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Após entrevistas desastradas, Zé Reinaldo submerge no debate de 2022

Chamado por Flávio Dino – a pedido do vice-governador Carlos Brandão – para tentar unir a base governista, o ex-governador provocou ainda mais cisão entre os  partidos, com seu discurso coronelista e desagregador – do tipo “quero, posso e mando” – já ultrapassado na política maranhense

 

Ele veio, falou, não agradou e já está voltando; José Reinaldo submergiu após pregar a Dino o “eu quero, eu posso, eu mando”

Esquecido em um canto da história maranhense desde 2018, quando foi rejeitado por Flávio Dino (PCdoB) em seu projeto de ser senador, o ex-governador José Reinaldo Tavares foi “ressuscitado” em abril, a pedido do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), seu eterno chefe de gabinete.

O objetivo era usar o ex-governador para tentar unificar os partidos da base do governo Flávio Dino em torno do nome do próprio Brandão.

Foi um desastre.

Político de uma era em que o autoritarismo dominava o cenário – na base do “eu quero, eu posso, eu mando” – Zé Reinaldo tentou resgatar capítulos já esquecidos da política, ao pregar a imposição pura e simples da candidatura de Brandão; na marra.

O discurso de usar a força do Palácio dos Leões como ameaça aos próprios aliados afastou ainda mais os jovens líderes partidários do projeto de Brandão; e inviabilizou a reunião que Flávio Dino teria com os presidentes de partido no final de maio.

Desde então, o ex-governador parece ter sido aconselhado a calar a boca e readequar seus pensamentos à nova realidade política maranhense.

Mas ele está fora de tempo e de espaço no contexto.

Do alto de seus 82 anos, José Reinaldo é de uma outra época política, em que governadores e prefeitos eram escolhidos em gabinetes e “lideranças” criadas artificialmente eram empurradas ao povo, que se limitava a votar, acossado pela necessidade usada pelo Palácio dos Leões.

Curiosamente, o próprio Zé Reinaldo contribuiu com o fim dessa época, ao patrocinar a ascensão de Flávio Dino;  e o primeiro discurso do governador comunista foi a garantia de que “os leões do Palácio nunca mais iriam rugir contra o seu povo”.

Passados 15 anos da chegada de Dino ao poder, Zé Reinaldo parece ter esquecido que os tempos mudaram, tentando fazer o que fazia no trono do palácio junto com seu chefe de gabinete.

A reação das lideranças do grupo – todas jovens, algumas com idade para ser bisnetos de Tavares – levou Dino a já admitir a possibilidade de palanques múltiplos em sua base de apoio.

Amordaçado pela própria verborragia, José Reinaldo deve se limitar agora a traçar estratégias para seu eterno chefe de gabinete.

Com o risco de que o estrago já esteja feito…

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Simplício vê “esquemas desgastados do interior” rondando São Luís

Presidente do Solidariedade – que tem o ex-juiz Carlos Madeira como candidato a prefeito – alerta população para evitar o “jogo sujo de alguns grupos políticos entrem na eleição da capital maranhense

 

Madeira é o candidato de Simplício, que alerta para chegada de “esquemas desgastados do interior em São Luís”

O presidente do Solidariedade no Maranhão, secretário Simplício Araújo, demonstrou preocupação com os rumos do processo eleitoral de São Luís e afirmou que esquemas desgastados em prefeituras do interior do estado podem acabar sendo replicados na capital.

– São Luís precisa urgentemente despertar para o jogo sujo que envolve alguns grupos políticos, porque se [a cidade] não entrar na Eleição, a velha política vencerá – disse o presidente, ao afirmar que várias correntes políticas querem usar modelos ultrapassados para chegar à prefeitura da capital maranhense.

Para Simplício Araújo, em tempos de pandemia do coronavírus, é necessário se pensar cada vez mais em políticas públicas relacionadas à área da saúde e, também, à questão da segurança, outro grande problema vivido no município.

– A capital do estado vive um momento delicado e repetir fórmulas que não atendem à necessidade do povo seria um erro. Este olhar de gestor é necessário para que São Luís consiga superar o abandono da rede municipal de saúde e repense formas de garantir que o cidadão ludovicense se sinta seguro – reforçou.

– Estamos buscando incentivar novas lideranças. É isso que o Maranhão precisa. É isso que São Luís precisa – afirmou Simplício.

– A pré-candidatura de Carlos Madeira traz maturidade para a discussão, possibilidade de uma visão de quem realmente conhece os gargalos que atrapalham a vida dos habitantes de São Luís de perto, porque viveu e venceu a maioria deles – acrescentou o Presidente Estadual do Solidariedade.