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Mais emendas da Câmara e do Senado na mira da Polícia Federal no MA

Investigações alcançam não apenas os recursos destinados à área da Saúde – que pegaram o grupo do deputado Josimar de Maranhãozinho – mas várias das demais emendas encaminhadas por deputados e senadores ao longo de 2019 e 2020, com suspeitas de esquema de desvio no estado

 

Turbinada por emendas de senadores e deputados, Codevasf virou uma especie de governo paralelo no Maranhão, com obras em todas as áreas; e agora levanta suspeitas de investigadores

A investigação da Polícia Federal que pilhou o esquema de corrupção montado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) deve evoluir para novas investigações, e não apenas na área da Saúde.

A PF investiga destinação de recursos públicos para áreas da Infraestrutura, Educação, Assistência Social e compra de equipamentos diversos em todos os municípios.

Segundo apurou o blog Marco Aurélio D’Eça, a investigação mira nos setores em que um mesmo grupo de empresas atuam sempre em um mesmo destino, elaborando projetos e movimentando emendas de deputados e senadores.

Exemplos: recursos destinados em massa à Universidade Federal do Maranhão (Ufma), ao Corpo de Bombeiros e, principalmente, à Codevasf, que tem sempre um mesmo grupo de empresas responsáveis na elaboração de projetos e um mesmo grupo de parlamentares destinando os recursos.

Josimar de Maranhãozinho – em café da manhã com seus corretores de emendas – foi o primeiro alvo da Polícia Federal na investigação das emendas parlamentares

Na semana passada, a PF montou operação que alcançou o esquema de Josimar de Maranhãozinho, apontado como controlador de emendas de mais outros três deputados federais: Júnior Lourenço (Avante), Marreca Filho (Patriota) e Pastor Gyldenemir (PL).

Os olhos da PF agora se voltam para outras movimentações tidas por suspeitas, envolvendo grandes volumes de recursos destinados à Codevasf, à UFma, aos Bombeiros e a fundações que controlam hospitais em São Luís e no interior. (Entenda aqui, aqui, aqui e também aqui)

E ao que tudo indica, novas operações devem ocorrer nos próximos meses…

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Flávio Dino pagou R$ 1,6 milhão por contrato já rescindido…

Denúncia foi feita na Assembleia Legislativa pela deputada Andrea Murad, que cobra auditoria em contratos de empresa cujo dono já confessou participação em esquema de desvio de recursos

 

Andrea Murad denunciou a Epeng na tribuna da Assembleia

 

O governo Flávio Dino (PCdoB) pagou, pelo menos, R$ 1,6 milhões por um contrato já rescindido no governo anterior, por diversas irregularidades.

A denúncia foi feita pela deputada Andrea Murad (PMDB), na tribuna da Assembleia Legislativa.

De acordo com Andrea, a Empresa Projetos Engenharia LTDA (Epeng) teve o contrato rescindido em 14 de abril de 2014, por não cumprir cláusulas contratuais como atraso no início da obra, subcontratação de empresa para execução, não cumprimento de prazos, entre outros.

Mas, em maio de 2015, a gestão Flávio Dino decidiu pagar R$ 1.601.370,30 desse contrato.

– Mesmo o governo anterior tendo rescindido esse contrato, estranhamente o governo Flávio Dino decide fazer um pagamento de mais de um milhão e meio de reais. No governo Flávio Dino, essa empresa que teve seu contrato rescindido pela ex-governadora por não cumprimento de cláusulas contratuais, recebeu poucos meses depois que Flavio Dino assumiu, está aqui o comprovante – revelou a parlamentar.

Flávio Dino visita obra que a Epeng ganhou do seu governo

A Epeng pertence ao empresário Francisco Antelius Sérvulo Vaz, investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro no Tocantins, onde teria desviado R$ 9 Milhões.

O próprio empresário confessou à PF ter pago propina para fiscais fraudarem medições e assim garantir liberação de recursos.

Mesmo assim, a Epeng ganhou contratos de quase R$ 100 milhões no governo Flávio Dino.

– Isso é escandaloso e mais do que suspeito. Pedirei informações ao secretário Noleto sobre esse montante pago a uma empresa que deveria estar inadimplente. Quero saber por que, ao invés da empresa ser penalizada, ainda ganhou de presente a participação em licitações milionárias nas quais saiu vencedora – destacou Andrea Murad.

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Vídeo revela como se deu o desvio de R$ 33 milhões que pode tirar Edivaldo da disputa em São Luís…

TV Guará fez ampla matéria em que ouviu contratados, membros da prefeitura e do Ministério Público e confirmou o uso do dinheiro para comprar apoios ao prefeito, que teve agora a candidatura contestada na Justiça Eleitoral

 

O esquema de corrupção que pode tirar o prefeito Edivaldo Júnior da disputa pela Prefeitura de São Luís começou em julho de 2015 e envolveu mais de R$ 33 milhões.

O contrato foi assinado pela Secretaria Municipal de Orçamento Participativo (Semgop) e o Instituto Superior de Educação Continuada (ISEC), e consistia, na prática, no aliciamento de cabos eleitorais para aliados do prefeito e de vereadores de sua base.

– Fui chamada para assinar o contrato lá na Semgop e de lá eles disseram que a gente iria ser chamado para cursos de capacitação. Mas, de lá para cá, nunca fomos chamados para nada. Apenas íamos lá na Semgop assinar os pontos entre os dias 15 e 18. Só assinar ponto, do mês inteiro – afirmou a mulher identificada por Diana na reportagem da TV Guará.

A mulher confessa que foi indicada para apenas receber por um vereador da base aliada do prefeito Holandinha.

– Nós e todos os outros foram todos indicação. Uns de vereadores, outros de secretários. Vereadores que estavam na base do prefeito – afirma a mulher, que já prestou depoimento ao Ministério Público.

Outros denunciantes confessaram que foram contratados para representar vereadores nas comunidades.

Veja acima o vídeo completo com a reportagem que denunciou o esquema de corrupção na gestão de Edivaldo Júnior…

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Atraso na intimação de Castelo pode ter ajudado no sumiço dos R$ 73,5 mi…

Só sorrisos, Castelo não fala dos R$ 73,5 milhões

Houve um atraso de cinco meses entre a decisão do juiz Megbel Abdalla, , determinando a devolução dos R$ 73,5 milhões aos cofres do  estado, e a intimação do prefeito João Castelo (PSDB), então detentor dos recursos.

O dinheiro foi repassado a Castelo pelo então governador Jackson Lago (PDT), em 31 de março de 2009. No mesmo dia, o então líder da oposição, Ricardo Murad (PMDB), entrou com Ação Popular na 4ª Vara da Fazenda Pública, pedindo a suspensão dos convênios.

O juiz Megbel Abdalla concedeu Liminar ainda no dia 31 de março, determinando “a suspensão dos atos considerados lesivos ao patrimônio público“.  

Mas a “Intimação Pessoal” do prefeito João Castelo se deu apenas no dia 26 de agosto daquele ano, quase cinco meses depois da suspensão do convênio.

No dia 21 de junho deste ano, a Procuradoria-Geral do Etado, entrou com outra Ação na 4ª Vara da Fazenda Pública, lembrando que“até a presente data, o município de São Luís vem se esquivando de obedecer ao comando judicial”.

Na nova Ação, a PGE pede o bloqueio das cotas do ICMS de São Luís, “para que a decisão da suspensão do convênio se torne eficaz”.

O juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública ainda não se manifestou sobre o assunto…

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MP vai investigar sumiço de R$ 73,5 milhões…

Só castelo sabe onde está o dinheiro

Do blog de Zeca Soares

Onde está o dinheiro?
O deputado Roberto Costa (PSDB) não está disposto mesmo a dar um minuto de sossego ao prefeito João Castelo (PSDB).

Ontem à tarde, Roberto Costa deu entrada em ação no Ministério Público pedindo a investigação sobre os R$ 73 milhões referentes aos convênios assinados entre a Prefeitura de São Luís e o governo do Maranhão em 2009.

É que ninguém sabe dizer até hoje onde foi parar e o prefeito João Castelo insiste em não diz nada.

Apenas se limitou a chamar o deputado de “moleque”.