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De ditador para ditador…

Declaração do governador Flávio Dino sobre o presidente Jair Bolsonaro traz à lembrança ações do próprio comunista contra políticos e a imprensa livre, que noticiou atos ditatoriais no Maranhão

 

AUTORITÁRIO, FLÁVIO DINO AGORA ANALISA O AUTORITARISMO DE BOLSONARO, após perseguir adversários e imprensa no Maranhão

Em 21 de agosto do ano passado, o blog Marco Aurélio D’Eça publicou o post “Flávio Dino não consegue se livrar da alcunha de ditador…”

Tratava-se da repercussão de uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral, que negou ao comunista a censura imposta a blogs – incluindo este – que noticiaram críticas da ex-governadora Roseana Sarney e do prefeito Lahesio Rodrigues à sua postura como governante.

Tudo começou em 20 de maio do mesmo ano, quando, em situações diversas, Roseana, Lahésio e a ex-prefeita Maura Jorge chamaram Dino de ditador, pelas ações à frente do governo maranhense.

O comunista acionou judicialmente não apenas as três lideranças políticas, mas também toda a parte da imprensa que noticiou as declarações delas.

Tanto que, em 27 de maio, este blog voltou ao tema, com o post “Ditador, Flávio Dino não quer ser chamado de ditador…”

BOLSONARO É UMA DAS MAIORES BOÇALIDADES QUE A POLÍTICA DO BRASIL PODE TER CONSTRUÍDO em toda a história do país

Passado mais de um ano das declarações sobre Flávio Dino, agora é o próprio Flávio Dino quem vai à imprensa para classificar o presidente Jair Bolsonaro (PSL) de ditador. (Leia aqui)

O comunista não deixa de ter razão em sua afirmação.

Da mesma forma que Roseana, Maura Jorge e Lahésio Rodrigues.

E diante disto, o que se desenha para os próximos anos no Brasil é uma batalha de ditadores pelo comando do país.

Um ditador de direita contra um ditador de esquerda.

E qual a melhor opção?!?

Leia também:

Flávio Dino e Bolsonaro: os dois lados de uma mesma moeda política…

O Estado de exceção no governo comunista de Flávio Dino…

Os três atos de um ditador…

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Jerry toma as dores de Dino e também é enquadrado por jovem na Net

Deputado foi às redes sociais do rapaz – que criticou os sucessivos aumentos de impostos no Maranhão – mas acabou sendo também enquadrado

O deputado federal Márcio Jerry também ouviu das suas ao tentar questionar o jovem Gustavo Carvalho, que gravou vídeo ao lado de Flávio Dino com duras críticas ao governador.

No vídeo, publicado em primeira mão pelo blog de Luís Cardoso, o jovem aproveita a presença de Dino em um voo e grava vídeo em que questiona os sucessivos aumentos de ICMS no governo do comunista.

– Governador como é que você diz que defende o pobre e só nos últimos anos foram quatro aumentos de ICMS?!? – questionou o rapaz.

Visivelmente constrangido, Dino vira de costas para não ser gravado e tenta se afastar; Carvalho insiste e faz várias outras críticas. (Veja o vídeo acima)

Logo depois, Márcio Jerry foi ás redes sociais do garoto para questionar, alegando ter sido desrespeito ao abordar Dino, que estava acompanhado do filho.

E acabou ouvindo também o que não queria.

– Governador Flávio Dino não respeita a população e quer pedir respeito – questionou Carvalho. (Veja o print acima)

O vídeo elevou o patamar das redes sociais do rapaz e tem repercutido em todo o país.

Ruim para quem tenta se viabilizar como candidato a presidente…

 

 

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Comunista volta a defender candidatura de Flávio Dino a presidente…

Deputada federal Jandira Feghali diz que o governador maranhense consegue ampliar o campo das esquerdas numa disputa com o presidente Jair Bolsonaro

 

JANDIRA FEGHALI É UMA DAS INCENTIVADORAS DA CANDIDATURA DE FLÁVIO DINO A PRESIDENTE aposta em seu poder de ampliar o campo da esquerda

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) voltou a defender a candidatura do governador Flávio Dino a presidente da República.

Feghali disse que o PCdoB tenta convencer o governador a entrar na disputa como forma de ampliar o campo da esquerda.

– A gente tenta convencê-lo a se colocar à disposição neste processo. Ele é um nome que amplia este campo – afirmou Feghali.

Flávio Dino já apresentou e recuou de sua pretensão presidencial pelo menos umas três vezes.

Mas, para a deputada carioca, ele tem condições de unir vários partidos em torno de si.

Jandira Feghali tem como referência para sua argumentação o fato de o governador maranhense ter reunido 14 partidos em sua coligação de 2018.

Ela só ignora que essa aliança estadual não pode ser levada ao pé da letra na corrida presidencial.

Até porque, são outras forças em jogo neste processo.

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Agressão de Bolsonaro é ao povo do Maranhão…

Esqueça Flávio Dino! o que o presidente prega em relação ao estado é uma violência política sem precedentes; e só tolos, interesseiros ou neófitos políticos ainda tentam justificar a boçalidade

 

BOLSONARO AGRIDE O MARANHÃO AO TENTAR ATINGIR FLÁVIO DINO; defender ou justificar isso é tolice, covardia ou canalhice em alto grau

Não há o que justificar.

O que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) falou em relação ao governo do Maranhão não é uma agressão ao governador Flávio Dino (PCdoB). É um revanchismo contra o povo do Maranhão.

E tentar explicar o que pensa o boçal governante é fazer papel de tolo ou interesseiro.

Não dá para aceitar que políticos maranhenses ainda tentem sair em defesa do presidente, que mostrou claramente como age no comando do país, com revanchismo e perseguição.

Aqui não se discute se o governador maranhense é ou não Flávio Dino – que, aliás, acaba agindo da mesma forma em algumas circunstâncias.

O que se discute é a perseguição ao estado.

Ver senadores, deputados federais e estaduais se posicionando contra o estado e em favor do presidente nesta questão é ainda mais humilhantes.

É claro que muitos sempre jogaram assim, dedicando o Maranhão miserável para se beneficiar em Brasília. Mas outros defendem Bolsonaro apenas por tolice, incapacidade de raciocínio e interesse particular.

Flávio Dino é ruim para o Maranhão, mas é o governador do Maranhão.

E apenas os babacas, os que passaram e não se tocam, é que ainda defendem Bolsonaro.

Simples assim…

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PCdoB vai “centralizar” interessados em disputar as eleições de 2020…

Partido do governador Flávio Dino vai determinar candidatos nos principais colégios eleitorais, com a garantia de que os não escolhidos – como Duarte Júnior em São Luís, e Clayton Noleto, em Imperatriz – sigam nas fileiras comunistas

 

RUBEM JÚNIOR DEVE SER O ESCOLHIDO DO PCDOB EM SÃO LUÍS; E Duarte Júnior terá que permanecer na legenda

A expressão entre aspas no título deste post é oriunda do próprio PCdoB, que usa o centralismo democrático como prática política.

Por este conceito, as decisões partidárias são tomadas pela cúpula, com a exigência de que todos os camaradas sigam a determinação sem questionamentos, sob pena de expulsão.

O PCdoB vai usar o centralismo democrático para enquadrar interessados em disputar as eleições que não estejam dentro do interesse da cúpula, a exemplo do deputado estadual Duarte Júnior e do secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto.

CLAYTON NOLETO JÁ ATÉ DESISTIU DE PEITAR O PCDOB E ABRIU MÃO DA CANDIDATURA; vai apoiar o deputado estadual Marco Aurélio

Duarte pretende disputar as eleições em São Luís – e é o melhor membro da base no confronto com o favorito Eduardo Braide (PMN) – mas a cúpula já se decidiu por Rubens Pereira Júnior.

Noleto, por sua vez, pretendia concorrer em Imperatriz, mas já até desistiu do projeto, em favor do camarada deputado Marco Aurélio.

Centralizados, nem Duarte Júnior, nem Noleto deverão deixar o partido; e seguirão sob orientação do Palácio dos Leões.

Caso contrário, serão expulsos – e com a expulsão, as consequências político-eleitorais.

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Flávio Dino é o governador preferido entre parlamentares de Brasília…

Levantamento do site Congresso em Foco apontou o maranhense como o mais bem avaliado entre as lideranças mais influentes do Senado e da Câmara Federal

 

Aliados do governador Flávio Dino (PCdoB) comemoraram e adversários tentaram ridicularizar um levantamento do site Congresso em Foco, que apontou o comunista maranhense com a melhor média entre vários governadores.

Mas nem um lado nem o outro esclareceu ou compreendeu do que se trata.

O site Congresso em Foco convocou 61 senadores e deputados federais considerados os mais influentes do Congresso Nacional a responder perguntas sobre os cenários político e econômico, assim como o desempenho de autoridades.

Flávio Dino figurou em primeiro lugar, com pontuação 3,6, num grupo com outros 13 governadores.

Mas o site Congresso em Foco não explica que tipo de pergunta foi feita, quantos governadores foram avaliados e como se chegou à média de pontos de cada citado.

De qualquer forma, Flávio Dino acaba sendo lembrado pela maioria dos entrevistados, o que o colocou à frente de nomes como o paulista João Dória (2,6) e o truculento carioca Wilson Witzel (1,9), que também se manifestam como pretensos candidatos a presidente.

Só resta saber que tipo de questionário responderam senadores e deputados federais para chegar a essa conclusão.

E quantos maranhenses há entre os entrevistados…

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Advogado compara Dino à prostituta, “aquela que transa sem beijar”

Abdon Marinho analisa histórico do governador e mostra que ele é capaz de qualquer coisa pelo poder, inclusive fazer com o ex-presidente José Sarney “acordos que não podem dizer o nome”

 

FLÁVIO DINO E JOSÉ SARNEY PROTAGONIZARAM O ENCONTRO DO ANO NO MARANHÃO, visto por Abdon Marinho como “um acordo que não pode dizer o nome”

O advogado Abdon Marinho analisou nesta quinta-feira, 11, em seu perfil nas redes sociais, o encontro entre o governador Flávio Dino (PCdoB) e o ex-presidente José Sarney, antecipado com exclusividade no blog Marco Aurélio D’Eça.

E diante do que os dois protagonistas disseram para justificar a reunião –  ou minimizar seu conteúdo –  o advogado apontou que Flávio Dino acabou por reeditar postura clássica do filme”Uma linda mulher”.

– Se assim o foi [um encontro etéreo, sem efeito], sua excelência acabou por reeditar um clássico do cinema mundial: “Uma Linda Mulher”, no qual a atriz Júlia Roberts interpretou uma garota de programa que, a despeito de transar com o clientes, não os beijava – criticou Marinho.

No longo texto, intitulado “Sarney & Dino e o acordo que não ousa dizer o nome”, Abdon destacou ainda que, a despeito do que negaram os dois protagonistas, o próprio neto de Sarney, o deputado estadual Adriano Sarney (PV), acabou por confirmar que houve, sim, um acordo.

Para Abdon Marinho, a postura de Flávio Dino não é surpresa. O advogado lembra que conviveu com o comunista no movimento estudantil e sabe o que ele é capaz de fazer quando quer algo.

E lembrou ainda de dois episódios políticos em que Dino deixou claro não ter limites para se aliar a Sarney se isso lhe trouxer benefícios políticos.

Abdon Marinho lembrou os episódios envolvendo a cassação do ex-governador Jackson Lago (PDT). segundo ele, naquela época, quando chamado a defender Jackson em uma audiência, o comunista o fez, mas cobrou diretamente, dizendo que a defesa o queimou com o outro lado.

– O segundo episódio é um pouco menos edificante e só acreditei porque quem me disse testemunhou com os próprios olhos. Disse ele que no dia em que o TSE, em abril de 2009, sacramentou a cassação de Jackson Lago, o seu advogado, o deputado federal e ex-juiz, ao invés de ir “consolar” o cliente que acabara de ser derrotado, foi a casa de Sarney felicitar a vencedora pela vitória. O amigo, testemunha ocular de tal fato, confidenciou-me: “Abdon, nunca tinha visto algo semelhante até então” – lembrou o advogado.

Em seu artigo, Abdon Marinho compara o gesto de Flávio Dino ao do próprio Sarney, quando tentou fazer de Roseana candidata a presidente, em 2002, buscando na esquerda maranhense a aliança que pudesse melhorar a imagem da filha nacionalmente.

– O que custaria a Dino repetir a estratégia, agora com o sinal trocado? Uma candidatura de “esquerda” e “comunista” precisaria de um “tempero” mais à direita do espectro político. Quem melhor representaria isso que José Sarney, o último dos coronéis do Brasil? Se trataram de algum acordo político ou não, por enquanto, não saberemos. Mas a intenção do senhor Dino, parece-me bastante clara: na hora dos candidatos “esquerdistas” mostrarem suas cartas para se viabilizarem, ele apresentaria o Sarney como seu principal trunfo, seu ás na manga, o melhor amigo do Lula – analisa.

O artigo termina com a lembrança do advogado sobre a relação de Flávio Dino com o ex-governador José Reinaldo, lembrando que Dino o traiu para garantir a eleição de Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) ao Senado.

– É assim mesmo; na nova política não há espaço para amizades sinceras, respeito ou gratidão, mas, sim, para os “acordos” que não ousam dizer o nome – concluiu.

Abaixo, a íntegra do artigo de Abdon Marinho:

SARNEY & DINO E O ACORDO QUE NÃO OUSA DIZER O NOME.

CONTINUA repercutindo – até mais do que devido –, a tertúlia do ex-presidente Sarney com o governador Flávio Dino.

Após alardear o “feito” em suas redes sociais, o governador, talvez, diante da “baixa audiência” do fato e das cobranças por coerência, já no final de semana que se seguiu tratou de dizer que não ocorreu qualquer acordo relacionado à política local.

Disse que só tratou da política nacional, do “risco” que corre a democracia brasileira e, no mais, trataram de assuntos relacionados à cultura, autores maranhenses e outras coisas triviais.

Benedito Buzar, respeitado intelectual do nosso estado e que priva da amizade do ex-presidente, em sua coluna semanal em “O Estado Maranhão”, datada de 07 de julho, disse ter confirmado, em linhas gerais, o teor da conversa entre o governador e o ex-presidente, sendo que este último ao iniciar a conversa teria deixado claro à visita que não trataria de qualquer assunto relacionado à política local, alegando para isso a idade avançada e o fato de ter passado tal “missão” aos filhos Roseana e José Sarney Filho e ao neto Adriano.

Da coluna de Buzar extrai-se, também, a informação que a conversa entre os líderes ocorreu em ambiente reservado, sem a presença de mais ninguém: nem do filho Zequinha Sarney, que o ajudou na recepção da visita, nem do deputado Orlando Silva, que acompanhava o governador.
O que, para a patuleia, será sempre a palavra de um contra o outro (em caso de discordância) ou a palavra de ambos no mesmo sentido (o que revelaria a comunhão de vontades).
Se assim o foi, sua excelência acabou por reeditar um clássico do cinema mundial: “Uma Linda Mulher”, no qual a atriz Júlia Roberts interpretou uma garota de programa que, a despeito de transar com o clientes, não os beijava.

Ou, também dos anos noventa, reeditou a famosa frase de Bill Clinton que indagado se já fumara maconha saiu-se com essa: — fumei mais não traguei.

Quem somos nós para questionar a palavra de sua excelência ou a informação prestada por Buzar, após ouvir Sarney?

Quem duvidou mesmo foi o neto do morubixaba, deputado Adriano, que, em discurso na assembleia legislativa, disse que teria ocorrido, sim, um “acordo” entre os dois políticos.
Mas se sua excelência e o escritor e político Sarney dizem que trataram de assuntos literários e não políticos. Pela verve da literatura, se algum “acordo” ocorreu naquela tertúlia solitária entre ambos, na tarde brasiliense, talvez o tenha sido nos moldes do que dissera o autor irlandês Oscar Wilder (1854 – 1900), que do cárcere para onde foi mandado, escreveu sobre um “certo amor que não ousa dizer o nome”.

Festejado por muitos dos aliados do governador, porém, causando constrangimentos em alguns – chamados a dizerem sobre os “cinquenta anos de atraso” –, o suposto “acordo” tem esse quê de vergonha, de “amor que não ousa dizer o nome”. Mas, registre-se, menos por pudor e mais pelo pragmatismo do “perde-ganha” político.

O governador do Maranhão, que bem recentemente, deixou em aberto três opções para o seu futuro político em 2022, tem consciência da fragilidade do seu projeto político presidencial.

O estado que dirige não é modelo para nada, faz uma administração acanhada – não apenas pela falta de recursos, mas pela falta de aptidão administrativa –, com piora de todos os índices econômicos e sociais, sem uma obra de infraestrutura para chamar de sua, sem nada para mostrar ao Brasil além de dizer que se opõe ao governo Bolsonaro e ao ministro Sérgio Moro – sua segunda obsessão.

Não bastasse tudo isso, sabe da imensa dificuldade de se “vender” como um candidato de “esquerda” filiado a um partido “comunista”. Tudo entre aspas mesmo.

Assim, nada mais óbvio para o governador que “sonha” em ser o novo Sarney, copiar o Sarney com o próprio Sarney.

Ficou confuso? Eu tentarei explicar.

Quando Sarney tentou fazer de Roseana a presidente da República para suceder FHC uma das estratégias foi tentar unir o estado em torno do projeto acenando para a oposição: Jackson Lago seria apoiado para prefeito em 2000, na chapa com Tadeu Palácio, e depois seria o candidato a governador da “união” em 2002.

Este era o plano de Sarney – se combinado ou não com Jackson Lago, não sei –, que não deu certo por conta da chamada “Operação Lunus”, que levou ao naufrágio os planos presidenciais de Sarney, através da filha, e o conduziu aos braços do petismo, a ponto de virar o “melhor” amigo de Lula, como este mesmo fez questão de dizer mais de uma vez.

O que custaria a Dino repetir a estratégia, agora com o sinal trocado? Uma candidatura de “esquerda” e “comunista” precisaria de um “tempero” mais à direita do espectro político.

Quem melhor representaria isso que José Sarney, o último dos coronéis do Brasil?

Se trataram de algum acordo político ou não, por enquanto, não saberemos. Mas a intenção do senhor Dino, parece-me bastante clara: na hora dos candidatos “esquerdistas” mostrarem suas cartas para se viabilizarem, ele apresentaria o Sarney como seu principal trunfo, seu ás na manga, o melhor amigo do Lula.

E ainda faria isso “pacificando” toda a província do Maranhão. Todos unidos em torno de sua excelência rumo ao Planalto.

Devolveriam o estado aos Sarney depois dizer que eles foram a maior desgraça do estado, do atraso, e de todos os males? Não tenham dúvidas.

Não representaria qualquer dificuldade para ele ou para o seu partido.

Lembro que uma vez, lá pelos idos de 1986/87, fui convidado para uma reunião da juventude do Partido dos Trabalhadores – PT. Eu era do movimento estudantil, envolvido com a criação de grêmios, etc. Naquela reunião, ocorrida no sitio Pirapora, sua excelência, já na universidade, era um dos palestrantes/organizador e, já naquele momento, com todas as críticas que se fazia a Sarney por sua ligação com a ditadura e tudo mais, ele defendia que para chegar/conquistar o poder não tinha nada demais em fazer uma aliança com o então presidente. Aliás, para nos impressionar – até porque pela idade dele (14/15 anos) não sabemos ser possível –, disse que estivera com Sarney por conta das Diretas.

Quanto ao seu partido, o PCdoB, já em 1994, entendia não haver nada demais em se “juntar” ao Sarney. Naquele ano, quando tivemos, pela primeira vez a chance de derrotar o grupo Sarney na política estadual, PCdoB, já no primeiro turno, recebia apoio de Roseana para suas campanhas. No segundo turno, fechou de vez o apoio e só saiu do grupo quando este não os quis mais.
Logo, não há qualquer dificuldade em se costurar uma aliança “pragmática” em torno de interesses comuns, ainda que seja para negar tudo que se disse até aqui e passarem a dizer que o melhor para o Maranhão é o retorno de um Sarney ao comando do estado.

Quando sua excelência, recusou ou não quis o apoio dos Sarney para os seus projetos políticos?
Sobre isso existem dois episódios, que se confundem em um só.

O primeiro, em meados de 2007, o processo de cassação de Jackson Lago, caminhava acelerado e, por alguma razão de cunho pessoal, seu advogado originário não poderia comparecer a uma determinada audiência. Eis que alguém sugeriu o nome do então deputado federal, para fazer às vezes de advogado do governador. Com o prestígio do cargo de deputado e de ex-juiz, seria de grande valia.

Concluído o ato processual, acho que foram em palácio “prestar contas” ao cliente.
Um amigo me disse que ainda hoje lembra quando sua excelência bateu em suas costas e disse: — agora quero saber o que vocês vão fazer por mim, pois me “queimei” com o outro lado.
O segundo episódio é um pouco menos edificante e só acreditei porque quem me disse testemunhou com os próprios olhos.

Disse ele que no dia em que o TSE, em abril de 2009, sacramentou a cassação de Jackson Lago, o seu advogado, o deputado federal e ex-juiz, ao invés de ir “consolar” o cliente que acabara de ser derrotado, foi a casa de Sarney felicitar a vencedora pela vitória.

O amigo, testemunha ocular de tal fato, confidenciou-me: — Abdon, nunca tinha visto algo semelhante até então.

Tudo bem, talvez tenha sido só um gesto de solidariedade pelo apoio “informal” que recebera do grupo na eleição para prefeito da capital em 2008.

Mas me parece que tenha sido apenas o velho pragmatismo que tenha se feito presente mais uma vez, como o foi antes e depois, quem não lembra do episódio Waldir Maranhão?

Quem ainda se surpreende com tal pragmatismo, talvez devesse olhar para o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Quem poderia imaginar que depois de tudo que fez pelo projeto político de sua excelência, o ex-governador seria simplesmente “rifado”, como foi, do seu sonho de ser senador da República?

Todos tinham por certo que seria o seu primeiro candidato, que não tivera mais força no governo por visões distintas de governo, mas seria o senador garantido. Não foi. Sua excelência preferiu como primeiro senador, o senhor Weverton Rocha e para segundo, a senhora Eliziane Gama. Apesar de José Reinaldo, ter dito que só sairia do grupo se não o quisessem, foi simplesmente ignorado e lançado ao ostracismo político apesar de tudo que fez – e do quando, ainda, poderia contribuir com o Maranhão e o Brasil.

É assim mesmo, na nova política não há espaço para amizades sinceras, respeito ou gratidão, mas, sim, para os “acordos” que não ousam dizer o nome.

Abdon Marinho é advogado.

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Bolsonaro quer Porto do Itaqui federalizado; Dino apela pra Sarney…

Governo comunista do Maranhão tem feito gestões em todas as áreas para impedir a perda do controle das operações portuárias, mas as ações da Emap tem criado mais problemas na gestão

 

O RISCO DE PERDA DO CONTROLE DO PORTO DO ITAQUI É UMA DAS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES DO GOVERNADOR FLÁVIO DINO; assunto foi tratado com Sarney

Em 27 de junho último, o blog Marco Aurélio D’Eça informou que, no encontro com o ex-presidente José Sarney, o governador Flávio Dino (PCdoB) pôs na pauta o risco de perda do Porto do Itaqui. (Relembre aqui)

Dino sabe do movimento do governo Jair Bolsonaro (PSL) para retomar o controle de todos os terminais de transporte, em todos os modais, e as operações maranhenses passam na pauta das privatizações.

Na verdade, a refederalização do porto também já havia sido anunciada neste blog, em post do dia 22 de janeiro, intitulado “Governo Bolsonaro vai tomar de Flávio Dino controle do Porto do Itaqui…”

Com problemas legais e morais envolvendo a operação da Emap no Maranhão, o governador comunista sabe que sofrerá sanções por usar dinheiro do porto em outras áreas – uma de suas pedaladas fiscais, outro assunto tratado em primeira mão no blog Marco Aurélio D’Eça. (Releia aqui)

Tanto ele sabe da dimensão do problema que já chegou a propor a devolução dos R$ 140 milhões usados irregularmente.

A reunião com Sarney – também anunciada em primeira mão no blog Marco Aurélio D’Eça – tinha o objetivo de convencer o ex-presidente, um entusiasta das potencialidades portuárias do Maranhão, a entrar na briga para impedir a devolução do Itaqui.

Ocorre que é ideológica a posição do governo Bolsonaro pela federalização, e posterior privatização, dos portos brasileiros.

O fato é que Flávio Dino está sem saída e na iminência de perder o controle das operações portuárias no estado.

E o agravamento da situação da Emap, por causa das pedaladas fiscais, o colocou ainda em situação mais delicada.

É só uma questão de tempo…

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Mal avaliada, gestão comunista atrapalha Flávio Dino, diz Isto É…

Revista fala sobre projeto de candidatura do governador maranhense à presidência da República, ma aponta obstáculos dentro da esquerda e, sobretudo, no PT, do ex-presidente Lula

 

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), teria um obstáculo político e outro administrativo para viabilizar seu projeto de candidatura presidencial em 2022.

A avaliação é da revista IstoÉ, que traz nota sobre a candidatura na edição que começou a circular no fim de semana.

O político é a resistência de setores do PT ao projeto dinista, mesmo com todos os seus gesto de reaproximação do ex-presidente Lula.

Sob a orientação lulista, os petistas preferem manter o nome do ex-prefeito Fernando Haddad.

Além da dificuldade de atrair o PT, Dino enfrenta desgaste na gestão.

Para a revista, seus cinco anos de governo não apresentaram nenhum projeto estruturante e de peso que pudesse mudar a realidade do Maranhão.

Ainda assim a revista destaca que o comunista é hoje o principal contraponto da esquerda ao governo Jair Bolsonaro (PSL).

E é no desgaste do atual presidente que o maranhense aposta nos próximos quatro anos…

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César Pires não mudará postura após encontro Flávio Dino e Sarney

Deputado reuniu-se com o ex-presidente nesta semana, mas optou por não manifestar-se publicamente sobre a reunião deste com o governador comunista

 

PIRES LÊ LIVRO AUTOBIOGRÁFICO DE JOSÉ SARNEY, autografado pelo próprio ex-presidente

Com a experiência e a maturidade de quem exerce o quinto mandato parlamentar, o deputado César Pires optou por não emitir nenhuma opinião pública sobre o recente encontro do ex-presidente José Sarney com o governador Flávio Dino, mesmo que tenha sido uma conversa amena.

Mas faz questão de afirmar que o fato em nada modifica sua posição política no parlamento, em oposição ao atual governo do Maranhão.

Esta semana, em São Luís, César Pires teve uma longa e agradável conversa com Sarney, sempre aprendendo com quem ele considera ser um dos políticos mais inteligentes do país. Eles conversaram sobre os campos da Baixada e suas riquezas, literatura e a conjuntura política e econômica nacional.

Conversaram sobre o livro “José Sarney, Bibliografia e Fortuna Crítica” que o ex-presidente fez questão de autografar e dar de presente ao deputado, além de mostrar o esboço da sua próxima obra, intitulada “O Brasil no seu labirinto”.

Com ufanismo, Sarney falou dos 120 títulos já produzidos por ele, em 168 edições registradas, alguns publicados em vários idiomas. Para o deputado, são metas inatingíveis por qualquer político do Maranhão no campo da literatura.

Depois dessa conversa, César Pires se ateve a destacar a admiração que sente por Sarney. Para ele, o ex-presidente mantém a postura de grandeza que marcou sua trajetória, sobretudo a sabedoria de perdoar, apesar de todas as agressões sofridas de seus adversários políticos.

Mas com relação à conversa do ex-presidente com o atual governador, César Pires entende que cabe somente a eles trazerem a público ou não o assunto que trataram.