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A fragilidade do governo na greve da Educação…

Olga: fragilidade no comando da Educação

A postura da Secretaria de Educação e do Simproessema chegou ao limite do aceitável na greve dos professores.

Insuflado por políticos de oposição, o sindicato mantém por birra uma greve desarticulada e já considerada ilegal em todas as instâncias da Justiça.

Mas a mantém por que já sabe de um detalhe da Seduc: a secretária Olga Simão é frágil e insegura no comando da pasta.

E esta fragilidade foi demonstrada exatamente quando não exigiu os louros de uma batalha vencida, preferindo abrir a guarda para o adversário já derrotado.

Se o governo prefere negociar, porque entrar na Justiça?

A questão é simplesmente legalista.

Se a Justiça, em todas as suas instâncias, já considerou o movimento ilegal, cabe à Secretaria de Educação tomar as providências para o retorno às aulas – com corte de ponto e até demissões, como é previsto em lei.

Se não o faz, é por que não tem convicções em suas posições – a despeito de todo o apoio que recebe da base na Assembléia; a despeito de todo o apoio que recebe da classe estudantil.

Cabe ao governo agir.

Caso contrário, de nada adianta as inúmeras declarações de ilegalidade dadas pela Justiça.

Simples assim…

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César Pires e o consenso entre Educação e professores

Pires: experiência para buscar o entendimento

Educador e ex-secretário de Educação, o deputado estadual César Pires (DEM) tem sido o principal elo entre o comando da Seduc e o comando do movimento grevista dos professores estaduais.

Ele tem se reunido quase que diariamente com membros do Simproessema e com representantes da secretaria. Ouve propostas e contrapropostas, dá opiniões e sugestões e conversa, conversa muito com professores e dirigentes.

– É uma crise. E as crises se resolvem de forma consensual, com conversa e buscando o diálogo aberto – prega o parlamentar.

César Pires atua também na Assembléia em defesa dos pontos convergentes entre os dois lados.

Preparado, é um dos poucos que consegue a atenção irrestrita dos oposicionistas quando está na tribuna.

E destrói, ponto por ponto, qualqeur argumento que não tenha respaldo na realidade…

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Júnior Marreca alerta: “decisão do STF aumentará despesas com professores”…

O presidente da Federação dos Municípios, prefeito Júnior Marreca (PV), alertou hoje para o aumento das despesas

Marreca orienta prefeitos sobre salário da Educação...

das prefeituras com professores, após decisão do Supremo Tribunal Federal, de manter o piso nacional da categoria.

Hoje, o piso dos professores é de R$ 1.187,00 para jornada de 40 horas.

Para outras jornadas, paga-se valor proporcional. Mas este valor, segundo os ministros do STF, têm que ser referente apenas ao vencimento-base, sem os adicionais, que não entram no cáculo.

Para o presidente da Famem, o cálculo apenas para o venciment0-base acarretar[á sobrecarga de despesas às prefeituras.

– Para nós, está claro que a aprovação do novo piso aumentará a quantidade de municípios que vão buscar apoio do Ministério da Educação para poder honrar com o dispositivo legal – disse Marreca. Ele espera que o Governo Federal auxilie as prefeituras.

A Famem pretende orientar as prefeituras na remodelação dos planos de cargos e remuneração no setor educacional.

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Gastão Vieira leva prefeitos maranhenses a seminário no MEC

Gastão Vieira coordena evento no MEC para prefeitos maranhense

O deputado Gastão Vieira (PMDB) coordenará seminário  para prefeitos maranhenses, no Ministério da Educação, na próxima segunda-feria, em Brasília.

O deputado quer informar os gestores sobre os programas da pasta e orientar sobre a elaboração de projetos para o setor.

– O Maranhão é o estado que menos participa da distribuição de verbas do MEC. Os recursos disponíveis não são apenas de emendas parlamentares. Faço esta articulação com os prefeitos do estado a pedido do ministro Haddad para conseguir mais recursos – justificou Gastão Vieira.

Os prefeitos também vão receber orientações de consultores para aperfeiçoar o acesso às emendas parlamentares e adequação de projetos para recursos do MEC.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, encerrará o evento falando sobre a importância dos programas para mudar a realidade educacional do Brasil, em especial, do Maranhão.

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O que querem os professores; o que oferece o governo…

Segue a sequência numérica abaixo, o debate entre o Sindicato dos Professores e o governo Roseana Sarney (PMDB) – agora intermediada pela Comissão de Educação da Assembléia – sobre o que quer a categoria e o que está sendo oferecido:

1 – Os professores querem 40% de reajuste até 2013, sendo 25% já a partir de março deste ano, e a diferença em 2012 e 2013.

2 – O governo oferece 10% a partir de outubro e a diferença, para completar os 40%, entre 2012 e 2015.

3 – O Sindicato não aceita a exensão até 2015 porque alega que, na época, Roseana não será mais governadora, o que desobrigaria outro governador de cumprir o acordo.

4 – O governo pondera que o orçamento de 2015 é feito em 2014; a garantia para o pagamento, portanto, estaria no orçamento.

E a greve continua…

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Luz no meio da selva…

Por Nonato Reis*

Imagine-se o seguinte cenário. Zona rural, vilarejo encravado no cerne de uma região inóspita. Não mais que 70 casas, a maioria de taipa ou de palha. Longe de rodovias asfaltadas. Apenas uma estrada de chão batido, que submerge no inverno, liga o povoado à sede do município, distante dali cerca de 30 quilômetros. Água, só de cacimba ou de poções – aquelas lagoas que se formam na estação chuvosa. Luz elétrica é novidade recente, e ainda assim acessível a poucos. Serviços de saúde não existem. Telefone, idem. Esgoto sanitário, impensável. Os moradores vivem da pesca artesanal e do cultivo rudimentar de raízes e grãos, à semelhança de uma aldeia indígena.

Agora, acompanhe a cena a seguir. Oito horas da manhã. Um carro de passeio estaciona em frente da única escola do lugar, construída em alvenaria e telha de barro. À entrada do prédio, um grupo de alunos, na faixa de sete a 10 anos, denominado Comissão de Publicidade, aguarda com ar de expectativa a aproximação do visitante ilustre, um jornalista da capital, que vai fazer uma reportagem para um grande jornal. Perfilados, eles dão as boas-vindas ao repórter, dizem que a escola se sente honrada com a sua presença e o convidam a entrar.

Na sala de aula, os demais alunos, dispostos em mesas circulares, cumprimentam-no um a um. Curiosos, querem saber detalhes do seu trabalho. Alguns manifestam-se fascinados pela profissão, outros revelam que, quando crescerem, desejam também se tornar jornalistas. Crivam-no de perguntas. Boquiaberto, o repórter se dar conta de que fora arrastado para o outro lado da mesa. Naturalmente, chegara ali para inquirir, observar, fazer anotações, cumprir o seu ofício. Acabara virando presa fácil. Ele agora era entrevistado, vasculhado…investigado. “Foi a experiência mais inusitada e feliz da minha vida”, revelaria ao chegar à redação do jornal.

Mero deleite? Um roteiro de filme? Uma tomada de novela? Ou viagem imaginária? Nada. Crível ou não, a descrição é real. Ocorreu alguns anos atrás no interior do Maranhão. Resgato essa história para jogar por terra alguns mitos. O mais importante deles, o de que educação é um investimento de longo prazo. Não é bem assim. A menos que a analisemos sob o enfoque do mercado de trabalho. Nesse caso confunde-se o todo com a parte. O lado mais interessante, o do crescimento pessoal, é quase atemporal, tal a velocidade com que as mudanças se processam.

No caso da cena descrita aqui, a escola tinha apenas um ano de existência e já produzia resultados fantásticos, fazendo com que crianças indefesas, medrosas e tímidas rompessem as amarras da ignorância e se tornassem pessoas bem-falantes, desinibidas, perspicazes … Cidadãs no sentido político do vocábulo. Alguém pode estar se perguntando. Mas como foi isso possível? A resposta está na fórmula pedagógica. A escola em foco difere em tudo do modelo tradicional. Em vez de carteiras, mesas. No lugar da abordagem individual, a sistemática de grupo. O professor deixa de ser transmissor e passa a ser mediador. Nada de impor conhecimento. E muito menos discutir realidades estranhas. O foco da aprendizagem está centrado na própria comunidade.

 É de se perguntar, então. Se o método é tão eficiente, por que não disseminá-lo pelo País? Em todo o Brasil há experiências isoladas desse tipo e com resultados igualmente promissores. Acontece que existem entraves históricos pelo caminho. Há uma relação direta entre poder político e educação. Como no Brasil as minorias dominantes foram construídas e se mantêm à custa do atraso e da ignorância das maiorias dominadas, chega a ser irracional imaginar-se que elas se interessem por uma educação de qualidade. Seria como criar-se uma raposa dentro do galinheiro.

Não admira portanto que até hoje o País sustente taxa de analfabetismo absurda. Um em cada cinco cidadãos é analfabeto funcional, aquele que, apesar de saber ler e escrever, não consegue interpretar um texto, por mais simples que se apresente. Representa quase 40 milhões de brasileiros à margem do saber, condenado à ignorância. A escola que forma cidadão e abre janelas para a vida está muito longe do cenário nacional. Pode-se encontrar em raríssimos lugares, alguns até inusitados. Como no coração de uma mata virgem, por exemplo. É que de lá os ecos de mudança não incomodam os ouvidos de Brasília.

Nonato Reis é Jornalista
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O salário dos professores maranhenses…

O Maranhão tem 70% de professores com nível superior.

Estes docentes recebem R$ 1.631,69 como remuneração.  É bem mais que o piso nacional da categoria, de R$ 1.187,08, para uma carga horária de 40 horas semanais.

Todos os professores maranhenses recebem Gratificação por Atividade do Magistério (GAM), de 130%.

Os professores com nível médio são 30% da categoria estadual. O salário é de R$ 880,94.

Parece baixo em relação ao piso nacional? Não é, porque este valor é para apenas 20 horas semanais, enquanto o piso exige 40 horas. 

O professor que amplia a qualificação, também amplia a remuneração.

Os especialistas, ganham mais 15% do vencimento. Mestres chegam a 20% e doutores a 25%.

A categoria paralisou as atividades na semana que passou por melhorias salariais e nas condições de trabalho.

Reclama, por exemplo, do não pagamento das gratificações por qualificação.

Texto alterado às 21h15 para correção e atualização de informações
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Os bastidores da greve dos professores…

O Sindicato dos professores da Rede Estadual e o Governo do Estado têm conversado há algum tempo sobre as reivindicações da categoria.

No início, tinham uma pauta com 12 itens. A secretária de Educação, Olga Simão, considerou todos importantes, mas destacou que a espinha dorsal da pauta era a questão salarial.

O orçamento da Educação para 2011 é de R$ 1,2 bilhão, dos quais R$ 980 milhões são comprometidos com a folha de pagamento. O custeio da máquina representa outros milhões, sobrando exatamente R$ 9 milhões para investimentos.

A Seduc se comprometeu a economizar no custeio e no investimento, conseguindo recursos para garantir aumento de algo em torno de 10% para os professores, com vigência a partir de outubro.

O Simproessema voltou a se reunir e exigiu que este reajuste incidisse a partir de março.

Como argumento contrário, Olga Simão mostrou que, se houvesse este aumento agora, nem todo o orçamento de R$ 1,2 bilhão daria para cobrir a folha.

Sem entendimento, os professores decidiram entrar em greve, a partir de hoje…

Imagem meramente ilustrativa
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O silêncio da Câmara Municipal…

Plenário da Câmara: muito debate, pouca repercussão

Os vereadores de São Luís passam o dia a discutir o nada.

A maior polêmica na Casa nas últimas semanas foi a briga carnavalesca entre o vice-líder do governo, Ivaldo Rodrigues (PDT) e o presidente da Fundação de Cultura, Euclides Moreira Neto, que acabou numa reconciliação regada a vinho – e com uma bela picanha dividida pelos dois.

Enquanto Rodrigues e Euclides “soltavam a franga” a imprensa revelava o caos no sistema de ensino da capital, comandado pela nutricionista Suely Tonial.

Mesmo os vereadores de oposição mostravam completo distanciamento da realidade, sem saber o que dizer e sem perceber o que estava acontecendo.

Os comunistas Rose Sales e Fernando Lima são um achado para o prefeito João Castelo (PSDB) – não falam, não discutem, não levam qualquer debate para o plenário. A melhor ação deles nos últimos anos foi a conquista, por Lima, da “importante” 5ª secretaria da Mesa Diretora.

Esta é outra curiosidade da Câmara Municipal: numa Casa com apenas 21 membros, metade faz parte da Mesa Diretora.

Chico Viana: destaque pela vontade de debater

Neste caldo de inoperância, o melhor vereador acaba sendo o governista Chico Viana (PSDB). Ele é o único que leva os assuntos da cidade para o debate em plenário, questiona a própria prefeitura e traz assuntos importantes também para a mídia.

A julgar pelo comportamento dominante, no ritmo que vai, em pouco tempo estará sendo questionado até pelos membros do PCdoB, por expor a Casa.

A Câmara segue em silêncio por que o silêncio é o melhor negócio…

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Luciano Moreira nega retorno ao governo

Luciano vai continuar na Câmara Federal

O deputado federal Luciano Moreira (PMDB) negou ontem a possibilidade de retornar ao secretariado do governo Roseana Sarney (PMDB).

– Estou vivendo o melhor momento da minha vida e quero aproveitá-lo em toda a sua essência aqui na Câmara – empolgou-se Moreira.

O parlamentar disse que seu objetivo é ter um mandato profícuo na Câmara e que já dispõe de perspectivas importantes.

– Estou cotado para a vice-presidência da Comissão de Finanças e Tributação. Quero estar ocupando estes espaços – revelou.

O deputado contou ainda que os 31 novatos do PMDB conseguiram a garantia de ter, pelo menos, cinco vices-lideranças; e que ele próprio pode vir a ser um destes.

Outra explicação para não voltar ao governo está no seu eleitorado.

– Viajei o Maranhão inteiro em busca de votos e recebi a confiança de meus eleitores. Mostrei que queria ser deputado. Não faz sentido, agora, voltar a ser secretário – ponderou.

Luciano Moreira foi um dos cinco deputados federais mais votados do Maranhão…