1

Brandão pode trocar PSDB pelo PSB, admitem dinistas…

Após Flávio Dino ouvir do ex-presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu que o PT não apoiaria o PSDB no Maranhão, vice-governador passou a cogitar abandonar o ninho tucano para tentar consolidar candidatura na esquerda, mesmo sem identificação ideológica

 

Menos de seis meses depois de voltar ao PSDB, Brandão já estaria cogitando deixar a legenda em nome das eleições de 2022

Na semana passada, o blog Marco Aurélio D’Eça publicou o post “‘PSDB não!’, diz Lula a Flávio Dino…”Tratava-se de uma apuração de bastidores da última conversa do ex-presidente com o governador maranhense sobre a sucessão de 2022, para qual o PT tem preferência em uma aliança com o PDT.

O Palácio dos Leões não desmentiu a declaração atribuída a Lula, mas a reação de bastidores começou a ser operada: segundo também apurou este blog, o vice-governador Carlos Brandão já cogita deixar novamente o PSDB para entrar no PSB, com a anuência do próprio Dino.

“Seria uma forma de convencer Lula a apoiá-lo”, justificaram lideranças do governo ouvidas nesta quinta-feira, 29.

A tese ganhou ainda mais força após conversa de Dino com o ex-ministro José Dirceu, que reafirmou as palavras de Lula e deixou claro a preferência pelo senador  Weverton Rocha (PDT), “mais identificado com as lutas do PT”.

De fato, o blog Marco Aurélio D’Eça já mostrou em diversos posts a relação histórica na esquerda entre Weverton, Lula e o PT. (Relembre aqui, aqui e aqui)

Weverton Rocha entre esquerdistas de todo o país como primeiro maranhense a visitar Lula em Curitiba, em gesto reconhecido pelo próprio ex-presidente

Weverton Rocha foi, inclusive, o primeiro maranhense a visitar Lula em Curitiba.

Mesmo sem identidade política com o PT e com Lula, Brandão tenta ter o apoio do PT para convencer as lideranças nacionais de esquerda que Flávio Dino tem força política no estado.

E agora tenta um gesto considerado arriscado: devolver o PSDB menos de seis meses após entrar no partido…

6

Ação de cassação pode tirar Flávio Dino e Brandão do pleito de 2022

Entrada do ex-ministro Admar Gonzaga Neto no processo iniciado pela advogada Anna Graziella Neiva preocupa o Palácio dos Leões por que pode alterar completamente o cenário eleitoral do Maranhão

 

Brandão e Flávio Dino correm sérios riscos de não poder disputar as eleições de 2018 com ação tramitando no TSE

O governador Flávio Dino (PSB) reuniu seu staff mais próximo, semana passada, para alertar sobre o risco que cerca o processo de cassação do seu mandato – e do vice, Carlos Brandão (PSDB) – em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral.

Tanto Dino quanto Brandão podem perder o mandato e ficar inelegível por oito anos se o TSE acatar a denúncia de que houve compra de votos nas eleições de 2018, em pelo menos duas situações específicas: o programa “Mais Asfalto” e a chamada “farra dos capelães”.

O que preocupa Flávio Dino é a entrada do ex-ministro Admar Gonzaga como advogado da causa, iniciada pela coligação “Maranhão Quer Mais”. O ex-ministro encantou-se com a tese e entende que as provas apresentadas nos autos são consistentes para tirar governador e vice do mandato.

O caso ganha ainda mais gravidade por que já existe uma decisão do Supremo Tribunal Federal tornando inconstitucional as leis que ampararam Flávio Dino no caso dos capelães.

Na reunião da semana passada, o governador alertou aos aliados que a perda do mandato é uma possibilidade real e que eles não podem cometer os mesmos erros do falecido governador Jackson Lago (PDT), cassado em 2009.

Além de Flávio Dino e Carlos Brandão, podem ficar fora da eleição de 2022 os ex-secretários Jefferson Portela (Segurança) e Clayton Noleto (Infraestrutura).

Caso o TSE casse o mandato do governador e do vice, os dois não poderão concorrer a nenhum cargo político até 2030, o que muda todo o cenário político no Maranhão.

Sem Brandão como candidato a governador e com Flávio Dino impedido de concorrer ao Senado, o quadro da disputa de 2022 ganha novos contornos.

E é por isso que, tanto adversários quanto aliados do governador, voltarão suas atenções para Brasília nos próximos meses…

0

“Terei senador em 2022; e não será Flávio Dino”, diz César Pires

Às vésperas de se filiar ao PSD – e deixando claro que não fala em nome do partido – deputado fez contraponto à posição do ex-prefeito Edivaldo Júnior e disse que vai se manter na oposição ao governo, mesmo com o candidato de sua legenda alinhado à base dinista

 

César Pires conduz a candidatura de Edivaldo no PSD, mas reagiu à decisão do ex-prefeito de ter Flávio Dino como candidato ao Senado

O deputado estadual César Pires (ainda no PV), reagiu de forma diferente do deputado federal Edilázio Júnior (PSD) à revelação de que o ex-prefeito Edivaldo Júnior terá o governador  Flávio Dino como candidato a senador em 2022.

Futuro candidato a governador pelo futuro partido de Pires, o PSD, Edivaldo reuniu-se fora da agenda oficial com Flávio Dino, que acatou sua candidatura a governador; em troca, o ex-prefeito vai apoiar Dino ao Senado.

Para Pires, a posição de Edivaldo é pessoal, e não deve ser levada a cabo pelo PSD,

– Eu terei candidato a senador; e não será Flávio Dino – afirmou o deputado estadual, que aguarda a abertura da janela partidária para trocar o PV pelo PSD.

Embora tenha considerado “fora de contexto temporal”, tanto a reunião de Edivaldo quanto a reação de Edilázio Júnior, que admitiu ter candidatura ao governo sem candidato ao Senado, Pires tentou minimizar o episódio.

– O momento agora é de preparar o ambiente para a filiação de  Edivaldo Júnior; ele será nosso candidato a governador com força para chegar a uma vitória. Todas as demais questões serão discutidas ao longo do processo – disse Pires.

A filiação de Edivaldo Júnior ao PSD está marcada para a quarta-feria, 4, em, Brasília…

4

De como Flávio Dino controla até os passos da oposição para 2022

Conduzindo como quer as ações dos principais candidatos do governo à sua sucessão – inclusive a do ex-prefeito Edivaldo Júnior, que nem filiado é mais à sua base – governador impõe também aos partidos oposicionistas uma pauta que o beneficia diretamente no processo

 

Do alto do Palácio dos Leões Flávio Dino conduz com maestria os passos de governistas e oposicionistas em sua sucessão

Ensaio

Dois fatos ocorridos na semana passada demonstram que o governador Flávio Dino (PSB) tem o controle absoluto de sua base e manipula como quer as cordas do processo eleitoral de 2022 no Maranhão:

1 – Principais pré-candidatos governistas, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) – obrigados a assinar um “pacto” – são conduzidos pelo próprio Dino, que controla suas ações e impõe aos dois uma agenda comum “e sem brigas”, como a ocorrida no interior, no fim de semana;

2 – Mesmo impondo a Brandão e Rocha um “pacto” obrigatório, Dino recebeu o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PSD) – que não assinou pacto algum e nem mais faz parte de sua base – acatando sua candidatura a governador por um partido de oposição, o que diminui os dois governistas, em troca do apoio ao seu projeto senatorial. 

Obrigados a assinar um pacto como condição de candidatura, Brandão e Weverton agora são orientados a conviver “sem brigas” dentro da base dinista

Mas se controla com mão de ferro aliados e “ex-aliados”, a força de Flávio Dino se revelou ainda maior com outros dois fatos, também ocorridos semana passada, mas protagonizados pela oposição:

1 – Após noticias dando conta de que a Justiça Eleitoral irá analisar o processo de cassação de  Flávio Dino – pela chamada “farra de capelães” – o MDB, partido hoje presidido pela ex-governadora Roseana Sarney, apressou-se em emitir nota “esclarecendo” que nada tinha a ver com o processo;

2 – Tão logo soube da reunião a portas fechadas de Dino e Edivaldo, o blog Marco Aurélio D’Eça contatou o presidente do PSD, Edilázio Júnior, que admitiu a possibilidade de a chapa de Edivaldo não ter candidato a senador; o ex-prefeito é, agora, uma espécie de candidato “por fora” da base dinista, condição que não foi dada aos demais nomes governistas.

Filiando-se a um partido de oposição, Edivaldo ganhou a condição de “candidato outsider” de Flávio Dino, mesmo sem precisar assinar pacto algum

Se isolados, estes fatos já são quase um tratado de força política; em conjunto, mostram o tamanho do poder de Flávio Dino.

Se for mesmo disputar a eleição de senador, Flávio Dino tem apenas pouco mais de oito meses de mandato; mas a tranquilidade com que controla todos os passos de sua sucessão – conduzindo governistas e oposicionistas – faz parecer que ele acabou de assumir o governo.

Não há na história do Maranhão nenhuma liderança que chegou ao final do mandato com tanta força popular – a ponto de não ter adversário para concorrer à vaga que ele escolheu disputar – e tanto vigor político, controlando quem é quem em seu governo e como deve agir a oposição.

Sem adversário para o Senado, decidindo os rumos da sucessão entre governistas e oposicionistas, Flávio Dino deve chegar a 2022 como o maior líder da história maranhense.

Com essas condições que lhe são concedidas por aliados e adversários, pode se tornar o senador  mais votado da história, tendo ao seu lado o governador que ele quiser eleger.

E com uma oposição do tamanho que ele quiser.

Simples assim…

0

Flávio Dino confirma presença no aniversário de Pastos Bons…

Ao lado do prefeito Enoque Mota, governador irá participar da festa de 257 anos do município e participará de programação na área da saúde e visita às obras

 

O município de Pastos Bons irá completar 257 anos de emancipação política no próximo dia 28 de julho.

Para celebrar o aniversário da cidade, uma vasta programação irá ser realizada durante todo o dia, com ações promovidas pelas secretarias municipais e importantes inaugurações.
 
À tarde, o governador Flávio Dino e o prefeito Enoque Mota irão visitar o Arraiá da Vacinação e assinar ordens de serviços para uma série de benefícios para o município de Pastos Bons, como pavimentação de ruas, iluminação e urbanização da Avenida Domingos Sertão, sistema de abastecimento de água para comunidades quilombolas, reforma de escola, entre outras parcerias.
 
Da assessoria 

3

A aproximação entre Brandão e Weverton…

Vice-governador e senador têm se reunido cada vez mais, desde a reunião com o governador Flávio Dino, e buscam juntos o consenso para a escolha do candidato da base governista em 2022

 

Brandão e Weverton em mais uma tentativa de armistício: para muitos, mais uma humilhação de Dino aos dois; para outros, busca de consenso

As imagens que ganharam a imprensa, a blogosfera e as redes sociais no fim de semana foram a confirmação de um fato já consolidado nos bastidores: o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) têm-se reunido cada vez mais para discutir a sucessão do governador Flávio Dino (PSB)

Desde a reunião do dia 6 de julho, em que Dino estabeleceu os critérios para escolha do seu candidato, os dois principais nomes da base têm conversado constantemente, um tentando convencer o outro de que é a melhor opção do grupo.

Há duas semanas, por exemplo, o vice-governador e o senador reuniram-se em um jantar a sós, em que foram colocados argumentos de convencimento mútuo.

O blog Marco Aurélio D’Eça apurou que, neste jantar, Weverton ofereceu, mais uma vez, apoio a Brandão em uma eventual indicação para o Tribunal de Contas do Estado.

– Se o TCE é tão bom, por que não vai você? – teria respondido Brandão.

Mas, mesmo diante desta “treta”, o clima tem amenizado de lado a lado.

Weverton, por exemplo, deixou de realizar reuniões no interior e de ostentar apoios de partidos, prefeitos e lideranças, embora mantenha suas articulações nos bastidores. 

O senador espera que os termos do Pacto assinado por Flávio Dino e Brandão sejam cumpridos em novembro, quando pretende mostrar o cumprimento de todos os pré-requisitos para ser o candidato da base.

Brandão, por sua vez, também recuou na pressão para que Flávio Dino assuma logo sua preferência por ele. Mas continua realizando reuniões políticas com partidos fora da base, a exemplo do MDB e do PSD, que fazem oposição de Dino.

O vice-governador espera ser indicado em novembro dentro de critérios próprios, como o fato de que assumirá o governo em abril e terá condições de manter as políticas implantadas por Flávio Dino.

Neste clima mais amistoso é que os dois pré-candidatos vão se movimentando neste período de recesso parlamentar.

O clima deve esquentar, porém, a partir de agosto, quando ambos pretendem intensificar as articulações para se consolidar como a melhor opção do grupo.

Mas esta é uma outra história…

0

Edilázio admite que o PSD pode não ter candidato a senador

Apesar de garantir “chance zero de apoio a Flávio Dino” na eleição para o senado, deputado federal diz que a legenda não vai interferir na escolha pessoal do ex-prefeito Edivaldo Júnior que pretende pedir votos no governador

 

Edivaldo pode apoiar Flávio Dino ao Senado sem interferência do PSD, de Edilázio Júnior

O deputado federal e presidente regional do PSD, Edilázio Júnior, reagiu com indiferença à revelação de que o ex-prefeito Edivaldo Júnior reuniu-se com o governador Flávio Dino (PSB) para comunicar-lhe de sua candidatura ao governo e  do apoio pessoal à pretensão do socialista de se eleger senador.

A revelação do encontro entre Edivaldo e Dino foi feita sexta-feira, 23, pelo jornal O EstadoMaranhão; e confirmada por outros veículos no fim de semana.

Para Edilázio, a decisão de Edivaldo de apoiar Dino em nada interfere na posição político-eleitoral do PSD.

– Chance zero de o PSD apoiar Flávio Dino ao Senado; o partido não interfere na decisão do ex-prefeito, mas não pedirá votos para Flávio – afirmou o parlamentar, em conversa direta com o titular do blog Marco Aurélio D’Eça.

Edivaldo reuniu-se com Flávio Dino para comunicar sua candidatura e dizer do seu apoio ao projeto senatorial do governador

Edilázio Júnior, no entanto, chegou a admitir que a eventual coligação de Edivaldo pode nem ter candidato a senador, o que beneficiaria Flávio Dino.

– O que temos de obrigatório é um candidato a vice. Para o Senado, não discutimos nenhum nome. E se não tiver, não há problema em não tê-lo. O principal é que Edivaldo será candidato a governador – afirmou o deputado federal.

Para Edilázio, a posição de Edivaldo pró-Flávio Dino não é empecilho para o PSD.

– O Edivaldo sempre deixou claro sua simpatia por Flávio Dino, e isso nunca foi problema para o PSD. Por enquanto o que há é uma conversa de filiação de Edivaldo. Após isso, vamos abrir diálogo com todas as correntes do nosso campo – afirmou.

A reunião entre Dino e Edivaldo estava sendo mantida em sigilo, mas indica também que o governador não fechou questão em torno de nenhum aliado para a disputa de 2022.

A reação interna no grupo de Flávio Dino ainda não foi avaliada…

5

Movimentos de Weverton reforçam unidade na base de Flávio Dino…

Senador reúne os principais critérios definidos pelo próprio governador para escolha do candidato do seu grupo: alcance popular, apoio partidário e garantia de continuidade das ações do governo; e ainda reúne lideranças nacionais dos partidos alinhados ao campo popular e democrático

Senador Weverton Rocha reúne os critérios definidos pelo próprio governador Flávio Dino

Se fosse decidir hoje pela escolha do candidato da sua base – e levando em conta os critérios assinados por ele mesmo na carta-compromisso do dia 5 de julho – o governador Flávio Dino (PSB) optaria pelo senador Weverton Rocha (PDT).

Weverton é, hoje, o único candidato da base que atende aos pré-requisitos estabelecidos por Flávio Dino, quais sejam: alcance popular, conjunção de partidos e forças políticas e garantia de continuidade das ações do governo.

Weverton lidera todas as pesquisas de intenção de votos entre os candidatos da base, além de ter a maior percepção de vitória entre os eleitores e de apresentar a menor rejeição.

O senador pedetista reúne o maior número de partidos e lideranças na base do governo; além disso, tem apoio nacional de lideranças de peso, como o ex-presidente Lula, os presidentes da Câmara e do Senado e presidentes de partidos como PSOL, PDT, PCdoB, PSB e PT.

Weverton é também a garantia de continuidade das ações de Flávio Dino num eventual governo, o que se demonstra já agora, na lealdade ao governador.

São exatamente estes critérios que o próprio Dino quer do candidato escolhido.

É com base nessa garantia de Flávio Dino que Weverton vem cumprindo a sua parte no acordo.

O compromisso foi assumido também, pelo próprio presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que aceitou os termos do “pacto” assinado por Dino, Weverton, Carlos Brandão (PSDB), Simplício Araújo (Solidariedade) e presidentes de partidos aliados.

A parte de Flávio Dino agora, é cumprir os termos deste documento.

A decisão está prevista para novembro…

3

MDB nega iniciativa pessoal de Roseana em ação contra Flávio Dino…

Documento do partido rechaçou informações de blogs e explica que o processo na Justiça Eleitoral, referente às eleições de 2018, leva assinatura da coligação “Maranhão Quer mais”

 

Ação contra Flávio Dino tem assinatura da coligação e não de Roseana ou do MDB

O MDB do Maranhão rechaçou nesta sexta-feira, 23, em nota pública, a afirmação divulgada no mesmo dia, em vários blogs maranhenses, dando conta de que uma ação eleitoral contra o governador Flávio Dino seja uma inciativa pessoal da ex-governadora Roseana Sarrney.

– Foi, sim, uma ação da Coligação Maranhão Quer Mais, que, além de Roseana, abrigava candidatos ao Senado da República, à Câmara Federal e Assembleia Legislativa do Maranhão – diz o documento.

Na nota, o partido que é hoje presidido por Roseana, diz que este tipo de ação é usada em eleições para que nãos e tenha dúvida do resultado do pleito. E cabe à Justiça Eleitoral a decisão final.

Abaixo a íntegra da nota:

NOTA

Notícias divulgadas em blogs e emissoras de rádio sobre ação no Tribunal Superior Eleitoral, com imputações de ilegalidades na campanha do então candidato à reeleição ao Governo do Estado, Flávio Dino, no pleito de 2018, atentam contra a verdade quando afirmam tratar-se de uma iniciativa pessoal da ex-governadora Roseana Sarney. Foi, sim, uma ação da Coligação Maranhão Quer Mais, que, além de Roseana, abrigava candidatos ao Senado da República, à Câmara Federal e Assembleia Legislativa do Maranhão.

Muitas coligações, em todo o Brasil, utilizam-se desse tipo de ação para que não haja dúvida sobre o resultado de eleições. 

Trata-se, portanto, de iniciativa que respeita a legislação vigente, de caráter coletivo, de mais de uma centena de candidatos, que buscam manifestação da Justiça Eleitoral sobre a lisura do pleito.   

Tais processos estão submetidos à alta corte eleitoral do país e a ela exclusivamente cabe julgar a procedência dessas praticas. 

São Luís, 23 de julho de 2021.

5

A conversa de Flávio Dino e Lula: “PSDB não!”, disse o ex-presidente…

Governador reuniu-se semana passada com o pré-candidato do PT a presidência, em conversa da qual pouco se falou nos dias seguintes, mas que tem significativa importância no contexto das eleições estaduais no Maranhão

 

Flávio Dino postou o encontro com Lula em suas redes sociais, mas não tratou dos aspectos políticos da reunião

Estariam em uma conversa do ex-presidente Lula (PT) com o governador Flávio Dino (PSB), semana passada, as explicações para uma forte pressão midiática de setores do PT e do Palácio dos Leões nos últimos dias. 

Desde a segunda-feira, 19, membros do PT empregados no governo e setores da mídia alinhados ao projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) vêm tentando construir uma narrativa de apoio do PT ao PSDB no Maranhão.

Essa possibilidade não é cogitada nem por Lula, nem pela cúpula petista.

A conversa de Dino com Lula ocorreu na sexta-feira, 16, e foi tratada nas redes sociais pelo próprio Dino, que minimizou os aspectos políticos do encontro.

Segundo apurou o blog Marco Aurélio D’Eça, porém, o ex-presidente deixou claro ao governador que a aliança nacional do PT – a se repetir nos estados – é com os partidos da esquerda: PDT, PSB, PCdoB e PSOL, preferencialmente.

– PSDB não! – disse textualmente Lula, fala testificada pelo próprio ex-presidente a pelo menos três interlocutores dele e do governador nos dias que seguiram ao encontro.

O próprio PSDB também rechaça aliança com o PT; e defende uma alternativa a Lula e Bolsonaro, como pregam os governadores João Dória (SP) e Eduardo Leite (RS), pré-candidatos tucanos à presidência.

O apoio do PT à candidatura do vice-governador Carlos Brandão, que é o candidato tucano no estado, vem sendo defendida apenas por petistas que têm cargo no governo Flávio Dino, a exemplo do presidente estadual Augusto Lobato.

Nesta narrativa, eles tentam desqualificar, inclusive, vozes mais autorizadas do PT, como o ex-ministro José Dirceu, que está no Maranhão desde o final de semana passada.

A decisão petista, porém, passa pelo comando nacional, atendendo aos interesses nacionais, e com a posição pessoal do próprio Lula.

E este já disse o que quer no Maranhão…