0

Ninguém ainda conseguiu formar dupla na eleição de senador…

Ao contrário das últimas eleições de duas vagas, candidatos desta disputa de 2026 atuam em campanha isolada, ainda na base do “cada um por si”

 

OS CINCO CANDIDATOS A SENADOR NAS PRINCIPAIS CHAPAS PARECEM DISPUTAR ENTRE SI, sem nenhuma dupla pedindo votos um para o outro

História

Nas três últimas eleições em que duas vagas de senador estavam em disputa, o Maranhão viu sempre os principais candidatos a governador eleger os dois membros de sua chapa; mas isso por que os próprios candidatos ao Senado decidiram fazer campanha de colaboração e não em disputa na própria chapa.

  • isso ocorreu em 2002, quando Roseana Sarney e Edison Lobão elegeram-se na chapa de José Reinaldo;
  • o grupo repetiu a dose em 2010, quando Roseana elegeu os senadores João Alberto e Edison Lobão; 
  • e em 2018, Flávio Dino levou consigo os então deputados Weverton Rocha e Eliziane Gama.

Mas a eleição de 2026 parece caminhar para um outro cenário.

Nenhum dos candidatos a governador parece ter força suficiente para eleger os dois senadores, segundo mostram as pesquisas de intenção votos; e os próprios candidatos a senador parecem brigar entre si nas próprias chapas, e não conseguem formar uma dupla coesa na disputa.

São três chapas com pares de candidatos ao Senado – a de Eduardo Braide (PSD), a de Orleans Brandão (MDB) e a de Felipe Camarão (PT); Roberto Rocha (PRTB) não tem candidatos a senador na própria chapa.

  • no caso de Braide, o que se vê são os dois senadores – André Fufuca (PP) e Lahésio Bonfim (Novo) – cada um puxando pro seu lado; e parece até que um luta contra o outro;
  • a chapa de Felipe Camarão acabou por prejudicar “a senadora de Lula” Eliziane Gama (PT), com a invenção da candidatura de Enilton Rodrigues (PSOL), espécie de apêndice;
  • de todas elas, a única que parece ainda com chances de formar dupla é a de Roseana Sarney (MDB) e Weverton Rocha (PDT), mas desde que caminhem juntos, ao lado de Orleans.

O eleitor tem na memória clássica as eleições de João Alberto e Edison Lobão, quando os dois ocupavam o mesmo Horário Eleitoral – como dupla, e não como adversários – um pedindo voto no outro.

Sem esse entrosamento, o pleito de 2026 pode ser o primeiro em 25 anos em que os senadores brigam como num balaio de gatos, independentemente do palanque onde estão.

Cada um, sozinho, jogando para si próprio…

Texto alterado às 9h de 2/9/2026 para correção de informação

O que é uma candidatura avulsa de senador?!?

Questionamento surgiu nos meios políticos a partir de postagem deste blog Marco Aurélio d’Eça a respeito de uma candidatura da ex-governadora Roseana Sarney pelo MDB

 

ROSEANA, DUARTE JR., SIMPLÍCIO E HILTON GONÇALO PODEM CONCORRER DE FORMA AVULSA AO SENADO, que já tem 11 pré-candidatos no Maranhão

A postagem deste blog Marco Aurélio d’Eça intitulada “MDB decide lançar Roseana Sarney ao Senado em qualquer circunstância…” gerou uma série de questionamentos a respeito das candidaturas a senador nas eleições de 2026, dentre elas a possibilidade de um partido ter candidato avulso mesmo fazendo parte de uma coligação que já tenha os dois candidatos oficiais ao governo.

  • esta possibilidade foi aperfeiçoada em 2022, quando Tribunal Superior Eleitoral aprovou os dispositivos;
  • pela regra, qualquer partido pode pleitear vagas no Senado, mesmo que suas coligações já tenham candidatos;
  • os partidos também podem ter candidatos ao Senado mesmo sem estar em chapas com candidatos a governador.

“Por unanimidade, os ministros decidiram que podem os partidos coligados ao cargo de governador lançar, individualmente, candidatos para senador e pode um partido, sem integrar qualquer coligação, lançar, individualmente, candidato ao Senado”, explica reportagem sobre o tema, de junho de 2022.  (Leia aqui)

  • em 2022, por exemplo, os senadores Romário (PL-RJ) e Damares Alves (PRB-DF) elegeram-se de forma avulsa; seus partidos ou coligações tiveram outros candidatos nas “chapas oficiais”.
  • no Maranhão, além de Roseana Sarney, devem ser candidatos avulsos ao Senado o deputado federal Duarte Jr. (Avante), o ex-secretário Simplício Araújo (DC) e o ex-prefeito Hilton Gonçalo (Mobiliza);

“Dentro de um grupo político que está na situação, o lançamento de candidaturas avulsas pode ser prejudicial por dividir a base eleitoral do partido ou da coligação. Nesses casos, a estratégia eleitoral poderia ser vantajosa para o campo da oposição, seja com candidaturas em chapas compostas ou avulsas, ao tirar votos da chapa da situação”, analisa a cientista política Bárbara Vieira Lopes, pós-doutora do Instituto de Estudos Avançados da Universidade São Paulo. (Saiba mais aqui)

Atualmente, o Maranhão registra 11 pré-candidatos ao Senado.

  • são eles: Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), detentores dos mandatos em disputa, e mais: Roberto Rocha (Novo), André Fufuca (PP), Roseana Sarney (MDB), Duarte Jr. (Avante), Simplício Araújo (DC), Hilton Gonçalo (Mobiliza), Saulo Arcangelli (PSTU), Antonia Cariongo (PSOL) e Franklin Douglas (PSOL).

O eleitor pode eleger dois deles, tanto dentre os que vão disputar em chapa própria com candidatos a governador quanto entre os chamados avulsos, que sairão independentes.

Ou mesmo dentre quantos outros surgirem até as convenções de julho…