7

De como deputados estaduais boicotaram ato de Flávio Dino contra o impeachment…

Governador e seus auxiliares mai próximos ligaram pessoalmente para os parlamentares, mas apenas oito compareceram à Assembleia; o presidente da Casa alegou convalescência para também não ir

 

Flávio Dino e o estaduais presentes; nem o líder da bancada apareceu na imagem

Dino e o estaduais presentes; nem o líder da bancada apareceu na imagem: só membros de PT, PDT e PCdoB

O ato do governador Flávio Dino (PCdoB) contra o impeachment foi marcado por forte presença de segmentos sociais e sindicalistas que apoiam a presidente Dilma Rouseff (PT).

Mas foi um fracasso do ponto de vista político.

Para começar, dos deputados federais que votaram contra o impeachment na Câmara, apenas aqueles que seguem a orientação direta de Dino participaram do ato.

Pior: apenas oito deputados estaduais estiveram presente.

Para o governo, apesar de o vento ter sido concebido em cima da hora, cumpriu os objetivos, com deputados federais, lideranças e movimentos sociais.

– Deputados do PCdoB, do PT e do PDT estavam presentes. Muitos justificaram ausência em face de ser véspera de feriado e já terem agendas pré-definidas – justificou o secretário de Assuntos Políticos e Comunicação, jornalista Márcio Jerry.

Mas o blog ouviu vários parlamentares e extraiu deles as seguintes queixas:

– O presidente Humberto Coutinho alegou convalescência de Zika para não ir;

– O governo ainda não pagou as emendas parlamentares;

– Flávio Dino já teria negociado o Senado com Waldir Maranhão;

– E, no fundo, Dino perdeu por conseguir apenas um voto para Dilma.

Em outras palavras; o clima nã está bom entre o governo e a Assembleia.

Simples assim…

3

Caos na BR-135 repercute também na Assembleia…

Deputado Roberto Costa propôs união da classe política em favor da rodovia; Fábio Macedo quer criação de frente em defesa da obra de duplicação e Andrea Murad questionou que a obra tenha parado justamente quando Flávio Dino assumiu o governo

 

Os deputados Roberto Costa (PMDB), Fábio Macedo (PDT) e Andrea Murad (PMDB) repercutiram na Assembleia Legislativa a situação de abandono em que vive a BR-135, única rodovia de entrada e saída de São Luís.

Costa propôs a união da classe política para buscar a continuidade da ora de duplicação da rodovia.

robertoNão adianta aqui procurar culpados para a situação. Não adianta responsabilizar pessoas. Eu vi alguns criticando o governador Flávio Dino e acho que esse não é o caminho. Se o governador Flávio Dino tomou essa medida para ajudar, temos que apoiá-lo. A ex-governadora Roseana tomou medidas efetivas à época, ajudando na aceleração das obras da BR. Da mesma forma o ex-presidente Sarney, o senador João Alberto, senador Lobão, senador Roberto Rocha, a nossa Bancada Federal, todos já se posicionaram em relação ao problema, nós temos é que dar as mãos porque a situação é extremamente grave”, ponderou.

Fábio Macedo, do PDT defendeu a criação de uma frente parlamentar em defesa da BR.

fabioO que me traz aqui hoje é justamente a situação caótica em que se encontra a BR-135. A rodovia está tomada pelos buracos, o que dificulta o transito das pessoas que circulam diariamente, causando insegurança, desconforto e vários acidentes. Para dar celeridade ao processo de restauração das vias, na semana passada estive em audiência com o governador Flávio Dino, onde conversamos sobre a criação de uma Frente Parlamentar nesta Casa, que hoje dei entrada e já foi devidamente publicada no Diário Oficial”, disse o pedetista.

No discurso mais contundente, Andrea Murad criticou a omissão do governador Flávio Dino (PcdoB0 e questionou por que a obra paralisou exatamente quando Dino assumiu o governo.

andreaEle foi eleito Governador do Maranhão para cuidar de tudo. De qualquer coisa que o Estado precise. Vamos parar de ladainha em rede social, parar de reclamar e tratar de trabalhar. Tem tanto prestígio com a presidente Dilma que a obra da BR 135 parou justamente quando ele assumiu o Governo. Flávio Dino precisa aprender ser mais proativo, cuidar dos problemas do Maranhão, do povo, ao invés de ficar se metendo no impeachment e defendendo Dilma”, declarou a parlamentar.

 

5

A rearrumação da oposição na Assembleia…

Mesmo com o choque de opiniões ainda se sobrepondo à convergência de ideias e ideais, os deputado oposicionistas já começam a encontrar o tom das ações – e do discursos –  garantindo vitórias importantes contra a hegemonia do governo Flávio Dino; bom para o povo maranhense

 

Andrea, Adriano, Souza e Edilázio na linha de frente

Andrea, Adriano, Souza e Edilázio na linha de frente

Formada em sua maioria por jovens parlamentares em início de carreira política – e por uma parcela diminuta de reeleitos que não sucumbiram diretamente os encantos do governismo – a bancada de oposição na Assembleia Legislativa já começa a dar o tom  de suas ações na Casa.

Vitórias recentes, como as de Adriano Sarney (PV) no caso do Conselhão; de Souza Neto (PTN), que enquadrou o Sistema de Segurança diante da soltura de um preso perigoso; e da própria Andrea Murad (PMDB), na denúncia relacionada ao leite especial, mostram que, acima das divergências pessoais latentes, os oposicionistas, juntos, podem fazer uma importante diferença na Casa.

E a oposição ainda pode contar com a experiência e serenidade do ainda jovem, mas firme, contundente e coerente Edilázio Júnior (PV) na formação de um quarteto mais ativo, que já começa a dar o tom e a pautar sistematicamente a gigantesca, mas heterogênea bancada do governo Flávio Dino (PCdoB).

E nem se pode dizer que a oposição seja só eles.

Nomes como César Pires (DEM), ainda indefinido quanto à independência em relação ao ex-grupo Sarney e a falta de afinidade com o ideais do novo governo; Roberto Costa (PMDB), mais tímido e desinteressado que no primeiro mandato; e Max Barros (PMDB), ainda pouco presente no debate, também já começam a dar contribuição fundamental para o sonhado, ainda que utópico,  equilíbrio de forças.

César, Roberto e Max: experiência para somar

César, Roberto e Max: experiência para somar

Andrea Murad já se destacou como ponta-de-lança.

O estilo dela é parecido ao do pai, aguerrido, impetuoso, ousado, mas sem perder o foco do debate e sempre embasado em dados oficiais.

Mais sereno, porém igualmente firme, Adriano Sarney tem a autoridade no argumento, e se soma perfeitamente à postura de Edilázio, que tem o mesmo perfil.

À linha de frente se soma Souza Neto, que que vai no ponto certo dos equívocos governamentais, forçando respostas e mudanças de posição.

Quando a autoridade do discurso de César Pires, a contundência provocativa de Roberto Costa, e a respeitabilidade histórica de Max Barros se somarem à energia dos jovens parlamentares, a tendência é que o Palácio Manoel Beckman possa voltar a ser palco dos grandes embates que viveu no passado.

É aguardar e conferir…

4

“A menina ameaça falar”, diz trechos de conversa sobre assassinato de prostituta no Piauí…

Pode ser fruto de chantagem a mobilização de um escritório de advocacia de São Luís em favor da “estudante” Nayra Veloso, a Nayrinha, de Teresinha (PI).

Apontada como testemunha do assassinato da garota de programa Fernanda Lages, e presa por omitir informações à polícia, Nayrinha passou a ser assistida, gratuitamente, pelo advogado Ernesto Lopes, do escritório “Francisco Ramos e Ronaldo Ribeiro”, conforme revelou reportagem do jornal piauiense O Dia.

Mat´ria de O Dia sobre morte de prostituta

Este blog teve acesso a gravações supostamente autorizadas, que revelam conversas sobre o caso entre pessoas do Maranhão.

Na gravação, parece haver preocupação com o que Nayrinha possa falar:

 – A menina ameaça falar tudo – diz um dos telefonemas.

– dê assistência a ela – determina o outro.

O blog não conseguiu identificar quem é quem nas conversas.

De acordo com o blog de Gilberto Léda, a Polícia Federal incluiu os deputados maranhenses Luciano Leitoa (PSB), Marcos Caldas (PRB) e Carlos Filho (PV) nas investigações sobre a morte da garota de programa.

Há nos autos do inquérito ligações dela para os parlamentares.

A PF deixa claro não haver qualquer ligação dos deputados maranhenses com o assassinato de Fernana Lages.

A ligação deles na investigação se dá pelo fato de terem contatado Fernanda, em um momento ou outro, “para festinhas em Teresina”.

De qualquer forma, é uma dor de cabeça para os parlamentares…

1

Os 18 salários dos deputados maranhenses…

Deputados receberam, desde sempre, 18 salários

A Assembléia Legislativa deve se adequar, por imposição da Constituição, às regras da Câmara Federal – sobretudo quanto ao subsídio dos parlamentares.

São estas imposições que estabelecem, por exemplo, o subsídio equivalente a75% do valor recebido na Câmara.

Esta adequação garante também que um deputado receba dois salários há mais, além dos pagos mensalmente, a título de ajuda de custo – um na abertura dos trabalhos e outro no fechamento de cada ano legislativo.

É assim na Câmara Federal e, por isso, deveria ser assim na Assembléia.

Mas a Assembléia maranhense resolveu “pagar” a cada deputado o equivalente a 2,5 salários logo na abertura dos trabalhos e outros 2,5 salários no fechamento do ano, totalizando cinco salários a mais a cada ano.

Por que a Assembléia resolveu se “desadequar” da Câmara pagando a deputados o que a Câmara não paga?

Se os deputados resolveram readequar a Casa às regras da Câmara, a partir de agora – como anunciou hoje o seu presidente, Arnaldo Melo (PMDB) – vão devolver o que receberam a mais neste tempo todo?

E o deputado Bira do Pindaré (PT), que, segundo Melo, ameaçou fazer discurso denunciando a história,  vai devolver o que recebeu em 2011, seu primeiro ano de mandato?

Perguntas que aguardam respostas…