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Bolsonaro é saudoso da tortura que não praticou….

Desprezado pelos próprios próceres do Regime Militar, o patético presidente da República – eleito na esteira dos desmandos da Lava jato – mostra-se afeito aos piores aspectos da ditadura e força a barra para que as Forças Armadas mergulhem de volta no esgoto que ele queria ter vivenciado

Por Reinaldo Azevedo

BOLSONARO ENTRE MILITARES: CAPITÃO MEDÍOCRE, QUE ERA DESPREZADO PELOS PRÓCERES DE REGIME, mas sonhava participar dos porões da Ditadura

O presidente Jair Bolsonaro é uma figura especialmente patética porque sente saudade da tortura que não praticou, das sevícias que não impôs aos adversários, da repressão de que não fez parte.

Alimentava, é verdade, ambições terroristas, golpistas, quiçá homicidas, quando militar, mas não chegou a realizá-las. Ficou no esboço.

Reportagem da revista “Veja”, de outubro de 1987, informa que o capitão Bolsonaro e um parceiro, Fábio Passos, chegaram a planejar a explosão de bombas em quarteis e na adutora do Guandu, que abastece o Rio. Seria uma forma de demonstrar o descontentamento com os vencimentos pagos pelo Exército e de pressionar o então ministro da Força, Leônidas Pires Gonçalves.

Bolsonaro chegou a fazer um croqui demonstrando como explodiria a adutora.

Perícia da PF apontou que o desenho era mesmo de sua autoria. Coronéis que investigaram a sua conduta afirmaram:

“O Justificante [Bolsonaro] mentiu durante todo o processo quando negou a autoria dos esboços publicados na revista VEJA, como comprovam os laudos periciais.”

Disseram mais a respeito do agora presidente: “Revelou comportamento aético e incompatível com o pundonor militar e o decoro da classe ao passar à imprensa informações sobre sua instituição”.

Não custa lembrar: quem estava no Planalto era o general João Figueiredo, último presidente da ditadura militar.

Bolsonaro era, diga-se, desprezado por próceres do antigo regime.

GENERAL MOURÃO O ESTADO MAIOR DO EXÉRCITO: responsabilidade das Forças Armadas aumenta com aumento das fanfarronices do presidente

Em 1993, o ex-presidente Geisel referiu-se a ele assim: “Presentemente, o que há de militares no Congresso? Não contemos o Bolsonaro, porque o Bolsonaro é um caso completamente fora do normal, inclusive um mau militar.”

Mais recentemente, em 2011, aos 91 anos então, Jarbas Passarinho desancou o “Mito” numa entrevista à Terra Magazine: “Foi mau militar, só se salvou de não perder o posto de capitão porque foi salvo por um general que era amigo dele no Superior Tribunal Militar (STM)”.

Coronel, um dos mais importantes intelectuais do regime militar, Passarinho referia-se ao fato de que, no tribunal, Bolsonaro foi considerado “não-culpado” – o que não quer dizer inocente – dos planos terroristas que esboçou.

Diz mais: “Já tive com ele (Bolsonaro) aborrecimentos sérios. Ele é um radical, e eu não suporto radicais, inclusive os radicais da direita. Eu não suportava os radicais da esquerda e não suporto os da direita. Pior ainda os da direita, porque só me lembram o livrinho da Simone de Beauvoir sobre ‘O pensamento de direita, hoje’: ‘O pensamento da direita é um só: o medo’. O medo de perder privilégios.”

FANFARRÃO

Testemunhos de militares graduados fazem de Bolsonaro um fanfarrão.

E o é, agora digo eu, da pior espécie porque ele se mostra um nostálgico dos piores aspectos do regime militar. Não por acaso, o seu herói e autor de seu livro de cabeceira é o torturador Brilhante Ustra.

Com Passarinho – que morreu em 2016, aos 96 anos – seu relacionamento era péssimo.

Bolsonaro considerava um dos signatários do AI-5 um… esquerdista! Na entrevista, diz Passarinho sobre um artigo de autoria de Bolsonaro, que acabou não sendo publicado:

“Ele (Bolsonaro) me insultou, dizendo que eu era um escondido da esquerda, um infiltrado, não sei o quê. E mais ofensas de natureza pessoal. O ‘Correio’ não publicou. Ele ficou indignado. Eu não gosto nem de falar sobre ele, porque tudo isso vem à mente.”

Eis aí o bufão do baixo clero militar e da Câmara que acabou chegando à Presidência da República à esteira dos desmandos da Lava Jato e que agora tenta forçar a mão para que as Forças Armadas mergulhem uma vez mais no esgoto que ele gostaria de ter vivenciado.

O desaparecimento de Fernando Santa Cruz Oliveira – pai de Felipe Santa Cruz, presidente da OAB – nas dependências do DOI-CODI do Rio está amplamente documentado. As duas versões alternativas apresentadas por Bolsonaro são falsas.

Em 2011, afirmou que Fernando havia sumido, depois de uma bebedeira, comemorando o Carnaval. Nesta segunda, disse que foi morto por militantes de esquerda.

Não tem vergonha nem mesmo de contar uma mentira em 2011 e outra em 2019 sobre o mesmo fato.

É bom que os militares de alta patente, da ativa e da reserva, ouçam algumas vozes autorizadas do passado – segundo seus próprios critérios – e comecem a perceber onde foram amarrar o seu burro.

As Forças Armadas brasileiras correm o risco de ver enlameada de novo a sua honra depois de um esforço para separar o joio do trigo, para distinguir do banditismo uma história que é também meritória.

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Por que não te calas, Bolsonaro?!?

Mais uma estupidez do presidente Jair Bolsonaro – que condicionou estas duas bases dos países livres à vontade das Forças Armadas – só reforça a ideia de que o país caminhou errado em 2018

 

ARMADO E PERIGOSO. Com o comando do país nas mãos, e cercado de militares, Bolsonaro exibe cada vez mais estupidez no cargo de presidente

Editorial

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seus filhos 01,02 e 03 parecem não cansar de gerar estupidez no Brasil.

Apenas dois dias depois de escandalizar o mundo ao publicar – mesmo na condição de presidente da República – um vídeo com teor pornográfico nas redes sociais – o presidente Bolsonaro apronta mais uma estupidez.

– (…) democracia e liberdade, só existe quando a sua respectiva Forças Armadas assim o quer – (sic), disse o presidente, em mais um dos seus discursos de improviso, que nunca caem bem.

O significado das palavras do presidente levou, mais uma vez, assessores a tentar reinterpretar a declaração para para fazê-la não parecer o que, de fato, é.

O episódio, que já ganhou novamente a repercussão negativa e desnecessária contra Bolsonaro, é mais um a reforçar a ideia cada vez mais crescente de que o Brasil elegeu um estúpido – e apenas estúpido – para comandar o país.

– Uma frase mal colocada – resumiu bem o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Porque, quando um presidente fala, o país para para ouvir. É preciso, portanto, saber o que fala e como fala.

Em outras palavras, Bolsonaro tem que se manter calado.

Simples assim…

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Bolsonaro lembra benefícios viabilizados por Sarney às Forças Armadas

Novo presidente aproveitou a posse do ministro da Defesa para agradecer à Sarney por benefícios concedidos aos membros das Forças Armadas.

Durante a cerimônia de posse do ministro Fernando de Azevedo e Silva ao cargo de ministro da Defesa, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) mais uma vez se reportou com respeito ao ex-presidente José Sarney. Segundo o atual gestor, Sarney foi o responsável por viabilizar investimentos aos membros das forças armadas, como o 13º salário. Além disso, foi durante a gestão sarneysta que as tropas de defesa obtiveram recursos da ordem de US$ 1 bilhão. 

 

ABAIXO A TRANSCRIÇÃO DA FALA DE BOLSONARO

Um breve histórico, já que falamos sobre Defesa. Fui amigo do senhor Leônidas Pires Gonçalves, então ministro do Exército, a partir de 2002. Muito conversava com ele, inclusive em sua residência. E ele me reportava sempre dos contatos que teve com o então presidente da República, José Sarney.

Em um dado momento, numa sessão solene do Senado, usei da palavra, já que era uma sessão conjunta, e me reportei a esse fato, saudando o José Sarney que, sempre quando findava o ano, ele arranjava uma maneira de conseguir recursos extras para contemplar as Forças Armadas com o equivalente a US$ 1 bilhão. E, diga-se de passagem, não havia contingenciamento naquele tempo. Com o Sarney tivemos também o 13º salário.

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Edilázio repudia atos de vandalismo registrados em manifestações no DF…

O deputado estadual Edilázio Júnior (PV) manifestou repúdio hoje, no Legislativo Estadual, aos atos de vandalismo praticados por manifestantes ontem contra o patrimônio público em Brasília.

Durante os protestos, houve depredação da Esplanada dos Ministérios, prédios, paradas de ônibus, bancas, orelhões e refletores destruídos com uso de pedras e fogo.

“Ontem o que nós vimos em Brasília pelos meios de comunicação foram imagens de baderna e de vandalismo. E aí nada contra se manifestar, o que nós não podemos ser favoráveis é à depredação do nosso patrimônio”, disse.

Edilázio lembrou que no ano passado, durante as manifestações em favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), não havia registro de depredação do patrimônio público.

“Nós acompanhamos as manifestações contra a presidente Dilma pedindo ‘Fora Dilma’. Nós vimos 1 milhão de pessoas na [avenida] Paulista, da mesma forma em Brasília também mais de 300 mil pessoas, e não vimos um empurra-empurra, não houve um quebra-quebra, não houve um spray de pimenta, porque as pessoas que saíram de casa para se manifestar contra o PT eram pessoas de bem, famílias. Quantos de nós vimos crianças, idosos naquelas manifestações. E ontem o que nós vimos eram só mascarados, quebraram todas as paradas de ônibus, atiravam pau e pedra contra a polícia. Tocaram fogo em três Ministérios, quebraram os computadores. E tudo aquilo é patrimônio nosso, é patrimônio do país”, completou.

O parlamentar classificou como correta a decisão do presidente Michel Temer (PMDB) de convocar as Forças Armadas para fazer a contenção dos atos de vandalismo e repudiou a atuação de militantes de esquerda nos movimentos.

“Quando se pediu ali o auxílio do Exército, não foi para querer reprimir uma manifestação não, mas para proteger o patrimônio. O Exército também esteve na Copa do Mundo e nas Olímpiadas para por ordem e garantir a segurança do brasileiro. Fica o meu repúdio àqueles vândalos que ontem estavam ali, foram apenas para fazer baderna, meia dúzia de desocupados que estiveram fazendo de Brasília um campo de guerra. E aí eu pergunto: por que essas imagens passaram no mundo todo ontem. Qual o investidor que vai ter coragem de vir para este país com essa insegurança que tem da esquerda? Porque vocês podem ver que não tem uma bandeira do Brasil, é só bandeira vermelha. Então, fica o meu repúdio e a minha solidariedade aos brasileiros”, finalizou.

 

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O risco da venezuelização do Brasil…

Ao convocar as forças armadas contra o próprio povo brasileiro é um sinal de que o presidente Michel Temer pode estar disposto a tudo para se manter no poder; inclusive dando um golpe no próprio golpe

 

ANOS DE CHUMBO – por ordem de Michel Temer militares do Exército montam guarda em frente ao Palácio do Planalto, prontos para a guerra contra os próprios cidadãos brasileiros

Editorial

Desde que assumiu o poder, após impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o presidente Michel Temer (PMDB) sempre mostrou uma estranha proximidade com os militares.

Foi comum nestes pouco mais de um ano de mandato as reuniões com os chefes das Forças Armadas, dando a entender que buscaria o Exército, a Marinha e a Aeronáutica se preciso fosse para garantir o seu governo.

Nesta quarta-feira, 24, Temer mostrou-se disposto, inclusive, a uma venezuelização do Brasil.

A presença de militares das Forças Armadas para reprimir manifestantes em Brasília foi um recado direto: o presidente que chegou ao poder por um golpe, mostra-se disposto a outro golpe para permanecer.

VENEZUELIZAÇÃO – O confrontos na Esplanada dos Ministérios trouxeram o país sitiado por Nicolas Maduro para dentro da capital brasileira

E para isso parece contar com forças reacionárias dentro e fora do seu partido, o PMDB; dentro e fora do seu ministério.

Michel Temer já perdeu as condições de governar o país, isto está claro.

Mas pode continuar governando, se estiver disposto a devolver o país aos anos de chumbo.

E isso ele deixou claro nas imagens que ilustram este post.

Simples assim…

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Wellington destaca “Dia do Exército”…

O deputado Wellington do Curso (PPS) destacou neste domingo, 19, o Dia do Exército.

Ex-militar das Forças Armadas, o parlamentar ressaltou o preconceito que os militares sofrem por conta da Ditadura, sobretudo de políticos da esquerda. mas ressaltou que este erro histórico não pode servir para generalizar todos os representantes do Exército, da Marinha  da Aeronáutica.

– O problema político da Ditadura não pode ser usado para se ver as Forças Armadas com ódio ou desprezo – ressaltou Wellington.