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O que representa 1,4% de votos nacionais para Flávio Dino?!?

Embora, e naturalmente, seus adversários no Maranhão tentem desmerecer a presença do governador na pesquisa da revista Veja sobre a presidência em 2022, o levantamento reforça – gostem ou não estes mesmos adversários – que o comunista está inserido no debate sobre a sucessão de Jair Bolsonaro

 

Flávio Dino já alcançou o debate nacional; e tentar desqualificar sua presença é ignorar a importância de uma pesquisa de alcance em todo o país

O governador Flávio Dino (PCdoB) apareceu com 1,6% das intenções de votos na pesquisa presidencial da revista Veja publicada nesta sexta-feira, 24.

O mesmo levantamento aponta o atual presidente Jair Bolsonaro com índices que vão de 27% a 30%, o petista Fernando Haddad com 14,5% e nomes como Ciro Gomes (10,7%), Luciano Huck (8,3%) e até o ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta (5,7%).

Adversários de Flávio Dino no Maranhão trataram logo de desqualificar sua participação no cenário eleitoral nacional, o que, obviamente, é de se esperar de adversários.

Mas os mesmos adversários ignoram – por má vontade ou por falta de percepção mesmo – detalhes que saltam aos olhos e que reforçam a concepção de que o comunista maranhense está, de fato, inserido no debate nacional.

Em primeiro lugar, de todos os nomes inseridos na pesquisa, Flávio Dino é o único fora do eixo Rio-São Paulo-Brasília, todos eles expostos quase que diariamente na grande mídia.

Em segundo lugar, entre os primeiros colocados – Bolsonaro, Haddad, Ciro e Luciano Huck – todos disputaram as eleições de 2018 ou estão discutindo o processo presidencial desde aquela época.

Em terceiro lugar, os números mostram que Bolsonaro, Luciano Huck e o próprio Flávio Dino foram os únicos a apresentar crescimento em relação ao levantamento anterior, ainda que residual, como no caso do comunista.

O cenário em que Flávio Dino aparece na pesquisa da revista Veja: patamar de 3 milhões de votos em uma eleição estratificada

Outro equívoco dos anti-dinistas é comparar seu desempenho com o do seu afilhado, Rubens Pereira Júnior (PCdoB), que disputa a Prefeitura de São Luís e não consegue se desgrudar da casa de 1% de intenção de votos.

Ora, diferentemente de Flávio Dino no plano nacional, Pereira Júnior tem, desde o início de 2019, toda a infraestrutura política, administrativa e partidária para se viabilizar.

Levando em consideração a população brasileira, esses 1,4% de eleitores simpáticos a Dino significam pouco mais de 3 milhões de cidadãos.

E nem se pode desdenhar alegando serem apenas nordestinos e maranhenses ligados ao comunismo, uma vez que, nas pesquisas nacionais, o peso de estados do eixo Sul-Sudeste é maior que o de estados do Nordeste.

Largar com esse patamar eleitoral em uma campanha presidencial dominada por políticos já nacionalizados é, sem dúvida, algo para se observar com atenção e menos desdém.

Goste-se ou não do protagonista…

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Roseana declara: “sou muito nova para me afastar da política”

Ex-governadora participa de live ao lado do coordenador eleitoral do MDB, deputado Roberto Costa, e revela que vai estar ativamente nas eleições de 2022, seja como candidata ou mesmo apoiando algum outro nome

 

Roberto Costa e Roseana fizeram live em que anunciaram a volta da ex-governadora à política, sobretudo no ciclo de 2022

Sucesso de público na Internet, a live realizada nesta terça-feira, 21, pelo deputado estadual Roberto Costa e pela ex-governadora Roseana Sarney encaminhou pontos fundamentais para o futuro político do MDB e para a própria Roseana.

A ex-governadora deixou claro, por exemplo, que seu retorno às redes sociais é também um passo para o retorno à política; e pretende estar ativa nas eleições de 2022.

– Nessa pandemia tive a oportunidade de conversar comigo mesma e percebi que era muito nova para me afastar da política. Resolvi voltar as redes sociais e à política; vou participar novamente da vida política e da vida da comunidade maranhense – declarou.

A repercussão da conversa entre os emedebistas mostrou a força que a ex-governadora tem no estado – e principalmente em São Luís – o que animou os protagonistas a fazer um balanço da trajetória da emedebista.

Os dois lembraram obras e projetos importantes dos governos de Roseana para o Maranhão, como os Vivas, obras de infraestrutura e a valorização da cultura. Em vários momentos Roseana deixou claro que pretende voltar à disputa eleitoral, mas descartou a possibilidade de concorrer às eleições municipais em 2020.

– Ainda temos dois anos e meio pela frente. Dará tempo para refletir e ver se novamente vou entrar para me candidatar ou só apoiar alguns candidatos. A realidade é que eu já descansei, já passei os meus dois anos sabáticos. Em dois anos as águas vão rolar e vamos ver o que vai dar – revelou a ex-governadora.

Durante a live, ficou claro que o projeto roseanista de 2022 terá interligação com a posição do MDB, em 2020.

E esta decisão ficará  cargo de Roberto Costa, coordenador eleitoral do partido.

A decisão da legenda será seguida por ela…

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Roberto Costa comanda revitalização do MDB no Maranhão…

Ao assumir a coordenação eleitoral do partido, deputado estadual abre diálogo com todas as forças políticas, colocando a legenda no centro das discussões de 2020 e 2022; e ainda reinseriu no debate a ex-governadora Roseana Sarney, hoje discutida, sem, vetos, em setores do governo e da oposição

 

Respeitado por Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, Roberto Costa iniciou processo de revitalização do partido no Maranhão, tirando-o do risco iminente de ostracismo

Editorial

O deputado estadual Roberto Costa conseguiu uma proeza ao assumir a coordenação eleitoral do MDB no Maranhão: pôs de volta ao centro do debate uma legenda que caminhava para o ostracismo.

Para revitalizar o maior partido do Brasil, Costa abriu diálogo sem ranços e sepultou o sectarismo que ainda marca boa parte dos segmentos de governo e de oposição na política maranhense.

– Partido não pode ser sectário; a discussão sempre passa pelos ciclos municipais e estaduais. Já estamos discutindo 2022 e o importante é que, neste processo de 2020, o MDB passa a ser interessante para todos os partidos; todos querem o apoio do MDB – analisa o deputado.

Roberto Costa ressalta que em 2020 – sobretudo em São Luís – mesmo os partidos que gravitam em torno do governo Flávio Dino (PCdoB) buscam diálogo com os emedebistas, coisa impensada há dois anos atrás.

Na busca pelo diálogo franco, aberto e sem vetos – “coisa de amadurecimento mesmo”, ressalta ele – a postura do deputado reinseriu, inclusive, a ex-governadora Roseana Sarney no debate eleitoral.

– Conseguimos incluir Roseana no circuito. A postura do MDB alavancou o nome dela. Ela decidiu não disputar em São Luís, mas terá peso importante na escolha de um candidato – frisou Costa.

O deputado acrescenta que hoje, a ex-governadora é um nome a ser discutido por todas as correntes para 2022; e não mais com aquele ranço que imperava no Maranhão até 2018.

– Nós temos para 2022 uma candidatura direta do Carlos Brandão (PRB); também temos a do senador Weverton Rocha (PDT); precisamos nos posicionar. E o nome de Roseana surge como uma grande força neste cenário – indica.

A postura aberta do MDB trouxe Roseana de volta ao debate político-eleitoral e a pôs entre os nomes de 2022 a ser discutido por todos, sem vetos

Segundo Costa, acabou no Maranhão a dicotomia que imperava desde 1994; e isso faz com que o nome de Roseana seja discutido como opção, sem vetos ideológicos.

– Caso seja candidata a governadora, ela se insere entre as opções das várias alas alinhadas ao Palácio os Leões. E se disputar o Senado? Dependendo do cenário nacional, certamente terá apoio de todos, inclusive de setores do governo – diz o deputado, num exercício prognóstico que ressalta o amadurecimento de sua visão política.

E é este amadurecimento que Roberto Costa pretende incutir no MDB, tanto entre as novas lideranças como também entre os históricos do partido.

Conseguindo ou não, ele já tem um feito: o maior partido do país recupera seu espaço no debate eleitoral maranhense.

E este é um feito significativo no atual momento histórico…

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Briga pelo PSL mostra baixa articulação de Brandão em Brasília

Mesmo com perspectiva de poder a partir de abril de 2022, vice-governador demonstra não ter bancada na Câmara e muito menos acesso às cúpulas partidárias na capital federal, que têm o poder de garantir bases eleitorais, esteja ou não o candidato no cargo

 

É assim, quase sempre sozinho, que Carlos Brandão faz suas incursões por Brasília; vice-governador carece de uma bancada na Câmara que construa sua articulação nacional

Uma situação política vexatória saltou aos olhos nesta guerra política entre os grupos de Weverton Rocha (PDT) e Carlos Brandão (Republicanos) pelo apoio do PSL nas eleições de São Luís.

Padrinho político do deputado estadual Duarte Júnior – candidato do Republicanos a prefeito – o vice-governador Carlos Brandão ficou a ver navios em Brasília, na tentativa de manter o apoio pesselista ao seu afilhado.

Segundo apurou o blog Marco Aurélio D’Eça, Brandão sequer foi recebido pela cúpula da legenda, que já negociava com o candidato do DEM, Neto Evangelista, apoiado pelo senador Weverton Rocha (PDT).

O vice-governador tem um trunfo significativo nas eleições de 2022: fatalmente estará concorrendo ao governo já com um mandato de governador garantido, a partir da desincompatibilização de Flávio Dino (PCdoB).

Mas enquanto ele vive a expectativa de poder no Maranhão, seu principal adversário, Weverton Rocha, vai ocupando espaços de poder em Brasília, onde, de fato, se decidem os projetos partidários Brasil a fora.

Brandão carece de uma bancada federal alinhada, e de líderes que o tornem fato consumado na capital federal.

Se não viabilizar esta estrutura, continuará a ver navios em suas incursões nacionais, com tendência a esvaziamento do seu projeto.

Da mesma forma como ocorreu com Duarte Júnior…

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De como Flávio Dino opera para impedir candidato de Weverton no 2º turno

Ao mesmo tempo que fortalece seus preferidos – Rubens Júnior, Duarte Júnior e Carlos Madeira – governador atua na tentativa de esvaziar Neto Evangelista, que representa o projeto do senador pedetista; mas a reação se dá na mesma medida

 

O relacionamento de aparência de Weverton e Flávio só existe na aparência; o projeto dos dois para 2022 são diferentes e até antagônicos

Desde que o sinal amarelo acendeu em sua base, o governador Flávio Dino (PCdoB) tem agido para tentar garantir um segundo turno nas eleições de São Luís.

Para isso, ele opera ações que possam fortalecer não apenas o candidato do seu partido, Rubens Pereira Júnior, mas também os aliados Duarte Júnior (Republicanos) e Carlos Madeira (Solidariedade).

Ao mesmo tempo em que fortalece seus aliados, Dino opera também para impedir que o deputado Neto Evangelista (DEM) se consolide.

Para o governador, a presença do candidato do senador Weverton Rocha (PDT) no segundo turno significa uma derrota para si e para o seu projeto de 2022, que inclui o vice-governador Carlos Brandão e a senadora Eliziane Gama (Cidadania).

Para evitar o crescimento de Evangelista – e a consequente vitória de Weverton – Dino opera levando o máximo de legendas e aliados para os seus três palanques, ao mesmo tempo em que impede declarações de apoio ao candidato do DEM.

É por isso, por exemplo, que secretários como Felipe Camarão e Rogério Cafeteira, que são do DEM e têm peso em São Luís, permanecem calados, sem manifestação de apoio ao candidato do partido.

Dino também pressiona o prefeito Edivaldo Júnior, que é do PDT de Weverton Rocha, a seguir com candidato diferente do apoiado pelo PDT, história já contada, inclusive,m no blog Marco Aurélio D’Eça. (Relembre aqui, aqui e aqui).

Live de Ciro Gomes com Weverton Rocha, semana passada: recado direto ao “presidenciável” Flávio Dino

A princípio, Weverton Rocha achou que a disputa na base pelo segundo turno se daria de forma amistosa, vencendo o que fosse melhor.

Mas ele já percebeu a ação que tenta impedir o avanço do seu grupo.

E reage à altura.

Duas manifestações do senador na semana passada mandaram recados claros para Flávio Dino e sua base.

Na primeira, protagonizou live ao lado do presidenciável Ciro Gomes (PDT), em que falou direto ao comunista já no título do evento: “Nós temos projeto para o Brasil e para o Maranhão”. (Assista aqui)

Em outra reação aos comunistas, Weverton atuou fortemente em Brasília para tomar o PSL de Duarte Júnior, candidato do vice-governador Carlos Brandão.

Assim como fez em 2016 com o próprio Edivaldo Júnior – vencendo uma eleição que Flávio Dino já considerava perdida – Weverton sabe que precisa usar todas as armas para levar Neto Evangelista ao segundo turno.

Ele sabe que, indo para um confronto direto com Eduardo Braide, mesmo que seja derrotado, já venceu.

E venceu por tirar do páreo não apenas Flávio Dino, mas seus dois candidatos ao governo, Carlos Brandão e Eliziane Gama.

E essa será a tônica da eleição até novembro…

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Joaquim Haickel declara apoio a Eduardo Braide…

Ex-deputado avalia que a vitória do candidato do Podemos tende a equilibrar a balança política do Maranhão; para ele, Duarte Júnior é o único candidato da base do governo Flávio Dino com chances de disputar um eventual segundo turno

 

Eduardo Braide é visto como importante peça para as eleições de 2022: vencendo em 2020, pode equilibrar o jogo político na sucessão de Flávio Dino

Ex-deputado estadual e federal, ex-secretário de estado, escritor, colunista e articulista, o advogado Joaquim Haickel declarou neste fim de semana apoio à candidatura do deputado federal Eduardo Braide a prefeito de São Luís.

– Eduardo Braide é o único candidato que em minha opinião pode equilibrar na balança política que se encontra bastante pensa no Maranhão – avaliou Haickel, em artigo publicado em jornais e blogs de São Luís.

A visão do escritor sobre a sucessão na capital maranhense se eleva para 2022, para a qual, segundo ele, as peças começam a se mexer já em 2020.

Haickel eleva sua visão eleitoral para 2022 e v~e movimentos de Flávio Dino, hoje, para enfraquecer o senador Weverton Rocha

E neste aspecto, Haickel tem uma percepção até então pouco explorada pelos observadores da cena política: o fato de que o próprio governador Flávio Dino (PCdoB) atua para enfraquecer um dos candidatos de sua base.

– Ao tentar dar musculatura a Rubens Júnior, Dino tenta enfraquecer Neto Evangelista (DEM), que conta com o apoio de Weverton Rocha (PDT), Othelino Neto (PCdoB) e grande parte da bancada de deputados governistas – diz.

Sugerindo ter, para 2022, a mesma preferência eleitoral de Dino, Joaquim Haickel aponta o deputado Duarte Júnior (Republicanos) – candidato do vice-governador Carlos Brandão (PRB) – como a opção com mais condições de enfrentar Eduardo Braide.

Ao final do artigo o ex-deputado ressalta a importância do prefeito Edivaldo Júnior (PDT) e da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) como eleitores com peso na definição do pleito.

Leia abaixo a íntegra do artigo de Haickel:

Decifrando a eleição de São Luís

O voto antes de qualquer coisa é um ato de paixão. O eleitor vota por paixão a uma ideia, a um partido ou a uma pessoa. Há quem vote porque um determinado candidato é bonito, porque ele torce para um certo time de futebol, ou por ele passar confiança, mas o eleitor sempre vota motivado pela emoção.

Ainda bem que existem eleitores que votam motivados pela busca de um melhor caminho, imbuídos da vontade de acertar ou de errar o menos possível na hora de escolher quem o represente. Procuro estar entre esses.

Eu já disse centenas de vezes e vou repetir novamente: eu amo mais São Luís que o Maranhão; amo mais o Maranhão que o Brasil; amo mais o Brasil que o Mundo… Dito isso, fica claro que minha cidade merece toda minha atenção, inclusive quanto à escolha de seu dirigente maior.

No que diz respeito aos candidatos a prefeito de São Luís, quase todos, de alguma forma, em maior ou menor intensidade, são meus amigos. Conheço Eduardo Braide desde que ele era menino, filho de meu grande amigo Antonio Carlos Braid. O mesmo ocorre com Neto Evangelista, filho de meu colega deputado, João Evangelista. Rubens Júnior, além de filho de um outro colega deputado, Rubens Pereira, ele mesmo foi meu colega na Assembleia Legislativa do Maranhão. Adriano Sarney, é filho de Sarney Filho, antigo correligionário. Conheço José Carlos Madeira desde os tempos do curso de Direito, na UFMA. E para ficar em apenas meia dúzia, cito ainda Duarte Junior, a quem só conheço graças à sua grande exposição midiática.

Se eu não tivesse sido político por mais de 40 anos, escolher um entre esses candidatos seria uma coisa bem difícil para mim, mas o fato de ter alguma vivência nesse setor e buscar sempre fazer uma melhor escolha para o momento político e para as circunstâncias que nos encontramos, faz com que essa decisão fique extremamente fácil.

Sei que o governador Flávio Dino tenta fazer de tudo para enfraquecer uma das alas internas de seu grupo, já pensando na eleição de seu sucessor. Pode até parecer estranho para alguns, mas quanto a isso, concordo com ele, pois defendemos o mesmo nome para o governo em 2022.

Ao tentar dar musculatura a Rubens Júnior, Dino tenta enfraquecer Neto Evangelista, que conta com o apoio de Weverton Rocha, Othelino Neto e grande parte da bancada de deputados governistas. Essa será uma luta interessante! Por fora, corre Duarte Júnior, espertamente colocado por Dino no partido de Brandão, seu candidato para o governo em 2022. Duarte é na verdade, por mérito próprio, o único postulante ao Palácio La Touche que tem alguma condição de enfrentar Eduardo Braide, que é o candidato com a maior simpatia popular, segundo as pesquisas.

Todos sabem que durante 50 anos o grupo Sarney foi hegemônico no Maranhão. Mesmo assim durante quase todo esse tempo esse grupo não controlou a prefeitura de São Luís.

Hegemonia muito forte e muito duradoura nunca é uma coisa boa para ninguém. Não é boa para o estado, não é boa para os políticos, não é boa para o povo e não é boa nem mesmo para o detentor da hegemonia, que quase sempre perde a visão correta da realidade.

Como disse antes, o meu voto é motivado pela emoção que sinto na tentativa de acertar, ou pelo menos em errar o menos possível na escolha, por isso apoiarei Eduardo Braide para prefeito de São Luís, o único candidato que em minha opinião pode equilibrar na balança política que se encontra bastante pensa no Maranhão.

PS: É importante que não esqueçamos que existem dois grandes eleitores que certamente serão decisivos na eleição do próximo prefeito de São Luís: Edivaldo Holanda Junior e Roseana Sarney.

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Apoio do MDB a Assis Ramos encaminha projeto do partido em 2020

Prefeito que está do DEM formará aliança com o partido pelo qual se elegeu em 2016 – que indicará seu vice – num movimento que deve se repetir em diversos outros colégios eleitorais, incluindo também o PDT, num esboço do que será em 2022

 

As lideranças do MDB participaram do encontro de apoio a Assis Ramos, que fortalece seu projeto de reeleição em Imperatriz

O apoio do MDB à reeleição do prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (DEM), aponta para duas questões neste processo eleitoral de 2020 em todo o Maranhão.

Em primeiro lugar, a  aliança com o DEM consolida o favoritismo de Assis Ramos no segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, ampliando consideravelmente as chances do prefeito, agora com um vice emedebista, o pecuarista Francisco Soares, o Franciscano.  

Em segundo lugar, a coligação MDB/DEM em Imperatriz sugere o caminho a ser seguido pelo partido agora coordenado pelo deputado estadual Roberto Costa nas eleições municipais de 2020, acenando também para 2022.

Roberto Costa articula também com o PDT o senador Weverton Rocha, num projeto que pode desembocar nas eleições de 2022

A aliança com o DEM – que deve se repetir em São Luís, na candidatura do deputado Neto Evangelista, incluindo também o PDT – é um desenho do que pretende o MDB nas eleições deste ano.

E ao que tudo indica, a prioridade será fechar compromissos com DEM e PDT na maior parte dos colégios eleitorais.

Aliança que tende, pelo menos, voltar a discutida nas eleições de 2022…

 

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Flávio Dino terá teste de tolerância política nas eleições de outubro

Governador vê diversos adversários com força eleitoral em alguns dos principais municípios – incluindo São Luís – mas sabe que sua interferência poderá ter repercussão negativa em seu próprio projeto de poder para 2022

 

Da sacada do Palácio dos Leões, Flávio Dino aponta cada vez mais para horizontes além do Maranhão; mas sabe que precisa cada vez menos de guerra paroquial

Ensaio

O governador Flávio Dino tem um projeto de poder desenhado para 2022: ele quer ganhar cada vez mais influência política nacional para tentar se viabilizar como candidato a presidente, ou, quem sabe, vice-presidente.

Mas sabe que, para viabilizar seu projeto, é preciso cada vez menos beligerância no plano estadual, evitando repercussão negativa.

Por isso, Dino terá um teste de tolerância política nas eleições de outubro.

Adversários do governador são favoritos ou disputam em igualdade de condições em municípios como São Luís, Imperatriz, Coroatá, Barra do Corda e Lago da Pedra.

E seus aliados, obviamente, querem sua interferência para evitar eventuais derrotas.

Ricardo Murad é adversário duro e corajoso; e sabe usar as armas de que dispõe contra seus adversários, estejam onde estiverem

Mas como se comportará Dino – cada vez mais no papel de estadista – em relação a campanhas como a Eduardo Braide (Podemos), favorito em São Luís; Maura Jorge (PSL), líder em Lago da Pedra, e Ricardo Murad (PSDB), com amplas chances em Coroatá?

Interlocutores do blog Marco Aurélio D’Eça no Palácio dos Leões dizem que Dino tenta, cada vez mais, isentar-se do debate eleitoral municipal.

Mas reconhecem que situações como a de Lago da Pedra e a de Coroatá – bem mais do que a de São Luís – preocupam o governador.

Maura Jorge e Ricardo Murad são adversários intensos, ostensivos e com forte repercussão midiática; no poder, ampliam essa força e podem fazer estragos na imagem de Dino.

Maura Jorge já demonstrou coragem contra o próprio Flávio Dino; e ainda dispõe de forte penetração nas redes sociais, campo necessário ao comunista

É, portanto, um caminho difícil para o comunista.

Se decidir ficar neutro mesmo nestes municípios com adversários históricos, nada garante que eles saberão reconhecer o silêncio caso vençam as eleições.

Mas se forem provocados, atacados e perseguidos – e mesmo assim vencer as eleições em suas bases – sairão das urnas com sede suficiente para uma campanha de desconstrução do governador.

As eleições de 2020 são, portanto, uma escolha estratégica do governador.

E ele terá que avaliar suas consequências…

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Coligação de Neto Evangelista quer MDB no palanque em São Luís

PDT e DEM têm conversado diretamente com o deputado estadual Roberto Costa para atrair o partido da ex-governadora Roseana Sarney, na formação de uma aliança que poderá incluir também o PTB e garantir o maior tempo na propaganda eleitoral

 

Roberto Costa mantém diálogo com Neto Evangelista desde o ano passado; e agora o líder emedebista passou a ter contato também com PDT e DEM

As lideranças do PDT e do DEM no Maranhão iniciaram conversas de bastidores com o deputado estadual Roberto Costa, coordenador eleitoral do MDB, para ter o partido no palanque do deputado Neto Evangelista (DEM).

A entrada do MDB na coligação – que deve ter também o PTB – garantirá a Neto Evangelista o maior tempo na propaganda eleitoral dentre todos os candidatos.

O próprio Evangelista tem relações de proximidade com Roberto Costa e não se incomoda – nem ele, nem os líderes de PDT e DEM – com a presença da ex-governadora Roseana Sarney nas fileiras emedebistas.

Pelo contrário, Roseana é vista como forte transferidora de votos, como já ressaltou ao blog Marco Aurélio D’Eça o próprio Costa, no post “Não faremos adesão; faremos composição…”.

Ao senador Weverton Rocha (PDT) e aos deputados federais Juscelino Filho (DEM) e Pedro Lucas Fernandes (PTB) interessa a aliança com o MDB sobretudo pelo que o partido oferece no interior – fortalecendo suas bases para 2022. 

Faltando menos de um mês para as convenções, a discussão entre PDT, DEM, PTB e MDB é pela indicação de um vice, que o partido de Roberto Costa reivindica para formalizar a aliança.

No MDB há nomes como o da apresentadora Paulinha Lobão, do ex-diretor do Detran André Campos e da ex-presidente do Iphan, Kátia Bogéa.

Como nem o PTB, muito menos o PDT e o DEM criam empecilhos para a indicação, a aliança caminha bem para sua consolidação.

O que deve ser anunciado até o final de julho…

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Flávio Dino na mesma sintonia política de José Sarney…

Governador do Maranhão tem citado cada vez mais o ex-presidente como referência da redemocratização brasileira e voz necessária no atual momento político; e se mostra cada vez mais próximo momento de convergência de pensamento entre os dois

 

Flávio Dino não conseguiu levar Sarney a um ato político virtual sobre a democracia brasileira; mas parece cada vez mais próxima a convergência de pensamento entre os dois

Ensaio

Não foi desta vez que o governador Flávio Dino (PCdoB) e o ex-presidente José Sarney (MDB) estarão juntos em um ato político conjunto.

Marcado para a próxima sexta-feira, 26, o ato político virtual, no moldes do que foi o movimento “Diretas Já”, em 1984, teria a participação de Dino, Sarney e dos também ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Sarney, no entanto, desistiu da participação, alegando não ter mais idade para eventos partidários. (Leia aqui) 

Se depender de Flávio Dino, no entanto, Sarney será cada vez mais lembrado como voz da experiência no momento vivido pelo governo Bolsonaro.   

Pretenso protagonista das eleições de 2022, Dino tem levado o nome de Sarney para o eixo Rio-São Paulo como referência da redemocratização.

Na semana passada, por exemplo, citou Sarney como ícone da democracia e voz importante a ser ouvida no atual cenário político.

A experiência na redemocratização e o equilíbrio de Sarney na relação com os militares têm sido cada vez mais buscados nestes momentos bolsonaristas

O armistício de Flávio Dino e José Sarney começou em 2019, em encontro estimulado pelo ex-presidente Lula e revelado com exclusividade no blog Marco Aurélio D’Eça, no post “Lula encaminhou por Dino recado ao ex-presidente Sarney…”

Desde então, Dino deixou os ataques ao ex-presidente e à sua família, e tirou do vocabulário termos como “Oligarquia”; por outro lado, o grupo de comunicação da família Sarney ampliou a cobertura dos atos do governo maranhense. (Entenda aqui)

A convergência de pensamento político dos dois, no entanto, só ganhou força a partir do interesse nacional do comunista e do momento do governo Jair Bolsonaro – do qual Sarney é forte, mas equilibrado crítico. (Relembre aqui, aqui e aqui)

Seria a primeira vez que Dino e Sarney participariam com o mesmo objetivo de um ato sócio-político.

Mas ao que tudo indica, no entanto, esta primeira vez está mais perto do que longe…