Senado amplia cotas raciais em concursos para 30%; ministra da Gestão agradece apoio de Weverton

Senador maranhense teve papel importante na articulação que garantiu, além da ampliação, também a prorrogação da proposta por mais 10 anos

 

WEVERTON TEVE PAPEL IMPORTANTE na aprovação das regras de cotas em concursos

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, agradeceu o apoio do senador Weverton Rocha (PDT), líder do PDT no Senado, na aprovação da proposta que prorroga por mais 10 anos a reserva de vagas em concursos públicos para negros e amplia o percentual de vagas reservadas para 30%, que também atenderão indígenas e quilombolas.

O texto segue para sanção presidencial.

“Quero agradecer o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, o presidente Eduardo Gomes, que estava presidindo a sessão, o relator Humberto Costa, e dois líderes que foram muito importantes, Jacques Wagner e Weverton”, afirmou a ministra. Segundo Esther Dweck, a nova lei já vai valer para o novo Concurso Público Nacional Unificado.

“Esse é um processo é inclusivo e vai fazer justiça, principalmente para muitos jovens da periferia, que estão lutando por uma oportunidade justa”, afirmou o senador  Weverton Rocha.

Cotas dos concursos

De acordo com o texto aprovado, serão reservadas para pessoas negras 30% das vagas disponíveis em concursos públicos e processos seletivos simplificados de órgãos públicos, sempre que forem ofertadas duas ou mais vagas. Quando esse cálculo resultar em números fracionários, haverá o arredondamento para cima se o valor fracionário for igual ou superior a 0,5, e, para baixo, nos demais casos.

serão consideradas pessoas negras aquelas que assim se autodeclararem e apresentarem características que possibilitem seu reconhecimento social como negras; os editais dos concursos deverão prever processos de confirmação complementar à autodeclaração, observando diretrizes como:

  • a padronização de regras em todo o país;
  • a participação de especialistas;
  • o uso de critérios que considerem as características regionais;
  • a garantia de recurso e

Para a conclusão identitária diferente da declaração do candidato, é necessário que o colegiado  responsável pela confirmação conclua por unanimidade.

O projeto também prevê a reserva de vagas para indígenas e quilombolas nos concursos públicos, mas não especifica percentual, que deverá ser estabelecido em regulamento.

Da Assessoria, com edição do blog

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352 suspeitos de fraudar cotas raciais da Ufma…

Alunos foram convocados por comissão que inclui OAB e Ministério Público Federal e terão que provar terem direito às vagas disponíveis para afrodescendentes e indígenas e podem perder o direito de estudar e até mesmo o diploma, no caso dos já formados

 

Alguns dos alunos denunciados por fraude nas cotas raciais da Ufma: autodeclarados pretos com características de brancos

A Universidade Federal do Maranhão convocou 352 alunos de seus cursos – alguns já formados – para provar o direito de entrar na faculdade por intermédio das cotas raciais disponíveis.

Esses alunos e ex-alunos são suspeitos de fraudar as cotas e estão sendo investigados desde 2020, quando foram denunciados, inclusive pelo blog Marco Aurélio D’Eça.

A investigação aberta na Ufma descobriu o que a OAB-MA e o Ministério Público Federal chamam de “afrodescendência de conveniência”, quando brancos utilizam medidas cosméticas para se apagar por negros.

– Até bronzeamento artificial, cacheamento de cabelos e mudanças no aspecto do nariz são feitos para fraudar as cotas – revelou relatório da Comissão de Hétero-identificação criada pela Ufma. 

Há fraudes também nas cotas para indígenas.

As fraudes nas cotas da Ufma foram denunciadas no blog Marco Aurélio d’Eça em junho de 2020, nos posts “Ufma investiga suspeitos de fraude em cotas…” e “Medicina da Ufma é campeã em suspeitas de fraudes em cotas…”

– Entre os estudantes de Medicina denunciados, a maioria entrou como “autodeclarado preto ou pardo” ou “candidatos pretos ou pardos”. Pelas fotos, pode-se constatar que a maioria é branca, bem nascida; e boa parte é de fora do Maranhão – disse o blog, à época.

Caso não consigam comprovar sua identidade racial, esses estudantes serão expulsos dos cursos ou terão os diplomas cancelados.

Além disso, deverão responder criminalmente perante a Justiça Federal…

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Medicina da Ufma é campeã de suspeitas de fraude nas cotas

Levantamento do Blog Marco Aurélio D’Eça na lista de acusados já publicada pelo perfil “Fraudadores de Cotas -Maranhão” encontrou 19 “autodeclarados pretos ou pardos” no curso; em Odontologia há dois casos de “autodeclarados indígenas”

 

Imagens publicadas pelo perfil @fraudadoresecotasMA de quatro jovens considerados “pretos ou pardos” pelos critérios de seleção de cotas da Ufma

O perfil “Fraudadores de Cotas – Maranhão”, na rede social Twitter, já publicou cerca de 35 perfis de alunos de cursos da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) suspeitos de terem fraudado as cotas raciais.

E o campeão de suspeitos é o curso de Medicina, que aparece com 19 acusados de fraude.

Outros sete denunciados são do curso de Direito.

O perfil dispõe de tutoriais para denúncias e encaminha os casos à Ouvidoria da Ufma; A página publica o perfil do aluno,com fotos e alguns dados, além de revelar a forma como entrou na universidade.

O blog Marco Aurélio D’Eça preservou o rosto e o nome dos estudantes até que a Ufma conclua a investigação.

Entre os estudantes de Medicina denunciados, a maioria entrou como “autodeclarado preto ou pardo” ou “candidatos pretos ou pardos”.

Pelas fotos, pode-se constatar que a maioria é branca, bem nascida; e boa parte é de fora do Maranhão.

Estes estudantes de Odontologia estão cursando a UFMA por que se declararam indígenas antes de prestar o vestibular, segundo denunciou o perfil @fraudadoresdecotasMA

Chamou atenção do blog Marco Aurélio D’Eça a condição de dois estudantes de Odontologia que entraram no curso como “candidatos autodeclarados indígenas”. (Veja fotos)

A página @fraudadoresdecotasMaranhão ganhou rápida repercussão na internet e já tem mais de 10 mil seguidores.

Alguns dos denunciados apagaram seus perfis nas redes sociais logo que surgiram as denúncias.

A Ufma diz que está investigando os casos…