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A força eleitoral do PDT e o projeto de 2018…

Partido comandado pelo deputado federal Weverton Rocha construiu, a partir de São Luís, um time de candidatos capazes de vencer a eleição  em vários municípios, o que dará à legenda forte poder de influência nas eleições de 2018

 

Weverton vestiu a camisa de Edivaldo e transformou o prefeito em favorito em São Luís

Weverton vestiu a camisa de Edivaldo e transformou o prefeito de derrotado a favorito em São Luís

O prefeito Edivaldo Júnior caminha para vencer as eleições em São Luís já no próximo domingo, 2.

Em Imperatriz, a candidata Rosângela Curado também mantém as chances de vencer a eleição no município.

Como Edivaldo e Rosângela, outros diversos candidatos do PDT caminham para ser eleitos prefeitos, em municípios como Balsas, Codó e diversas pequenas cidades espalhadas pelo interior do Maranhão.

De Rosângela, recebeu o carinho pelo respeito e confiança demonstrados a ela

De Rosângela, recebeu o carinho pelo respeito e confiança demonstrados a ela

Em comum, todos eles têm a liderança do deputado federal Weverton Rocha, hoje uma das mais fortes figuras políticas do estado.

A vitória do PDT no próximo domingo – sobretudo se confirmar a eleição de Edivaldo em primeiro turno – dará a Weverton condições reais de sentar com peso extra na mesa de negociações para as eleições de 2018.

Em selfie com Nagib, deputados Fábio Macedo e César Pires, Carlos Lupi e Zito Rolim, em Codó

Em selfie com Nagib, deputados Fábio Macedo e César Pires, Carlos Lupi e Zito Rolim, em Codó

Além disso, o deputado tem aliados fortes em outras legendas, como os prefeitos de Caixas, Leonardo Coutinho, e de Timon, Luciano Leitoa (ambos do PSB).

Todo este cenário permite afirmar, a uma semana do pleito, que o PDT deve sair das urnas como uma das principais forças partidárias do Maranhão.

Com caminho aberto para 2018…

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Ocupando o vácuo…

Maura Jorge desponta como liderança

Maura Jorge desponta como liderança

Nos últimos meses, uma figura política passou a surgir com mais intensidade, sobretudo nos eventos políticos no interior maranhense.

A prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PTN), no fim de seu segundo mandato municipal – e com a experiência de já ter exercido quatro mandatos de deputada estadual – passou a fazer contraponto aberto ao governador Flávio Dino (PCdoB). E já desponta como principal liderança de oposição ao comunista no interior do estado.

Essa história começou em janeiro, quando Dino esteve em Lago da Pedra, para um evento que tinha a própria prefeitura como protagonista, em parceria com o governo, mas Dino tentou impedi-la de participar da festa, para beneficiar seus aliados no município. O clima pesou entre os dois, o governador ouviu poucas e boas de corpo presente no palanque e o fato ganhou repercussão estadual.

Mas o que Maura Jorge fez foi ocupar um vácuo na oposição, gerado desde as eleições de 2014, quando, após a vitória do governador Flávio Dino, os líderes partidários que até então protagonizavam a disputa de poder no Maranhão se dispersaram. Dino passou a reinar absoluto, sem ninguém que lhe fizesse contraponto aberto.

A prefeita de Lago da Pedra parece ter visto esse vácuo e passou a ocupá-lo de forma cada vez mais contundente, passando a se projetar de forma estadual como opção ao governo comunista.

Agora filiada e dirigente do PTN no Maranhão, a prefeita deve aproveitar o fim do mandato municipal para sentar praça em São Luís, de onde pretende irradiar suas ações na oposição ao governo.

Até porque, 2018 já está batendo às portas.

Da coluna EstadoMaior, de O EstadoMaranhão, com ilustração do blog
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O momento dele…

sarneyNo projeto eleitoral de médio e longo prazo do PMDB e do PV no Maranhão, as eleições de 2016 devem funcionar como espécie de plataforma para o projeto maior, o de 2018.

Os dois partidos, que têm hoje como figuras mais reluzentes o ministro de Meio Ambiente Sarney Filho (PV) e o senador Lobão Filho (PMDB) trabalham com a perspectiva de disputar com força o Governo do Estado e garantir, pelo menos, uma das vagas no Senado Federal.

E para isso contam também com a força eleitoral da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

A princípio, Roseana ainda se mostra reticente em relação à disputa, mas sabe que, a qualquer tempo, pode apresentar-se como candidata, levando em conta, sobretudo, o recall eleitoral que mantém em todos os municípios do Maranhão.

A ex-governadora pode ser candidata ao governo, ao Senado, a deputada federal e até a deputada estadual, desejo que havia manifestado já no fim do seu mandato, em 2014.

E é exatamente pela posição estratégica de Roseana que o ministro Sarney Filho vive o seu momento de maior expectativa em termos de eleição majoritária.

Tanto que, no grupo, já há vozes públicas apontando 2018 como “o momento de Sarney Filho”, a exemplo do que já declararam o próprio senador Lobão Filho, o acadêmico e ex-deputado federal constituinte Joaquim Haickel, e historiadores políticos como o escritor Benedito Buzar.

Sarney Filho pode ser candidato a governador ou, o mais provável, disputar uma sonhada vaga no Senado, o que agrada, inclusive, adversários do grupo, como o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), o senador Roberto Rocha (PSB), deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores de todas as correntes partidárias.

Por isso é que a expressão, “o momento é dele” tem sido cada vez mais repetida nos bastidores políticos.

Da coluna EstadoMaior, de O EstadoMaranhão, com ilustração do blog
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Pinto Itamaraty é o artífice do projeto do PSDB…

Ex-deputado federal e suplente de senador, o presidente municipal da legenda articula o caminho tucano não só em São Luís, mas nas principais cidades maranhenses, com objetivos para além de 2016

 

 

Aos poucos, Pinto aproximou Eliziane do vice-governador Carlos Brandão

Aos poucos, Pinto aproximou Eliziane do vice-governador Carlos Brandão…

 

O suplente de senador Pinto Itamaraty teve três mandatos na Câmara Federal, mas sempre foi homem  de bastidores.

E é agora, no comando do PSDB de São Luís, que ele tem exercitado coma mais ênfase seu papel de articulador político.

..E levou o projeto de São Luís às lideranças nacionais do PSDB..

..E levou o projeto de São Luís às lideranças nacionais do PSDB..

Foi a partir de Pinto que o PSDB passou a cogitar mais fortemente – mesmo atrelado ao governo Flávio Dino (PCdoB) – a aliança com a deputada federal Eliziane Gama (PPS) para as eleições de outubro.

Aos poucos, o suplente de senador foi convencendo as principais lideranças da legenda, fortalecendo, sobretudo, a relação com o tucanato de Brasília, até conseguir o aval do presidente estadual, vice-governador Carlos Brandão.

...E as articulações envolvem também outros candidatos a prefeito, como Fábio Câmara

…E as articulações envolvem também outros candidatos a prefeito, como Fábio Câmara

De Castelo, Itamaraty já tinha a garantia de apoio a Eliziane.

Além da capital, Pinto tem trabalhado o reposicionamento do PSDB na Grande São Luís, com projetos próprios em Paço do Lumiar e São José de Ribamar, e uma aliança pontual em Raposa. 

E o fortalecimento do partido tem um objetivo claro: as eleições de 2018, em que a vitória nacional é a prioridade.

Mas esta é uma outra história…

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Os vários cenários [no pós-Dilma]…

Eventual queda da presidente e consequente fim do governo do PT altera a correlação de forças em todo o país, com forte influência também no Maranhão, a curto, médio e longo prazos

 

Roseana e Edinho posicionados com PMDB

Roseana e Edinho posicionados com PMDB

A simples movimentação do PMDB em direção oposta ao governo Dilma Rousseff (PT) mexeu com as perspectivas políticas em todo o país – incluindo o Maranhão – e abriu novos cenários de curto, médio e longo prazos na política.

O PMDB é o partido com maior perspectiva de poder a curto prazo, com chance real – e dependendo apenas de si – de assumir o comando imediato do país, com o vice-presidente Michel Temer, já a partir do eventual impeachment da presidente. Com ele, ascendem, automaticamente, lideranças maranhenses de peso, como a ex-governadora Roseana Sarney, o ex-candidato a governador Edison Lobão, e o senador João Alberto, independentemente da posição que os peemedebistas maranhenses tomem.

Com Dilma, Dino abre um caminho à esquerda

Com Dilma, Dino abre um caminho à esquerda

Mas a ascensão do PMDB pode trazer também um pacto de poder, com vistas às eleições de 2018, incluindo o PSDB, sobretudo com a força que o senador paulista José Serra tem com o próprio Temer.

Com Serra ganhando força – ainda que em uma disputa surda com o mineiro Aécio Neves pela hegemonia tucana em 2018 – o PSDB maranhense terá que se realinhar nas próximas eleições gerais, fatalmente deixando a órbita do governo Flávio Dino (PCdoB).

O eventual impeachment de Dilma dá a Dino poucas opções de movimentação nacional. Há quem aposte numa aproximação do governador com o futuro presidente peemedebista. O mais provável, no entanto, é que o comunista aposte no vácuo de lideranças mais à esquerda para se projetar como principal contraponto ao projeto PMDB/PSDB. Sobretudo porque sabe que o afastamento de Dilma esvazia o próprio PT e praticamente anula as chances de Lula em 2018.

Com Alckimin no PSB, Rocha pode ser uma terceira via

Com Alckimin no PSB, Rocha pode ser uma terceira via

Mas há ainda um outro cenário: principal artífice do apoio do empresariado paulista ao fim precoce do governo do PT, o governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, é hoje o principal líder do PSB em âmbito nacional, e pode, inclusive, disputar a presidência pelo partido que foi de Eduardo Campos.

E isso põe também o senador Roberto Rocha na mesa de negociações no Maranhão.

São apenas cenários, que podem se consolidar ou não a curto, médio e longos prazos.

Mas são possibilidades reais, diante do desenho que se faz da política nacional em 2016.

Da coluna Estado Maior, de O EstadoMaranhão
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Líder do PDT na Câmara, Weverton anuncia candidatura do partido em 2018…

Deputado federal revelou que a legenda continua apoiando Dilma Rousseff (PT), mas espera “o momento oportuno” para anunciar saída do governo e o nome de Ciro Gomes à presidência da República

 

Em pronunciamento bombástico na tribuna da Câmara Federal, o líder do PDT na Casa, deputado Weverton Rocha, deixou claras as intenções da legenda em 2018.

Vamos manter apoio à presidente Dilma Rousseff até ela superar esse momento difícil. Ajudamos a elegê-la e é nossa obrigação ajudar o governo a superar esse momento de crise. O PDT defende o ex-presidente Lula da violência que ele sofreu, mas não vai subir no palanque do Lula. Quando ele saiu da Polícia Federal iniciou sua candidatura. E nós temos o projeto de ter candidatura própria para a Presidência da República em 2018. Nós não entraremos nessa disputa de PT com PSDB, porque acreditamos que está superada”, enfatizou o parlamentar maranhense.

Veja,  acima, o vídeo com a íntegra do discurso do líder pedetista…