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Vozes influentes da direita reconhecem Eliziane Gama…

Senadora Damares Alves, ícone do bolsonarismo evangélico, pede às igrejas que entendam, respeitem e reconheçam a importância da colega maranhense no Congresso

 

RECONHECIMENTO. Damares Alves, bolsonarista, reconhece a atuação de Eliziane, da base do governo Lula

Uma das vozes mais influentes do bolsonarismo evangélico, a senadora Damares Alves (PRB-DF) reconheceu, em sessão solene no Senado, a importância da colega maranhense Eliziane Gama (PSD) para o Congresso Nacional.

“Que isso fique registrado para a igreja. E que a igreja ore por nós. Eliziane, nós amamos sua vida. Amamos tudo o que você faz para o seu Estado, tudo o que você faz pelo Brasil. Você é nossa irmã querida. Que a tua igreja no Maranhão entenda o quanto esse Senado te ama, o quanto te amamos”, afirmou Damares, torcendo pela reeleição de Eliziane.

  • Damares Alves e Eliziane Gama convivem em campos políticos opostos no Senado;
  • a senadora bolsonarista, mesmo assim, reconhece a importância da colega lulista.

Desde que assumiu no Senado, em 2018, Eliziane Gama vem sofrendo retaliação dos setores extremistas das igrejas evangélicas por se posicionar – primeiro contra o governo Bolsonaro (PL); depois, em defesa do governo Lula (PT). No Maranhão, bonsolnaristas evangélicos tentam desqualificar a atuação da parlamentar lulista.

A postura da senadora Damares Alves – mais do que uma exortação ao povo crente – é também um reconhecimento ao trabalho realizado pela senadora maranhense.

“Sabe quantas vezes a gente tem que uma correr para a outra, segurar a mão e orar aqui dentro desse plenário? Sabe quantas vezes nos nossos grupos somos nós duas que sustentamos essa casa e o Brasil em oração?”, perguntou Damares.

O vídeo de Damares Alves em favor de Eliziane tem viralizado nas redes sociais e em movimentos evangélicos…

Na direita maranhense “ninguém segura a mão de ninguém”…

Além das provocações do pré-candidato a governador Lahésio Bonfim ao prefeito Eduardo Braide, campo conservador vive clima de guerra entre os vários atores cristãos-católicos-conservadores-e-bolsonaristas

 

NINGUÉM SEGURA A MÃO DE NINGUÉM; entre os conservadores maranhenses “é cada um por si e Deus contra todos”

Ensaio

Em busca de hegemonia na direita maranhense, o pré-candidato a governador Lahésio Bonfim (Novo), partiu pra cima do prefeito Eduardo Braide (PSD), cobrando posição ideológica; mas o clima de guerra na direita maranhense envolve também outros personagens, incluindo o campo bolsonarista.

E neste campo “ninguém segura a mão de ninguém”.*

Nesta terça-feira, 8, o jornalista Domingos Costa trouxe comentário do deputado federal Allan Garcês (PP) em grupo de WhatsApp, acusando a vereadora Flávia Berthier (PL) de “traidora da Direita” (Veja aqui); na semana passada, a mesma Berthier foi atacada pelo suplente de deputado estadual Felipe Arnon (PL).

“A vereadora de direita [Flávia Berthier] se refere a Eliene como ‘a moça’; e ela diz que não conhece, não sabia nada dessa ‘moça’ presa em Pedrinhas. Ora, você e eu estamos lutando pela anistia de muitos que nem conhecemos, por que acreditamos que todos são presos políticos”, justificou Arnon, em vídeo divulgado nas redes sociais. (Veja abaixo)

A ciumeira na direita maranhense envolve outros personagens, de conservadores cristãos-católicos a bolsonaristas militantes.

O deputado federal Aluisio Mendes (PRB), por exemplo, tenta expulsar do seu partido sua suplente Mariana Carvalho, aliada da senadora Damares Alves (PRB-DF), que já o denunciou judicialmente; Aluisio também não suporta sequer estar próximo do colega de bancada Josimar Maranhãozinho (PL), ameaçado de expulsão do partido pelo próprio Jair Bolsonaro.

Em meio ao bate-boca da turma da direita, o deputado estadual Dr. Yglésio Moyses (PRTB) ainda tenta conquistar o campo conservador, que olha atravessado sua passagem por diversos partidos de esquerda até o primeiro turno de 2022.

E é assim que a direita – conservadora-extremista-cristã-católica-e-bolsonarista –  pretende chegar às eleições de 2026 no Maranhão…

*P.S.: a frase que dá título a este post é uma ressignificação da expressão “ninguém solta a mão de ninguém” criada no período da Ditadura por alunos da USP e revivida pela esquerda nas eleições de 2018.