Discussão se deu em grupo de WhatsApp, após fortes críticas ao deputado do PSB, que vem tomando cada vez mais posições contrárias ao governo Lula nas votações da Câmara Federal

CADA VEZ MAIS DISTANTES. O bate-boca público entre Duarte Jr. e Márcio Jerry evidenciou o fim da relação política entre os dois
Uma discussão pública entre o coordenador da bancada federal maranhense, deputado Márcio Jerry (PCdoB), e o seu colega Duarte Jr. (PSB), marcou o fim de noite desta quinta-feira, 17, no grupo de WhatsApp intitulado “Portal Diário 98”.
- coordenado por observadores da cena política maranhense, o grupo reúne políticos – prefeitos, deputados, vereadores – e muitos jornalistas;
- a discussão começou depois que Samuel Barroso, irmão de Jerry, mostrou que o comunista foi o único maranhense a votar “Não” ao projeto.
- incomodado com imagens do painel da Câmara que mostra a votação, Duarte tentou dizer que houve um erro da Casa ao computar seu voto.
“Problema é votar “Sim” e dizer que votou “Não”. Melhor assumir que votou e não ficar se expondo ao ridículo assim”, declarou Jerry, que mostrou imagem de todos os painéis confirmando o voto de Duarte no “PL da Devastação”.
- aprovado pela Câmara na madrugada da quarta, 16, para a quinta-feira, 17, o PL da Devastação destrói toda a política ambiental brasileira; (Entenda aqui)
- patrocinado pelo agronegócio, o projeto prevê, entre outras coisas, licenças para derrubada de matas e uso da força contra posseiros, colonos e indígenas.
Este blog Marco Aurélio d’Eça tem mostrado sistematicamente o distanciamento de Duarte Jr. das pautas de esquerda, do grupo remanescente do governo Flávio Dino e do próprio governo Lula (PT).
Esse distanciamento foi registrado nos posts “Crise de dinistas com Brandão pode inviabilizar base com Duarte Jr.”, “Duarte Jr. cada vez mais colado em Brandão…” e “Os dinistas que já viraram brandonistas…”.
O deputado do PSB – que foi derrotado duas vezes na disputa pela Prefeitura de São Luís, surgiu na política pelas mãos de Flávio Dino; mas em 2020, chegou a se declarar como “candidato do partido de Bolsonaro” a prefeito de São Luís.
O distanciamento do dinismo e da esquerda maranhense se deu após a derrota em primeiro turno nas eleições de 2024, quando ele começou a se aproximar do governo Carlos Brandão (PSB), onde mantém a esposa no comando do Procon-MA.
Os dinistas já não contam com ele desde então…
