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Weverton vai liderar bancada federal do PDT em 2016…

Parlamentar maranhense ganha mais força partidária na Câmara e, coordenador de 21 deputados, passa a ser uma das lideranças nacionais pedetistas

 

Weverton com Calors Lupi, Manoel Dias, André Figueiredo e o demais deputados

Weverton com Calors Lupi, Manoel Dias, André Figueiredo e o demais deputados

O deputado federal maranhense Weverton Rocha foi escolhido ontem para ser o líder do partido, na Câmara, em 2016.

Mesmo de licença do mandato, Rocha teve a unanimidade dos votos na reunião, dirigida pelo presidente da legenda, Carlos Lupi, e com a presença do ministro das Comunicações, André Figueiredo.

Weverton seria o sucessor natural de André Figueiredo, por ser o vice-líder da bancada, mas como está de licença, o posto ficará com o deputado Afonso Motta até o final do ano.

O PDT tem hoje 21 deputados, mas a expectativa, segundo Weverton Rocha, é que chegue a 35 com a abertura da janela partidária.

O pedetista maranhense agradeceu pelo reconhecimento do trabalho.

– Não é fácil ter o reconhecimento da maioria, em qualquer ambiente. Obrigado pela confiança de todos os companheiros de partido – disse.

Participaram, também, da reunião, os deputados Abel Mesquita, Damião Feliciano, Dagoberto, Felix Mendonça Junior, Flavia Moraes, Flavio Nogueira, Giovanni Cherine, Marcelo Matos, Márcio Rogério, Mário Heringer, Ronaldo Lessa, Rosângela Curado, Sérgio Vidigal, Subtenente Gonzaga e Wolney Queiroz.

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O peso de Sarney na estabilidade de Dilma…

Mesmo sem mandato, ex-presidente exerce forte influência em setores do Poder, em Brasília, e articula com chefes de poder, ministros de tribunais superiores e parlamentares a garantia da estabilidade política

 

No Planalto, o ex-presidente é uma espécie de eminência-parda, para garantir a governabilidade

No Planalto, o ex-presidente é uma espécie de eminência-parda, para garantir a governabilidade

O ex-presidente José Sarney é o mais ativo aliado da presidente Dilma Rouseff (PT) nos bastidores da política nacional.

Sereno e equilibrado, Sarney tem garantido, por exemplo, a postura republicana do vice-presidente Michel Temer, como revelou a colunista Tereza Cruvinel, há suas semanas. (Releia aqui)

Com Calheiros, a garantia do equilíbrio político no Congresso

Calheiros: equilíbrio no Congresso

Sarney também teve papel crucial na postura do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a quem orientou não romper com Dilma, segundo revelou o jornalita Ricardo Boechat no início da semana. (Reveja aqui)

A postura politicamente equilibrada, a serenidade e a experiência do ex-presidente tem garantido, inclusive, a diminuição dos riscos de uma explosão de ações contra Dilma na Câmara Federal.

Boas relações também nos tribunais superiores

Boas relações também nos tribunais superiores

Agora, as relações de Sarney no Tribunal de Contas da União são fundamentais para garantir a aprovação das contas de Dilma, impedindo que a oposição capitaneada pelo PSDB possa ter argumentos técnicos para abertura de um processo e impeachment da ex-presidente.

Os tucanos sonham afastar Dilma do poder agora, apostando em nova eleição, por que sabem que, a partir de 2018, o mandato presidencial será de apenas quatro anos. E querem por que querem o poder agora.

Por isso a importância política de José Sarney no cenário nacional.

Com ou sem mandato…

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Chiquinho Escórcio vai atuar na articulação com Michel Temer…

Ex-senador e ex-deputado federal, maranhense será um dos homens de confiança do vice-presidente e ministro de Articulação política no contato com parlamentares no Congresso Nacional

 

Escórcio é agora um dos principais assessores de Michel Temer

Escórcio é agora um dos principais assessores de Michel Temer

O Ex-senador e ex-deputado federal Chiquinho Escórcio (PMDB) será assessor direto do vice-presidente da República, Michel Temer, na articulação com o Congresso Nacional.

Escórcio foi chamado por Temer, que é ministro da Articulação Política do governo Dilma Rousseff (PT), para cuidar diretamente do  contato com deputados e senadores. E ocupará um dos gabinetes no quarto andar do Palácio do Planalto.

Chiquinho Escórcio é um dos mais experientes e articulados políticos do Maranhão em Brasília. Com trânsito livre tanto na Câmara Federal quanto no Senado, ele se relaciona com a maioria dos parlamentares, e é prestigiado em todas as bancadas.

– Nestes anos de convivência no Congresso, como assessor ou parlamentar, fiz muitas amizades. Me sinto à vontade, sobretudo para representar o vice Michel Temer, que hoje é o ponto de equilíbrio do governo Dilma – disse Escórcio.

Além de deputado federal e senador, Chiquinho já foi secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, assessor da Casa Civil no governo Lula e assessor especial da presidência do Senado.

É com esta experiência que ele vai atuar na articulação política do governo…

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Congresso tem 131 pré-candidatos a prefeito – seis no MA…

Faltando seis meses para as eleições municipais, o Congresso Nacional tem 131 candidatos a prefeito em todo o país.

São 129 deputados federais e dois senadores – Cícero Lucena (PSDB), em João Pessoa (PB), e Inácio Arruda (PCdoB), em Fortaleza (CE).

Os números não são definitivos por que os pré-candidatos ainda precisam ter os nomes confirmados nas convenções partidárias.

Entre os maranhenses, seis deputados planejam disputar as eleições.

Edivaldo Júnior (PTC) vai concorrer em São Luís; Zé Vieira (PR) é candidato em Bacabal, Costa Ferreira (PSC) concorre em Raposa e Pinto Itamaraty (PSDB) se articula para disputar as eleições em Paço do Lumiar.

Também são candidatos Ribamar Alves (PSB), em Santa Inês, e Davi Alves Silva Júnior (PR), em Imperatriz.

A lista de maranhenses pode crescer se Hélio Santos (PSD) e Alberto Filho (PMDB), decidirem entrar na disputa.

Eles são cotados, respectivamente, em Açailândia e Bacabal,  mas eles só pretendem concorrer se o seus indicados não se viabilizarem.

O prazo para definição das candidaturas termina no dia 30 de junho…

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Emenda da Saúde decepciona municípios…

Mareca considera aprovação um golpe nos municípíos

A aprovação da Emenda 29, conhecida por Emenda da Saúde, no Senado Federal, foi criticada pelo presidente da Federação dos Municípios do Maranhão, Júnior Marreca (PV).

– Esta manobra do Governo Federal contrariou a expectativa de toda a sociedade – disse Marreca.

Para o líder municipalista, o cenário brasileiro virou as costas para a população, não permitindo a regulamentação da EC 29 no seu texto original, que atribuía a obrigatoriedade da União em gastar 10% da sua receita com a saúde.

A Emenda 29 é uma luta de mais de 10 anos da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e das Federações Municipais, que exigiam a destinação de pelo menos 10% do orçamento da União para a saúde.

De acordo com o texto aprovado e que vai à sanção presidencial, a União destinará à Saúde o valor aplicado no ano anterior acrescido da variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores ao que se referir a lei orçamentária.

– É inadmissível que o Governo Federal jogue nas mãos dos municípios a incumbência da saúde, se ele mesmo não ajudou a população brasileira – comentou.

Ao final prevaleceram os interesses do Palácio do Planalto e sua base parlamentar, pois a medida equivale ao que já é feito atualmente pelo governo federal.

Para os Estados e Municípios permanecem os porcentuais de 12% e 15%, respectivamente.

No texto original estava a definição dos 10% para a União, que acabaram sendo retirados pelo substitutivo da Câmara dos Deputados e reiterado pelo Senado.

 

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Se o Congresso não faz, a Justiça faz…

Ministros em sessão que reconheceu união homossexual

O reconhecimento da união civil homoafetiva pelo Supremo Tribunal Federal, ontem, é mais uma sobreposição do Poder Judiciário sob o Poder Legislativo.

Nos últimos anos tem sido assim: quando o Congresso Nacional não faz, a Justiça vai lá e resolve – seja no âmbito eleitoral, civil ou trabalhista.

Impregnada por religiosos de correntes as mais diversas, a Câmara Federal vem há anos tentando votar um projeto de lei que possa dar garantias legais aos casais homossexuais no país.

Tem sido constantemente intimidada pelo lobby católico-evangélico.

Acovardada em nome do voto, sucumbe às chantagens de grupos religiosos os mais diversos.

O correto resultado do STF, ontem, não tirou direitos de quem quer que seja. Ao contrário, deu garantias a quem o conceito judicial de inspiração católica negava o mínimo.

Foi assim também com as regras da Fidelidade Partidária, com a Lei da Ficha Limpa e até com questões trabalhistas e de códigos legais – Penal, Civil e de Processos.

E será sempre que a Câmara e o Senado se recusarem a exercer seus papéis.

Que já demonstram, também, nem ter tanta utilidade assim…

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O que é clero na definição política…

Por Hostílio Caio Pereira???

Congresso Nacional Brasileiro

A definição de alto e baixo clero varia de casa para casa. No Senado, em tese, não deveria existir tal classificação. Afinal são apenas 81 parlamentares, da nata da política no Brasil, porque já foram governadores, prefeitos e ate Presidentes. Mas não é bem assim.

Existem senadores que sua visibilidade, participação e nas decisões da Casa, os colocam no alto clero, enquanto que os do baixo clero se restringem somente ao seu estado e se coloca a disposições dos lideres. (sic)

Já na Câmara Federal, com seus 513 deputados, existe mais baixo que alto clero. Os de primeiro mandato vão direto para o baixo clero. A situação tende a melhorar a partir do segundo ou terceiro mandato, caso façam a fazer parte do grupo que comanda as ações da Casa.

Para entrar no médio clero, em primeiro mandato, os parlamentares devem ter pedigree político (parentes de ex-caciques políticos), ou ainda que tenham tido significativa votação, dependendo da sua atuação. 

Existem senadores e deputados federais que extrapolam a classificação de alto clero; chegam a ser classificados como ícones ou estrelas de primeira grandeza na política nacional. Por isso, a imprensa sempre está em seus encalços para entrevistá-los e, assim, saber quais são as verdades dos bastidores políticos.

Veja os senadores tidos como ícones:
José Sarney (PMDB-AP) – Pres. do Senado, ex-Pres. da República

Arthur Virgilio (PSDB-AM) – líder do partido na Casa

Agripino Maia (DEM-RN) – líder do partido na Casa

Fernando Collor (PTB)-AL) – ex-Presidente da República

Marcos Maciel (DEM-PE) – ex-vice Presidente da República

Renan Calheiros (PMDB-AL) – ex-presidente do Senado, líder do partido.

Romero Jucar (PMDB-RO) – líder do governo na Casa

Senadores do alto clero
Marconi Pirillo (PSDB-GO)

Aloisio Mercadante (PT-SP)

Eduardo Suplicy (PT-SP)

Edison Lobão (PMDB-Ma)

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Pedro Simon (PMDB-RS)

Osmar Dias (PSDB-PR)

Heráclito Fortes (DEM-PI)

Mão Santa (PSC-PI)

Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)

Marina Silva (PV-AC)

Garibaldi Alves (PMDB-RN)

Deputados Federais do Alto Clero
Michel Temer (PMDB-SP) – Presidente da Casa e vice-presidente eleito

Inocêncio Oliveira (PR-PE)

Antonio Carlos Magalhães Neto ( ) Neto de ACM

Rodrigo Maia (DEM-RJ), filho de César Maia ex-prefeito do Rio de Janeiro

Ciro Gomes(PSB-CE), ex-governador do Ceará

Gabeira (PV-RJ)

Luiza Erundina (PSB-SP) – Ex-prefeita de São Paulo

Miro Texeira (PDT-RJ)

Ronaldo Caiado (DEM-GO)

Sandro Mabel (PR-GO)

Simão Sessim (PP-RJ)

Vicentinho (PT-SP) sindicalista

Jaime Martins (PR) Ops, ia esquecendo, ele é presidente de uma das mais importantes comissões, “Viação e Transportes”

Pedro Novaes (PMDB-MA)

Gastão Vieira (PMDB-MA)

Vaccarezza (PT-SP) – líder do governo na Casa

José Carlos Aleluia (PSDB-BA)

Como se vê, a maioria esmagadora dos ícones e do alto clero no Congresso Nacional é formada por nordestinos e nortistas, coisa que deixa os paulistanos, principalmente os jornalões, revoltados e preconceituosos.

Veja o que disse Lula em Estreito (MA), que deixou os paulistanos ainda mais revoltados com o Nordeste: “… Nós não queremos tirar nada do Sudeste, nós queremos que São Paulo continue crescendo, que o Rio de Janeiro continue crescendo, que o Sul continue crescendo, mas nós achamos que o século XXI é a vez do Nordeste e do Norte deste país começar a crescer”.

Diante desse depoimento do presidente Lula, observa-se a importância desses ícones e dos de alto clero nordestinos e nortistas para que as regiões fossem vistas pelo governo federal.