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O “novo” não empolgou…

Roberto Rocha atrás na disputa pelo Senado

Os deputados federais Flávio Dino (PCdoB) e Roberto Rocha (PSDB) se apresentam como o novo nestas eleições.

Só eles podem mudar o Maranhão; só eles têm a capacidade de levar o estado ao desenvolvimento sustentável – é assim que se apresentam ao eleitorado.

Flávio não consegue ultrapassar Jackson

Nenhum dos dois empolgou a população.

Flávio Dino patina nas intenções de votos em todos os institutos – sempre entre 13% e 17%. E está cada vez mais distante de Jackson Lago (PDT), consolidado na segunda posição.

Roberto Rocha apostou em ser o diferencial de mudança na disputa pelo Senado. Está em quinto lugar, segundo o Ibope, com um discurso mais conservador que todos os demais adversários.

Este blog chegou a postar texto em que apontava Flávio e Roberto como adversários em uma disputa particular nestas eleiçoes – que significaria espaço de liderança em eleições futuras.

A disputa particular continua.

Agora cada vez mais na parte debaixo das pesquisas…

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Canindezinhos são sequestrados pela Setur; candidato atribui apreensão à filha do prefeito

Canindezinho jogado no depósito da Setur, como mostra a inscrição no carro

Um conjunto de displays de propaganda do candidato a deputado estadual Canindé Barros (PSL) foi encontrado nesta tarde em um depósito pertencente à Secretaria de Terras e Urbanismo, antiga Semthurb.

A apreensão das peças – apelidadas de “canindezinhos” e espalhadas em várias áreas de São Luís e do interior – seria ilegal, segundo avaliação do candidato.

– A prefeitura não tem autoridade para recolher peças de propaganda eleitoral, que são regulamentadas e fiscalizadas pela própria Justiça Eleitoral. Os “canindezinhos” estão de acordo com o padrão definido pelo TRE. Só posso atribuir o recolhimento das peças à perseguiçãopolítica e à represália eleitoral – desabafou Canindé Barros, ao constatar que os painéis estavam no depósito da Setur. (veja fotos ao longo do texto)

bonecos foram jogados no depósito

Canindé tem sua base eleitoral na capital maranhense – onde disputa o favoritismo com a filha do prefeito João Castelo (PSDB), Gardeninha Castelo (PSDB). Para ele, o recolhimento das peças seria resultado do incômodo da candidata com o sucesso dos “canindezinhos”.

A propaganda eleitoral é regulamentada pelos tribunais eleitorais, que dispõem de uma comissão específica para tratar do assunto. Os “canindezinhos” foram uma criação do próprio Canindé Barros, seguindo o padrão definido pela Justiça.

Ele garante nunca ter sido notificado pela Justiça Eleitoral sobre qualquer irregularidade em suas peças.

– Caberia ao próprio TRE comunicar à minha coordenaçãod e campanha se houvesse irregularidade nas peças. Isso não ocorreu. A apreensão da Setur foi arbitrária e eleitoreira – desabafa o candidato.

Ele anunciou que entrará com uma representação contra a Prefeitura e contra a própria candidata, além de requerer da Justiça Eleitoral a busca e apreensão das peças jogadas no dépósito da Setur.

– Os canindezinhos precisam voltar para as ruas, onde é o seu lugar – relaxa o candidato.

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“Meu governo não avaliou corretamente o processo no TSE”, admite Jackson

Jackson na Mirante AM

O ex-governador Jackson Lago (PDT) reconheceu hoje ter cometido o maior erro do seu governo contra ele ao não avaliar corretamente o processo que tramitava no Tribunal Superior Eleitoral.

– Não podíamos imaginar que seria possível afastar um governador eleito por mais de 1,4 milhão de eleitores – disse Jackson, durante sabatina da rádio Mirante AM.

Na verdade, o problema de Jackson foi a arrogância do seu primo, Aderson Lago (PSDB), que era chefe da Casa Civil e desdenhou do processo.

O resultado foi a cassação do seu mandato, em abril de 2009…

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Procuradores José Leite e Juraci Guimarães lançam livro sobre Reforma Eleitoral

Aproveitando o momento da campanha política, os procuradores regionais da República José Leite Filho e Juraci Guimarães Júnior devem lançar no dia 31 de agosto o livro “Reforma Eleitoral”, com comentários às leis que tratam de eleições e partidos políticos.

Há comentários, inclusive, sobre a Lei da Ficha Limpa, aprovada este ano e com aplicação já nestas eleições.

O livro é uma espécie de compêndio das leis que resultaram numa extensa reforma eleitoral (Lei nº 12.034/2009 e Lei Complementar nº 135/2010, a Lei da Ficha Limpa).

Os dois estudiosos comentam artigo por artigo.

– Os artigos foram comentados na ordem em que introduzidos no respectivo diploma, facilitando a contextualização – diz a apresentação do livro.

Especialista em Ciências Criminais pela Universidade de Santa Catarina, José Leite Filho é Pós-Graduado em Direito Penal Econômico e Europeu pela Universidade de Coimbra. Foi promotor de Justiça no Maranhão. É professor de Pós-Graduação em Direito Eleitoral (Ufma) e professor da Escola Superior do Ministério Público.

Juraci Guimarães Júnior é Pós-Graduado em Direito Processual Civil pelo Centro Universitário de Brasília e Pós-Graduado em Ministério Público e Ordem Jurídica pela Escola Superior do Ministério Público do Distrito Federal. É professor universitário, da Escola de Magistratura e da Escola do Ministério Público do Maranhão.

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Ao contrário do que plantam reinaldistas, Roseana nunca usou sobrenome em suas campanhas

A governadora Roseana Sarney (PMDB) disputou a primeira eleição em 1990. Foi candidata a deputada federal, sendo a mais votada do estado.

Na época, ela já usava como marca o “R” estilizado e o nome Roseana – sem o Sarney – como mostra este cartaz da época, do arquivo do blog.

Foi a forma encontrada por ela de dar identidade própria à sua iniciante carreira política. Afinal, tratava-se da filha de um ex-presidente da República em busca de vôo próprio.

Em 1994, Roseana disputou o governo pela primeira vez, também com a marca “Roseana” e o erre estilizado com as cores do Maranhão (Veja imagem de campanha do arquivo do jornal “O Estado do Maranhão”).

Reelegeu-se em 1998, no primeiro turno, com vitória também em São Luís.

Em 2002, ela deixou o governo em abril, para se candidatar ao Senado. Seus adesivos – a exemplo do que ilustra esta página – traziam apenas a inscrição “Roseana Senadora”, em fundo vermelho, cor tradicional das campanhas roseanistas.

O  mesmo estilo de campanha foi usado também em 2006 e agora, em 2010.

Nada a ver, portanto, com qualquer determinação do publicitário Duda Mendonça, como tentam fazer os alugados reinaldistas na imprensa.

As fotos  contam a história e mostram a verdade dos fatos.

E contra fatos, não há argumentos…