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Zé Inácio declara apoio ao fechamento total da Grande São Luís…

Em artigo divulgado em suas redes sociais – antes mesmo da decisão judicial que obriga o governo Flávio Dino a decretar o lockdown – deputado disse serem necessárias as medidas mais radicais neste período de aumento de casos de coVID-19

Deputado Zé Inácio: apoio à medida extrema do governo Flávio Dino para conter a escalada dos casos de coVID-19 no MaranhãoDiante do crescimento constante do número de casos confirmados de coronavírus no Maranhão, o deputado estadual Zé Inácio (PT) vem defendendo  que o Governo do Estado adote o lockdown (fechamento total), na região metropolitana da Ilha de São Luís, para conter o avanço da pandemia com urgência. 

 – No Maranhão, infelizmente, muitas pessoas ainda não compreenderam a gravidade da doença, e seguem frequentando locais como a Rua Grande (São Luís), praias, parques, dentre outros, gerando aglomeração e colocando em risco a própria saúde e a saúde de outras pessoas –  lamentou o deputado, em artigo publicado em suas redes sociais na tarde desta quinta-feira, 30.

A posição do deputado, de apoio às medidas mais radicais, foi mostrada bem antes da decisão do juiz Douglas Martins, que determinou ao governo Flávio Dino a adoção de medidas para o lockdown.

– Se o Governo do Estado não adotar a política do fechamento total da capital, apesar dos esforços da Secretaria de Saúde para aumentar o número de leitos no Maranhão, teremos um colapso no SUS e a população pode sofrer com a falta de atendimento adequado em decorrência do constante crescimento de pessoas infectadas no Estado. Governador, pode contar com o nosso apoio para aprovar essa medida na Assembleia – afirmou o deputado.

Durante a pandemia, países como a China, Itália, Índia, Malásia, já adotaram o lockdown como forma de diminuir o crescimento do contágio entre a população.

Para Zé Inácio, ou outro fator que deve ser levado em consideração é o fenômeno da sub-notificação, que, segundo especialistas, indica que há mais casos de Covid-19 no Brasil que o governo federal divulga.

– Superlotação de cemitérios mostram que mortes e casos graves de Covid-19 superam estatísticas oficiais, que podem ser 10 (dez) vezes mais, ou seja, podemos ter algo em torno de 800 mil casos e cerca de 50 mil mortes no Brasil. Isto se dá, principalmente, em função da indisponibilidade de testes – concluiu o parlamentar.

Flávio Dino tem até terça-feria, 5, para decretar o lockdown, mas pode recorrer da decisão judicial…

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Efetivo na pandemia, Flávio Dino mostra-se inseguro ao tomar decisões

Governador tem sido um dos mais atuantes nas ações de combate ao coronavírus, sabia que já não tinha estrutura para segurar a demanda de doentes, mas demonstrou falta de coragem para assumir riscos de medidas radicais, como o lockdown, sendo salvo pela Justiça

 

Ao lado dos eu secretário de Saúde, Flávio Dino demonstrou extrema insegurança no momento mais delicado da pandemia no Maranhão

Editorial

Não há dúvidas de que o governador Flávio Dino (PCdoB) tem sido um dos principais líderes políticos em âmbito nacional na linha de frente do combate à pandemia de coronavírus.

Desde o início do isolamento vertical assumiu para si as ações que visavam evitar a proliferação do vírus e a luta pela estrutura que garantisse atendimento digno aos infectados. (Relembre aqui)

Mas, a despeito das ações de Dino, a pandemia avançou forte no estado – tanto pela indiferença da população com a quarentena quanto pela falta de fiscalização dos órgãos de controle e segurança – e chegou o momento de medidas mais radicais.

Mas Flávio Dino demonstra, agora, uma evidente insegurança na tomada da decisão mais dura e necessária, o chamado lockdown, bloqueio geral das atividades.

Há pelo menos duas semanas, o governo maranhense dava sinais de que sua estrutura de saúde já havia chegado ao limite do atendimento aos infectados pela coVID-19. (Entenda aqui, aqui e aqui)

Mas ele não teve a coragem necessária para decretar o lockdown.

Pressionado pelos profissionais de saúde a declarar o fechamento total das atividades, Dino também recebe pressão de outros setores da economia, que pretendem manter o lucro mesmo com a pandemia. (Saiba mais aqui)

A pressão deixou o governador claramente inseguro quanto ao que fazer.

Nesse período, já foi e voltou diversas vezes em relação ao fechamento do comercio, à liberação das atividades e às restrições de circulação no estado.

E nada deu certo.

Restou ao juiz Douglas Martins determinar que o governador decrete o lockdown que ele estava temendo há duas semanas

Para Amenizar sua claudicância, o governador comunista foi “salvo” nesta quinta-feira, 30, pelo juiz da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, que determinou ao governo as providências para decretação do lockdown.

Agora ele tem a desculpa de que foi obrigado a decretar o bloqueio – sem sofrer o desgaste que tanto temia – e ganha tempo para reestruturar sua rede de atendimento, que já estava em colapso.

Mas o que saltou aos olhos foi a insegurança do governador.

E no momento mais radical da pandemia…

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Flávio Dino é obrigado pela Justiça a decretar lockdown em São Luís

Diante da claudicância do governo maranhense em tomar medidas mais drásticas para impedir a circulação na região metropolitana, o juiz da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, Douglas de Melo Martins, determinou que sejam tomadas as providências para o bloqueio a partir de terça-feira

 

Mesmo com a quarentena, a população se mantinha nas ruas,. mas Flávio Dino temia decretar o lockdown; foi salvo pela Justiça

Muita gente ainda não compreendeu o inteiro teor da decisão do juiz da Vara de Interesses Difusos e Coletivo de São Luís, Douglas de Melo Martins, sobre o lockdown nas atividades em toda a região metropolitana.

O que o magistrado fez foi determinar que o governo tome as providências para que o bloqueio geral seja efetivado a partir da próxima terça-feira, 5.

Mesmo com o aumento no número de casos de CoVID-19, a falta de leitos na rede hospitalar e a insistência da população em ir às ruas, o governo Flávio Dino (PCdoB) mostrava-se inseguro quanto à decisão pelo bloqueio geral.

A decisão de Douglas acaba, portanto, por livrar o próprio Dino de desgaste, já que agora ele pode alegar ter sido obrigado pela Justiça.

O lockdown valerá do dia 5 ao dia 15 de maio, mas o governo pode recorrer…

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Bloqueio da Rua Grande esbarra em dois decretos do próprio governo

Flávio Dino havia liberado o funcionamento das óticas que fabricam lentes e até mesmo das lojas de tecidos, aviamentos e armarinhos, que funcionam em grande número no setor do comércio hoje bloqueado por agentes da Polícia Militar

 

Carros da Polícia Militar, bloquetes e cones impedem o acesso às lojas da Rua Grande, mesmo com decretos autorizando o funcionamento de algumas lojas

O governador Flávio Dino (PCdoB) cumpriu a promessa feita ontem e mandou bloquear nesta quinta-feira, 30, a entrada da Rua Grande e das suas transversais, para evitar aglomeração de pessoas.

A correta medida visa conter a circulação para tentar reduzir a contaminação da pandemia de coronavírus, mas esbara em dois decretos do próprio Flávio Dino, ainda não revogados e em vigor pelo menos até o dia 5 de maio.

No dia 11 de abril, o governador editou o Decreto nº 35.731/2020, que, dentre outras coisas, admitiu, em seu Inciso XIX do Artigo 4º o funcionamento dos “serviços de fabricação, distribuição e comercialização de produtos óticos”.

As óticas – grandes, médias e pequenas – concentram-se em maior número exatamente na Rua Grande e suas transversais, agora fechadas pelo mesmo governo.

no dia 20 de abril, Flávio Dino editou o Decreto nº 35.746/2020, que alterou o Decreto 35.731 e acrescentou ao Artigo 4º o Inciso XXIII, liberando para funcionamento “lojas destinadas a comercialização de tecidos e lojas de aviamentos, a exemplo de armarinhos”.

Mesmo alertada,a população não teve consciência para cumprimento das medidas de quarentena e lotou a Rua Grande durante vários dias

Com essa decisão, Dino garantia acesso a insumos para fabricação de máscaras, já que a Rua Grande concentra o maior número de armarinhos e lojas de venda de tecidos.

Mas agora, o próprio governo fecha tudo, bloqueando as entradas, sem nenhum documento oficial disciplinando funcionamento e acesso de clientes às lojas.

E agora, governador?!?

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Helicóptero do governo continua gasto com voos de aliados de Dino

Mesmo após denúncia do Ministério Público Federal, de gastos ilegais com combustíveis, aparelho do CTA – que deveria servir exclusivamente às ações da Polícia Militar – faz passeio com marido da prefeita de Anapurus para fazer entrega de cestas básicas em área de fácil acesso para carros e até motos

 

Os ocupantes do helicóptero de uso exclusivo da Polícia Militar: o marido da prefeita Vanderly Monteles e seus auxiliares

Um evidente desperdício de dinheiro público, promoção pessoal e propaganda política foi registrado esta semana em Anapurus, cidade administrada pela prefeita Vanderly Monteles (PCdoB). 

O helicóptero do Centro Tático Aéreo (CTA) da Polícia Militar deslocou-se de São Luís especificamente para fazer a entrega de 100 cestas básicas  – em duas viagens de 50 cestas – a uma comunidade de fácil acesso por carro ou moto na zona rural do município.

– Governo mandou helicóptero para Anapurus para distribuir 100 cestas da Defesa Civil, em área que não está alagada, passa carro e passa moto – garantiu umas das lideranças comunitárias da cidade, que encaminhou as imagens ao blog.

Segundo o denunciante, qualquer carro ou moto faria o transporte normal desta quantidade de cestas básicas.

 

As cinquenta cestas básicas, que poderiam ser levadas por qualquer caminhonete da própria prefeitura à comunidade de Anapurus

No início da semana, a Procuradoria-Geral da República denunciou o governo Flávio Dino (PCdoB) por supostos gastos ilegais com combustíveis de helicóptero de uso do governador e da Polícia Militar. (Leia aqui)

A denúncia, porém, não parece ter abalado os responsáveis pelos voos da aeronave no governo maranhense. 

– E quem foi dentro do helicóptero? O marido da prefeita [Ivanildo Monteles], que não é nada no município, não é secretário de Ação Social, não é secretário de governo, não tem um cargo na prefeitura. Só ele, o piloto e 50 cestas básicas. Um absurdo, o marido da prefeita usando [o helicóptero] politicamente para reeleger a prefeita do PCdoB – completou o líder comunitário.

Com a palavra o Ministério Público…

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Hospitais e empresas travam batalha de bastidores por lockdown…

Unidades de Saúde privadas querem o bloqueio geral das atividades no Maranhão para evitar o colapso no atendimento das vítimas da CoVID-19, mas o fechamento do comércio é questionado por supermercados e empresas que se declaram essenciais

 

Flávio Dino ainda estuda como decretar o lockdown sem se desgastar com a população e, sobretudo, com empresários de diversos setores da sociedade

A decisão de decretar o fechamento total das atividades comerciais no Maranhão e a proibição da circulação de pessoas – conhecido internacionalmente por lockdown – virou uma guerra de bastidores no governo Flávio Dino (PCdoB).

A decisão do bloqueio geral cabe ao próprio Flávio Dino, mas empresas de saúde e do comércio fazem pressão contra e a favor da medida, apresentando argumentos de lado a lado a secretários e assessores afins do governo.

O maior hospital particular do Maranhão, o São Domingos, encaminhou nota à Secretaria de Saúde pedindo a decretação do lockdown.

Alegando estar no limite da ocupação dos leitos, o HSD justifica a medida extrema como forma de evitar mais contaminação.

– Em razão disso, esse nosocômio sugere ao Governo do Estado do Maranhão a adoção de protocolos de emergência mais restritivos, como por exemplo o ‘lockdown‘ (bloqueio total de circulação de pessoas) – diz documento do hospital protocolado na SES. 

O documento do Hospital São Domingos: lockdown para evitar colapso do atendimento de outros doentes na unidade particular de saúde

O blog Marco Aurélio D’Eça apurou que empresas do setor supermercadista – encabeçadas pelo Grupo Mateus – e segmentos da construção e da indústria, também já encaminharam ofícios e expedientes à Secretaria de Indústria e Comércio e à Secretaria de Fazenda, fazendo pressão contra o lockdown.

O argumento principal é a queda na arrecadação de impostos e a inviabilidade da vida familiar com a falta de alimentos nas casas.

– A população vende o almoço para tentar a janta e você quer que morram de fome?!? Os Ricos e funcionários públicos podem se abastecer por um mês! E os pobres que são maioria nesse estado do pior IDH do Brasil? – reclamou um dos empresários, em conversa dura com o titular deste blog, que apoia o lockdown.

As mesmas conversas, segundo apurou o blog, foram tidas com auxiliares de Flávio Dino e com o próprio governador.

 

O duro ataque do homem que se disse empresário ao titular do blog; revolta com ameaça de fechamento de todas as atividades

Para decretar o bloqueio geral, Flávio Dino analisa a eficácia da medida, diante da dificuldade de fiscalização do seu cumprimento. (Entenda aqui)

A decisão pode sair até o próximo final de semana, quando encerra a validade de alguns dos decretos governamentais…

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Alguém está mentindo sobre leitos no Maranhão…

Governador Flávio Dino garantiu em suas redes sociais na tarde desta quarta-feira, 29, que o Maranhão tem, hoje, 735 leitos exclusivos para tratamento da CoVID-19; mas o último relatório oficial da Secretaria de Saúde garante que são 628 leitos. Onde estão os 108 leitos da diferença entre o que diz Dino e sua equipe de Saúde?!?

 

Leia abaixo o post publicado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) no twitter, na tarde desta quarta-feira, 29:

A publicação de Dino foi uma tentativa de resposta aos jornalistas que questionam seus dados sobre leitos para tratamento da CoVID-19 em comparação com a realidade. (Entenda aqui, aqui, aqui e aqui)

Agora, leia abaixo o relatório oficial da Secretaria de Saúde do Estado:

Perceba que, enquanto Flávio Dino afirma existirem hoje no Maranhão 735 leitos para atendimento de pacientes da CoVID-19, sua própria secretaria revela serem apenas 628, entre clínicos e UTIs.

A diferença é de nada menos que 108 leitos, significativa para o número de mortes que se registram todo dia no estado.

Quem está mentindo?!?

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SES tem déficit de 113 leitos de Covid-19 na comparação com dados de Flávio Dino

Com base em levantamento do blog do Jorge Aragão, este blog calculou os anúncios feitos pelo governador desde o dia 26 de março e cruzou com o relatório oficial da Secretaria de Saúde, do dia 28 de abril; resultado: comunista aponta mais do que existe no Maranhão para o combate ao coronavírus

 

Os números de leitos oficiais apresentados pela Secretaria de Saúde estão bem distantes dos anúncios de vagas feitos por Flávio Dino

O blog do jornalista Jorge Aragão fez nesta quarta-feira, 29, importantíssimo levantamento do número de leitos para enfrentamento da pandemia de coronavírus anunciados pelo governador Flávio Dino (PCdoB) ao longo dos últimos 32 dias. (Leia o detalhamento aqui)

Com base nestes dados, o blog Marco Aurélio D’Eça fez o cruzamento entre as informações de Dino e os dados oficiais da própria Secretaria de Saúde do Estado. E o resultado é um déficit de 113 leitos entre o que anuncia o governador e o que existe de fato nas unidades de saúde maranhenses.

Segundo todos os anúncios do governador, o Maranhão teria hoje nada menos que 741 leitos – e este número poderia ser de 1.007, não fossem os critérios de eliminação usados pelos blogs.

O relatório oficial da SES, divulgado nesta terça-feira, 28, no entanto, diz que são apenas 628 leitos na rede estadual, bem abaixo do anunciado pelo governador. (Veja quadro acima)

Acompanhe abaixo os anúncios de Flávio Dino, dia após dia, desde 26 de março, segundo levantamento de Jorge Aragão:

Dia 26/03: montagem leitos e equipes do HCI e mais leitos de UTI em Coroatá (sem números);

Dia 27/03: anúncio de mais leitos de UTI (fotos sem descrever qual hospital) e 52 novos leitos no Genésio Rego;

Dia 30/03: incorporação de seis ambulâncias UTI e “150 leitos na rede estadual de saúde”.

Dia 03/04: foto do HCI como hospital 100% Covid e mais 52 leitos incorporados à rede estadual

Dia 05/04 outra vez “52 leitos” no Genésio Rego;

Dia 07/04: 23 leitos em Timom;

Dia 14/04: “na próxima semana teremos mais 100 leitos”;

Dia 15/04: “obra onde vamos instalar mais 50 leitos”;

Dia 17/04: “Na próxima semana, teremos mais 100 leitos…”;

Dia 20/04: “Hoje vamos abrir mais 10 leitos de UTI em São Luís”;

Dia 21/04: “começamos a pandemia com 252 leitos. Hoje temos 564 leitos exclusivos e estamos ampliando”;

Dia 21/04: aluguel de mais 200 leitos para rede estadual;

Dia 22/04: “mais leitos UTI disponíveis” (sem dizer quantos e onde);

Dia 25/04: “neste Sábado abrimos mais 76 leitos de UTI clínicos no Hospital Real”;

Dia 26/04: “em breve atenderemos mais 30 leitos”;

Dia 28/04: anúncio de mais 104 respiradores que irão chegar.

Dia 28/04: relatório da Secretaria de Saúde: 628 leitos (clínicos e de UTI) na rede estadual.

Flávio Dino passa o dia anunciando novos leitos em suas redes sociais, mas os pacientes não acham esses leitos em seus périplos pelas unidades de saúde

Perceba que a soma dos dados no levantamento de Jorge Aragão leva a uma soma ainda maior de leitos anunciados por Flávio Dino. Isso ocorre por que o blog Marco Aurélio D’Eça decidiu eliminar do cálculo números que parecem repetidos pelo governador ao longo de vários dias.

É o caso, por exemplo, dos 52 leitos anunciados por ele no Hospital Genésio Rego, em 27/03, 03/04 e 05/04, embora com enunciados diferentes nas redes sociais.

Este blog também resolveu tirar do cálculo as seis ambulâncias UTI anunciadas pelo governador, os 76 leitos do Hospital Real anunciados também pelo secretário Carlos Lula e os 100 leitos anunciados por Dino em duas ocasiões na mesma semana, como sendo para “a próxima semana”.

Tudo isso somado, aumentaria os “leitos” de Flávio Dino em mais 266. 

De qualquer forma, os números agora catalogados pela imprensa mostram que há um abismo entre o que diz Flávio Dino em sua propaganda de redes sociais e o que existe de fato nas unidades de saúde contra o coronavírus.

E a realidade mostra que a situação é cada vez mais grave…

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Decida pelo Lockdown, Flávio Dino!!! É a saída para o Maranhão…

Apesar do aumento acelerado no número de mortes, governo comunista resiste ao bloqueio total das atividades por que teme o desgaste político de ter que botar a polícia nas ruas para coibir a saída da população

 

São Luís já tem a maior proporção de casos de Covid-19 por 100 mil habitantes entre as capitais brasileiras; e ainda há milhares de suspeitos sem testes

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), sabe que o momento da pandemia de coronavírus no estado requer medidas extremas.

E entende-se como medida mais extrema a decretação do lockdown em todo o estado.

Mas o governador Flávio Dino sabe também que o bloqueio total das atividades no estado gera desgaste político, por que, neste caso, ele é obrigado a ter que usar as forças policiais para coibir a saída da população.

E este desgaste necessário, Flávio Dino não quer.

Não quer por que prefere ficar nas redes sociais anunciando leitos que ninguém sabe onde estão e respiradores que não podem ser usados por que não há mais leitos para eles.

Os agentes do governo maranhense alegam ao blog Marco Aurélio D’Eça que ainda estudam o lockdown por que não têm certeza de sua eficácia diante de uma população desinformada quanto à real necessidade de ficar em casa. 

Só a presença das forças policiais nas ruas vai garantir a permanência do cidadão desinformado em casa, o que gerará desgaste para o governo, mas salvará vidas

Mas a eficácia só será garantida com a presença das forças de segurança: Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil – e, nos municípios, a Guarda Municipal e os agentes de trânsito.

E a ação dessas forças vai, sim, gerar desgaste político.

Mas quem está preocupado somente em salvar vidas neste momento – mesmo a vida daqueles que nem sabem que têm vida – não pode ficar preocupado com desgaste político.

Qualquer desgaste político vale as vidas que serão garantidas com o lockdown.

Pense nisso, Flávio Dino…

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Assim como mostrou este blog, Flávio Dino já pensa em lockdown

Governador admitiu nesta segunda-feira, 27, que, diante do descontrole do avanço da CoVID-19 no Maranhão, já começa a estudar a possibilidade de fechar todas as atividades, pelo menos na Grande São Luís

 

Flávio Dino já fala em bloqueio absoluto no Maranhão, mas insiste em dizer que tem leitos para todos, diante da realidade diferente nas unidades de saúde

O governador Flávio Dino (PCdoB) voltou a admitir nesta segunda-feira, 27, a possibilidade de decretar o lockdown (bloqueio total) das atividades  e da circulação e pessoas na rejeição da Grande São Luís, diante do avanço desenfreado da CoVId-19.

– Diria hoje numa escala de 0 a 10 que estamos mais próximos de uma decisão de bloqueio das atividades do que propriamente uma decisão de liberação. Estamos constatando um crescimento constante dos leitos hospitalares – afirmou o governador.

Na semana passada, o blog Marco Aurélio D’Eça já havia levantado a hipótese de fechamento total das atividades, diante de declarações do próprio Flávio Dino. (Relembre aqui)

Ele, no entanto, optou apenas por apertar as regras para supermercados e outras serviços em funcionamento.

Nesta segunda-feira, o movimento de pessoas nas ruas aumentou consideravelmente, como mostra a imagem que ilustra este post, da Rua Grande, em plena 10 horas da manhã.

Na Cohama e no Calhau, foram constatadas a realização de festas e eventos em prédios e apartamentos. (Releia aqui)

Flávio Dino continua insistindo que o governo disponibiliza leitos e equipamentos para o combate à CoVid-19, embora seja diferente a realidade nas unidades de saúde, que estão se recusando a receber mais pacientes.

Diante do caos já iminente, o ideal mesmo é que seja decretado o bloqueio total no Maranhão.

Para o bem de todos os maranhenses…