Direita já não inclui Braide nos diálogos sobre 2026…

Em evento patrocinado pelo agronegócio, Lahésio Bonfim reuniu-se em Passagem Franca com Roberto Rocha e com Mariana Carvalho, sem a presença do prefeito de São Luís

 

DIREITA VOLVER. Lahésio, Mariana e Roberto formam grupo próprio, sem a presença de Eduardo Braide

Análise da Notícia

O pré-candidato a governador Dr. Lahésio Bonfim (Novo) e o pré-candidato a senador Roberto Rocha (sem partido) estão cada vez mais alinhados no projeto eleitoral de 2026; o último encontro dos dois, acompanhado também pela ex-candidata a prefeita de Imperatriz, Mariana Carvalho (PRB), ocorreu no sábado, 13, em Passagem Franca.

“Foi uma alegria dividir esse momento com o pré-candidato a governador Lahésio Bonfim e com a amiga e querida deputada federal Mariana Carvalho. Compartilhei minha visão sobre a importância de unir agronegócio e agricultura familiar, apresentando projetos que fortalecem tanto as pequenas quanto as grandes produções”, comentou Rocha, sobre o evento patrocinado pelo agropecuarista Ricardo Gonçalves.

  • o evento não contou com a presença do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD);
  • a direita maranhense parece não perceber Braide como alguém desse campo ideológico.

A presença da própria Mariana Carvalho – muito próxima de Roberto Rocha – revela o distanciamento em relação ao prefeito da capital maranhense.

Liderança com forte capilaridade no segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, Mariana chegou a receber Braide durante o segundo turno das eleições municipais e esteve com ele também em 2025, como este blog Marco Aurélio d ‘Eça registrou nos post “O que representa o passo de Braide em Imperatriz?!?”.

Mas a relação parece ter esfriado.

  • político com projetos próprios, Braide navega em um universo só dele;
  • em sua agenda não cabe debates ideológicos do tipo direita e esquerda.

Tanto que ele vem entabulando conversas de bastidores com aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e remanescentes do governo Flávio Dino, de quem foi líder na Assembleia Legislativa e depois tornou-se adversário.

Mas, independentemente de suas posições políticas e do isolamento, o prefeito de São Luís lidera com folga todas as pesquisas de intenção de votos… 

Dividida, direita maranhense prepara dois atos no mesmo dia em São Luís…

Mesmo diante do desgaste bolsonarista com envolvimento de militares em tentativa de golpe, vereadora Flávia Berthier queria manifestação em frente ao 24º BIS; criticada, mudou para a Lagoa da Jansen, boicotando ato na Avenida Litorânea

 

DIREITA DIVIDIDA EM SÃO LUÍS. O ato convocado por Berthier e o ato de Arnon; bolsonaristas não conseguem se entender

Uma nota pública do suplente de vereador Filipe Arnon (PL) trouxe à tona nesta sexta-feira, 1º, uma tentativa da vereadora Flávia Berthier (PL) de envolver o Exército Brasileiro em atos políticos, mesmo diante de todas as investigações envolvendo tentativas de golpe militar no Brasil.

Entenda o caso:

  • desgastada pelas sanções do Estados Unidos em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a direita organiza atos nacionais neste domingo, 3;
  •  em São Luís, a manifestação intitulada “Reaja Maranhão” pretende unir direitistas na Avenida Litorânea, mas enfrenta contraponto de Berthier;
  • segundo nota do suplente de vereador Filipe Arnon (PL), ela pretendia fazer a manifestação em frente ao Quartel do 24º BIS, no João Paulo.

“A escolha da Av. Litorânea foi necessária diante de um erro estratégico inicial: a convocação precipitada, feita por essa única pessoa, para realizar o ato em frente ao 24º BIS. A direção nacional foi alertada e demonstrou preocupação quanto à repercussão negativa de se fazer um ato em frente a um quartel neste momento sensível, após tantos ataques da extrema-esquerda”, explicou o suplente de vereador, em uma nota em suas redes sociais.

Em momento algum, Arnon cita o nome de Flávia Berthier; mas este blog Marco Aurélio d’Eça chegou ao seu nome levando em conta um segundo ponto da nota do suplente, que é líder da União da Direita Maranhense (UDM):

“Infelizmente, mesmo reconhecendo o equívoco do quartel, essa pessoa decidiu agir de forma unilateral novamente e, em vez de se somar à construção coletiva, marcou um novo local por conta própria: a Lagoa da Jansen”, lamentou Arnon.

Bastou a este blog acessar a página da vereadora no Instagram para ver o banner da convocação para a Lagoa da Jansen.

E será assim, mais uma vez dividida, que a direita tentará resgatar sua imagem neste domingo, 3…

Direita bolsonarista esvaziada no Maranhão…

Radicais ligados ao ex-presidente vêm perdendo espaço nas principais para conservadores menos interessados na guerra com a esquerda e com o lulismo no estado

 

QUAL CAMINHO ESCOLHER?!? Bolsonaristas como Felipe Arnon, Allan Garcês e Flávia Berthier podem ter que se espremer em palanques lulistas no Maranhão

As principais figuras do bolsonarismo no Maranhão – que emergiram nos embates radicais a partir de 2018 – vivem no Maranhão uma espécie de esvaziamento, com a ascensão de conservadores menos radicais.

Nenhuma das duas chapas que mais representam a direita no Maranhão – a do prefeito Eduardo Braide (PSD) e a do ex-candidato a governador Lahésio Bonfim (Novo) – contempla qualquer expoente do bolsonarismo, hoje filiados a partidos que devem estar em palanques lulistas nas eleições e 2026.

  • a vereadora Flávia Berthier e o suplente Felipe Arnon, por exemplo, estão no PL, de Josimar Maranhãozinho;
  • o deputado federal em, Allan Garcês, é do PP, controlado no Maranhão pelo  ministro do Esporte André Fufuca;
  • mesmo o deputado estadual Dr. Yglésio, do PRTB, deverá ter que se contentar com um palanque lulista em 2026.

Tanto Braide quanto Lahésio optam por nomes mais consistentes do ponto de vista político – como no ex-senador Roberto Rocha, a suplente de deputada Mariana Carvalho e o ex-deputado estadual César Pires; embora de direita, essas lideranças são menos dispostas ao enfrentamento radical.

O radicalismo da direita bolsonarista leva à guerra fratricida entre eles mesmos.

Arnon-não-suporta-Flávia-que detesta-Garcês-que-não-se-relaciona-com-Yglésio, como já mostrado por este blog Marco Aurélio d’Eça, no Ensaio “Na direita maranhense ninguém segura a mão de ninguém…”.

  • O PL de Josimar Maranhãozinho deve figurar em eventual chapa encabeçada por Felipe Camarão (PT);
  • o PP, de Fufuca, em federação com o União Brasil, deve estar no palanque do governador Carlos Brandão (PSB);
  • ainda que PL e PP opte pela aliança com Braide, o prefeito de São Luís terá postura mais neutra na disputa nacional.

Alguns ainda acham que o bolsonarismo tem força popular para o embate nacional em 2026.

Mas, no Maranhão, talvez eles não tenham sequer palanque para chamar de seu…

Polarização entre Lahésio e Braide é o destaque das pesquisas na semana…

Candidatos da direita maranhense protagonizam os levantamentos divulgados ao longo dos últimos dias, com o crescimento do candidato do Novo e a estagnação do prefeito de São Luís

 

DIREITA VOLVER. Lahésio avança em eleitorado de Braide, que mantém liderança na região metropolitana

Exclusivo

O prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) e o ex-prefeito de São Pedro do Crentes, Lahésio Bonfim (Novo) foram os protagonistas de todas as pesquisas de intenção de votos sobre a corrida ao governo divulgadas ao longo da semana.

A mídia maranhense destacou, sobretudo, o crescimento de Lahésio e a estagnação de Braide.

  • no levantamento do Instituto Conceito, Lahésio vence em três regiões e Braide em duas;
  • os candidatos governistas – Felipe Camarão e Orleans Brnadão – se destacam apenas no Leste.

“Os dois levantamentos da mesma empresa [Instituto Conceito] mostram estabilidade na liderança geral do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (34,2% em março e 34,5% em maio), mas também apontam sinais de alerta para sua campanha. O principal deles: o gestor perdeu força na Região Metropolitana – caindo de 71,6% em março para 59,6% em maio (uma redução de 12 pontos percentuais)“, destacou o blog do jornalista Gilberto Léda mostrando que Braide perde terreno e Lahésio avança nas demais regiões. (Leia aqui)

A rádio 92.3 FM também destacou na sexta-feira, 23, que Eduardo Braide teve queda em sua popularidade, enquanto Lahésio Bonfim apresentou crescimento significativo.

Mais dos que os números das pesquisias, as análises jornalísticas apontam para uma polarização entre Lahésio e Braide na disputa pela liderança da corrida pelo Governo do Estado.

Uma liderança da direita maranhense…

Lahésio vence em quatro das seis regiões do estado, diz pesquisa…

Candidato do partido Novo é o favorito nas regiões Leste, Oeste, Centro e Sul do Estado; Braide reforça o favoritismo da direita vencendo no Norte e na Metropolitana

DIREITA FORTE. O cenário em que Lahésio Bonfim vence em quatro das seis regiões do Maranhão

A pesquisa do Instituto Conceito divulgada com exclusividade nesta quinta-feira, 22 por este blog Marco Aurélio d’Eça mostra um amplo favoritismo da oposição de direita na disputa pelo Governo do Estado.

Esse favoritismo é reforçado por Lahésio Bonfim (Novo), que vence em quatro das seis regiões pesquisadas.

  • Lahésio só perde para o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), no Norte e na região Metropolitana;
  •  Nas outras quatro regiões – Leste, Oeste, Centro e Sul, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes é o favorito.

Lahésio tem sua performance mais significativa na região Sul do Maranhão, onde impõe 39,1% das intenções de votos sobre o segundo colocado, Eduardo Braide, que fica com 19,5%.

EM QUASE TODAS AS REGIÕES. Lahésio Bonfim vence a maioria dos cenários pesquisados pelo Instituto Conceito

Os dois candidatos do governo – o vice-governador Felipe Camarão (PT) e o secretário Orleans Brandão (MDB) – perdem em todas as regiões, tanto para Lahésio quanto para Braide.

O melhor desempenho dos governistas é no cenário em que é retirado o ex-senador Roberto Rocha (sem partido), que soma 11,% no geral, no cenário é que aparece.

  • nesta configuração, Orleans chega a 25,3%, seguido de Felipe Camarão, com 21,2%;
  • nesta região, especificamente neste cenário, Lahésio soma 19,2% e Braide 17,1%.
  • a região leste maranhense compreende municípios como Caxias, Codó, Timon…

A pesquisa do instituto Conceito ouviu eleitores de todas as regiões do Maranhão.

O levantamento foi feito entre os dias 18 e 20 de maio…

Na direita maranhense “ninguém segura a mão de ninguém”…

Além das provocações do pré-candidato a governador Lahésio Bonfim ao prefeito Eduardo Braide, campo conservador vive clima de guerra entre os vários atores cristãos-católicos-conservadores-e-bolsonaristas

 

NINGUÉM SEGURA A MÃO DE NINGUÉM; entre os conservadores maranhenses “é cada um por si e Deus contra todos”

Ensaio

Em busca de hegemonia na direita maranhense, o pré-candidato a governador Lahésio Bonfim (Novo), partiu pra cima do prefeito Eduardo Braide (PSD), cobrando posição ideológica; mas o clima de guerra na direita maranhense envolve também outros personagens, incluindo o campo bolsonarista.

E neste campo “ninguém segura a mão de ninguém”.*

Nesta terça-feira, 8, o jornalista Domingos Costa trouxe comentário do deputado federal Allan Garcês (PP) em grupo de WhatsApp, acusando a vereadora Flávia Berthier (PL) de “traidora da Direita” (Veja aqui); na semana passada, a mesma Berthier foi atacada pelo suplente de deputado estadual Felipe Arnon (PL).

“A vereadora de direita [Flávia Berthier] se refere a Eliene como ‘a moça’; e ela diz que não conhece, não sabia nada dessa ‘moça’ presa em Pedrinhas. Ora, você e eu estamos lutando pela anistia de muitos que nem conhecemos, por que acreditamos que todos são presos políticos”, justificou Arnon, em vídeo divulgado nas redes sociais. (Veja abaixo)

A ciumeira na direita maranhense envolve outros personagens, de conservadores cristãos-católicos a bolsonaristas militantes.

O deputado federal Aluisio Mendes (PRB), por exemplo, tenta expulsar do seu partido sua suplente Mariana Carvalho, aliada da senadora Damares Alves (PRB-DF), que já o denunciou judicialmente; Aluisio também não suporta sequer estar próximo do colega de bancada Josimar Maranhãozinho (PL), ameaçado de expulsão do partido pelo próprio Jair Bolsonaro.

Em meio ao bate-boca da turma da direita, o deputado estadual Dr. Yglésio Moyses (PRTB) ainda tenta conquistar o campo conservador, que olha atravessado sua passagem por diversos partidos de esquerda até o primeiro turno de 2022.

E é assim que a direita – conservadora-extremista-cristã-católica-e-bolsonarista –  pretende chegar às eleições de 2026 no Maranhão…

*P.S.: a frase que dá título a este post é uma ressignificação da expressão “ninguém solta a mão de ninguém” criada no período da Ditadura por alunos da USP e revivida pela esquerda nas eleições de 2018. 

Neobolsonaristas tentam ocupar espaço de bolsonaristas no Maranhão…

Em busca de votos para a Câmara Federal, Dr. Yglésio e Duarte Jr. se preparam para disputar nos campos da direita, que já têm o deputado federal Allan Garcês e a vereadora Flávia Berthier com o mesmo propósito

 

DISPUTA POR ESPÓLIO. Além de concorrer entre si, Garcês e Berthier agora devem se preocupar com Yglésio e Duarte

Desde o fim das eleições de 2024, o deputado federal Allan Garcês (PP) e a vereadora Flávia Berthier (PL) travam uma guerra surda pelos votos da direita e da extrema direita no Maranhão; ambos são candidatos à Câmara Federal e disputam o mesmo nicho bolsonarista no estado.

Mas agora, além de se preocupar um com o outro, eles precisam ficar de olho nos chamados neobolsonaristas.

  • o deputado estadual Dr. Yglésio deve concorrer a federal e quer ser o candidato pessoal de Bolsonaro;
  • já o deputado Duarte Jr. vem namorando com a direita desde que se afastou do dinismo no Maranhão.

“Preparo projeto para disputar uma vaga de deputado federal”, tem dito Yglésio a este blog Marco Aurélio d’Eça, sempre que perguntado sobre  as eleições de 2026.

Duarte Jr., por sua vez, está cada vez mais bolsonarista, distante dos companheiros da esquerda dinista e com críticas cada vez mais sistemáticas às políticas do governo Lula (PT); ao se afastar do dinismo, o deputado – ainda socialista – fez uma espécie de escala no governo Brandão, o que foi revelado neste blog Marco Aurélio d’Eça no post “Dinistas já não contam mais com Duarte Jr.” 

Seu caminho, no entanto, parece seguir mesmo rumo à direita.

  • a atual bancada maranhense eleita em 2022 não tem bolsonaristas-raiz em sua formação;
  • há parlamentares conservadores e de direita, mas nenhum eleito por ser ligado a Bolsonaro.

A expectativa é saber como será o desempenho dos bolsonaristas em 2026.

E sobretudo o dos neobolsonaristas…

Bolsonaro desiste de vir a São Luís dias 19 e 20, anunciam direitistas…

Ex-presidente, que era aguardado na companhia da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro em evento com mulheres no sábado, 20, desistiu de viajar à capital maranhense; como justificativa, os conservadores maranhenses falam de sua agenda no Rio de Janeiro, mas não cravam nova data para a visita do líder político

 

Os militantes da direita conservadora em São Luís Flávia Berthier e Felipe Arnon publicaram em suas redes sociais nesta quarta-feira, 10, vídeo em que comunicam a desistência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de participar de evento na capital maranhense marcado para o dia 20.

Em seu comunicado, Berthier não explica os motivos que levaram à desistência do ex-presidente; Arnon diz que o ato em favor da Democracia, marcado para 21 de abril no Rio de Janeiro, inviabilizou a vinda do ex-presidente a São Luís.

 

Bolsonaro não participará de evento em São Luís, mas agenda com a ex-primeira-dama Michele está mantida

– O presidente Jair Bolsonaro precisou adiar a agenda dele em São Luís para uma outra data que logo será divulgada e eu acredito que não vai demorar muito –divulgou Flávia Berthier.

 

– Vocês estão sabendo que no dia 21 de abril acontecerá o segundo grande ato em defesa da democracia, tal qual aconteceu em São Paulo? Só que desta vez será no Rio de Janeiro, em Copacabana; por conta disso, o presidente Bolsonaro não vai poder cumprir a agenda nos dias 19 e 20 de abril aqui em São Luís; porém o presidente garantiu que vai remarcar uma nova data – completou Felipe Arnon.

Tanto Flávia Berthier quanto Felipe Arnon ressaltaram que a agenda da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro em São Luís está mantida; ela chega no dia 19 e participa de eventos com as mulheres no dia 20.

 

 

Por conta da vinda da mulher de Bolsonaro, o deputado estadual e pré-candidato a prefeito de São Luís Dr. Yglésio Moyses (PRTB) pretende tentar aprovar na Assembleia Legislativa a concessão do Título de Cidadã maranhense a ela; Yglésio vai tentar articular a votação, de afogadilho, durante toda a semana, para tentar fazer a solenidade entre sexta-feira, 19 e sábado, 20.

Mas esta é uma outra história…

Bolsonaristas têm cerca de 1/4 dos votos em São Luís…

O ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-candidato a governador Lahésio Bonfim e o ex-senador Roberto Rocha obtiveram praticamente o mesmo patamar de 25% da votação de 2022 na capital maranhense, eleitores estes que podem se dividir entre o prefeito Eduardo Braide, o deputado Yglésio Moyses, o empresário Diogo Galhardo e até o ex-prefeito Edivaldo Júnior

 

Do camaleônico Baide ao outsider Galhardo, passando pelo distante Edivaldo e pelo ativo Yglésio, o eleitorado bolsonarista ainda precisa achar um nome

Eles ainda não se manifestaram abertamente no processo eleitoral de São Luís, mas representam 25% dos votos na capital maranhense; são os bolsonaristas, eleitores que seguem a ideologia defendida pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro – seja ela qual for – e levaram o ex-prefeito Lahésio Bonfim (PSC) ao segundo lugar na corrida pelo Governo do Estado em 2022.

Esses eleitores – cerca de 1/4 do total de votos ludovicenses – ainda não reconheceram em nenhum candidato a prefeito a voz bolsonarista que esperam para levá-los à rua.

Há na pré-disputa pelo menos quatro nomes mais próximos deste campo ideológico: o prefeito Eduardo Braide (PSD), que mantém-se camaleônico quando o assunto é identidade política, o empresário Diogo Galhardo, que quer representar o partido Novo, o ex-prefeito Edivaldo Júnior (ainda sem partido) e o deputado estadual Dr. Yglésio Moyses (ainda no PSB).

De todos, Yglésio é o mais atuante no quesito bolsonarista.

Além de assumir uma postura de direita desde o segundo turno das eleições de 2022, faz contraponto direto ao ministro da Justiça Flávio Dino – principal inimigo dos bolsonaristas no Maranhão – e já recebeu as bençãos do próprio Bolsonaro, em viagem esta semana a Brasília.

O eleitorado bolsonarista é radical no que diz respeito à escolha de voto; sequer admite relações com a esquerda, odeia tudo o que representa o PT e Lula e se movimenta em sentido contrário ao que pensa Flávio Dino.

Numa disputa em que o primeiro colocado (Eduardo Braide) aparece com, no máximo, 35%, e o segundo (Duarte Júnior) tem algo em torno de 20%, os votos bolsonaristas são suficientes para levar um representante da direita ao segundo turno.

Os candidatos só precisam encantar corações e mentes deste eleitorado…

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A confusão ideológica de Dr. Yglésio…

Ex-filiado ao PT – partido pelo qual concorreu a vereador – com passagens por PDT e PROS, deputado estadual foi reeleito pelo PSB, do ministro Flávio Dino, bandeou-se para o bolsonarismo no segundo turno, quer tornar-se referência na direita maranhense, mas não quer perder os laços com o governo lulista de Carlos Brandão

 

Dr. Yglésio faz esforço para se aproximar de Bolsonaro e da direita, mas não quer perder os laços com o governador Carlos Brandão, aliado de Lula

Análise da notícia

O deputado estadual reeleito Dr. Yglésio Moyses reclamou, e vários blogs repercutiram, de não ter sido chamado para uma reunião com os membros do PSB e o governador Carlos Brandão.

O parlamentar parece viver uma confusão ideológica mental desde o fim das eleições de 2022.

Filiado por anos ao PT, partido pelo qual concorreu a uma vaga de vereador em São Luís, teve passagens também pelo PDT, por onde tentou concorrer a prefeito; entrou no PROS para ter a vaga de candidato, mas mudou-se para o PSB na campanha pela reeleição.

Após a confirmação da reeleição, mudou radicalmente de posição, rompeu com o ministro Flávio Dino (PSB) e declarou-se bolsonarista no segundo turno presidencial, mas declarando-se, ao mesmo tempo, aliado do governador lulista Carlos Brandão (PSB).

Agora, pretende ser a referência da direita maranhense, mesmo tentando manter-se alinhado ao governo Brandão, que não o chamou para a reunião da quarta-feira, 18.

Não faz sentido algum a posição ideológico-pragmática de Yglésio.

Se ele quer ser referência da direita maranhense, precisa pagar o preço, afastando-se da base do governo Brandão, que pretende atuar diretamente com o governo Lula da Silva (PT); se não for assim, jamais terá a confiança da direita e do bolsonarismo.

E sem referência política, não pode, sequer, sonhar com a eleição municipal de 2024.

É simples assim…