Marcus Brandão e a estranha delação de Gibson Cutrim…

Em seu vídeo-desabafo, o empresário e irmão do governador Carlos Brandão tornou pública sua preocupação com a transferência do assassino do chamado “crime do Tech Office”, hoje sob a custódia da Polícia Federal

 

SOB CUSTÓDIA DA PF. Matador do Tech Office, Gibson Cutrim foi “arrancado” da Penitenciária de Pedrinhas…

Análise da Notícia

O empresário e presidente regional do MDB, Marcus Brandão, irmão do governador Carlos Brandão (PSB), trouxe à tona em seu vídeo-desabafo divulgado no último fim de semana, o rumoroso “assassinato do tech Office”, envolvendo o matador Gibson Cutrim, assassino do empresário João Bosco Pereira Oliveira, fato tratado neste blog Marco Aurélio d’Eça em 15 de setembro de 2022, no post “Sobrinho de Brandão seria o ‘rapaz careca’ na cena do assassinato de empresário na Ponta d’Areia…”.   

  • após este crime – que envolvia negociatas da Seduc – Gibson Cutrim cometeu outros assassinatos, até ser preso em 2024;
  • estranhamente, ele foi arrancado da Penitenciária de Pedrinhas e levado sob custódia da Polícia Federal em maio deste ano;
  • é exatamente deste episódio que Marcus Brandão cita em seu vídeo-desabafo que viralizou nas redes socias no fim de semana.

“Eles adivinham tudo o que vai acontecer. Adivinham as ações antes de serem protocoladas. Adivinham a  transferência de um preso antes de o ministro mandar que seja transferido. Então por isso que foi minha preocupação”, ponderou o empresário. (Veja abaixo trecho do vídeo, em recorte deste blog)

Segundo apurou este blog Marco Aurélio d’Eça, embora tenha sido divulgado só no último fim de semana, o vídeo de Marcus Brandão havia sido gravado ainda no mês de maio, justamente à época da transferência de Gibson Cutrim.

  • Sob custódia da Polícia Federal, Gibson Cutrim fez delação premiada sobre o caso Tech Office e outros crimes;
  • A PF já quebrou sigilo bancário e telefônico dele, de sua esposa e de seus pais, que também já foram ouvidos.

“Nós não estamos lidando com uma briga normal, uma delação normal, com uma denúncia normal; nós estamos lidando com pessoas que plantam provas falsas e levam um homicida confesso a fazer uma delação. Então, me senti na obrigação de tornar isso público”, desabafou o irmão do governador, sobre este episódio específico.

A investigação sobre Gibson Cutrim está em segredo de Justiça na Polícia Federal e tudo o que se sabe dele se dá por intermédio de políticos e dos próprios familiares do assassino.

Mas o inquérito já está em fase de conclusão…

“Não adianta, o povo quer”, responde Wellington, sobre denúncia de invasão de terras públicas…

Candidato do PP a prefeito dá de ombros a mais uma acusação – como fez com a questão do uso de laranjas e da sonegação de impostos – e aposta no prestígio que demonstra nas camadas mais populares para passar incólume no processo eleitoral

 

Com forte apoio nas camadas populares, Wellington ignora denúncias, mesmo as mais graves

Com forte apoio nas camadas populares, Wellington ignora denúncias, mesmo as mais graves

O titular deste blog conversou com diversos assessores e colaboradores da campanha de Wellington do Curso (PP) – incluindo a sua coordenação de comunicação – desde que surgiram revelações de que ele havia invadido um terreno público no Sítio Santa Eulália e estava tentando vender por R$ 6 milhões.

A resposta foi sempre a mesma.

– Não adianta que não vai pegar. Quanto mais bate, mais ele cresce. O povo quer Wellington – responderam os assessores, de todos os níveis, durante toda a manhã desta terça-feira, 13.

Trecho da ação contra Wellington: mas "o povo quer"

Trecho da ação contra Wellington: “o povo quer”

De fato, Wellington do Curso demonstra uma força popular surpreendente nesta campanha, sobretudo nas camadas mais pobres do eleitorado.

Talvez por isso, ele entenda que não precisa explicar questões relativas à sua vida profissional, como a sonegação de ISS, o débito de IPTU do seus prédios e o fato de ter usado o nome da mãe e do irmão no controle da empresa que usa como exemplo de sucesso pessoal.

Obviamente, o eleitor mais pobre, com menos acesso à informação – que forma o grosso do eleitorado do candidato populista – pouco vai compreender ou discernir tais questões envolvendo a figura de Wellington.

Mas a questão envolvendo o terreno de R$ 6 milhões no Sítio Santa Eulália, é um crime de invasão de terras, de grilagem, que perpassa também pela falsificação de documentos e falsidade ideológica.

Wellington está sendo processado pela Procuradoria-Geral do Estado, em ação que corre na Vara da Fazenda Pública de São Luís. O Estado afirma ser dono da área e acusa o candidato do PP de tê-lo murado e posto à venda por R$ 6 milhões.

Até agora, Wellington não rebateu a acusação.

E a julgar pelo que diz sua assessoria, nem precisa, por que “o povo quer a sua eleição”.

Mesmo com tudo isso envolvendo seu nome…