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Dino ainda inseguro quanto abertura de igrejas, shoppings e academias

Governador diz que ainda estuda uma forma de garantir a reabertura dos cultos, mas ressalta que não há como liberar o funcionamento de ambientes fechados, o que já ocorre em Imperatriz, Santa Inês, Balsas, Barra do Corda e Bacabal

 

Principal centro de compras fechado de São Luís, o Shopping da Ilha mantém a maior parte dos seus serviços indisponíveis na quarentena

O governador Flávio Dino (PCdoB) não pretende liberar, agora, o funcionamento de shoppings centers, academias de ginástica e restaurantes.

Com relação às igrejas evangélicas e católicas, por outro lado, ele pretende aprofundar estudos, mas conta com o bom senso de padres e pastores evangélicos, com os quais reuniu-se na última quinta-feira, 28. (Relembre aqui)

Apesar de ter liberado para funcionamento clínicas, salões de beleza e barbearias, lojas de móveis e decoração, de informática, livrarias, papelarias e revistarias, nenhum desses serviços podem funcionar em shoppings. 

– Nós consideramos que o risco sanitário é maior. Ambientes fechados, intensidade de pessoas, dificuldades de manutenção de medidas preventivas. (…) A diretriz do Governo do Estado é de que, em relação a estas duas atividades [academias e shoppings] ainda não é o momento de fazer a reabertura – completou.

Interior já reaberto

Nos maiores municípios maranhenses, as academias de ginásticas, os shoppings centers e as igrejas já voltaram a funcionar

Mas a a maior parte das prefeituras já reabriram praticamente todo o setor de comércio e serviços em seus municípios.

Em grandes cidades, como Imperatriz, Balsas, Santa Inês, Barra do Corda e Bacabal as atividades já voltaram plenamente, incluindo igrejas, shoppings centers e academias de ginástica.

O próprio Dino disse em sua coletiva desta sexta-feria, 29, que os prefeitos têm liberdade para decidir, de acordo com a realidade de suas cidades.

– Os municípios têm os seus prefeitos, então nós não vamos nos intrometer no exercício das competências municipais – esquivou-se o governador.

E o Maranhão beira as mil mortes por coVID-19…

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Flávio Dino dá autonomia a prefeitos para reabertura de atividades

Governador disse que caberá às prefeituras definir as regras e os protocolos para reabertura de comércio e serviços, cabendo ao governo o auxílio e o socorro se necessário dentro do processo de reabertura do Maranhão; aulas do Ensino Superior devem ser retomadas a partir de 15 de junho

 

O governador Flávio Dino (PCdoB) declarou hoje, durante anúncio dos novos protocolos para reabertura gradual das atividades no estado, que cada prefeito adotará as medidas cabíveis, dentro da sua própria realidade.

– Como eu não aceito que outra esfera de governo imponha a sua visão para o Governo do Estado, do mesmo modo eu não faço imposições para outras esferas de governo – afirmou Dino.

Em seu anúncio, Dino liberou os salões de beleza e similares para reinício das atividades a partir de segunda-feira, 2, dentro dos protocolos estabelecidos pela Secretaria da Casa Civil.

Também projeto para dia 15 de junho a reabertura dos cursos universitários; nas semanas seguintes, as demais instituições de ensino, até chegar ´´as séries iniciais do Ensino Fundamental e Infantil.

Mesmo liberando prefeitos para tomar decisões sobre abertura de academias e shoppings centers – alguns municípios já liberaram até restaurantes – o governador faz ressalvas quanto a essas atividades.

– Nós consideramos o risco sanitário maior. Ambientes fechados, intensidade de pessoas, dificuldades de manutenção de medidas preventivas. É claro que nós estamos discutindo protocolos, e faço questão de sempre lembrar: esta é a orientação do Governo do Estado. A diretriz do Governo do Estado é de que, em relação a estas duas atividades ainda não é o momento de fazer a reabertura – completou.

As Portarias com as diretrizes e protocolos para reabertura devem ser divulgadas por toda esta sexta-feria, 29…

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Líderes evangélicos pressionam por reabertura de igrejas

Usando lideranças políticas vinculadas ao segmento religioso, pastores das principais denominações reuniram-se nesta quinta-feira, 5, em conferência virtual, com o governador Flávio Dino, que deve ceder e anunciar regras para o funcionamento

 

Acompanhado dos seus representantes políticos, líderes de várias igrejas evangélicas pressionaram o governador, que deve anunciar regras para abertura de igrejas

O governador Flávio Dino (PCdoB) deve editar até o fim desta semana um novo decreto, com regras específicas para a reabertura das igrejas evangélicas e católicas em todo o Maranhão.

Pelo menos oi isso que ele prometeu nesta quinta-feira, 28, em reunião com líderes evangélicos, que estavam acompanhados por políticos ligados ás denominações religiosas.

A pressão pela reabertura das igrejas, sobretudo as evangélicas – cujo grosso da arrecadação se dá pelos dízimos e ofertas durante os cultos – vem sendo feita desde abril, a começar pelo interior.

O pastores vêm usando políticos vinculados às denominações para pressionar prefeitos, primeiro em Santa Inês, depois em Imperatriz, que autorizou a reabertura nesta quarta-feira, 27.

A parir da abertura nos municípios, a pressão se voltou a Flávio Dino, que admitiu a volta dos cultos, segundo apurou o blog.

O mais provável é que as igrejas já possam abrir a partir deste domingo, 1º, quando entrarão em vigor novas regras para o distanciamento social.

A partir daí,outros setores começarão a abrir, seguindo protocolos de segurança sanitária…

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Agora analista político, Dino ignora avanço da pandemia no Maranhão

Desde que decretou o “libera geral” das atividades comerciais no estado – gerando uma onda de retorno em massa da população às ruas – governador prefere debater os mandos e desmandos do governo Bolsonaro a discutir formas de frear a ação da coVID-19 no interior

 

Em meio à pandemia, Flávio Dino prefere discutir nacionalmente as questões do governo Bolsonaro a debater com o maranhenses os riscos da coVID- 19

Há três dias o blog Marco Aurélio D’Eça critica o evidente e crescente desinteresse do governo Flávio Dino (PCdoB) em relação à pandemia de coronavírus no Maranhão. (Relembre aqui, aqui, aqui e aqui)

E há três dias dias Flávio Dino faz questão de reforçar o que diz este blog, preferindo debater os mandos e desmandos do governo Jair Bolsonaro a discutir ações e reações à escalada da coVID-19 no interior.

De segunda-feira, 5 para cá, as postagens de Dino nas redes sociais são todas relacionadas a Bolsonaro.

Ontem – quando o Maranhão enfrentava novo recorde de mortes e as multidões se concentravam nas ruas – o comunista estava em live da revista IstoÉ debatendo… o governo Bolsonaro. 

O governador comunista começou muito bem o enfrentamento da pandemia, o que foi reconhecido publicamente aqui neste espaço jornalístico. (Relembre aqui)

Mas foi só no início.

Desde o equívoco do lockdown judicial – que funcionou como uma espécie de pedágio, fazendo a população se sentir livre, depois, para voltar às ruas – passando pelo equívoco do rodízio até chegar no equívoco da abertura comercial, Dino parece ter cansado de lutar contra o coronavírus.

Em meio ao “libera geral’ do governo, maranhenses foram em massas ás ruas, sob a responsabilidade de denunciar os seus diante do lavar de mãos das autoridades

De segunda-feira, 25, para cá, a população está largada à própria sorte, tendo, ela própria, de cuidar de si, fiscalizar e denunciar terceiros, diante do absoluto lavar de mãos das autoridades estaduais.

Com o contraponto diário a Bolsonaro, Dino ganha cobertura midiática nacional e espaço para apresentar seus posicionamentos.

Mas esquece que esta exposição vai torná-lo apenas igual ao próprio Bolsonaro, que despreza a pandemia e nega os efeitos da coVId-19.

Um Bolsonaro de sinal trocado… (Não entendeu? Entenda aqui)

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Governo Flávio Dino abandona pandemia e foca na política

Desde o início do “libera geral”, governador comunista – seus auxiliares e aliados – reduziram drasticamente postagens e aparições para tratar dos riscos do coronavírus; e agora focam no debate nacional com o presidente Jair Bolsonaro, o que reforça a ideia de fim da quarentena no estado

 

Tanto Carlos Lula quanto Flávio Dino passaram a focar nas redes sociais ao embate com o governo Bolsonaro, fazendo política e deixando a pandemia, para a população

O blog Marco Aurélio D’Eça tem criticado o governo Flávio Dino (PCdoB) – governador, auxiliares e aliados – pelo abandono da luta contra o coronavírus, o que pode simbolizar o fim da quarentena no Maranhão. 

Nesta terça-feira, 26, tanto Dino quanto seu secretário de Saúde, Carlos Eduardo Lula – e vários outros auxiliares e aliados nas redes sociais – parecem mesmo ter lavado as mãos em relação à pandemia, preferindo o debate político nacional.

O governador concentrou suas postagens relacionadas ao coronavírus apenas no Instagram. 

Mesmo bloqueado em sua conta no Twitter, o titular deste blog busca outros meios de acesso às informações do chefe do Executivo. E constatou, nesta rede social, na manhã desta terça-feira, 26, apenas postagens referentes a Jair Bolsonaro, como esta abaixo:

De manhã, a postagem de Flávio Dino foi contra a ação do governo Bolsonaro em relação à imprensa; mas o comunista esqueceu de desbloquear jornalistas de sua conta no Twitter

O secretário Carlos Lula também se concentrou  na guerra política contra Bolsonaro, com críticas à ação da Polícia Federal na residência do governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro. (Veja abaixo).

Suas últimas postagens sobre a coVID-19 ocorreram no fim da noite de segunda-feira, 25, com a divulgação do boletim da SES. 

A postagem de Carlos Lula na manhã desta terça-feira foi apenas de crítica à ação da PF no Rio de Janeiro; coronavírus ficou esquecida na noite de segunda-feira

Mais tarde, Carlos Lula publicou gráfico que apontava suposta queda nos números da coVID-19 após lockdown na Grande São Luís, o que é desmentido pelo próprio gráfico. (Entenda aqui)   

A linha política e o “nem aí!” para a pandemia é seguida por outros secretários e também por aliados políticos mais próximos, como o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), que desde ontem vem denunciando a instrumentalização da Polícia Federal contra adversários de Bolsonaro.

O secretário de Esportes, Rogério Cafeteira, chegou a dizer, em resposta ao titular do blog Marco Aurélio D’Eça, que “as forças policiais não são babás” da população, que “precisa ter consciência da quarentena”.

Jogada à própria sorte, a população terá que se virá sozinha para controlar a pandemia de coronavírus, fazendo a sua parte – como, agora, prega o governo maranhense.

Flávio Dino e seus aliados parecem já estar em outra vibe…

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“Libera-geral” de Flávio Dino simboliza fim da quarentena no MA

Ao lavar as mãos para o controle do distanciamento social decretado por ele mesmo, Governo do Estado estimula população a sair às ruas e gerar aglomerações em vários pontos, diante do novo recorde de casos de coVID-19 e da falta de fiscalização, também desprezada pelas autoridades

 

A festa popular na Rua Grande simbolizou o fim do isolamento social na Grande São Luís, mas as aglomerações se espalham desde sábado também pelo interior

Editorial

O primeiro dia do “libera-geral” das atividades comerciais, decretado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), simbolizou nesta segunda-feira, 25, também o fim da quarentena da pandemia de coronavírus no Maranhão.

Sem controle das próprias autoridades, sem a necessária fiscalização – da qual Dino e os prefeitos lavaram as mãos – a população foi em massa aos principais centros comerciais de São Luís.

Numa demonstração clara de que parece ter cansado na luta contra a pandemia, Flávio Dino não deu entrevistas, não divulgou notas e se limitou a publicar em suas redes sociais um pedido para que a própria população fiscalizasse o cumprimento do seu decreto.

E no dia em que o Maranhão batia mais um recorde de mortes pela coVID-19 – com 1,5 mil novos casos e 33 mortes em 24 horas – as lojas, liberadas ou não, abriram as portas; e gente com ou sem máscaras foi às ruas, decretando o fim simbólico do isolamento social.

Mas o fim da quarentena já havia sido decretado no fim de semana, com praias e parques cheios e até bares e grupos fazendo festas, em São Luís e no interior. 

Flávio Dino se limitou a pedir que a população denuncie seus vizinhos, colegas e concorrentes, lavando as mãos em relação às próprias responsabilidades na pandemia

O pior é que as autoridades não demonstram mais o mesmo interesse na luta pelo controle de suas medidas contra a coVID-19.

Nas redes sociais, o discurso de secretários, auxiliares e aliados políticos do governo comunista era o mesmo: “o governo não pode tutelar o povo; o cidadão precisa ter consciência”.

Sem fiscalização, sem controle e sem coerção policial, o movimento nas ruas só tende a aumentar, à medida que mais pessoas forem percebendo o desinteresse do governo.

E assim, o Maranhão precisará de milagre para não entrar em colapso no atendimento à coVID-19…

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Lideranças apontam fracasso das medidas contra coVID-19 no MA

Senador Roberto Rocha, deputado federal Eduardo Braide e deputado estadual Dr. Yglésio afirmam – com base em estudos estatísticos – que o lockdown imposto pela Justiça não teve qualquer efeito na redução de contaminados e de mortos pela coVID-19 e que a fragilidade do sistema faz a doença avançar no interior

 

Gráficos divulgados em estudo do deputado Dr. Yglésio apontam que o lockdown na Grande São Luís não surtiu efeito no combate ao coronavírus

Enquanto o governo Flávio Dino (PCdoB) se vê às voltas com mais uma medida atabalhoada de combate ao coronavírus – agora com uma espécie de “libera geral” nas atividades comerciais – lideranças aliadas e oposicionistas já começam a apresentar os primeiros dados do lockdown.

O senador Roberto Rocha (PSD), o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) e o estadual Dr. Yglésio (PROS), por exemplo, afirmam não ter havido qualquer efeito positivo do bloqueio nos números da coVID-19. 

O lockdown foi decretado pela Justiça e implantado pelo governo Flávio Dino entre os dias 5 e 17 de maio.

Nove dias depois de seu encerramento, os números de contaminados e de mortos pela coVId-19 seguem em alta tanto no interior quanto na Grande São Luís.

No fim de semana, Dr. Yglésio que é professor-doutor em Medicina, divulgou uma série de estudos nas redes sociais apontando para a falta de efeito do bloqueio.

– Os meus dados já direcionam para a ausência de efeito. Até o final do mês teremos estudo definitivo – afirmou Yglésio. 

Segundo o deputado, em relação à pandemia e seu avanço em todo o estado, “não há dados suficientes até o momento mostrando uma estabilidade sustentada”.

Seguindo a mesma linha de raciocínio de Yglésio, Roberto Rocha avalia que o único efeito direto do lockdown se deu exatamente no avanço da pandemia no interior.

– Muita gente correu para o interior, muitos deles levando consigo o vírus. Muitos jovens do interior vão para São Luís para estudar ou trabalhar; voltaram, muitos assintomáticos, levando o vírus e contaminando a sua família – acusa o senador.

Medidas sem planejamento

Roberto Rocha divulgou vídeo em que demonstra com números o fracasso do lockdown e seus efeitos contra a própria população

Tanto Roberto Rocha quanto Dr. Yglésio apontam a falta de planejamento do lockdown – e também das novas medidas de Flávio Dino, como o “libera-geral” do comércio – como causa do fracasso das medidas. 

– É importante dizer que não estou discutindo o conteúdo da medida, mas a forma. Se era uma medida boa e necessária porque o próprio governador não fez? Quais dados técnicos tinha um juiz para tomar sozinho tal decisão para evitar uma fuga de pessoas para o interior? Porque não foi feita uma blitz nas saídas da ilha com termômetro digital, por exemplo? – ponderou, Roberto Rocha.

Eduardo Braide, por sua vez, preferiu apontar a fragilidade da saúde no Maranhão como resultado do avanço da coVÌD-19 no interior maranhense.

– Essa situação do coronavírus está servindo para mostrar de forma muito clara o quanto a nossa estrutura de saúde vinha sendo tratada com descaso nos últimos anos – afirmou o parlamentar, em entrevista à rádio Mirante AM.  

Dr. Yglésio foi ainda mais específico, e apontou falhas, inclusive, no novo decreto, que abriu algumas atividades comerciais na região da Grande São Luís.

Yglésio tem sido ativo nas ações contra o coronavírus, tanto na linha de frente, como médico, quanto em estudos, como pesquisador da área

– Acredito que o decreto poderia ter sido mais bem estruturado, a definição de negócio familiar é muito nebulosa. Situação como a dos comércios da Rua Grande, gerenciados por empresários chineses e coreanos, enquadram-se nesse segmento. Não houve previsão no decreto estadual para regulamentação das atividades pela prefeitura, o que sugere uma possível desorganização do aparelho fiscalizatório – disse o parlamentar.

Mesmo diante dos números e dos estudos – que suas próprias autoridades usam em suas coletivas – o governo maranhense continua a insistir que suas medidas funcionam.

Mas a realidade se vê nas ruas…

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Marreca Filho propõe plano para reabertura de igrejas…

Deputado federal defende entendimento entre Governo do Estado, prefeituras e lideranças evangélicas e católicas em que se estabeleceria um prazo para a volta de missas e cultos presenciais nos templos

 

Marreca Filho abriu debate sobre o entendimento para que templos religiosos possam voltar a abrir no Maranhão

O deputado federal Marreca Filho (Patriota) defende que o governador Flávio Dino (PCdoB) e prefeitos retomem o dialogo com padres e pastores para definirem uma data consensual para o retorno dos cultos e missas presenciais no Maranhão.

Marreca entende que as igrejas fazem um trabalho essencial e precisam voltar a funcionar normalmente, mas com as devidas precauções sanitárias.

– Entendo que as igrejas fazem um trabalho essencial, que é cuidar da alma, da mente das pessoas, que em meio a essa pandemia estão desesperadas, com medo. Diante disso, com os devidos cuidados respeitados por todos, é imprescindível que as igrejas voltem a realizar seus cultos e missas – defendeu o parlamentar.

Definição de prazo

Os templos católicos e evangélicos estão sem poder realizar cerimônias desde o início de março, em todo o país

Para Marreca Filho, seria positivo que o governador Flavio Dino dialogasse com as igrejas pra definirem uma data de retomada dos cultos e missas presenciais.

– É necessário esse diálogo. As reuniões religiosas precisam acontecer. Basta ter um compromisso de responsabilidade da parte de todos – explica.

– O que é necessário é que todos os fieis, sejam católicos ou evangélicos, usem de todo cuidado e responsabilidade. Usando mascara, álcool em gel e que pastores e padres evitem as reuniões com grandes aglomerações. É prudente que sejam reduzidos os números de pessoas por missas e cultos pra evitar risco de contagio. O que se resolve aumentando o numero de cultos – alertou Marreca Filho, que é católico e membro da bancada da família na Câmara Federal.

Em todo o Brasil, as igrejas evangélicas e católicas estão sem realizar cultos e missas desde a segunda quinzena de março, como prevenção ao coronavírus.

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Com dados de terceiros, Flávio Dino e Carlos Lula desmerecem própria equipe

Se, por um lado, o governador vai à TV usar estudo gráfico elaborado pelo deputado Dr. Yglésio, por outro o secretário de Saúde usa seu perfil nas redes sociais para divulgar mais gráfico, de “um craque de Recife”; e ambos ignoram parecer da equipe de consultores contratados pelo próprio governo

 

Flávio Dino com o power point elaborado pelo deputado Dr. Yglésio: busca de dados que case com seu próprio ponto-de-vista

O governador Flávio Dino (PCdoB) e o seu secretário de Saúde, Carlos Eduardo Lula, dão mostras cada vez mais robustas de que não levam muito em conta o que pensam seus assessores para a área de epidemiologia, virologia e infectologia. (Entenda aqui)

Além de nunca ter aparecido ao lado de nenhum deles em suas coletivas de imprensa, tanto Dino quanto Lula preferem usar dados de terceiros a levar em conta o que dizem estes consultores, alguns contratados por alguns milhares de reais. (Saiba mais aqui)

Nesta quinta-feira, 21, por exemplo, o governador Flávio Dino (PCdoB) utilizou em sua coletiva os gráficos elaborados pelo deputado estadual Dr. Yglésio (PROS) com a projeção do avanço da pandemia. 

Os power points do “craque de Recife” usado por Carlos Lula como chancela ao anunciado sucesso do lockdown na Grande Ilha

Aparentemente enciumado, Carlos Lula foi às redes sociais para publicar novos power point’s, estes feitos por quem o próprio secretário chamou de “craque do Recife”: o professor Dalson Figueiredo, do Departamento de Ciência Política da UFPE. 

– Sabe pouco – elogiou Carlos Lula, sobre o estudo que, segundo ele, analisa o lockdown na Grande São Luís, entre os dias 5 e 17 de maio.

Nem Flávio Dino, nem Carlos Lula, porém, fizeram qualquer comentário ao “Parecer Técnico Sumário sobre Uso de Cloroquina/hidroxicloroquina e Azitromicina na Terapia Precoce da CoVID-19, elaborado pela Comissão de Infectologia assessora da Secretaria Estadual de Saúde do Governo do Estado do Maranhão.

Pronto desde a segunda-feira, 18, o estudo desautoriza o uso da cloroquina em pacientes na fase inicial da coVID-19, exatamente como defendem Dino e Lula.

Publicado na íntegra pelo blog Marco Aurélio D’Eça, o estudo, de quase 10 páginas, é assinado pelos professores doutores e especialistas da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) Ana Cristina Rodrigues Saldanha, Bernardo Bastos Wittlin, Conceição de Maria Pedrozo e Silva de Azevedo, Elza Carolina Cruz Sousa Barros, Eudes Alves Simões Neto e Mônica Elinor Alves Gama. 

Mas não mereceu qualquer tipo de menção do governo maranhense.

O uso de estudos técnicos elaborados por terceiros – fundamentados ou não – reforçam a ideia de que Flávio Dino e seus auxiliares mais próximos trabalham às cegas no combate ao coronavírus.

E quem não tem direção não sabe para onde vai.

E não chega a lugar algum…

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Volta do comércio é teste, admite Flávio Dino…

Governador revelou em entrevista coletiva que o retorno de algumas atividades comerciais a partir da próxima segunda-feira, 25, faz parte de uma tentativa de dar seguimento à vida normal, mas não detalhou os riscos deste experimento

 

Flávio Dino não tem garantias – ou pelo menos não as apresentou – de que a abertura do comércio será sem riscos para a contaminação de coVID-19

Trata-se de um experimento a tentativa do governador Flávio Dino (PCdoB) de voltar à normalidade a partir da próxima segunda-feira, 25, com a reabertura de algumas atividades comerciais.

O teste foi admitido pelo próprio governador em sua entrevista coletiva da tarde desta quinta-feira, 21.

Dino autorizou a abertura de pequenas empresas, de porte familiar, em que trabalham apenas o dono e seus parentes.

 “Se a experiência não funcionar”, o governador recuará, admitiu ele durante a entrevista.

Mas Flávio Dino, em momento algum, apresentou qualquer estudo que estimasse número de vidas que poderiam se perder em caso de um recrudescimento no número de casos da coVID-19 durante o período de abertura comercial.

Em outras palavras, o “experimento” comunista pode ser a a primeira fase da volta ao normal no Maranhão.

Mas pode levar a novas mortes no estado…