Em artigo divulgado nesta terça-feira, 23, ex-candidato a governador diz que os municípios estão parados no tempo por que prefeitos se preocupam apenas coma eleição de parentes

PERPETUAÇÃO FAMILIAR. Ao longo da história os coronéis foram se adaptando para manter os filhotes no poder, como capitanias hereditárias
O ex-candidato a governador e ex-secretário de Indústria e Comércio Simplício Araújo abriu nesta terça-feira, 23, uma campanha contra o filhotismo político, assunto que domina os bastidores há tempos no Maranhão.
Com o título “Diga não às candidaturas de parentes de prefeito!!!”, o artigo aponta que a maioria dos gestões passam o mandato em negociações com outros em busca de acordo eleitorais para eleger filho, cônjuges e outros parentes, num ciclo interminável, que mantém a miséria no interior.
“Em vez de buscar soluções para melhorar a realidade dos municípios, prefeitos gastam energia e recursos peregrinando por outros municípios, comprando apoios com dinheiro público para eleger parentes a deputado estadual ou federal”, afirma o ex-secretário. (Leia aqui a íntegra do artigo)
- na atual realidade da Assembleia Legislativa, a maior parte dos deputados é parente de prefeitos;
- na bancada federal também se perpetua o filhotismo político com parentes eleitos em acordos.
Este blog Marco Aurélio d’Eça tem posicionamento historicamente crítico em relação à perpetuação de famílias no poder político do Maranhão, que pode ser lido em uma série de posts ao longo de sua trajetória de quase 20 anos.
- ainda em 2011, o assunto foi abordado no post “Os municípios como capitanias hereditárias…”;
- no mesmo ano, outro texto sobre herdeiros políticos, na abordagem intitulada “pais e filhos…”;
- em 2019, postagem aborda a relação dos herdeiros, intitulada “Sobre nomes e sobrenomes…”;
- e teve ainda, dentre outros, o texto de 2020: “Filhos, netos e sobrinhos nas eleições de 2020…”.
O texto de Simplício Araújo volta a jogar luz sobre o tema, que está longe de ser banal e precisa fazer parte das reflexões da sociedade maranhense.
“Algumas candidaturas chegam a custar 100 milhões de reais a cidades onde o povo vive na pobreza!!!!”, afirma o ex-candidato a governador.
Num início de debate que tem tudo para mobilizar as massas.
Ou não…


