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Farsa das live’s solidárias na mira do Ministério Público…

Pseudos-empresários têm usado a proibição de eventos com música ao vivo para comprar “shows” de artistas e faturar alto com a venda de patrocínios, manipulando o próprio espectador do evento a fazer doações no lugar deles; Ministério Público suspeita de lavagem de dinheiro

 

Uma das lives produzidas esta semana gerou aglomeração e tumulto, o que chamou atenção do Ministério Público; fortes suspeitas de lavagem de dinheiro

A pandemia de coronavírus trouxe um novo momento para a classe artística brasileira, que se viu sem espaço de trabalho e teve que se reinventar para, ao menos, se manter vivo na memória do público.

Mas as lives, que surgiram de forma despretensiosa, acabaram virando um milionário negócio, não para os artistas mais para pseudo-empresários caça-níquel, resultando em tumultos como o que ocorreu recentemente em um parque da cidade.

O Ministério Público desconfia que a prática possa esconder, inclusive, a prática de lavagem de dinheiro.

O esquema funciona assim: o suposto empresário compra as lives dos artistas, pagando antecipado, e promete a ele toda a estrutura para o evento – desde o som, passando por equipamento de transmissão e filmagem.

A partir daí, o empresário passa a vender o show a patrocinadores de todos os tipos – de empresas a políticos; de prefeitos a candidatos, muitos dos quais utilizam-se da oportunidade para lavagem de dinheiro.

Em troca, o artista se compromete a criar o QR-Code e pedir doações aos espectadores, o que daria o ar de “solidário” à live.

Vários artistas foram procurados pro empresários com esta proposta, o que gerou uma rede de lives solidárias que de solidária só apresentaram o nome.

Mas os tumultos gerados nestes eventos chamaram a atenção do Ministério Público.

Que decidiu investigar o assunto…

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Justiça já tem 11 ações tramitando contra Abdon Junior por pirâmide…

Empresário enfrenta Ações de Execução de Títulos Extrajudiciais em todas as Varas Cíveis de São Luís; credores querem agora conclusão das investigações para a promoção de ações nas varas criminais

 

Nada menos que 11 ações de Execução de Títulos Extrajudiciais – todas contra o empresário Abdon Murad Júnior – tramitam em sete Varas Cíveis de São Luís. Murad Júnior é acusado de promover o golpe da pirâmide em investidores maranhenses.

Segundo apurou o blog, são três ações na 7ª vara Cível, duas na 1ª Vara Cível, duas na 12ª, uma na 8ª, uma na 9ª, uma na 13ª e uma na 14ª vara Cível.

Abdon Júnior é acusado de enganar investidores de seus supostos fundos de investimentos, movimentando milhões por vários anos, sem pagar dividendos aos aportes financeiros.

Agora, os credores que o acionam nas varas cíveis aguardam resultado da investigação da Superintendência de Investigações Criminais (SEIC) para iniciar as ações criminais contra o empresário.

O golpe supostamente aplicado por Abdon Júnior atingiu médicos, empresários, advogados, policiais e membros do tribunal de Justiça e do Ministério Público do Maranhão.

Para alguns credores, exatamente por isso, ele vem ganhando uma espécie de rede de proteção.

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Rombo em órgão indígena pode chegar a R$ 4 milhões no Maranhão…

Distrito Sanitário, vinculado ao Ministério da Saúde – e já investigado por suspeita de desvios de R$ 2 bilhões – teve ações suspeitas também no estado

 

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta para rombo de aproximadamente R$ 3,6 milhões no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do Maranhão, apenas em contratos realizados a partir de 2013.

Vinculado ao Ministério da Saúde , o DSEI, órgão pouco conhecido do grande público, já foi acusado por suspeitas de rombos de R$ 2 bilhões em todo o país, em contratos com o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). (Releia aqui)

No Maranhão, o órgão é dirigido por Alexandre Oliveira Cantuária, já investigado em outras praças.

A Auditoria nº 14.966-TCU identificou prejuízo de R$ 2.621.479,00, até novembro/2014, relacionado ao contrato nº 10/2013, com vigência de 15 de maio de 2013 a 14 de maio de 2015, conforme o portal Transparência Pública.

Além disso, foi apontado, ainda, prejuízo potencial de R$ 1.069.705,00 até maio/2015, o que totaliza os cerca de R$ 3,6 milhões em irregularidades.

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Assessor da Sinfra que dá parecer jurídico sem ser advogado fraudou registro da OAB no Tocantins…

Eloy Weslem Ribeiro foi contratado por Clayton Noleto mesmo sem registro na Ordem dos Advogados; e usou inscrição de outro advogado para atuar nas eleições tocantinenses em 2016

 

Acima o processo em que Eloy atua com OAB falsa; abaixo, o verdadeiro dono da inscrição de advogado

Com o registro na Ordem dos Advogados do Brasil cancelado desde agosto de 2014, Eloy Weslem Ribeiro foi, mesmo assim, nomeado, em 2015, chefe da Assessoria Jurídica da Secretaria de Infraestrutura pelo seu titular Clayton Noleto.

O secretário sequer se preocupou em checar se os documentos do “advogado” eram verdadeiros.

 

Certidão da OAB-MA confirmando o cancelamento do registro de Eloy Ribeiro em agosto de 2014…

Mas, ainda assim, se o auxiliar de Flávio Dino tivesse mesmo preocupado com a lisura de sua atuação pública, teria percebido que seu assessor jurídico fraudou novamente o registro na OAB para atuar como advogado eleitoral no Tocantins, em 2016.

Para defender um candidato a vereador, Eloy Weslem acrescentou a sigla TO ao seu número de registro cassado no Maranhão.

Resultado: acabou-se utilizando do registro de Athos Wrangller Braga Américo, que havia sido aprovado no exame da OAB-TO em 2015. (Veja aqui)

..E a assinatura do suposto advogado em parecer da Sinfra; estelionato e falsidade ideológica

Tradução óbvia: o secretário de Flávio Dino responsável pelas obras no estado tem um estelionatário como assessor jurídico.

E foi este assessor quem deu os pareceres de obras, contratos e licitações na Sinfra.

Todos estes contratos podem agora ser anulados.

Em mais um crime do governo comunista…

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Maracap: empresa opera sem chancela de título de capitalização, diz denúncia…

Dossiê que revela os bastidores da operação da empresa de bingos no Maranhão diz que, desde dezembro, a Invest Participação, que deveria avalizar o sorteio, está fora da operação, o que caracteriza Jogo de azar

 

Resposta da Maracap ao e-meio encaminhado: padrão

Não bastassem as denúncias de fraudes e manipulação nos sorteios semanais transmitidos pela TV, a empresa Maracap, que realiza bingo no Maranhão, estaria operando sem aval de um título de capitalização.

De acordo com o dossiê a que este blog teve acesso – e que revela as entranhas do jogo no Maranhão – “desde o sorteio do dia 4 de dezembro de 2016, a Maracap não tem mais a chancela da Invest Capitalização.”

A Invest Capitalização é um título de capitalização que atua também no chamado mercado “Cap popular”, que utiliza os bingos como estímulo ao comprador. (Veja aqui)

Em sua página na internet, a única referência ao MaraCap é a informação de que o título maranhense é usado para doações à Cruz Vermelha do Rio de Janeiro. (Leia aqui)

Este blog bucou informações tanto da Invest Capitalização quanto com a Maracap, através dos seus canais de contatos. para ambas, o texto encaminha foi o mesmo.

– Bom dia. Sou jornalista titular do blog marcoaureliodeca.com.br. Recebi a informação de que a Invest Capitalização, que deveria chancelar os sorteios do Maracap, não está mais vinculada à empresa. Se não é verdade, solicito documentos que comprovem a vinculação. Já solicitei informações também da própria Invest Capitalização. Estou produzindo matéria para postagem às 14h desta segunda-feira, 6. Aguardo resposta. Marco Aurélio D’Eça.

A resposta da Invest em sua página de contato foi ainda mais seca. Nenhuma resposta

A Maracap ainda encaminhou a informação-padrão “Obrigado, em breve entraremos em contato”; a Invest, por sua vez, apenas informou “mensagem encaminhada com sucesso”. (Veja prints)

Mas nenhuma delas respondeu as perguntas até o fechamento deste post.

O fato é que os documentos estão sendo todos enviados ao Ministério Público e à Polícia Federal, uma vez tratar-se de caracterização de jogo de azar.

Que envolve também várias outras questões…