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Índio acusa governo de fraudar Ata de acordo; “é desrespeito”, rebate Márcio Jerry

Os índios ameaçam agora voltar ao palácio e à Assembleia

Os índios ameaçam agora voltar ao palácio e à Assembleia

O líder indígena Uirauchene Soares confirmou ao blog que pretende levar os índios de volta à Assembleia Legislativa e ao Palácio dos Leões, por descumprimento do acordo por parte do governo do Estado.

Segundo Soares, o governo fraudou a Ata do acordo ao incluir pontos que não foram discutidos na reunião de sexta-feira, 10. O indígena acusa o secretário de Articulação Política, Márcio Jerry, pela fraude.

– O Márcio Jerry e sua turma fraudaram a Ata, criando um documento anexo [não discutido na reunião da OAB] – disse Uirauchene.

– Não vamos recuar. Vamos ficar acampados de novo, em frente ao Palácio. Com ou sem polícia – ameaçou Uirauchene.

Ao blog, Márcio Jerry negou as acusações e disse ser “fácil atestar que mais uma vez” o líder indígena “mente”.

– A Ata foi assinada por todos, menos por ele.  Todos saíram com cópias e é fácil atestar que, mais uma vez, ele mente – disse o secretário, que completou: [a atitude do índio] é um desrespeito a todas as instituições lá presentes.

– A Ata foi lida em voz alta, revisada em texto impresso e depois assinada. A OAB tem a íntegra do áudio – disse Jerry.

O líder indígena acusou também a OAB de se recusar a fornecer o áudio original.

Por isso a ameaça de voltar ao Palácio…

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Polícia Civil a um passo da greve…

sinpolPor Jorge Aragão

O Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão realiza na sexta-feira, 22, às 15h, na sede social da ASPCEMA, localizada próxima ao ponto final do Maiobão, a Assembleia, auto convocada no dia 30 de abril, para definir os rumos da categoria no que se refere à situação salarial da classe de Policiais Civis, dentre eles: escrivães, comissários, investigadores, peritos criminais, médicos e auxiliares de investigação policial que estão insatisfeitos com a Medida Provisória de número 198 apresentada pelo Governo do Estado na qual oferece um reajuste de 5% de reajuste no subsídio.

Um dia antes da realização da primeira Assembleia, o Governo reuniu-se com a direção do sindicato e propôs uma composição em relação á decisão judicial transitada em julgado a favor do Sinpol, que sentenciou a implantação de 222% sobre o subsídio parcelado em três anos, com a apresentação das referidas tabelas até 30 de junho de 2015. Continue lendo aqui…

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Júnior Verde defende propostas dos policiais para reajuste salarial…

Verde acompanha a categoria nas negociações com o governo

 “Como toda a categoria, acredito que os ganhos não foram reais. Eles estão buscando apenas o cumprimento da lei, que os reajustes atendam o que foi determinado pela decisão da justiça, e eu estou aqui para buscar diálogo com o Governo e ajudar a encontrar soluções”

A frase acima é do deputado Júnior Verde (PRB), também oriundo da polícia maranhense, que acompanha a categoria no debate com o governo Flávio Dino pela melhoria salarial.

Verde já apresentou proposta de emenda às Medidas Provisórias que tramitam na Assembleia, com as reivindicações dos policiais.

O deputado preside  Frente Parlamentar de Segurança Pública e Privada da Assembleia Legislativa.

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O exemplo da Bahia…

Os militares em greve na Assembléia Maranhense

O governador da Bahia, o presidente da Assembleia da Bahia, e as autoridades judiciais da Bahia fizeram o que as autoridades do Maranhão deveriam ter feito no caso da greve dos policiais militares.

– Não negocio com bandidos! – afirmou o governador Jaques Vagner (PT), desde o início do movimento.

Como “bandidos” ele se referia não aos PMs bahianos, mas a criminosos como Marcos Prisco, que vivem de espalhar o terror país a fora, insuflando tropas para obter dividendos.

O bandido Prisco: sempre em campanha

Ao sufocar o movimento grevista, a Bahia quebrou um paradigma que vinha sendo implantado Brasil a fora. Coisa que o Maranhão deveria ter feito quando teve a oportunidade.

E fica o exemplo também para políticos oportunistas, como Bira do Pindaré (PT), Marcelo Tavares (PSB), Domingos Dutra (PT), que, mais uma vez, se aproveitaram do movimento maranhense para tirar dividendos políticos.

Por que também vivem disso.

Nenhum piu deram, no entanto, com relação à postura do governador da Bahia.

Por que, claro, são oportunistas, apenas…

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O exemplo de Alagoas…

Gazeta noticia decisão do TJ de prender PM desobediente

A edição do jornal Gazeta de Alagoas, ao lado, é do dia 25 de novembro. A manchete fala da determinação para prender o comandante da PM que descumpriu uma decisão judicial.

– TJ manda prender comandante da PM de AL – destaca o jornal.

A lei é clara, e para ser cumprida.

No mesmo dia 25 de novembro, os policiais militares do Maranhão se mantinham acampados na Assembléia Legislativa, numa greve já declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça e em absoluto descumprimento ao Artigo 24 da Constituição Estadual.

No Maranhão, militares se mantinham na ilegalidade de um movimento

Greve ilegal mantida com a complacência de vários deputados, muitos deles advogados que juraram esta mesma Constituição.

A decisão judicial em Alagoas se deu por que o Tribunal de Justiça havia determinado ao comandante da PM que abdicasse da punição a um capitão, o que foi descumprido.

O coronel foi preso por desobediência legal – e o TJ já sugeriu também ao governador sua demissão sumária do posto.

No Maranhão, a ilegalidade foi defendida durante todo o período de greve.

Garotos  que garantiram mandato apenas por influência da história do pai, como Neto Evangelista (PSDB) – ou outros que se consideram sumidades, como Bira do Pindaré (PT) – ainda se acham no direito de subir à tribuna da Assembléia para reafirmar o compromisso com o erro.

E a Constituição é jogada debaixo do tapete da atuação parlamentar…

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Militares acampam na Assembléia e cidade segue tranquila…

Homens do Exército mantém seguança na cidade

O efeito esperado pelos militares grevistas não se concretizou: enquanto eles montam acampamento na Assembléia Legislativa, a cidade segue tranquila, sob a guarda da Força Nacional e do Exército Brasileiro.

A paralisação dos PMs e Bombeiros tinha o objetivo de pressionar o governo a atender suas reivindicações.

Insuflados por agentes políticos do PCdoB, do PSB e de outros partidos oposicionistas, eles apostaram em um clima de insegurança na cidade, o que não ocorreu.

E os grevistas mantém camping na Assembléia

Aliás, nem a própria PM seguiu com os insubordinados. A Secretaria de Segurança estima em 40% o total máximo de policiais parados.

Os supostos arrastões ocorridos no Centro foram plantados pelos próprios grevistas, e espalhados por seus aliados políticos, também como forma de ameaçar o governo.

A cada minuto surge um boato vindo de dentro do movimento: tudo pensado para por pânico na sociedade.

Também partem do acampamento os trotes ao CIOPS, que não se confirmam depois – servem apenas para serem divulgados como fatos nas redes sociais,  por políticos e jornalistas interessados no “quanto pior,mlehor”.

Mas a população não apóia a greve e sente-se segura com a presença da Força Nacional.

Enquanto isso, os grevistas mantém seu camping no pátio da Assembléia…

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O oportunismo irresponsável de Flávio Dino, segundo Ricardo Murad…

Ricardo Murad vê oportunismo em Flávio Dino

O secretário de Saúde, Ricardo Murad (PMDB), clasificou de irresponsável a atitude do presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), sobre a greve dos policiais militares.

Em seu perfil no Facebook, Murad diz que Dino “afronta a Constituição  e a decisão da Justiça, mas se mantém longe da linha de frente, nas confortáveis instalações da Embratur”.

– Quero ver Flávio Dino se responsabilizar pela multa de R$ 200,00 por dia no soldo de cada policial que participa do movimento – provocou o secretário.

Flávio Dino e suas ilusões oposrtunistas

Advogado por formação, Flávio Dino é ex-juiz federal, e conhece – ou deveria conhecer a Constituição Federal.

Ao criticar Flávio Dino, Ricardo Murad também apelou aso líderes do movimento para que retomem a linha da negociação pacífica.

Na avaliação do secretário, o movimento é incentivado por “gente de fora do estado”.

 

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Cúpula da Segurança perdeu as condições de continuar…

Comando da Segurança demonstrou fraqueza desde o início

Se o Governo do Estado tem alguma reação ao movimento de greve dos policiais e bombeiros militares, ela deve ser tomada imediatamente, sob pena de se tornar inócua diante do caos que pode se abater na sociedade.

Seja ela uma medida de força ou de negociação, não pode ser marcada pela claudicância.

Mas o governo também não pode mais ter à frente da Segurança os atuais dirigentes. Eles perderam as condições de seguir à frente do sistema – do secretário de Segurança ao comandante do Policiamento Metropolitano; do comandante da PM ao comandante dos Bombeiros.

Aliás, todos eles deveriam mesmo pedir para sair, uma forma de oxigenar a Segurança Pública e garantir o moral da tropa após o incidente que ora se vive.

Quanto à greve, a ação do governo deve ser imediata.

Se for para prender os manifestantes, que faça logo. Se for para negociar reajuste salarial nas bases que entende justa para ambas as partes, que faça logo tambén.

O risco de uma onda de criminalidade é iminente e a Força Nacional, por maior boa vontade que possa ter, não está preparada para ações urbanas como as vividas no dia-dia das grandes cidades.

Esta é a situação em que está a sociedade.

E os responsáveis estão de um lado e de outro…

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Assim já é deboche…

Militares desrespeitam a bandeira, amarrando redes em seus mastros

Os policiais militares extrapolaram todos os limites do bom-senso em seu acampamento na Assembléia Legislativa.

As imagens que ilustram estes textos – publicadas originalmente por Matias Marinho e Gilberto Léda – mostram o desrespeito e a falta de valor que os militares dão a símbolos que lhe deveriam ser caros.

Desde ontem, eles agridem a própria imagem da PM com atitudes que nada têm a ver com a greve, que deveria ser levada em clima de serenidade e respeito.

Primeiro, armaram redes nos mastros em frente ao prédio da Assembléia, uma agressão ao principal alvo de respeito na vida militar: a bandeira brasileira.

Como se vê na imagem, a bandeira do Maranhão está a meio-mastro, outra agressão à liturgia institucional, já que não têm autoridade para manipulá-la.

Pela manhã, deixaram indevidamente a bandeira maranhense a meio-mastro

Pior: com a complacência letárgica do comando da Assembléia Legislativa.

Na Assembléia, nenhum cidadão pode entrar se estiver trajando bermudas. Militares circulavam hoje pela manhã – inclusive na área interna da Casa – de bermudas, chinelos e até camisetas.

Na Assembléia, também é proibida a entrada de carros de som. Os seguranças da casa, é bom que se diga, ainda tentaram impedir a circulação deste tipo de carro, mas foram ameaçados pelos grevistas.

Outra demonstração de falta de autoridade do comando da Assembléia.

O hall da Assembléia se transformou em palco para partidas de damas e dominó; bancos e cadeiras são usados como camas e palanques.

Para tentar amenizar a situação, a única ação do comando da Casa foi evacuar o prédio… mas da presença dos funcionários – como se os grevistas precisassem ficar mais à vontade. 

E assim segue o movimento paredista dos bombeiros e policiais militares.

Que eles mesmos vão transformando em deboche…

 

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“É preciso serenidade”, diz Zé Carlos, sobre greve da PM…

Zé Carlos: diálogo é a melhor solução

O presidente da Comissão de Segurança da Asssembléia Legislativa, deputado Zé Carlos da Caixa (PT), pregou “serenidade de ambos os lados” para a solução do conflito entre o Governo do Estado e os militares em greve.

O deputado petista tem o mesmo entendimento deste blog em relação ao movimento.

– Não há dúvidas de que, como categoria diferenciada, os militares não têm direito à greve. Mas, também por serem diferenciados, eles não podem ser tratados como qualquer funcionário público – declarou Zé Carlos.

A crise entre PM e governo se acirrou por causa da proposta governista de incluir os benefícios reivindicados pela categoria no bojo de um projeto generalista, para todo o funcionalismo.

Este blog já defendeu que os militares não podem ser tratados de forma generalista, apesar de não poderem fazer greve. (Releia aqui)

Para encontrar a solução, segundo Zé Carlos da Caixa, é preciso o equílibiro, tanto do governo quanto dos líderes dos policiais militares.

Sem serenidade, as coisas não se resolverão – pregou o parlamentar…