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“Fora Flávio Dino” também marcou movimento pró-impeachment…

Ações do governador contra o impeachment tem recebido críticas dos maranhenses, sobretudo pela cruzada do comunista, que deixou de gerenciar o estado para fazer política nacional

 

A cruzada do governador Flávio Dino (PCdoB) em defesa da presidente Dilma Rousseff (PT) começa a trazer transtornos públicos também para ele.

O comunista, que acusa de “golpistas” os defensores do impeachment, foi criticado em São Luís pelos manifestantes organizados pelos movimentos “#VemPraRua” e “Eu te Amo Meu Brasil”.

– Hoje o Maranhão já é comunista. Nós temos aqui a constituição, um exemplar em nossa mão. Nós temos o nosso direito. É direito constitucional o impeachment. E a gente pede o impeachment da presidente Dilma. Fora PT! Fora Dilma! Fora Flávio Dino! Fora PCdoB! – gritou um dos líderes do movimento, parodiando o próprio Dino, que anda pra cima  pra baixo com um exemplar da Constituição. (Veja o vídeo)

A manifestação pró-Impeachment reuniu cerca de 1 mil pessoas em São Luís, na tarde de domingo, 13…

Vídeo: blog do Diego Emir

 

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Com quem deve contar Flávio Dino?!?

Governador tem assumido a articulação em favor da presidente Dilma Rousseff e contra o impeachment; mas sua posição, além do desgaste popular iminente, tende a afastá-lo de aliados, como PSDB, PPS e PSB

 

Flávio Dino com a Constituição em mãos e os aliados do PT e do PDT: PSDB está em outra frente...

Flávio Dino com a Constituição em mãos e os aliados do PT e do PDT: PSDB está em outra frente…

O governador Flávio Dino (PCdoB) tem ganhado destaque nacional na articulação em favor do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). Sempre com um exemplar da Constituição Brasileira em mãos ele corre o país pregando que o impeachment é um golpe da oposição.

E quem é a oposição no Brasil?

Os que pregam a deposição da presidente são capitaneados pelo PSDB, pelo PPS, e por vários outros partidos que hoje compõem a base do próprio Dino.

Aliás, das legendas da base de Dino apenas o próprio PCdoB e o PDT são publicamente a favor de Dilma.

Mesmo com o desgaste popular da defesa de Dilma, a movimentação do governador contra o impeachment pode garantir-lhe a tão sonhada projeção nacional como liderança política.

Mas ele terá que fazer escolhas.

Em primeiro lugar, entre ou não o impeachment na pauta política do país, ele sabe que não poderá contar mais com o PSDB nas eleições de 2018.

O discurso pró-Dilma usado por Dino ganhou ainda mais força após a adesão do PT maranhense ao seu governo.

Agora,o líder do PCdoB pode optar por se afastar do PSDB por que tem uma base garantida para 2018, com o PT e com o PDT.

Mas esta é uma outra história…

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Eliziane defende autonomia do Legislativo sobre pedido de impeachment…

A deputada  federal Eliziane Gama (Rede-MA)  defendeu na noite desta quarta-feira (14)  a autonomia do Poder Legislativo sobre eventual pedido de impeachment.

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Eliziane: impeachment deve tramitar normalmente

Na avaliação da maranhense, é responsabilidade dos parlamentares dizer sim ou não ao processo.

– O Poder Legislativo brasileiro precisa ter garantia de suas prerrogativas, porque uma das suas funções é fiscalizar. Estamos hoje debatendo no Brasil, de forma muito intensa, o impeachment, que é hoje uma realidade. A decisão que recebemos agora do Supremo é frustrante, porque de certa forma, permite a ingerência no Poder Legislativo – destacou.

Gama esclareceu que a Rede Sustentabilidade só tomará decisão após análise rigorosa dos fatos, mas reafirmou que é necessária a abertura de uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados para iniciar o processo de investigação sobre as irregularidades.

– A Rede ainda não tem uma posição formada e fechada sobre o impeachment, mas um fato é claro: a investigação precisa ser iniciada, a Comissão Especial precisa ser montada, para que todos os Parlamentares, sejam da Oposição, sejam da base do Governo, possam ter o direito de fazer a sua opção de voto – esclareceu.

De acordo com Eliziane, os deputados não podem ser submetidos a chantagens.

Ela disse que é preciso seguir processo semelhante ao adotado no governo Collor.

– Não podemos admitir que a crise política brasileira seja instrumentalizada através das chantagens a que alguns parlamentares desta Casa  acabam sendo submetidos. Fica o nosso pedido e torcida, para que este Parlamento possa cumprir o seu papel – concluiu.

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No Instagram, Soliney Filho prega o #Fora Flávio Dino…

Presidente municipal do PRTB diz que governador comunista nada fez pelo povo em nove meses de mandato, e o que reina no Maranhão é apenas um sentimento de rancor

 

Soliney Filho com Andrea Murad

Soliney Filho com Andrea Murad

O presidente do PRTB de São Luís, Soliney Filho, manifestou-se hoje, na rede social Instagram, pedindo a saída do governador Flávio Dino do poder.

– O comunista e seu homem de confiança não pensam no desenvolvimento do nosso estado. Nossas estradas estão acabadas. Nossos prefeitos precisando de ajuda. O povo do nosso estado merece respeito! Diga não ao comunismo e #foraFlávioDino – pregou Soliney.

O desabafo do jovem político, filho do prefeito de Coelho Neto, começou com um pedido de saída da presidente Dilma Rousseff (PT), a quem ele exortou que tenha “a coragem para entregar o comando do país àqueles que realmente têm compromisso com o povo”.

Em seguida, detonou Flávio Dino, como se pedisse interferência da própria Dilma:

– Aproveita para aconselhar um comunista maranhense que há oito meses nada faz pelo povo do nosso estado, nenhuma obra foi continuada. O que reina é apenas o sentimento de rancor, onde até mesmo os funcionários públicos, indicados pelo governo são vigiados 24 horas – revelou.

É a primeira manifestação pública do filho do prefeito do interior contra o governo comunista, que tem apenas nove meses…

Texto alterado às 15h do dia 27/09/2015 para correção de informações
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Quem diz o que quer…

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De O EstadoMaranhão, com ilustração do blog

Sobrou para o governador Flávio Dino a manifestação em favor do impeachment e contra a corrupção realizada domingo passado, na Avenida Litorênea.

Depois de chamar de golpistas aqueles que apoiam a queda da presidente Dilma – o discurso foi no Porto do Itaqui, para plateia de militantes do PT e aliados do Governo do Estado -, o governador recebeu o troco.

E a resposta veio em alto e bom som.

Após sofrer uma avalanche de críticas em redes sociais, o arroubo dilmista do comunista recebeu a réplica em “praça pública”. Do alto de um minitrio elétrico, um eleitor do próprio Dino descascou contra a fala do governador e sua postura digna dos tempos de líder estudantil”

– O governador do Estado do Maranhão chamou o povo maranhense de golpista. Ele disse que o que a gente tá fazendo hoje aqui é um golpe […]. A gente tá aqui pelo amor que a gente tem pelo país. A gente não é golpista, governador – declarou o cidadão durante o protesto.

Manifestantes presentes ao ato na Litorânea fizeram coro ao discurso indignado do eleitor dinista, que pediu do governador mais respeito:

– Você respeite o maranhense que votou em você e que hoje você chama de golpista. Não somos golpistas. Nós somos trabalhadores – complementou.

Um vídeo da cena, claro, ganhou a internet e provocou outra chuva de comentários de gente decepcionada.

É como diz a velha máxima: quem diz o que quer, ouve o que não quer.

Publicado na coluna Estado Maior, de 18/08/2015
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Flávio Dino não tem o que oferecer a Dilma…

Em profunda crise de credibilidade e de apoio, presidente petista quer dos governadores que convençam suas bases no Congresso a garantir a governabilidade; mas o governador maranhense simplesmente não tem base no Congresso

 

Flávio Dino com pate da bancada maranhense: a rigor, ele "controla" dois ou três...

Flávio Dino com parte da bancada maranhense: a rigor, ele “controla” dois ou três…

A mídia alinhada ao governador Flávio Dino (PCdoB) tenta, desde ontem, criar a ideia de que ele é um dos artífices do movimento de governadores em favor da moribunda presidente Dilma Rousseff (PT).

Mas o governador do Maranhão está apenas a reboque. E Dino está a reboque por que nada tem a oferecer a Dilma.

A presidente quer dos governadores que convençam seus deputados e senadores a garantir a governabilidade no Congresso, votando o “Ajuste Fiscal” e evitando rachas partidários.

Mas Flávio Dino não tem base parlamentar alguma no Congresso.

A começar pelo Senado, nenhum dos três senadores segue a cartilha do governador comunista.

Os peemedebistas Edson Lobão e João Alberto já compõem a própria base de Dilma e seguem o PMDB, querendo Dino ou não. O socialista Roberto Rocha, por sua vez, tem relações umbilicais – e projeto de poder – com o colega Aécio Neves (PSDB-MG); e dificilmente seguirá orientações de Dino para defender a presidente.

Na Câmara, a rigor, “fecham” incondicionalmente com o governador maranhense apenas os deputados Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Eliziane Gama (PPS), José Reinaldo Tavares (PSB) e Weverton Rocha (PDT).

Ocorre que Weverton e Pereira Júnior já compõem a base e tendem a seguir o Planalto, independentemente da vontade de Dino. Eliziane e José Reinaldo, por outro lado, fazem oposição ao PT e a Dilma, queira ou não o comunista maranhense.

Outros deputados, como Zé Carlos (PT), André Fufuca (PEN), Juscelino Filho (PRP), João Castelo (PSDB), Waldir Maranhão (PP) e Júnior Marreca (PEN) – embora possam se alinhar ao governador – seguem posicionamento próprio na Câmara.

João Castelo, Andre Fufuca e Waldir Maranhão, por exemplo, têm pouca afinidade com o governo Dilma. Castelo, por razões óbvias e partidárias; Fufuca e Maranhão pela relação que têm hoje com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Por último, há os sarneysistas, ou independentes: Hildo Rocha (PMDB), Sarney Filho (PV), Pedro Fernandes (PTB), Alberto Filho (PMDB), João Marcelo Sousa (PMDB), Aluísio Mendes (PSDC) e Victor Mendes (PV).

Dificilmente algum deles seguirá qualquer orientação do governador maranhense.

Como se vê, Flávio Dino nada tem a oferecer a Dilma Rousseff para aplacar a crise no Congresso.

E se quiser vender um pacote – em troca de investimentos que salve ele próprio no estado – não terá como entregar a mercadoria…

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Mensagem governamental: o prestígio do portador…

Dilma com Sarney, em suas idas ao Congresso, no governo Lula

A presença do secretário-chefe da Casa Civil, Luís Fernando Silva, como portador da mensagem da governadora Roseana Sarney (PMDB) à Assembléia Legislativa, tem forte simbolismo na recente história política do país.

Por tradição, no governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), foi a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), quem levou a mensagem governamental na reabertura do Congresso Nacional.

Ela fez isso em 2008, 2009 e 2010, como registra o portal da Câmara Federal.

Em 2010,  ano em que Dilma seria candidata à sucessão de Lula, a mensagem tratou exatamente do abismo social que vinha sendo combatido no Brasil.

– Os benefícios do desenvolvimento estão sendo divididos com todos – citou Dilma, destacando ações do governo Lula, como o programa “Minha Casa, Minha Vida” e os invetimentos na exploração do petróleo. (Releia aqui)

Em seu discurso de ontem, Luís Fernando Silva também frisou as ações de Roseana nas áreas sociais de infra-estrutura, e os investimentos econômicos no Maranhão.

– A prioridade do governo é a erradicação da pobreza extrema – afirmou a mensagem governamental entregue por ele.

A história de Dilma Rousseff – agora traduzida também por Luís Fernando – reforça uma praxe entre os poderes – o de que, por tradição, é o chefe da Casa Civil quem leva a mensagem ao Parlamento.

Luis Fernando com os demais representantes de poder: mantendo a tradição

É o que confirma, por exemplo, matéria de ontem do jornal do Brasil, referindo-se à abertura do Congresso, hoje: A mensagem costuma ser levada ao Congresso pelo chefe da Casa Civil da Presidência, mas a titular do cargo, Gleisi Hoffmann, ainda não confirmou presença. (Leia aqui)

Mas o prestígio dos chefes de casas civis na entrega das mensagens governamentais aos legislativos guarda ainda outro simbolismo:

É só lembrar que Dilma Rouseff é, hoje, a presidente da República…