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Carlos Brandão deve mesmo apoiar Eduardo Leite no PSDB

Tucano, vice-governador do Maranhão tende a seguir a orientação do mercado, que quer o governador do Rio grande do Sul como candidato a presidente, representando a terceira via contra Jair Bolsonaro e Lula

 

Eduardo Leite cumprimenta Carlos Brandão, em recente encontro dos dois tucanos no Rio Grande do Sul

Apesar dos acenos de setores do PT maranhense alinhados ao governo Flávio Dino (PSB), o vice-governador  do Maranhão, Carlos Brandão,  já assumiu compromisso com o seu partido, o PSDB, e com o mercado, na disputa presidencial de 2022.

Brandão deve apoiar o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite,  na tentativa de construir uma terceira via na disputa presidencial contra Lula (PT) e Jair Bolsonaro (sem partido).

Em setembro, o vice-governador maranhense esteve com Leite, e acenou com a possibilidade de apoiá-lo nas prévias do PSDB contra o governador de São Paulo, João Dória Júnior.

Eduardo Leite é a opção do mercado para as eleições presidenciais.

A elite econômica brasileira busca uma alternativa ao ex-presidente Lula e ao atual presidente Jair Bolsonaro, que polarizam a disputa presidencial.

O nome de Eduardo Leite é considerado leve por que, além de ter uma gestão aprovada, do ponto de vista do desenvolvimento, acena também para movimentos sociais, com o LGBTQIA+, assim como mostrou o blog Marco Aurélio D’Eça no post “Sistema encontra em Eduardo Leite a terceira via de 2022…”.

Caso o governador gaúcho vingue como opção do PSDB, o vice-governador do Maranhão assegura um palanque competitivo, fugindo da polarização Lula X Bolsonaro.

Gostem ou não os petistas maranhenses…

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Carlos Brandão deve apoiar Eduardo Leite para presidente…

Vice-governador do Maranhão, que controla o PSDB no estado, reuniu-se com o governador do Rio Grade do Sul na semana passada e terá papel importante nas prévias do partido, que definirá o nome tucano para enfrentar o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula

 

Eduardo Leite recebeu Carlos Brandão no Rio Grande do Sul e teve boas impressões sobre as prévias do PSDB

Se depender do vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, será o candidato do PSDB as eleições presidenciais de 2022.

Brandão esteve com Eduardo Leite na semana passada, em visita ao Rio Grande do Sul, quando praticamente encaminhou o apoio do ninho tucano no Maranhão.

O PSDB quer viabilizar um nome para ser a terceira via na disputa já polarizada entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula (PT).

Leite disputa as prévias do PSDB com o governador de São Paulo, João Dória; também são candidatos o senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-senador Arthur Virgílio (AM), mas ambos tendem a apoiar o governador gaúcho.

As prévias do PSDB serão realizadas em novembro e definirão o nome do PSDB que fará contraponto a Bolsonaro e Lula.

Queridinho da mídia tradicional e do chamado mercado, Eduardo Leite é visto como a opção de terceira via do “sistema”…

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“PSDB busca alternativa a Lula e Bolsonaro”, diz Eduardo Leite

Pré-candidato da legenda a presidente, governador do Rio Grande do Sul afirmou que as prévias de novembro irão oferecer ao país “o melhor candidato”, descartando a aliança com a esquerda e com o Centrão

 

Leite e Dória alinham o pensamento de candidatura própria no PSDB, como alternativa a Lula e a Bolsonaro

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, deixou claro, em entrevista ao jornal O Globo, esta semana, que o  PSDB terá sim candidato a presidente da República.

Ele descartou aliança com Lula ou com Bolsonaro; e mesmo apoio a uma candidatura que reúna todo o centro político, como espécie de terceira via.

– O PSDB não faz prévias para não ter candidato; faz para ter o melhor candidato. Não faz prévias para ser o dono da verdade, mas para construir coletivamente, desde o partido, uma alternativa a Lula e Bolsonaro. E assim será depois das prévias também com os demais partidos – disse Leite.

O governador gaúcho deve disputar as prévias tucanas com o governador de São Paulo, João Dória Jr., com o senador Tasso Jereissati (CE) e com o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

A postura de Eduardo Leite – que é repetida por João Dória – torna mais difícil uma aproximação do PSDB com o PT e outros partidos de centro-esquerda.

E descarta também aproximação com o Centrão, como defende o deputado federal e ex-candidato a presidente Aécio Neves.

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“Sistema” encontra em Eduardo Leite a terceira via de 2022

Governador do Rio Grande do Sul é apoiado por setores importantes da economia e tem a simpatia da Rede Globo, que já trabalha no debate presidencial uma pauta de inclusão de movimentos LGBTQIA+, de negros e do feminismo

 

Branco, bonito, gay e com índices de eficiência exemplares no Rio Grande do Sul, Eduardo Leite se encaixa no padrão 2022 da “terceira via” na corrida presidencial

Ensaio

A declaração pública sobre sua sexualidade no programa “Conversa com Bial”, da Rede Globo, elevou o governador do Rio Grande do Sul (PSDB) à condição de potencial “terceira via” nas eleições de 2022.

Há tempos o sistema procura uma alternativa à polarização radical entre o atual presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) e o ex-presidente Lula (PT); entenda-se por sistema o tripé formado por mercado, Judiciário e grande mídia – Rede Globo à frente.

Está claro que o “sistema” não suporta Bolsonaro; tampouco morre de amores por Lula.

A opção Eduardo Leite começa a ser construída partir de uma pauta pré-estabelecida, incluindo no debate questões como a dos LGBTQIA+, o movimento negro e o feminismo, em voga nas redes sociais.

Ao declarar-se gay em plena semana do “Orgulho LGBTQIA+ – e em um programa como o de Pedro Bial, com forte repercussão entre os formadores de opinião – Eduardo Leite correu um risco calculado.

E foi amplamente amparado pela própria pauta global, que vem dando abertura sistemática às questões gay, aos negros e às mulheres.

Para os incentivadores da “terceira via” a repercussão foi a melhor possível.

Apesar das piadinhas de grupos radicais de ultradireita, a declaração de homossexualidade de Eduardo Leite foi recebida com respeito por candidatos de centro-esquerda, enroscados na própria pauta progressista.

A Rede Globo e seus satélites trataram de manter o assunto em pauta nos dias seguintes, incluindo em horário nobre um programa exclusivo para tratar das “falas de orgulho” de gays, lésbicas, transsexuais, intersexuais e assexuais.

A TV Globo ampliou fortemente a pauta LGBTQIA+ em 2021, numa espécie de ensaio para 2022, onde o tema estará na agenda presidencial

Primeiro candidato a presidente assumidamente gay na história das eleições brasileiras – e ancorado em bons resultados do seu governo no Rio Grande do Sul – Eduardo Leite pode conquistar eleitores à esquerda e à direita.

E tem poder para calar vozes contrárias entre militares e no movimento evangélico, escaldados pelo fracasso da aposta no tresloucado Jair Bolsonaro.

E assim se constrói uma terceira via eleitoral…