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Incompetência tira Davi Telles da Caema…

Companhia vinha sendo questionada pelos próprios aliados do governador Flávio Dino, que decidiu tirá-lo do cargo em mais uma ação para evitar desgastes na pré-campanha eleitoral

 

Telles em ação na Caema: companhia é foco de desgaste para Flávio Dino

A transferência do presidente da Caema, Davi Telles, para a Secretaria de Ciência e Tecnologia, foi mais um gesto do governador Flávio Dino preparatório para as eleições de 2018.

Sob o comando de Telles, a Caema transformou-se em um dos setores mais desgastados do governo comunista, criticada, inclusive, pelos prefeitos aliados da Grande São Luís.

Na Sectec, Telles ficará em uma pasta de menos repercussão pública, e garantirá a Dino a rearticulação de ações para recuperar o desgaste no período pré-eleitoral.

Desde que começou a avaliar as pesquisas de intenção de votos que apontam o fracasso do governo em vário setores, o governador começou a agir para evitar a derrota.

Impôs mudanças na Saúde – inclusive ditando nomes aos prefeitos aliados – e agora mexe em outro setor de forte sensibilidade social.

É assim que Dino vai atuando, como se estivesse em plena campanha.

E ainda falta um ano para as convenções partidárias…

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A insegurança de Márcio Jerry…

Lugar-tenente do governador, bi-secretário teve o prestígio abalado no escândalo dos alugueis camaradas, recuou nos embates de redes sociais e agora tenta espaços para “responder a tudo”

 

Jerry tem forte ascendência sob o governador Flávio Dino; mas está desgastado

Não há dúvidas de que o bi-secretário de Comunicação e Articulação Política, jornalista Márcio Jerry, é o principal homem do governador Flávio Dino (PCdoB).

Ele tem força para demitir e admitir secretários, negociar com partidos e articular a base de deputados, tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa.

O todo-poderoso secretário, porém, perdeu prestígio no episódio dos “alugueis camaradas” do governo comunista.

Além de ser o presidente regional do PCdoB – cujos membros aparecem como principais beneficiários do esquema – Jerry desgastou-se com declarações arrogantes e ataques desnecessários a adversários diante das grave denúncias.

O apelo do bi-secretário por entrevistas, onde topa “responder tudo”… insegurança

Há quem espere a queda do bi-secretário, o que é pouco provável, diante da influência que ele mantém Flávio Dino.

Mas ele próprio demonstra ter sentido o golpe de suas declarações; e trabalha para livrar-se da imagem antipática que vem construindo desde o início do governo comunista.

Tanto que, agora, até já se oferece para entrevistas onde promete falar de tudo – inclusive na Mirante.

O problema é saber se alguém ainda está interessado em ouvi-lo…

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Edivaldo e o 2º Turno: trunfos e empecilhos…

Com cerca de 45% das intenções de voto válidos, Edivaldo tem a estrutura da máquina para tirar cinco pontos, mas pode ter sofrido desgaste irreversível com o mau desempenho no debate e a crise da queima de ônibus em São Luís

 

Edivaldo sore o desgaste da omissão, do fracasso no debate e das denúncias contra ele

Edivaldo sofre o desgaste da omissão, do fracasso no debate e das denúncias contra ele

As pesquisas mais confiáveis estimam o prefeito Edivaldo Júnior (PDT) com um máximo de 45% de votos válidos na eleição deste domingo, 2.

Neste patamar, ele precisaria crescer apenas cinco pontos percentuais no dia da eleição para garantir a vitória em 1º Turno,

E tem a força da máquina administrativa para viabilizar estes pontos, seu principal trunfo na reta final.

Mas Edivaldo apresentou queda de quatro pontos percentuais na última pesquisa do Instituto Escutec, divulgada neste sábado 1º. E a queda pode ser ainda maior, sobretudo pelo fraco desempenho no debate da TV Mirante, registrado pelo mesmo Escutec.

Além disso, o prefeito enfrenta um desgaste natural por causa dos ataques a ônibus e escolas nos últimos quatro dias – e principalmente por causa da sua ausência deste  debate.

Leia também:

E o prefeito, onde se esconde?!?

Edivaldo aposta tudo na vitória em 1º Turno…

Desde o início da semana, uma série de denúncias de adversários vêm desmontando o que chamam de farsas da gestão de Holandinha, o que levou a fortes críticas no horário eleitoral. (Leia aqui e aqui)

O prefeito Edivaldo Júnior chega ao dia da eleição, portanto, com um trunfo e dois empecilhos para tentar encer em primeiro turno.

É aguardar e conferir…

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O asfalto sonrisal e os riscos de Edivaldo Júnior…

Imagem de ônibus afundando em via do Cohajap evidenciou um fato que o prefeito temia desde o início da parceria com Flávio Dino: todos os bônus das ações em São Luís ficam para Flávio Dino; para Edivaldo são contabilizados apenas o desgaste

 

O ônibus no Cohajap: imagem mais forte do primeiro dia do ano

O ônibus no Cohajap: imagem mais forte do primeiro dia do ano

O prefeito Edivaldo Júnior (PDT) vive um drama político que ficou fortemente evidenciado na imagem que ganhou as redes sociais e a mídia no primeiro dia do ano – a de um ônibus afundado no asfalto no bairro do Cohajap.

Ele precisa encontrar uma forma de capitalizar os benefícios das ações que vêm sendo feitas em São Luís desde que iniciou a parceria com o governo Flávio Dino (PCdoB). Por enquanto, o prefeito fica apenas com o desgaste dos serviços mal feitos – mesmo que não tenha sido obra sua – enquanto a Dino são dados os louros do trabalho na capital maranhense.

E o exemplo do ônibus afundado no asfalto do Cohajap é o mais significativo deste problema.

Embora a obra não tenha sido feita pela prefeitura, mas pela Caema, ficou para Edivaldo Júnior todo o desgaste da imagem – que sem dúvida foi forte demais para o início de 2016.

o prefeito precisa escapar à tutela de Flávio Dino e capitalizar suas ações em São Luís

O prefeito precisa escapar à tutela de Flávio Dino e capitalizar suas ações em São Luís

Os adversários do prefeito não cansaram de explorar o problema nas redes sociais. E mesmo diante das evidências de que o problema era do governo, encontrou-se uma justificativa para culpar o prefeito: afinal, cabe à prefeitura também fiscalizar as obras feitas na cidade.

E é com este dilema que Edivaldo vai ter que conviver até as eleições.

Não há dúvida de que a parceria com Flávio Dino tem sido boia para São Luís, mas a prefeitura não consegue ligar os benefícios disso à imagem do prefeito.

E o resultado é o desgaste cada vez mais crescente, exatamente no ano eleitoral.

E as chuvas ainda nem começaram…

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Aprovação de Dino despenca em São Luís, revela DataM…

Flávio Dino: desgaste meteórico para quem frustrou as esperanças

Flávio Dino: desgaste meteórico para quem frustrou as esperanças

A aprovação do governador Flávio Dino (PCdoB) está em queda livre na capital maranhense.

É o que revela pesquisa do Instituto DataM, divulgada no fim de semana, em comparação com o levantamento anterior, do mesmo instituto, realizado em junho.

Na época, com cinco meses de mandato, Dino era aprovado por 74,4% dos maranhenses, de acordo com o instituto. (Releia aqui)

Agora, só em São Luís, ele tem aprovação de apenas 50,5%, contra 44,3% que dizem reprovar a gestão do comunista.

Tradução: bastaram cerca e nove meses para que Flávio Dino conseguisse dividir a população de São Luís, literalmente, entre os que aprovam e o que não aprovam o seu governo.

Para alguém qu acabou d começar a governar – com a esperança do discursod a mudança – o índice pode ser considerado catastrófico.

E tende a piorar…

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Protesto contra Dino ganha corpo e vai às ruas….

protestoO que parecia restrito apenas às redes sociais e aplicativos de troca de mensagens começa a aparecer também nas ruas do Maranhão. A campanha #FlavioDinoNuncaMais  começa a ser visto em camisetas e adesivos de carros como este, flagrado hoje em Timon. Há vários outros destes adesivos, inclusive em São Luís. Sinal de que o desgaste do governador comunista já começa a atingir índices preocupantes para ele. isso se ele tiver humildade para entender…

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Flávio Dino no limite do degaste popular…

Pesquisa do Instituto Escutec divulgada na semana que passou revela que governo comunista – que começou com mais de 70% – hoje está com apenas 54% de aprovação popular, índice baixo para o tempo de mandato

Dino: erros do primeiro semestre refletem na aprovação popular

Dino: erros do primeiro semestre refletem na aprovação popular

Eleito com o discurso da mudança e tido como a renovação a política maranhense, o governador Flávio Dino (PCdoB) começa a perder o apoio popular que o consagrou nas urnas em 2014

De acordo com a última pesquisa do Instituto Escutec, divulgada na semana passada, apenas 54,7% do eleitorado de São Luís ainda aprova a gestão do comunista.

Em outras palavras, praticamente a metade do eleitorado da capital maranhense desaprova ou é indiferente ao governo Flávio Dino.

No levantamento mais apurado, o Escutec mostrou que apenas 24,3% da capital maranhense considera o governo “Ótimo” ou “Bom”.

O índice daqueles que consideram o governo “Ruim” ou “Péssimo” chega 29,4%.

O grosso do eleitor de São luís – nada menos que 40,1% – entende que Flávio Dino faz um governo apenas “Regular”.

A avaliação do governo Dino está, portanto, dentro daquilo que se vê nas redes sociais, nas rádios e nas manifestações populares:

Muita esperança depositada e pouca ação apresentada…

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Líder governista garante que Dino quer diálogo com índios…

Othelino defende o diálogo com índios, mas governo contesta valores

Othelino defende o diálogo com índios, mas governo contesta valores

O vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), garantiu hoje haver disposição do governo Flávio Dino de negociar com os indígenas que fazem protesto na Casa e no Palácio dos Leões.

– Enfatizo a disposição do Governo, em não só continuar a negociação, como tentar resolver dentro do que permite a legislação e os princípios da boa aplicação dos recursos públicos, sanar as pendências quanto à educação, em específico a pauta principal da reivindicação que é a questão do pagamento do transporte escolar – disse Othelino.

 O parlamentar revelou uma reunião que acontecerá nesta sexta-feira, 10, com a participação de representantes do Governo, do Ministério Público Federal e da Fundação Nacional dos Índios (Funai).

Mas Othelino mantém a posição do governo, de se recusar a pagar por valores que, segundo ele, foram questionados pelo próprio governo passado.

Os empresários que fazem o transporte escolar indígena estariam cobrando, segundo o próprio governo, R$ 50 milhões.

E o governo se recusa a pagar…

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Descompressão na Assembleia Legislativa…

Assembleia terá que descomprimir para seguir em frente

Os deputados estaduais chegaram à conclusão de que é preciso buscar uma forma de minimizar o desgaste na imagem da Assembleia Legislativa, alvo de bombardeio intenso nas últimas semanas.

Os líderes da bancada governista conversaram anteontem com a governadora Roseana Sarney (PMDB), que manifestou preocupação com a situação e pediu uma solução rápida pela crise.

Após a conversa com Roseana, os parlamentares – Carlos Alberto Milhomem (PSD), César Pires (DEM) e Eduardo Braide (PMN) – repassaram a preocupação aos demais, que decidiram buscar medidas de descompressão.

A Assembleia Legislativa está hoje divida em dois blocos.

De um lado, os deputados mais conservadores, que acham desnecessária a satisfação de suas ações e o corte de alguns privilégios criados ainda no século passado e contestados pela opinião pública. Do outro, alguns mais progressistas, que na vontade de questionar, acabam promovendo a autofagia.

Desde as primeiras cobranças, o debate interno entre estas duas categorias tem levado ao acirramento dos ânimos e à troca de acusações que ultrapassa os limites da Casa e chegoa às demais instâncias de poder público.

Agora, orientados por Roseana , os próprios parlamentares chegaram à conclusão de que é preciso agir. 

Os mais conservadores entenderam serem necessárias algumas medidas moralizadoras, que só vai melhorar a imagem do Poder.

Os progressistas, e mais rebeldes, também entenderam que a autofagia gerada pela troca de acusações só prejudicará os próprios deputados.

E já na segunda-feira deverão começar a rever algumas questões, como o auxílio-saúde para aposentados e os dois salários extras que ainda permanecem.

É o que se espera dos representantes do povo…

Publicado originalmente na coluna Estado Maior, de O EstadoMaranhão