário Simplício Araújo, com 1,67%.

A pesquisa de Codó, com 600 eleitores, reflete o s números de pesquisas estaduais divulgadas no mês de março, que mostram o senador do PDT como principal candidato ao governo.

O grupo de  Weverton pretende realizar pesquisas pontuais em municípios para analisar seu desempenho em todas as cidades e regiões do estado.

Post alterado às 10h15 do dia 5/6/2021 pata correção de informação.