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Flávio Dino mantém percentual discreto, mas crescente em pesquisas

Levantamento do DataPoder divulgado nesta quinta-feira, 17, mostra que o governador do Maranhão oscila entre 3% e 4% das intenções de votos para presidente, dependendo do cenário pesquisado

 

O governador Flávio Dino (PCdoB) mantém-se com tendência de crescimento – ainda que discreto – nas pesquisas de intenção de votos para presidente da República.

No último levantamento, divulgado nesta quinta-ferira, 17, pelo DataPoder, Dino oscila entre 3% e 4% de intenção de votos, de acordo com o cenário – se com Lula ou com Haddad representando o PT.

O destaque é que o índice de Dino é o praticamente o mesmo de Ciro Gomes (PDT), já candidato há várias eleições.

Mais um sinal dde que o governador maranhense está inserido no contexto nacional…

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“Agora é hora do diálogo”, diz Eliziane, sobre aliança Dino/Huck…

No mesmo dia em que o ex-presidente Lula e o PT praticamente fecharam as portas para o governador do Maranhão, senadora maranhense fala de “frente ampla, suprapartidária, que derrube muros” para 2022

 

Tanto pelo lado do Cidadania quanto pelo apoio ao próprio Flávio Dino, Eliziane Gama está no projeto de “frente ampla” para as eleições de 2022

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) expressou, em uma de suas raras manifestações na rede social Twitter, sua clara simpatia pelo projeto de “frente ampla” nas eleições de 2022, envolvendo não apenas a esquerda, mas o centro político no debate presidencial.

Na avaliação da parlamentar, com a democracia sendo fustigada dia após dia com ascensão do governo Bolsonaro, só a unidade dos divergentes pode salvar o futuro do Brasil.

– Nesse contexto, me honra muito estar tanto no Cidadania  quanto na base política do governador Flávio Dino, dois grupos que, mesmo tendo divergências pontuais programáticas, têm na defesa da democracia e das garantias individuais seu ponto de convergência – disse a senadora.

O mais importante é que Eliziane Gama defendeu seu ponto de vista – que aponta claramente para o diálogo entre Flávio Dino (PCdoB)) e o apresentador Luciano Huck, nome do Cidadania para as eleições presidenciais – ocorreu no mesmo dia 28 em que o ex-presidente Lula e o PT praticamente fecharam as portas para o comunista maranhense em 2022.

– Essas convergências só podem surgir em um ambiente de diálogo. E estes diálogos só podem ocorrer em uma frente ampla, que derrubem muros – disse a senadora.

Flávio Dino tem buscado diálogo com as forças políticas dos mais diversos campos ideológicos, mas centra suas articulações nas conversas com o apresentador Luciano Huck, cujo projeto eleitoral é influenciado pelo empresário Jorge Paulo Lemman, o homem mais rico da América Latina, e pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, fundador do PSDB.

A movimentação do comunista maranhense tem sido atacada pelo PT e por Lula, que defendem uma unidade unicamente de esquerda, mas capitaneada pelos próprios petistas.

Líder do Cidadania no Congresso Nacional e uma das principais lideranças nacionais do partido, Eliziane mostrou que apoia o projeto de centro-esquerda, que pode ter, inclusive, repercussão também nas eleições estaduais de 2022 no Maranhão.

Mas esta é uma outra história…

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Propostas de Lula e de Flávio Dino para o país são antagônicas

Enquanto o ex-presidente Lula e seu partido, o PT, reforçam a radicalização à esquerda, liderada por eles próprios, governador do Maranhão busca opções de centro e até liberais; ambos na tentativa de frear a extrema direita brasileira

 

Lula e Dino têm o mesmo objetivo, o enfrentamento da extrema direita brasileira; mas suas propostas são diferentes e até antagônicas

O início de 2020 no Brasil começou com uma espécie de polarização das lideranças nacionais de esquerda, protagonizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

E está cada vez mais claro o antagonismo das propostas de Lula e de Dino, embora ambos mantenham o discurso de aliados e o mesmo objetivo: frear a onda radical da extrema direita brasileira.

Desde que deixou a prisão em Curitiba (PR), Lula tem reforçado o discurso de unidade à esquerda, mas deixa claro que essa unidade só pode ser construída a partir da liderança do PT. Em seus discursos e entrevistas, o ex-presidente vê as demais legendas do campo progressista – PCdoB, PDT, PSB, PSOL – como meros coadjuvantes petistas nas eleições de 2022.

Flávio Dino, por sua vez, faz movimentos rumo ao centro – e chega a flertar até com propostas mais liberais.

Cotado como presidenciável em 22, o comunista maranhense já buscou diálogo com lideranças do PSDB e do Novo, mantém forte relação com o comando do DEM e busca aproximar outro nome da oposição, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que anda ausente do debate.

O movimento de Dino tem gerado críticas do próprio PT, que defende radicalmente a dicotomia Esquerda X Direita como plataforma político-eleitoral no momento atual do país e do mundo.

Tanto o movimento de Lula quanto o de Flávio Dino têm um objetivo claro: frear as pretensões da extrema direita brasileira que chegou ao poder ancorada em propostas autoritárias, com viés de fascismo e flertando publicamente com o nazismo.

O tempo dirá se as duas propostas convergem para uma aliança mais radical ou se concentra ao centro, reunindo nomes e propostas de todos os espectros políticos.

As ideias já estão postas…

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Flávio Dino vai se reunir com Lula ainda em janeiro…

Conversa entre o comunista e o líder petista está prevista para o dia 17; os dois devem tratar da sucessão presidencial e dos movimentos do governador maranhense no cenário nacional

 

Em forte ascensão no cenário político nacional, apontado como provável nome em chapas de várias tendências  na corrida presidencial, o governador Flávio Dino (PCdoB) deve se reunir com o ex-presidente Lula ainda neste início de ano.

A conversa foi convocada pelo próprio petista, que quer ouvir de Dino suas impressões sobre o atual governo Jair Bolsonaro e sobre os nomes já postos na disputa.

O próprio Flávio Dino é um dos nomes cotados à corrida presidencial – seja como candidato a presidente, seja como companheiro de chapa.

A reunião foi noticiada no blog do Rovai, da revista Fórum, de viés esquerdista. (Leia aqui)

Nesta semana a imprensa revelou que Dino já se reuniu com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSD) e com o apresentador Luciano Huck, que é cotado à presidência.

A conversa chamada por Lula se deu exatamente dos movimentos do comunista com segmentos mais liberais da política.

Sinal de que o político maranhense está, de fato, inserido no debate nacional…

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Flávio Dino autoinserido nas pesquisas sobre 2022…

Ao antecipar sua condição de pré-candidato a presidente, governador comunista se antecipa ao debate e passa a ser o primeiro nome de oposição ao governo que acaba de começar

 

Dino quer ocupar espaços nacionais a partir de agora, para chegar como opção consolidada em 2022

Ainda não teve a repercussão que, provavelmente, era esperada pelo próprio. E a precocidade do ato também foi vista como prematura por aliados e adversários.

Mas o lançamento de seu nome para a sucessão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) garantiu um espaço de fala ao governador Flávio Dino (PCdoB).

A partir de agora, ele passa a ser o primeiro nome da oposição a Bolsonaro apresentado como seu possível adversário em 2022.

Isso garante, entre outras coisas, a inclusão do seu nome em qualquer pesquisa de intenção de votos sobre as eleições presidenciais – ainda que elas surjam só em 2020, ou 2021, tanto faz.

O maranhense vai precisar, agora, desprender-se do engessamento ideológico que o PCdoB lhe dá – ainda que seja o PCdoB o único responsável, neste momento, por promover sua pré-candidatura a ponto de incluí-la nas pesquisas.

Com o PCdoB, ele tem também atrelado ao seu nome apoios a ditadores como Nicolas Maduro, da Venezuela, e a corrupção que marcou as esquerdas nos últimos anos.

Outro partido, portanto, deve ser um segundo passo no projeto dinista de poder nacional em 2022.

Mas esta é uma outra história…

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O PT quer vencer no voto; e isso deve ser respeitado…

Partido de Lula errou muito nos últimos anos, pagou por esses erros – e continua pagando – mas o partido busca democraticamente a volta ao poder; e não são os petistas que estão pregando golpes ou praguejando contra eventual resultado das eleições

 

Editorial

O Partido dos Trabalhadores cometeu muitos erros graves nos últimos anos, isso é verdade.

Suas lideranças condenadas por vários crimes, seu principal líder preso em uma cela em Curitiba, a cassação de sua presidente eleita pelo povo e a perda de credibilidade são frutos destes erros.

E a legenda continua a pagar por seus erros.

Mas o PT está disputando no voto a retomada do poder. Com seu candidato Fernando Haddad, disputa com outros 10 representantes o direito de ter o presidente da República.

E não é o PT que anda pregando ou ameaçando golpes de estado.

Não é o PT que está levantando suspeitas sobre as urnas eletrônicas.

Não é o PT que ameaça não aceitar o resultado do pleito.

O partido de Lula deu a cara a tapa, se expôs ao país e está pedindo, democraticamente, nova oportunidade de comandá-lo.

E disputa o pleito com outras várias opções de candidatos, visões de mundo, ideias de gestão e projetos de poder.

Cabe ao eleitor escolher um deles.

E é o eleitor quem precisa ser respeitado.

E respeitar o eleitor é respeitar o resultado das urnas.

Simples assim…

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O discurso nacional de Flávio Dino…

Em franca campanha para vender-se como liderança nacional, comunista opta por falar de economia e política internacional durante abertura dos trabalhos da Assembleia, de olho num eventual pós-Lula

 

DE OLHO NO PÓS-LULA. Dino tenta se vender como conhecedor de política nacional e internacional

Em mensagem apresentada pessoalmente à Assembleia Legislativa, na tarde desta segunda-feira, 5, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) adotou um estranho discurso nacionalizado, com foco na imagem que tenta vender, de líder de esquerda, diante da possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ser preso – após condenação no caso do tríplex do Guarujá – e não ser candidato em outubro.

O tom do seu discurso foi todo voltado para a política e a economia nacionais.

– Todos nós acompanhamos que o ano de 2017 no Brasil foi marcado pela persistência do quadro de anomalia institucional que estamos vivendo praticamente há 4 anos – declarou.

Até a crise comercial envolvendo as empresas Boyer e Bombardier – duas gigantes da aviação internacional foi usado por Dino para impressionar os deputados.

– Nós que acreditamos num Brasil de verdade queremos instituições de estado fortes para defender o nosso país, inclusive defender o nosso mercado, defender as nossas empresas. Assim é nos Estados Unidos, assim é no Canadá, assim foi na Irlanda, na cidade de Belfast, onde esses empregos são gerados. Portanto, o papel do poder público é insubstituível – afirmou, para então tentar emendar.

O discurso de Flávio Dino chamou atenção porque, ele próprio, tem afirmado não ter interesse na disputa presidencial de 2018.

Mas pelo visto, tem declarado o contrário do que espera…