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Weverton tenta convencer o Senado a adiar sabatina de Messias…

Parlamentar maranhense pretende, primeiro, convencer presidente da Casa, Davi Alcolumbre a reabrir o diálogo com com Lula

 

DURA MISSÃO. Alcolumbre tem sido resistente à reaproximação com Lula, o que Weverton ainda tenta convencê-lo a fazer

O senador Weverton Rocha (PDT) tem uma dura missão nesta terça-feira, 2: ele precisa convencer o presidente do Senado federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) a adiar o início do processo de sabatina do advogado-geral da União Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula (PT) ao Supremo Tribunal Federal.

  • o início do processo está previsto para esta quarta-feira, 3, com outra sessão marcada para a quarta-feira, 10;
  • o senador pedetista entende que o adiamento já será uma importante vitória do governo, que corre sérios riscos.

“Se eu conseguir abrir o diálogo entre o presidente Lula e o presidente Alcolumbre, isso já será uma vitória; já terei achado o pino da granada. Os demais passos serão da articulação do governo”, explicou Weverton a este blog Marco Aurélio d’Eça.

Para convocar a sessão de amanhã, Alcolumbre esperava a publicação do Edital de indicação pelo governo Lula; o edital não foi publicado, mas, o presidente do Senado pode convocar a sessão por edital próprio, o que significaria uma declaração de guerra ao governo.

É isso que Weverton quer evitar.

O senador maranhense tem até as 16 horas desta terça-feira, 2 – quando começa a sessão do Senado – para evitar que Alcolumbre anuncie a abertura do processo de sabatina para amanhã.

Caso contrário, o governo estará em maus lençóis…

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Weverton no meio do fogo cruzado entre Lula e Alcolumbre…

Relator da indicação de Jorge Messias para o STF, senador maranhense pode sucumbir diante da rejeição do indicado do presidente; ou sair bem maior do processo

 

WEVERTON COM JORGE MESSIAS. Vitória de Lula ou de Alcolumbre influencia também futuro político do senador maranhense

Análise da Notícia

O senador  maranhense Weverton Rocha (PDT) já declarou que está com uma granada sem pino em seu colo desde que recebeu a relatoria do processo de indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.

  • Jorge Messias enfrenta a resistência aberta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP);
  • Weverton é vice-líder do governo Lula, que decidiu enfrentar Alcolumbre e garantir a aprovação do indicado.

“Quando eu disse que jogaram uma granada sem pino, eu percebi que há um movimento forte… que não vai ser fácil. As últimas indicações não foram fáceis. Se pegarem (de exemplo) André Mendonça e Flávio Dino, eles passaram com poucos votos de diferença (na votação no Senado). O PGR, a mesma coisa”, disse o maranhense, na semana passada. (Leia aqui)

Disposto a tudo para garantir a aprovação do seu indicado, Lula já decidiu peitar Alcolumbre, e entrou pessoalmente na articulação pela aprovação.

Weverton é aliado histórico de Lula e um dos principais aliados de Alcolumbre no Congresso. Sua articulação por Jorge Messias pode influenciar diretamente seu próprio futuro político.

  • se a indicação do presidente for reprovada, o pedetista sucumbe junto;
  • se vencer com Messias, se fortalece ainda mais na relação com o governo.

A ida ou não do advogado-geral da União para o STF influencia diretamente, portanto, o caminho a ser percorrido pelo senador maranhense, inclusive em 2026.

E tudo isso às vésperas da própria reeleição ao Senado, que pode se transformar até mesmo em voos mais altos.

Mas esta é uma outra história…

Weverton participa de encontro com Haddad e Alcolumbre para debater pauta econômica

Senador maranhense discutiu com as lideranças do Congresso e com a equipe do governo as pautas econômicas de interesse do presidente Lula

 

DEBATE ECONÔMICO. Weverton participou da reunião de lideranças com a equipe do governo Lula, na casa do presidente do Senado

O senador Weverton Rocha (PDT) participou, nesta terça-feira, 11, de uma reunião com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e do Planejamento, Simone Tebet, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para debater a agenda econômica do Governo Federal e a atuação do Congresso na tramitação de medidas prioritárias. O encontro ocorreu na residência oficial da Presidência do Senado, em Brasília.

“O governo trouxe as principais pautas econômicas para este ano. Aqui, discutimos 11 delas e, tenho certeza, que elas estão andando. O Brasil tem muito a ganhar e, obviamente, todos os nossos trabalhadores. Eu estarei aqui ao lado do presidente Lula ajudando na condução dessa agenda. Uma agenda propositiva, uma agenda de crescimento, uma agenda desenvolvimentista”, afirmou Weverton.

Após o encontro, Alcolumbre defendeu uma atuação conjunta do Legislativo para impulsionar o crescimento do país e pediu que os parlamentares deixem as diferenças políticas de lado.

“Vamos deixar as divergências de lado e, com esse espírito, estamos aqui para fazer a diferença”, afirmou o senador, ressaltando a importância da cooperação entre o Senado, a Câmara e o governo federal.

Weverton reforçou a declaração de Alcolumbre.

“Temos que pensar no país. Nada é mais importante. Aqui, não pode ter partido, esquerda ou direita. A pauta tem que ser em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras. Isso é o mais importante”, declarou o parlamentar.

Da Assessoria

Com ameaça de derrota no Senado Dino, finalmente, se mexe pelo STF…

Ministro da Justiça vinha tendo uma atitude “nem aí” para a movimentação em torno de seu nome, mas as manifestações de senadores contra sua indicação – com recados diretos ao presidente Lula – o levou a procurar lideranças da Casa, às vésperas da aposentadoria da ministra Rosa Weber

 

Davi Alcolumbre disse a Flávio Dino eu seu maior adversário é o próprio PT, que quer a vaga no Supremo Tribunal Federal

O ministro da Justiça Flávio Dino (PSB) finalmente decidiu descer do pedestal em que se encontrava em relação à sua indicação para vaga no Supremo Tribunal Federal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu recados diretos das lideranças do Senado de que Dino, caso indicado, corre o risco de ser rejeitado em votação no plenário; o maranhense é antipatizado pelos colegas parlamentares e sofre aberta campanha da ala bolsonarista contra sua indicação.

Diante da ameaça de perder no plenário do Senado – ele precisa de 41 votos – o próprio Dino passou a cortejar as lideranças do Casa. 

Nesta quarta-feira, 27, esteve em jantar de aniversário do senador Renan Calheiros e conversou com aliados do governo; mas sua maior movimentação foi em torno do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que revelou a Lula uma forte rejeição ao maranhense na bancada do próprio PT.

Até agora, Flávio Dino vinha assumindo uma atitude de certo desprezo pela indicação.

Enquanto aliados seus plantavam notícias dando-o como favorito, ele desdenhava da vaga e chegou até a desautorizar aliados a incluí-lo entre os cotados.

O problema agora é que – às vésperas da aposentadoria da ministra Rosa Weber, que ocorre nesta segunda-feira, 2 –  qualquer movimentação de Dino com relação à vaga será vista como recuo e derrota; dele e do governo Lula.

  • Se ele não for indicado, sairá como derrotado;
  • Se for indicado e perder no Senado, será visto como derrotado;
  • Se tiver o ministério da Justiça retalhado em favor do PT, sairá derrotado.

É uma situação que o próprio ministro criou em torno de si; e agora tem que resolver sozinho esta intercorrência.

Em curto espaço de tempo…

Com informações de O Globo, O Estado de São Paulo e UOL

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Eliziane ganha força com nova composição do Senado…

Antes mesmo de Davi Alcolumbre lançar-se candidato ao Senado, gabinete da parlamentar maranhense já comentava a força do senador amapaense na disputa contra Renan Calheiros

 

Eliziane ao lado de Alcolumbre e seus parceiros de bancada, após a eleição da Mesa do Senado

A senadora Eliziane Gama (PPS) esteve sábado, após a eleição no Senado, com o novo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Para muita gente, a eleição de Alcolumbre foi uma surpresa, mas no gabinete de Eliziane Gama já se falava sobre suas chances de se eleger, muito antes até de ele surgir como candidato.

A relação do presidente com a maranhense se deu, sobretudo, nos dias derradeiros antes da eleição, quando Renan Calheiros parecia surgir como opção.

A senadora e o marido, Inácio Melo, com o novo presidente, na festa de comemoração

Assim como o colega maranhense Weverton Rocha (PDT), Eliziane não abriu seu voto no Senado.

Mas sua relação com Davi Alcolumbre – e a condição de líder do PPS na Casa – garante forte prestígio na nova mesa.