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Os senadores de 2022…

Em meio ao debate sobre presença do governador Flávio Dino na sucessão do presidente Jair Bolsonaro, vaga hoje ocupada pelo tucano Roberto Rocha começa a ser cobiçada por um sem número de pretendentes

 

A VAGA ATUAL É DE ROBERTO ROCHA, E PODERIA SER DE FLÁVIO DINO; mas outros personagens podem surgir na disputa

O senador Roberto Rocha (PSDB) encerra o seu mandato no Senado em 2022; e tinha no atual governador Flávio Dino (PCdoB) o mais provável adversário pela vaga. (Entenda aqui)

Mas com a cada vez mais consolidada candidatura de Dino à presidência, a vaga de Rocha passa a ser cobiçada por um grupo cada vez maior de interessados.

É claro que, com a saída do governador do páreo, o próprio atual detentor do mandato ganha cacife ainda maior para tentar a renovação da vaga.

Mas há nomes de peso interessados em ser senador em 2022.

Entre os deputados federais, o pedetista Gil Cutrim e o republicano Josimar e Maranhãozinho já falam abertamente do interesse entre os colegas.

Outro que se cacifa à medida que se consolida como presidente da Assembleia Legislativa é o deputado Othelino Neto (PCdoB).

Fala-se também do atual prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PDT) e no secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB).

SE ESTIVER FORTE NA DISPUTA PRESIDENCIAL, Flávio Dino tem cacife para bancar Brandão ou Tavares

Caso seja mesmo candidato a presidente, a vaga de senador poderia ser usada por Dino como moeda de negociação para garantir um candidato do seu grupo a governador.

Neste caso, o atual vice-governador Carlos Brandão (PRB) passaria a ser opção senatorial.

E até mesmo o prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (ainda no PSDB) – prestes a deixar o cargo para assumir vaga no governo – seria cotado para o posto.

Ainda faltam mais de três anos para as eleições gerais de 2022.

Até lá, no entanto, muitos nomes surgirão – e outros passarão a ser esquecidos – na disputa da única vaga ao Senado.

Mas é pouco provável que o posto seja ocupado por alguém de fora deste grupo…

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Núcleo bolsonarista cada vez mais incomodado com Flávio Dino…

Manifestação nas redes sociais de Carlos Bolsonaro – filho e principal colaborador de mídia do pai presidente – revela que a família hoje inquilina do Palácio do Planalto já se apercebe do maranhense como empecilho ao governo

 

A MANIFESTAÇÃO DE CARLOS BOLSONARO FOI A PRIMEIRA DO NÚCLEO FAMILIAR DO PRESIDENTE contra o governador Flávio Dino

Intencionalmente ou não, passou meio despercebido pela mídia maranhense, mas a manifestação do vereador Carlos Bolsonaro sobre Flávio Dino (PCdoB), em suas redes sociais, mostrou que o governador maranhense, já é de fato, uma preocupação político-ideológica para o presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro-filho, o 02, tentou desqualificar o carnaval maranhense – e o próprio Dino – em post iniciado pelo médico maranhense Allan Garcês, outro adversário do comunista.

– Tá precisando dar um gás por fora para representar bem o comunismo; por dentro, conhecemos o perfil do partido – disse Carlos Bolsonaro.

A manifestação do filho do presidente, exatamente aquele que cuida das redes sociais do capitão, é uma espécie de acusação de golpe da família que hoje ocupa o Palácio do Planalto.

Tudo o que Flávio Dino queria, logo após declarar que poderá mesmo disputar as eleições de 2022. (Entenda aqui)

DINO ASSUMIU O SEGUNDO MANDATO já atuando como pretenso candidato a presidência em 2022

Fraqueza comunista

Mas a manifestação do Bolsonaro 02 é também um alerta ao governador maranhense.

A ligação com o comunismo é o principal ponto fraco do projeto dinista de chegar à presidência contra Bolsonaro.

O PCdoB tem simpatia pública por ditaduras sanguinárias, como as da Venezuela, de Cuba e da Coreia do Norte; e tem extrema dificuldade de fazer autocrítica.

Os atuais donos do poder em Brasília já demonstram que irão usar exatamente estes pontos contra o governador maranhense.

Neste caso, dependendo do desempenho do próprio Jair Bolsonaro, o vínculo com o comunismo pode impedir Flávio Dino de avançar no projeto presidencial.

É aguardar e conferir…

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Mudanças no governo Dino apontam para 2022…

Flávio Dino e Bolsonaro: dois lados de uma mesma moeda política…

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Luis Fernando no governo Flávio Dino reforça projeto de Carlos Brandão…

Prefeito de São José de Ribamar é amigo pessoal do vice-governador e da família do chefe da Casa Civil,. Marcelo Tavares; e vai atuar exatamente nos projetos estratégicos

 

Luis Fernando com Brandão: amizade e relação familiar que pode levar ao poder

Quem acompanha os bastidores da política sabe que as negociações que levaram o prefeito Luis Fernando Silva (PSDB) para o governo Flávio Dino (PCdoB) tem um tripé básico.

A articulação envolve o vice-governador Carlos Brandão (PRB), o chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), mas também o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Amigo pessoal de José Reinaldo e de Brandão, Luis Fernando praticamente viu Marcelo Tavares nascer e tem com ele relação de carinho e respeito.

Toda essa relação quase familiar também tem pesado na decisão do prefeito de renunciar ao comando de São José de Ribamar.

E esta proximidade reforça um outro projeto; o de fazer de Carlos Brandão o próximo governador do Maranhão.

O atual vice tem consigo o trunfo de assumir o mandato em 2022, assim que o governador Flávio Dino (PCdoB) decidir renunciar para concorrer a outro cargo, que pode ser de presidente, vice-presidente ou mesmo senador.

Nesta condição, ele pode concorrer à reeleição no mesmo ano.

Mas Brandão sabe que há outros interessados já se articulando pela vaga e quer evitar desgastes e disputas na base.

Como secretário de programas estratégicos do governo comunista, Luís Fernando terá a missão de consolidar o nome de Brandão na base o governo, evitando, assim, rachas com outras lideranças – a menos que estas próprias lideranças resolvam rachar.

E além das ações estratégicas, o ainda prefeito poderá utilizar-se do seu próprio prestígio para fortalecer Brandão.

É aguardar e conferir…

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Com ou sem candidato, PDT será fiel da balança em 2020…

Com estrutura e militância consolidada em São Luís, partido comandado pelo senador Weverton Rocha pode se dar ao luxo de pender para qualquer lado, influenciando diretamente o processo eleitoral

 

VÃO-SE OS ANÉIS…Com o comando da prefeitura há 31 anos, PDT terá novo desafio em 2020 para tentar sobreviver a mais uma eleição

Com 30 anos de vitórias eleitorais nas disputas pela Prefeitura de São Luís, o PDT poderá ou não ter candidato a prefeito nas eleições de 2020; e mesmo assim, terá influência direta na escolha do sucessor de Edivaldo Júnior (PDT).

Com o governo Flávio Dino (PCdoB) ainda em busca de um nome de peso – e com a oposição ainda centralizada apenas no nome do deputado federal Eduardo Braide (PMN) – o partido do senador Weverton Rocha pode se dar ao luxo de abrir mão da cabeça-de-chapa, garantindo, mesmo assim, poder para vencer na capital maranhense.

Os pedetistas, aliás, já experimentaram esta situação por três vezes, desde que se encastelaram na Prefeitura, a partir da vitória de Jackson Lago, em 1988.

Em 1992, na sucessão de Jackson, o PDT abriu mão da cabeça-de-chapa e elegeu a então deputada estadual Conceição Andrade (à época no PSB).

Em 2008, os pedetistas decidiram apoiar o ex-governador João Castelo, contra o atual governador Flávio Dino (PCdoB), vencendo a eleição em segundo turno.

Em 2012, rompido com Castelo, o PDT – já sob orientação de Weverton Rocha – decidiu apoiar o deputado federal Edivaldo Júnior, que estava no PTC.

E venceram o tucano no segundo turno.

EM CADA BECO DA CIDADE… Agora senador, Weverton Rocha aposta na força da militância espalhada por toda São Luís

Em 2020, os pedetistas poderão viver novamente a experiência de ter que buscar opções fora da legenda para se manter no poder em São Luís.

Mas influenciarão diretamente na eleição de qualquer candidato escolhido, apontando para 2022.

É aguardar e conferir…

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O importante papel de Carlos Brandão na transição maranhense…

Vice-governador ganha cada vez mais importância no contexto histórico da política como provável sucessor do governo comunista de Flávio Dino, responsável pelo fim do ciclo sarneysista no estado

 

Carlos Brandão está no lugar histórico onde todos queriam estar no Maranhão

Muitos não deram importância ao seu papel histórico no início de mandato do governador Flávio Dino (PCdoB) – inclusive este blog. (Relembre aqui e aqui)

À medida que os anos avançaram e o comunista consolidou sobre o ciclo sarneysista no Maranhão – mantendo-o como companheiro de chapa – o vice-governador Carlos Brandão (PRB) passou a ser visto como o perfil ideal para o pós-Sarney e o pós-Dino.

A guerra aberta desde 2010, com a disputa entre Dino e os Sarney, gerou um clima de radicalismo no Maranhão que perdurou por oito anos, perpassando as eleições de 2012, 2014, 2016 e 2018.

No ano passado, a reeleição do comunista teve o condão de encerrar historicamente o ciclo sarneysista, com a saída do ex-presidente, dos seus filhos Zequinha e Roseana e as famílias aliadas Murad e Lobão.

A partir daí, abriu-se novas perspectivas de poder – mas, com elas, também a tensão de uma nova guerra, desta vez dentro do próprio grupo agora encastelado no Palácio dos Leões.

E o vice-governador Carlos Brandão surge como opção de transição tranquila para o ciclo que se iniciará após a saída de Flávio Dino do governo – independentemente do destino do comunista.

Nenhum outro aliado de Flávio Dino reúne, hoje, as condições que Brandão apresenta – de conciliação, reunião de grupos e interlocução com todas as correntes políticas, de esquerda e de direita, governistas e oposicionistas.

E tem a vantagem adicional de estar no cargo exatamente no momento em que se definirá os competidores da eleição de 2022, quando Dino deixará o mandato para buscar seus novos caminhos.

Brandão passa a ser o perfil ideal para a história política do Maranhão pós-dicotomia Sarneysismo X Dinismo também porque ficará no posto de governador por um máximo de cinco anos, caso reeleito em 22.

Ainda que em 2026 comece uma nova guerra, com as novas lideranças políticas surgidas a partir de 2014 e 2018 – incluindo o próprio Flávio Dino – se digladiando pelo comando absoluto do poder no Maranhão.

Mas esta história se deixa para o momento adequado…

Leia também:

A gestão ativa e operacional de Carlos Brandão…

Sem imposições, Weverton Rocha consolida grupo político…

Roberto Rocha e Flávio Dino oito anos depois…

2020 começa agora…

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O correto jogo presidencial de Flávio Dino…

Independentemente de viés ideológico, governador maranhense tem condições de surgir como contraponto ao governo de Jair Bolsonaro, sobretudo em um cenário de incertezas e de falta de lideranças consistentes na oposição

 

Dino com Boulos em almoço de sexta-feira; aos poucos, comunista vai entrando no cenário nacional

Os dois últimos episódios políticos envolvendo o governador Flávio Dino (PCdoB) – a recepção “presidencial” de estudantes em Salvador (BA) e o encontro com o ex-candidato a presidente Guilherme Boulos (PSOL) (Leia aqui) – mostram o caminho que o comunista maranhense pretende trilhar a partir de agora.

A despeito do que podem pensar os que torcem o nariz, Flávio Dino está, sim, na corrida pela sucessão do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

E tem condições plenas de se estabelecer, senão como o líder da oposição, pelo menos como a opção das esquerdas brasileiras.

O comunista maranhense vai crescer em uma parte do eleitorado como contraponto a Bolsonaro, independentemente do sucesso do Governo Federal.(Veja vídeo abaixo)

Se Bolsonaro tiver bom desempenho – com Lula (PT) preso e Ciro Gomes (PDT) cada vez mais destrambelhado – o comunista maranhense será a única opção da esquerda para marcar posição em 2022.

Se, por outro lado, Bolsonaro fizer um governo ruim, Dino cresce como a principal opção de oposição à medida que os anos avançarem até o próximo pleito.

Ele, portanto, está fazendo o jogo correto do ponto de vista político ao buscar cada vez mais a exposição nacional – positiva ou negativamente.

E não é cedo para isso, como alguns podem pensar.

O ciclo eleitoral de 2022 já começou…

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Sem imposições, Weverton Rocha consolida grupo político…

Vitórias de Osmar Filho, na Câmara Municipal, e de Erlânio Xavier, na Famem, reforçam a ideia de que o senador eleito – em seu estilo conciliador – é hoje o principal e mais independente aliado do governador Flávio Dino

 

Com firmeza e diálogo, Weverton consolidou a candidatura do aliado Erlânio Xavier na Famem

Há um forte simbolismo político na imagem do governador Flávio Dino (PCdoB) com os prefeitos Erlânio Xavier (PDT) e Cleomar Tema Cunha (PSB), no gesto que selou o consenso na Federação dos Municípios.

A presença de Dino consolidou aquilo que o senador eleito Weverton Rocha sempre buscou: a unidade entre os prefeitos na Famem em torno do seu candidato a presidente.

Foi o próprio Flávio Dino quem decidiu agir para evitar o racha na entidade, que se desenhava com o amplo favoritismo de Erlânio.

Enquanto isso, o senador estava em Brasília, preparando a própria posse.

Da mesma forma como ocorreu na Famem, Weverton já havia construído a unidade em outra instância de poder, a Câmara Municipal, com a eleição do aliado Osmar Filho (PDT).

Weverton Rocha é hoje para o grupo Flávio Dino o que o senador Edison Lobão (MDB) foi, durante anos, para o grupo Sarney: um aliado leal, mas independente.

E é com  a mesma habilidade de Lobão que o pedetista vai construindo os cenários que possam favorecer seu projeto político nos próximos anos.

Seja já em 2022 ou mesmo lá na frente, em 2030.

Flávio Dino entre Erlânio e Tema: conciliação para resguardar a base governista

Muita gente pensa – e até aposta – em um iminente rompimento de Weverton e Flávio Dino já nas nas próximas eleições para governador. Quem convive mais diretamente com o senador eleito, sabe que esta possibilidade é remotíssima.

E jamais ocorrerá partindo do próprio pedetista.

Weverton pode muito bem ser candidato à sucessão de Flávio Dino, mas desde que as condições políticas, partidárias e de grupo estejam alinhadas. Caso contrário, ele pode esperar até mesmo depois da própria eventual tentativa de reeleição ao Senado, que se apresentará em 2026.

Essa explicação o próprio senador dá a quem lhe pergunta sobre o assunto.

O pedetista pode esperar, por exemplo, um período de transição com o vice Carlos Brandão (PRB) à frente do governo; ou mesmo a viabilização de outro aliado do grupo, como o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) ou a também senadora Eliziane Gama (PPS).

É uma postura diferente, por exemplo, à do também senador Roberto Rocha (PSDB), que decidiu afastar-se de Dino imediatamente após a eleição de 2014, em busca da viabilização que não ocorreu em 2018.

Mas, apesar de paciente e conciliador, Weverton Rocha sabe criar as “condições políticas, partidárias e de grupo” citadas acima.

Um exemplo é sua própria candidatura ao Senado: foi Weverton, de forma independente, quem construiu as bases que viabilizaram suas chances, dando a Flávio Dino apenas a opção de apoiá-la ou não.

O resultado foi uma eleição com quase 2 milhões de votos.

A maior da história do Maranhão…

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O projeto nacional de Flávio Dino…

Governador comunista está decidido a polarizar o debate político com o presidente Jair Bolsonaro, de olho na herança do espólio político de Lula e das esquerdas nas eleições de 2022

 

Flávio Dino em seu discurso de posse para o segundo mandato; projeto nacional em 2022

Muita gente aponta que o governador Flávio Dino (PCdoB) será o dono da vaga de senador a ser aberta em 2022 e que hoje é ocupada pelo tucano Roberto Rocha.

Mas o próprio Flávio Dino já cogita outra perspectiva eleitoral após deixar o mandato – se conseguir concluí-lo, é claro.

O comunista maranhense está mesmo empenhado em polarizar o debate político-ideológico com o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

E está conseguindo, a despeito do que tenta passar a mídia adversária.

Aos poucos, o comunista maranhense vai se imiscuindo no debate sobre o governo Bolsonaro, ocupando espaços – ainda que tímidos – em emissoras de TV, jornais e sites de notícias.

Flávio Dino quer seguir o caminho de Sarney e chegar à presidência da República

Dino tem a  seu favor o fato de a oposição a Bolsonaro estar pulverizada e sem lugar de fala; e também conta com o desgaste precocemente acentuado do presidente, com apenas 23 dias de mandato.

Representante da esquerda nacional – e único entre os líderes de PDT, PT, PSB e PCdoB com espaço de poder garantido até 2022 – Dino só ficará fora do embate na sucessão de Bolsonaro se tiver uma de suas ações eleitorais julgadas antes disto.

Aí, neste caso, ele ficará, fatalmente, inelegível.

Mas esta é uma outra história…

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Flávio Dino e o sonho de ser Sarney…