2

Carta Capital destaca “simbolismo” da morte de Décio Sá…

Capa de Carta Capital: Décio é um dos assuntos em destaque

Em  reportagem de três páginas, com chamada de capa, a revista Carta Capital, de viés esquerdista, destacou hoje o assassinato do jornalista Décio Sá.

Pra a revista, a morte do jornalsita é um simbolismo da falta de segurança no Maranhão e aponta para a volta dos crimes de pistolagem no estado – tese insistentemente rechaçada pela cúpula da Segurança Pública.

– Em pleno 2012, o estado volta agora a ser aterrorizado por grupso de extermínio profissionais – afirma Carta Capital, listando uma série de assassinatos com as mesmas características.

O governo ainda define as mortes como “casos isolados”.

Uma das publicações de esquerda mais posicionadas do país, a Carta Capital faz menção em todo o texto, ao fato de Décio Sá ser um dos jornalistas mais próximos da governadora Roseana e de sua família.

Desde o assassinato, segunda-feira, outras publicações também destacam esta relação.

Como que se dissessem: “se até um jornalista próximo morreu assim…”

1

Ética é para os outros…

 

A linha é tênue entre a defesa do legal e do ilegal

Por Cláudio Manoel, com edição

Ética é o nome dado ao ramo da Flisofia dedicado aos assuntos morais. A palavra deriva do grego e quer dizer “aquilo que pertence ao caráter”.

Diferencia-se da moral, pois, enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus e costumes recebidos, a ética busca fundamentar o “bom modo de viver”.

Portanto, seria uma espécie de “Ciência da Conduta”.
(…)
Um dos aspectos menos abordados e mais presentes nesta dicussão é que, ao que parece, para uma certa galera (que, infelizmente, não é pequena) e em determinados ambientes (que também não são poucos), a ética é uma coisa que deve ser cobrada por quem é de esquerda e devida, apenas, por quem está no outro lado do “espectro ideológico”.

Começando pelo tal código de conduta, vejamos o maior dos consensos; “não matarás”.

Che Guevara: e assassino a ìcone pop...

Na competição dos tiranos psicopatas de cada lado, os de direita sempre parecem mais odiosos e vis que os de la sinistra, mesmo quando os de cá matam dezenas de vezes mais que os de lá.

Quem usaria uma camiseta de Pinochet (tirando sua vetusta e diminuta tchurma)? Quantos não acharam (e ainda acham) Mao e Che ídolos pop?
(…)
Se matar, torturar e tiranizar é condenável apenas se o “protagonista” não for da mesma causa/partido/movimento/milícia (…), o que dizer de atos menores, como roubar, superfaturar, desviar verbas?

Nota fria, orçamentos descabidos e outras “práticas abusivas” só são repulsivas quando praticadas por seres idem, como os Barbalhos, Canalheiros e Ribamares de sempre.

Quando são os Dirceus, os “movimentos sociais” (quase todos em direção ao caixa), a sindicatocracia, as ONGs (Organizações Não-Gratuitas), aí é tudo complô da mídia.

Vida boa, né?…

Publicado originalmente na revista Alfa, ano 3, nº 4, de abril de 2012.
Cláudio Manoel é humorista e integrante do grupo Casseta & Planeta
15

Polícia Federal precisa entrar no caso Décio…

Crimes sem solução proliferam pelo Maranhão (img

Há muitas coisas estranhas envolvendo a circunstância do crime e as investigações do assassinato do jornalista Décio Sá, que forçam, por si só, uma entrada oficial da Polícia Federal no crime.

É claro que, não sendo crime federal, a PF só pode atuar como consultora, mas, do jeito que está, parece que a coisa dificilmente andará.

A governadora do estado ainda não se manifestou publicamente. A família de Décio já divulgou carta endereçada à própria governadora, mas não mereceu resposta pública até o momento.

Seus secretários mais fortes – o chamado “núcleo duro” – também silenciam sobre o assunto. E alguns deles eram bem próximos do próprio Décio.

A Secretaria de Segurança fechou-se em copas e não dá satisfações à sociedade.

O crime vai ficando sem solução e, possivelmente, gerando outros.

O assassinato do policial João Santana Lobato, experiente investigador que trabalhava na equipe que conduz o caso Décio foi executado ontem à noite.

A notícia está no blog de Marcial Lima.

A versão oficial da polícia é a de que teria sido latrocínio, já que levaram a moto (que nem pertecencia a ele, diga-se de passagem).

Mas, e se não for latrocínio?

O secretário Aluísio Mendes diz apenas que não vai comentar o caso “para não gerar especulações”.

Ora, especulações são geradas exatamente pela falta e informação…

PS.: Casos menores, ocorridos em outros estados, geraram entrevistas coletivas sucessivas dos governadores e até a demissão de toda a cúpula da segurança. Aqui, gera apenas notas – e muitas delas a contragosto.
2

Fenaj se retrata por verborragia de jornalista maranhense…

A Federação Nacional dos Jornalistas pediu desculpas oficiais, hoje à noite, pelas ofensas do jornalista Emílio Azecedo ao povo maranhense.

– Informamos que já tomamos as providências necessárias para uma melhor definição do conteúdo que a página da FENAJ deve exibir e pedimos desculpas pela publicação inadequada – declarou a nota.

Maranhense, Emílio Azevedo aproveitou-se da morte do jornalista Décio Sá para fazer proselitismo pólítico contra o governo Roseana Sarney (PMDB) e acabou agredindo o estado em que mora.

O caso ganhou mais repercussão por que recebeu destaque na página da Fenaj no facebook, o que indignou a jornalista Rafaela Marques.

A indignação da jornalista elvou ao pedido de desculpas da entidade.

Abaixo, a íntegra da nota da Fenaj:

“Cara Rafaela,

A diretoria-executiva da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) lamenta que uma matéria reproduzida em nossa página no Facebook, na qual estão registrados comentários do presidente da FENAJ e de um jornalista do Maranhão, tenha ofendido ao povo maranhense. Tranquiliza-nos o fato de que as declarações, que provocaram a indignação registrada em sua carta, tenha sido do jornalista maranhense, mas isto não nos exime da responsabilidade de ter contribuido para dar maior divulgação a elas.
Informamos que já tomamos as providências necessárias para uma melhor definição do conteúdo que a página da FENAJ deve exibir e pedimos desculpas pela publicação inadequada.

Atenciosamente,

Maria José Braga
Vice-presidente da FENAJ

19

“Intolerância praticada por quem deveria repudiá-la”…

Por Joaquim Haickel

Acredito que não estou entendendo o que disse a OAB!

Quer dizer que alguém acha na entidade que congrega os advogados do Maranhão, categoria da qual faço parte, que, dependendo de como pensa ou de como se comporta um determinado cidadão, dependendo de se ele é ou não é diplomado, dependendo de se ele trabalha para esse ou para aquele grupo, dependendo de qualquer coisa ele pode ser mais ou menos assassinado?

Ah! A minha paciência tá no limite para com os hipócritas, seja ele quem for!

Isso é o cúmulo!

A intolerância praticada por quem deveria repudiá-la.

Alguém por ai deveria parar, pensar, criar coragem e se desculpar pela declaração no mínimo absurda e despropositada.

4

Comitê de Imprensa quer elucidação total da morte de Décio Sá…

Comoção, consternação e revolta tomam conta da imprensa maranhense diante do assassinato frio e brutal do jornalista Décio Sá, crime caracteristicamente encomendado, bárbaro e um atentado inominável contra a liberdade de expressão e o livre exercício profissional.

O Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa, por seu presidente, por seus membros, lamenta pela tragédia ocorrida, se associa à dor da família, dos amigos, dos funcionários e diretores do Sistema Mirante de Comunicação e exige que o crime seja apurado, os executores e, principalmente, mandantes sejam punidos, presos, condenados.

Consideramos que a morte de Décio Sá é mais um prêmio à impunidade que grassa nesse Estado com relação aos crimes de pistolagem que a própria imprensa, inclusive a vítima, já vinha denunciando há algum tempo.

Consideramos que quilombolas, lavradores, empresários e políticos estão sendo assassinados por pistoleiros no Maranhão sem que haja uma resposta positiva do Sistema de Segurança. Na maioria dos casos, assassinos e mandantes ficam impunes para desgraça das vítimas, seus familiares, amigos e a sociedade.

Consideramos, ainda, que diante da ousadia de um assassinato cometido em lugar tão freqüentado, por bandidos que, praticamente, deixaram suas digitais no local do crime, toda a imprensa do Maranhão se sente insegura, assim como qualquer homem público, o que exige ações extremas do Estado.

A dor que nos comove, a raiva que nos constrange, a sensação de impotência e perda diante de tão desprezível ato, tamanha brutalidade, nos compunge – até para que a morte de nosso colega Décio Sá não seja em vão – a solicitar das autoridades ações da força armada do Estado para o expurgo imediato, sem constrangimentos nem contemplações, de todos os pistoleiros que, na busca de novos crimes e propostas, hoje rondam o Maranhão.

São Luís, 25 de abril de 2012

Jonaval Medeiros da Cunha Santos
Presidente

28

O silêncio passional da OAB…

Há uma luta renhida nos bastidores da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil motivada pela execução covarde do jornalista Décio Sá.

Advogados de postura mais pluralista e democrática tentam convencer a direção da entidade a divulgar nota oficial sobre o crime – aliás, como sempre foi praxe na OAB.

Mas enfrentam resistências de alguns diretores.

O único a já se manifestar foi o presidente Mário Macieira, mesmo assim, de forma pessoal, sem a chancela institucional, engessada pelos demais diretores.

A vice-presidente Valéria Lauande faz caras-e-bocas na frente da TV, mas não esconde, nos bastidores, a antipatia que nutria por Décio, autor de várias denúncias contra a Ordem.

Nas conversas com os colegas, os diretores chegam a lembrar a relação tumultuada com o jornalista, como se quisessem justificar o silêncio da OAB.

Um silêncio passional, covarde e cúmplice, diga-se de passagem…

9

Deputados já pensam em CPI da Pistolagem…

Um debate ainda incipiente começa a ganhar corpo na Assembleia Legislativa: a criação de uma CPI para apurar os crimes de pistolagtem no Maranhão.

Apesar de setores do governo negarem a existência deste tipo de organização criminosa no Maranhão, os fatos recentes evidenciam a prática.

Por isso, deputados já pensam na criação de uma comissão de investigação.

Policiais periciam área onde foi encontrado o empresário marggion

O assassinato do jornalista Décio Sá é um exemplo deste tipo de crime, mas não é isolado.

Antes dele, foram mortos o sem-terra Miguelzinho, na região central do Estado; os prefeitos Ita Alves e Raimundo Bartolomeu, o Bertin; os dois empresários da BR-135; um egenheiro da região tocantina e o empresário Margion Andrade, no Araçagy.

Todos crimes insolúveis ou com os mandantes ainda soltos.

Só estes fatos já justificam a criação de uma comissão. Mas há muitos outros, envolvendo gente menos importante.

Gostem ou não aqueles que preferem viver em “contos de fadas”…

27

Polícia já identificou matador de Décio Sá…

Colegas, amigos e familiares no velório de Décio Sá

A Polícia Civil já conseguiu identificar o matador do jornalista Décio Sá.

As imagens colhidas de sistemas de segurança espalhadas por vários locais de São Luís por onde o bandido passou foram mostradas a cerca de 30 testemunhas do crime.

Praticamente todas confirmaram as características do assassino.

De posse da imagem quase certa, será preciso agora o cruzamento de informação com imagens de criminosos catalogadas na Segurança Pública do Maranhão e de outros estados, para identificar comparsas e ligações do assassino com eventuais mandantes.

Todas as informações estão sendo cruzadas também com os relatos do Disque-Denúncia.

Para os coordenadores da investigação, a prisão é questão de tempo…

15

Qual o nexo causal???

Aluísio, com delegados que investigação a morte de Décio Sá

A falta de uma lista de causas mais prováveis para o assassinato do jornalista Décio Sá torna ainda mais angustiante a espera por informações.

A morte do jornalista mexe com toda a imprensa – sobretudo com a blogosfera – já que, sem um nexo causal que possa levar a uma linha de investigação, a insegurança se alastra.

Décio Sá pode ter sido assassinado por causa de uma matéria específica que publicou contra algum bandido que se acha acima da lei – ou pode ter sido a primeira de uma série de vítimas de bandidos que pretendem calar jornalistas.

Sem esta informação precisa, todos os demais jornalistas – inclusive o titular deste blog – sentem-se na alça de mira dos matadores.

E a polícia é a única capaz de definir os caminhos…