5

Luis Fernando: “Prefeituras que usam cheques estão mais vulneráveis”…

Luís Fernando alerta sobre uso de cheques por prefeituras

No bojo da Operação Detonando, que elucidou o assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá, a Polícia Civil apreendeu 37 talões de cheques de Prefeituras, todos assinados e em branco, na casa do agiota José de Alencar Miranda Carvalho, o “Miranda”, de 72 anos.

Segundo os investigadores, todos os talões apreendidos levam as assinaturas de prefeitos maranhenses.

Nos recursos destinados pela União para investimentos na Educação já é proibido a movimentação por meio de cheques.

Um decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff, em agosto de 2011, proíbe estados, municípios e Distrito Federal de fazerem pagamentos com cheques, e determina que a movimentação dos recursos seja feita exclusivamente por meio eletrônico, mediante crédito em conta-corrente de fornecedores e prestadores de serviços, para que sejam identificados os favorecidos dos pagamentos efetuados.

Para o chefe da Casa Civil, Luis Fernando Silva, prefeituras que ainda movimentam suas finanças por meio de talonários de cheques, estão mais vulneráveis a situações constrangedoras, mesmo não mantendo qualquer tipo de relação com agiotas.

Segundo Luis Fernando, a movimentação por meios de movimentação eletrônica, permite mais controle e transparência sobre os gastos dos recursos repassados, além de facilitar a análise das prestações de contas.

Nas palestras proferidas por Luis Fernando no ano passado, durante os Seminários Regionais de Lideranças, o secretário recomendou aos prefeitos, que se utilizavam dessa forma de movimentar os recursos públicos – não somente no âmbito da Educação, mas de todos as áreas – a abolirem esse modelo.

Ele citou o exemplo da época em que assumiu a prefeitura de São José de Ribamar, quando uma das suas primeiras medidas foi abolir a tesouraria do município, que efetuava pagamento por meio de cheque e até em espécie.

– Inicialmente algumas pessoas se assustaram com isso, mas logo entenderam a importância de movimentar os recursos públicos, por meio eletrônico, para a contabilidade e para a transparência – lembrou ele durante os seminários.

Com esse mecanismo, facilita ao prefeito na elaboração de sua prestação de contas, além de promover uma gestão transparente e idônea, como acontece em São José de Ribamar.

10

O acaso como tática de investigação

Nas quase dez vezes em que o titular deste blog esteve com os delegados que investigam a morte do jornalista Décio Sá, ocorrido em 23 de abril, uma palavra sempre saltava nas conversas, como marca registrada da elucidação de crimes nos últimos anos no estado.

O acaso resultou em prisões importantes e descoberta de culpados por crimes de ampla repercussão.

Foram desde mulheres espancadas por bandidos, que, revoltadas, resolveram denunciar o companheiro, até conversas de bares que acabaram revelando indícios checados e confirmados mais tarde.

O fator acaso é tão forte, que um dos policiais não se constrange em dizer que, no Maranhão, a elucidação de crimes de pistolagem requer 20% de técnica e 80% de sorte.

No assassinato de Décio Sá, o acaso parece, mais uma vez, nortear as investigações.

A prisão dos dois supostos suspeitos – um deles já solto – foi resultado deste acaso: a partir de um e-mail fantasioso encaminhado por jornalistas, a polícia determinou a prisão de Fábio Roberto e Valdêmio Silva.

Por acaso, descobriu-se depois que Fábio Roberto era procurado por outros crimes, por isso permaneceu preso.

A aposta no acaso também envolve as denúncias do Disque-Denúncia, serviço privado de auxílio à polícia.

– Vá que apareça alguém que diga uma coisa com sentido?!? –  justificam os investigadores.

E o acaso se prevalece também da falta de estrutura.

Os policiais reclamam, por exemplo, que a polícia não tem autorização do Estado sequer para acessar contas de Facebook, Orkut e Twitter. Até alguns blogs são bloqueados no sistema da Segup.

– Para pesquisar uma pasta de Facebook, por exemplo, precisamos ir à lan houses. Foi assim que elucidamos vários crimes – conta um dos delegados.

Um exemplo de crime elucidado assim foi o que envolveu Thiago de Sousa e Vanessa Matos, dois filhinhos-de-papai envolvidos na morte da advogada Geysa Rocha Pires.

– Eles caíram por que, viciados no Facebook, facilitaram a descoberta do paradeiro – contra outro delegado.

A morte de Décio Sá parece caminhar para o esquecimento.

Quem sabe um dia não apareça alguém na delegacia disposto a falar? Ou, quem sabe, uma investigação de outro caso esbarre em alguém que tenha a falar sobre o crime?

É o  acaso fazendo a sua parte.

É a esperança da polícia maranhense…

4

Violência é maior contra jornalistas da área política…

Schröder: violência é maior na Política

O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder, afirma que os profissionais de imprens que cobrem a área política estão mais expostos a todo tipo de violência.

Ao contrário de outros países em que a origem da violência está em situação de conflito, de guerra, no Brasil a origem da violência contra jornalistas está na política – afirmou o presidente da Fenaj, durante debate sobre a profissão, no Senado Federal.

Executado em abril, Décio Sá era um dos mais destacados reporteres da área política no Maranhão.

De acordo com Schröder, de cada dez casos de violência contra jornalistas, seis ocorrem contra profissionais da área política.

Violência verbal, física e psicológica…

0

Assembleia debate situação do jornalista no MA…

 

Jornalista, Eliziane quer debater situação da atuação profissional no MA

Deputados, sociedade e profissionais de imprensa discutem, hoje, a situação de trabalho que o jornalista maranhense enfrenta em seu dia-dia no estado.

O debate foi proposto pela deputada Eliziane Gama (PPS), também jornalista, vai avaliar a realidade e apontar soluções para o trabalho do “jornalista no Estado Democrático de Direito”.

Além de membros da categoria em âmbito estadual, são aguardados representantes nacionais das entidades de classe. Também foram chamados representantes do poder público.

A audiência pública para debater as condições de trabalho dos jornalistas nasceu após o assassinato do jornalista Décio Sá, no mês passado, em um bar na Avenida Litorânea.

O crime completou 30 dias sem nenhum encaminhamento de solução por parte da autoridade policial e já desperta o interesse da comunicade internacional.

A audiência pública estava prevista para começar às 9h, no Auditório da Assembleia…

11

Comissão da Câmara desconfia da polícia no caso Décio e vem ao Maranhão investigar denúncias de negligência…

Dutra desconfia de negligência da Polícia

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados vem a São Luís nesta sexta-feira. Vai cobrar mais transparência da polícia nas investigações do assassinato do Jornalista Décio Sá.

– É muito estranho que, logo após o sepultamento, cessaram as notícias sobre esse crime. Nós não vamos deixar que caia no esquecimento – afirmou o presidente do grupo, Domingos Dutra (PT-MA).

Além de Dutra, vêm ao Maranhão os deputados Érica Kokay (PT-DF) e Severino Nunes (PSB-PE).

O silêncio da polícia e a falta de investigações sobre o caso Décio têm incomodado também a imprensa.

O sigilo decretado pela Secretaria de Segurança só serviu até agora para deixar a sociedade distante do que está acontecendo, mas pouca coisa avançou.

A polícia ainda continua ouvindo testemunhas do crime e até colegas de Décio, coisa que deveria ter sido feita já nos primeiros dias das investigações.

A Comissão da Câmara vão investigar denúncias de falha nas investigações, e até supostos erros propositais da polícia na captura de suspeitos.

1

Testemunha do caso Décio acredita no trabalho da polícia, revela blog…

O blog de Robert Lobato traz hoje conversa exclusiva com uma das testemunhas do assassinato do jornalsita Décio Sá.

Sem revelar nomes, Lobato conta que a testemunha se mostra otimista com o desenrolar das investigações.

–  Nunca me senti tão pressionado. Os caras são de um profissionalismo que assusta, mas o positivo é que deixei o local do depoimento com a certeza de a polícia vai pegar os responsáveis pelo assassinato de Décio Sá – disse o depoente, segundo o blog.

A desenvoltura da testemunha revelada por Lobato derruba o principal mito da polícia para decretar o sigilo das investigaçês: que as testemunhas estavam apavoradas com a divulgação dos depoimentos.

Não é verdade. Pelo contrário, estão buscando forma de colaborar, como revela este trecho da conversa com Robert Lobato:

– Já quase no final do meu depoimento veio a pergunta mais surpreendente: se desconfiava de alguém que poderia encomendar o assassinato de Décio Sá. Falei que sim, depois revelei a minha opinião e de quem eu suspeito – contou o depoente.

Se a polícia teme ausência de testemunha, portanto, Robert Lobato traz a prova de que elas querem é colaborar.

O resto é com a própria polícia…

7

O lado obscuro das investigações…

 

Décio Sá: covardemente assassinado há 10 dias

Por Leandro Castro, de Brasiliacom edição

Estacionado no último post datado da segunda-feira, 23/04/12, o blog do Decio Sá, jornalista que foi assassinado a tiros em um bar da Litorânea, em São Luis, continua sendo um dos mais acessados diariamente por internautas de várias partes do país, mesmo sabendo que o seu autor está morto há exatos 10 dias.

(…)

O blog está servindo como uma das variantes investigativas tomadas pela polícia do Maranhão na tentativa de chegar aos assassinos.

Nenhum assunto denunciado por Décio está sendo descartado das investigações, segundo o próprio secretário.

(…)

Sociedade cobra resposta urgente do sistema de Segurança

Em um caso de grande repercussão internacional como a morte de Decio Sá, a sociedade não ficará satisfeita apenas com a prisão do homem que apertou o gatilho da arma P.40 e dos que deram o apoio logístico para a fuga.

Todos desejam saber quem mandou. Essa é a cobrança da sociedade.

Mas, entre muitas indagações, existem perguntas que o próprio secretário Aluísio deve estar fazendo a si próprio,  tais como: e o bandido ainda está vivo?

Aí reside a sua grande preocupação.

Se o homem que matou o jornalista jamais for encontrado, o secretário estará passando à sociedade, inclusive ao governo a que serve, um atestado de incompetência e, assim sendo, poderia perder o cargo.

E o Caso Decio entrar para a galeria dos crimes insolúveis do Maranhão.

Manifestações por toda São Luís clamam por Justiça

Ora! E se o bandido, caso venha a ser preso, findar delatando como seu mandante algum peixe graúdo, com estreitas ligações com o poder?  Será que ocorreria sua prisão?

Essa certamente é outra preocupação de Aluísio Mendes, já que existe um histórico no Maranhão em que bandidos delatores de criminosos graúdos viram queima de arquivo mesmo estando sob custódia da polícia.

(…)

Portanto, é procedente o desabafo  de Vilenir Sá, irmã do jornalista assassinado, ao cobrar da governadora ações mais efetivas na elucidação do crime.

O simples fato de a governadora não comparecer à “Passeata pela Paz e pela Justiça”, ocorrida ontem, na avenida Litorânea, em homenagem à vítima, já é a senha de que, para a governante, a morte de Décio já é um fato passado e que não interessa mais.

A continuar assim, logo a polícia irá esquecer esse bárbaro crime. Em seguida, o sindicato e  os amigos da imprensa também o esquecerão.

Décio apenas será lembrado como um grande homem pelos seus familiares, que carregarão para sempre a saudade, bem como uma dor que jamais passará.

É assim…

Leia aqui a íntegra do texto
4

Décio Sá pode batizar complexo de Comunicação da AL…

Décio pode batizar setor da Assembleia, onde atuou como repórter

O deputado estadual Roberto Costa (PMDB) apresentou Projeto de Lei que dá o nome do jornalista Décio Sá ao complexo de comunicação da Assembleia Legislativa.

Essa será uma forma de homenagear, não somente o Décio, que foi um grande jornalista e prestou relevantes serviços para a população e para a Assembleia Legislativa do Maranhão. A nossa intenção é a de também homenagear toda a classe de profissionais da comunicação que, com os serviços prestados, são verdadeiros instrumentos de democracia – justificou Costa.

O novo complexo de comunicação da Assembleia abrigará a TV Assembleia, Rádio Asembleia, portal de internet, redação e transmissão, pelos canais aberto e fechado.

A proposta de Roberto Costa deve ser analisada pelos demais deputados até o final da próxima semana.

O presidente da Assembleia, Arnaldo Melo (PMDB), pretende inaugurar o complexo até setembro…

0

A realidade lá e cá…

Policial monitora vias em São Paulo

Cada morador da cidade de São Paulo é filmado por, pelo menos, dez câmeras ao longo de um dia comum.

A cidade conta com mais de 1 milhão de câmeras de segurança instaladas e operadas 24 horas por dia.

São sete câmeras privadas para cada três controladas pelo poder público.

Avenida em São Luís: escura e sem segurança

O número de filmadoras garante que praticamente todos os principais pontos sejam monitorados.

Em São Luís, na administração de Tadeu Palácio, câmeras de segurança foram instaladas em toda a extensão da avenida Guajajaras.

Serviriam para monitoramento específico do trânsito, mas suas imagens poderiam ser requisitadas por qualquer órgão de segurança.

Não se tem notícias de que estas câmeras ainda estejam em operação…

5

ABI quer Polícia Federal no caso Décio Sá…

Maurício Azedo teme por impunidade no caso Décio

O presidente da Associação Brasileira de Imprensa, jornalista Maurício Azedo,  quer que a Polícia Federal acompanhe as investigações da morte do jornalsita Décio Sá.

Para Azedo, é a única forma de assegurar que o crime não ficará impune.

– Dirigimos uma nota à presidente Dilma Rousseff (PT) e ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pedindo que a PF acompanhe a investigação, para assegurar que o crime não ficará impune – afirmou o representante de classe.

Oito dias depois do assassinato, a polícia maranhense não tem respostas para a morte de Décio Sá.

E optou pelo silêncio, diante da pressão da opinião pública.

Na última sexta-feira, o secretário de Segurança, Aluísio Mendes, determinou o sigilo das investigações, diante das dúvidas da imprensa e da falta de dados concretos sobre as linhas de investigação.

Em uma semana, a polícia prendeu apenas dois suspeitos de participação secundária no assassinato – e que negam veementemente.

Nenhuma pista do executor ou dos mandantes.

Este blog já havia opinado que a presença da Polícia Federal daria mais agilidade às investigações. (Releia aqui)

Uam forma de evitar que Décio Sá vire apenas estatística da criminalidade…