Licença de Roseana garante Hildo Rocha na eleição da Câmara

Deputada federal vai ocupar o cago de secretária de Articulação Legislativa, estratégia que garante ao suplente participação na eleição do deputado Hugo Mota no próximo sábado, 1º

 

ELE FICA, ELA SAI. Hildo Rocha vai ser o deputado do MDB maranhense na votação da Câmara Federal

O Diário Oficial do Estado trouxe em edição extraordinária nesta quinta-feira, 30, a nomeação da deputada federal Roseana Sarney (MDB) para a Secretaria de Articulação Legislativa.

Trata-se de uma estratégia política para garantir a participação do suplente Hildo Rocha (MDB) na eleição da Mesa Diretora da Câmara Federal, no próximo sábado, 1º.

  • Roseana está proibida pelos médicos de viajar de avião e ficaria fora da eleição na Câmara;
  • como as licenças médicas em período de recesso também são proibidas, o MDB perderia um voto;
  • a solução encontrada foi a nomeação para a pasta que era ocupada pelo ex-deputado Raimundo Cutrim.

“O deputado Hugo Mota (PRB) é originário do MDB e o partido fazia questão de participação completa da bancada em sua eleição; Roseana não tem autorização médica para viajar; além disso, sou o membro do MDB para a reforma tributária”, explicou Hildo Rocha a este blog Marco Aurélio d’Eça

A permanência de longo prazo de Roseana na Secretaria de Articulação Legislativa ainda é uma incerteza, mas, caso decida não continuar na pasta, ela deve pedir licença médica a partir de segunda-feira, 3, quando começa o período legislativo.

De uma forma ou de outra, Hildo Rocha permanecerá no mandato…

Felipe Camarão é o mais bem posicionado pré-candidato do PT no país…

Posição estratégica do vice-governador do Maranhão dá a ele condições eleitorais ainda melhores até mesmo que os quatro governadores do partido, três dos quais candidatos à reeleição em 2026

 

POSIÇÃO ESTRATÉGICA. Felipe Camarão entre três dos quatro governadores do PT; vice-governador é o mais bem posicionado petista para 2026 no país

O vice-governador do Maranhão Felipe Camarão é o pré-candidato do PT com as melhores condições eleitorais no país em 2026; a percepção é da própria cúpula nacional do partido, que vê a eleição de Camarão como estratégica.

A posição eleitoral do vice-governador maranhense é mais confortável até mesmo que a dos quatro governadores petistas eleitos em 2022, três dos quais devem concorrer à reeleição em 2026;

  • única governadora do PT reeleita, Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, ainda não decidiu se deixa ou fica no mandato até o fim de 2026; (Saiba mais aqui)
  • no estado do Ceará, o rompimento com o senador Cid Gomes (PSB) cria dificuldades para a reeleição do governador petista Elmano de Freitas; (Veja aqui)
  • Analistas políticos já apontam forte favoritismo de ACM Neto (União Brasil) na disputa contra o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; (Saiba mais aqui)
  • Já no Piauí, o governador Rafael Fonteles tenta salvar o mandato se reaproximando do ministro Wellington Dias e dos partidos aliados ao PT. (Veja aqui)   

Nas conversas com a estratosfera do PT, aqueles que, de fato, decidem as articulações eleitorais no país, o nome de Felipe Camarão é estratégico; entendo que isso o põe como prioridade do partido pra 2026″, disse a este blog Marco Aurélio d’Eça, na semana passada, o deputado federal Márcio Jerry, presidente do PCdoB e um dos principais interlocutores maranhenses na cúpula nacional do PT.

O próprio presidente Lula (PT) já manifestou interesse na eleição do Maranhão, em conversa com o governador Carlos Brandão (PSB), a quem aconselhou eleger-se para o Senado em 2026; o tom desta conversa foi revelada, com exclusividade, por este blog Marco Aurélio D’Eça no post “‘Você vai cometer um grande erro’, diz Lula a Brandão…”.

Lula já deixou claro que quer o maior número de aliados eleitos em 2026 para o Senado, hoje dominado por conservadores e bolsonaristas. (Leia aqui)

Para além da guerra fratricida entre dinistas e brandonistas, a posição estratégica de Felipe Camarão, a prioridade eleitoral do PT e o interesse de Lula podem ser fundamentais na decisão de Brandão passar o governo em 2026, o que ampliaria ainda mais as chances do vice-governador petista.

Mas esta é uma outra história…

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Lições de guerra…

O governador Flávio Dino tem sido alertado pelos seus aliados mais experientes – e que se sentem co-partícipes do seu poder – com o seguinte conselho: sua superexposição nas redes sociais e na internet tem ajudado a gerar o desgaste acentuado para um governo que mal iniciou sua gestão.

Ontem, em Imperatriz, por exemplo, ele, mais uma vez, foi alertado pelas lideranças do PSDB sobre esta superexposição.

“General não desce a trincheira”, é a expressão usada por gente como o deputado José Reinaldo Tavares e o senador Roberto Rocha (ambos do PSB), pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB), pelo presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho (PDT), e pelo prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), para citar apenas os aliados mais experientes do governador, ou o que seria seu “Estado Maior”, o conselho que reúne os generais em uma batalha.

dinoMas os conselhos dos líderes dinistas dificilmente serão absorvidos pelo governador. Primeiro, porque Dino é daqueles difíceis de ouvir conselhos. Ele entende que alguém deve apenas seguir o que ele pensa – ou assumir as consequências de pensar diferente. Segundo que, com seu espírito guerrilheiro de militante estudantil, ele não consegue deixar os campos de batalha, onde acha que precisa guerrear 24 horas por dia

A expressão, muito usada por estrategistas de guerra, quer dizer que um comandante, um general, um líder, não pode se desgastar em um front de batalha, porque, abatido ou ferido, praticamente decretará o caos na tropa, que se dispersará diante do inimigo.

Mas os conselhos dos líderes dinistas dificilmente serão absorvidos pelo governador. Primeiro, porque Dino é daqueles difíceis de ouvir conselhos. Ele entende que alguém deve apenas seguir o que ele pensa – ou assumir as consequências de pensar diferente. Segundo que, com seu espírito guerrilheiro de militante estudantil, ele não consegue deixar os campos de batalha, onde acha que precisa guerrear 24 horas por dia.

Mas o resultado é que, sem dar ouvidos ao seu “Estado Maior”, e com uma tropa de suboficiais inexperientes e soldados kamikazes dispostos a tudo, o governador vai se envolvendo cada vez mais na batalha, seguindo em ordem unida rumo às trincheiras adversárias, totalmente desguarnecido.

E o resultado desta indisciplina é, quase sempre, um general abatido, enfraquecido em seu intento de marchar rumo à vitória.

Da coluna Estado Maior, de O EstadoMaranhão – com ilustração do blog