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Com mais de R$ 700 milhões, cinco partidos não têm candidatos em SLZ

Quase a metade das 12 legendas com maior participação no Fundo Eleitoral de 2018 está ainda em articulações para composição de chapas na capital maranhense, mas sem nomes definidos para a eleição majoritária

 

Maioria dos partidos com registro na Justiça Eleitoral brasileira; eles vão dividir mais de R$ 2 bilhões em 2020

Os 12 maiores partidos do Brasil dividiram mais de R$ 1,5 bilhão dos R$ 1,7 bilhão disponibilizados pelo Fundo Eleitoral nas eleições de 2018.

Este fundo, em 2020 será de mais de R$ 2 bilhões.

Pelos números de 2018, cinco desses 12 maiores partidos – PT, PP, PL, PSD, PTB – não têm nomes disponibilizados para a eleição majoritária de São Luís.

Essas legendas levaram juntas, em 2018, nada menos que R$ 737 milhões do Fundão.

O PT, que movimentou mais de R$ 212 milhões ainda discute se lança candidato próprio em São Luís; deve fazer uma pesquisa para medir as chances do deputado estadual Zé Inácio.

Já o PP (R$ 131 milhões), o PL (R$ 113 mi), o PSD (R$ 112 mi) e o PTB (R$ 62 mi) articulam alianças em torno de um candidato de outros partidos.

O valor do Fundo Eleitoral é repassado para a direção nacional das legendas; o comando do partido prioriza os estados e cidades onde os diretórios tenham candidato próprio.

Mas o valor do fundo – juntamente com a participação na propaganda eleitoral – também é atrativo na mesa de negociações de apoios para as legendas sem candidatos próprios.

Dos 12 partidos com maior participação no Fundo Eleitoral, apenas MDB, PSDB, PSB, DEM, PRB e Solidariedade ainda discutem a possibilidade de ter candidato próprio na capital maranhense. 

Veja abaixo a participação de cada legenda no Fundo Eleitoral de 2018:

MDB – R$ 234.232.915,58

PT – R$ 212.244.045,51

PSDB – R$ 185.868.511,77

PP – R$ 131.026.927,86

PSB – R$ 118.783.048,51

PR – R$ 113.165.144,99

PSD – R$ 112.013.278,78

DEM – R$ 89.108.890,77

PRB – R$ 66.983.248,93

PTB – R$ 62.260.585,97

PDT – R$ 61.475.696,42

SD – R$ 40.127.359,42

Podemos – R$ 36.112.917,34

PSC – R$ 35.913.889,78

PCdoB – R$ 30.544.605,53

PPS – R$ 29.203.202,71

PV – R$ 24.640.976,04

PSOL – R$ 21.430.444,90

Pros – R$ 21.259.914,64

PHS – R$ 18.064.589,71

Avante – R$ 12.438.144,67

Rede – R$ 10.662.556,58

Patriota – R$ 9.936.929,10

PSL – R$ 9.203.060,51

PTC – R$ 6.334.282,12

PRP – R$ 5.471.690,91

DC* – R$ 4.140.243,38

PMN – R$ 3.883.339,54

PRTB – R$ 3.794.842,38

PSTU – R$ 980.691,10

PCB – R$ 980.691,10

PCO – R$ 980.691,10

PPL – R$ 980.691,10

Novo – R$ 980.691,10

PMB – R$ 980.691,10

Fonte: Uol Eleições 2018

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O valor da guerra de Bolsonaro pelo PSL: R$ 700 milhões…

Presidente da República e seus filhos descobriram a mina que é a máquina partidária – com recursos dos fundos partidário e eleitoral – e decidiram se apossar da sigla, expondo aliados e o próprio governo ao ridículo

 

BOLSONARO E SUA TROPA DE CHOQUE CASEIRA: 01,02 e 03 estão de olho nos R$ 700 milhões que chegarão ao PSL até 2020

Não há nada de nobre na articulação do governo Jair Bolsonaro para tomar de assalto o PSL, partido que lhe deu legenda para concorrer a presidente em 2018.

A guerra suja que se assiste desde que Bolsonaro resolveu classificar de “queimado” o presidente da legenda, Luciano Bivar, em vídeo publicado no blog Marco Aurélio D’Eça, tem um interesse meramente financeiro.

O PSL, que já existia bem antes da entrada de Bolsonaro, vai receber até o final de 2019 nada menos que R$ 115 milhões do Fundo Partidário.

Em 2020, a bufunfa é ainda maior: algo em torno de R$ 600 milhões.

Tudo isso despertou o interesse da família agora encastelada no Palácio do Planalto.

E os filhos  01, 02 e 03 partiram pra pilhar o partido e afastar adversários.

Simples assim…

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Banque sua campanha, político!, diz Boechat sobre Fundo eleitoral…

Jornalista da Band comenta tentativa da Câmara Federal de usar R$ 3,6 bilhões dos cofres públicos para bancar eleições e diz que médico, advogado, jornalistas e outros profissionais têm que ralar para bancar suas carreiras

 

O jornalista Ricardo Boechat deu uma aula de cidadania ao comentar a tentativa da Câmara Federal de impor ao país um fundo de R$ 3,6 bilhões a serem gastos, exclusivamente, em campanhas eleitorais dos políticos brasileiros.

– Um cidadão que quer ser médico, engenheiro, marceneiro, jornalista estuda de manhã de tarde de de noite, trabalha, pega dinheiro da família, o pai ajuda. Porquê que pra ser deputado, senador, ele tem qu pegar dinheiro dos outros, no caso os contribuintes? – questionou o jornalista, em um dos comentários mais pertinentes da história.

Para Boechat, o camarada que quer ser deputado, senador, político, ele tem é que bucar dinheiro entre os que acreditam em seu projeto, na sua família, e meter a mão no próprio bolso.

Veja o vídeo acima…

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Eliziane Gama se posiciona contra fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões…

Parlamentar afirma que seu partido se posicionará contra a liberação de recursos públicos para bancar campanhas políticas; ela também é contra o modelo de votação chamado “Distritão”

 

Eliziane Gama: Fundo é desrespeito

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) declarou ser inconcebível que, num momento de crise econômica brasileira, país se disponha a gastar nada menos que R$ 3,6 bilhões com financiamento de campanhas eleitorais.

– Em um momento de crise, quando falta dinheiro para educação, para a saúde, infraestrutura, é um contrassenso aprovar financiamento público de R$ 3,6 bilhões para campanhas políticas. O nosso partido votará de forma muita clara esta questão e se posicionará contra – disse a parlamentar maranhense.

O fundo de R$ 3,6 bilhões foi aprovado na comissão especial da Reforma Política e deve ser votado ainda esta semana em plenário.

Eliziane garantiu que a bancada do seu partido, o PPS, votará contra essas medidas…