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Flávio Dino prega destituição de Bolsonaro e posse de Mourão

Governador do Maranhão vê um presidente atormentado no cargo, sem condições de continuar à frente do país e com reiteradas indicações de que tentará invadir o Congresso e o STF, o que já seria suficiente para um pedido de impeachment

 

Flávio Dino prega aos colegas governadores que se articulem pelo impeachment de Bolsonaro como forma de garantir as eleições de 2022

O governador  Flávio Dino (PSB) defendeu nesta segunda-feria, 23, o impeachment imediato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e declarou que os ataques de Bolsonaro aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso já seriam motivos para a destituição do cargo em outros países.

– Sou favorável ao impeachment. A oposição tem tentado, mas o que nós não temos são votos neste instante. Somos minoria na Câmara, mas temos tentado. Eu sou a favor do impeachment não só pelos aspectos políticos, mas também pelos aspectos jurídicos. Nós temos crimes de responsabilidade sendo perpetrados gravemente. Somente esse episódio de ameaçar, coagir o ministro Barroso, coagir o ministro Alexandre de Moraes, em qualquer país seria suficiente para o impeachment – disse Dino, no fórum de governadores.

Na sexta-feira (20), Bolsonaro apresentou ao Senado Federal o pedido de impeachment de Moraes. Essa é a primeira vez que um presidente da República pede a destituição de um ministro da Corte.

Para Dino, o clima que Bolsonaro está criando para as eleições de 2022 pode gerar uma guerra civil.

– Porque se nós formos para a eleição nesse clima gerado pelo Bolsonaro, nós podemos não ter problemas agora no 7 de setembro, mas podemos ter problema no outro 7 de setembro quando se avizinhará a derrota eleitoral do Bolsonaro. E, aí sim, no ambiente eleitoral eles podem perpetrar algum tipo de confrontação, assolar ódio, gerar uma espécie de guerra civil – alertou o governador do Maranhão. 

Para Dino, diante dos últimos posicionamentos do presidente “tudo indica” que o chefe do Executivo tentará invadir o Congresso Nacional ou mesmo do STF (Supremo Tribunal Federal) em uma tentativa de golpe.

 – Acho que a atitude nesse momento deve ser de serenidade, porém, de firmeza porque mesmo que ele [Bolsonaro] não tenha êxito nessas tentativas de invadir o Congresso, invadir o Supremo, coisas desse tipo, tudo indica que algo desse tipo será tentado. E ao tentar, já há vítimas. Nós vimos isso no Capitólio, nos EUA. E temos que evitar essa confrontação entre brasileiros. A paz deve prevalecer, o respeito às regras da democracia deve prevalecer – afirmou o governador.

O governador do maranhão entende que o vice-presidente Hamilton Mourão tem mais condições de estar à frente do país que Bolsonaro, para conduzir a transição até as eleições de 2022.

– Seria uma saída de transição quem sabe ou será uma saída de transição uma vez que Bolsonaro a essa altura está atormentado de desgovernado, inclusive, psicologicamente. Então, talvez fosse uma saída de transição para que haja eleições em paz no Brasil – ressaltou.

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Enfraquecido, Bolsonaro vira ótimo negócio para o centrão…

Enredado nas teias da corrupção, sem partido, com gestão incompetente, sem apoio político e alvo de centenas de pedidos de impeachment, presidente fica cada vez mais nas mãos do conglomerado partidário que controla a Câmara dos Deputados como uma banca de compra e venda

 

Bolsonaro e os filhos às voltas com o centrão; controle de R$ 73 bilhões e muita, mas muita corrupção

Ensaio

Em processo de derretimento, o presidente Jair Bolsonaro virou uma espécie de banca de negócios prósperos para o centrão, conglomerado partidário e ideológico que reúne aquilo que se acostumou chamar de “o pior que a Câmara pode produzir”.

Está nas mãos do centrão – de onde brotou o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP) – o avanço das centenas de processos de impeachment contra Bolsonaro.

Quanto mais fraco Bolsonaro fica, mas negócios surgem para os membros do baixo clero do Congresso, interessados em verbas, verbas e mais verbas.

Para se ter ideia do tamanho do butim, são R$ 73 bilhões em orçamento e 200 mil cargos á disposição deste conglomerado de deputados de todos os estados.

O próprio Bolsonaro saiu do centrão, onde vivia obscuro, praticando pequenos golpes contra o próprio gabinete e esqueminhas que rendiam alguns milhares.

Despreparado, incompetente, mercurial e agora envolto em denúncias de corrupção pra valer – aquelas que movimentam milhões e até bilhões – o presidente se vê nas mãos dos seus ex-parceiros de Câmara.

E vai sangrar muito até as eleições de 2022, na qual, esvaziado, já corre o risco se sequer figurar entre os principais candidatos.

A menos que a banda mais séria da Câmara consiga amenizar sua sangria, votando o impeachment.

De uma forma ou de outra, Bolsonaro já é apenas um arremedo de presidente.

Um espectro que caminha para a escuridão…

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Bolsonaro cometeu 23 crimes de responsabilidade, diz Impeachment

Superdocumento apresentado nesta quarta-feira, 30, à Câmara dos Deputados – com argumentos e um grupo de juristas – pede urgência no julgamento do afastamento do presidente

 

Impeachment gigante protocolado na Câmara por entidades e lideranças políticas e institucionais

Uma comissão formada por deputados, dirigentes partidários, juristas, representantes de instituições classistas, entidades, personalidades públicas e representantes populares apresentou nesta quarta-feira, 30, um superpedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

O documento, assinado por um grupo de renomados juristas brasileiros, aponta nada menos que 23 crimes de responsabilidade cometidos por Bolsonaro desde o início do seu governo.

O superpedido de impeachment reúne argumentos de outros 122 pedidos já protocolados no Congresso Nacional.

No documento, os signatários cobram da direção da Câmara a imediata votação para abertura do processo.

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Josimar de Maranhãozinho ganha fama de papão de emendas

Conhecido pela sanha com que age nos bastidores no trato com recursos disponíveis a parlamentares, deputado federal maranhense foi listado como campeão de emendas liberadas pelo presidente Jair Bolsonaro em troca de blindagem no Congresso

 

Para a mídia, Josimar de Maranhãozinho é mais um agente de Valdemar da Costa Neto; para colegas de bancada é um caminho aos canais nacionais

O presidente Jair Bolsonaro começou a agir mais abertamente na relação de “compra e venda” na Câmara dos Deputados; e já liberou nada menos que R$ 6,2 bilhões em emendas parlamentares, em troca de blindagem contra eventual pedido de impeachment. 

E um membro da bancada maranhense – Josimar de Maranhãozinho (PL) – aparece como o campeão nacional de liberação, abocanhando, apenas em abril, nada menos que R$ 15,9 milhões, segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo.

Detalhe: Josimar nem sequer está no exercício do mandato, mas de licença, em favor do suplente Paulo Marinho Jr. (PL).

Apesar de relacionado na lista como homem de confiança do esquema do notório e condenado Valdemar da Costa Neto (dono do PL), Maranhãozinho já tem histórico próprio de relação heterodoxa com emendas parlamentares nos bastidores da bancada maranhense.

Baseado em prontuários judiciais, o blog Marco Aurélio D’Eça já retratou o deputado maranhense em vários textos, relacionado a acusações que vão de fraude eleitoral à compra e venda de emendas, passando por agiotagem.

Estas atividades foram condensadas em 2017, no post “As estripulias de Josimar de Maranhãozinho…”.

De lá para cá, o parlamentar cresceu ainda mais politicamente.

Elegeu-se deputado federal, anunciou-se pretenso sucessor de Flávio Dino (PCdoB) e passou a negociar vagas partidárias para candidatos a prefeito em São Luís e outros municípios. (Saiba mais aqui)

Já agora em fevereiro de 2020 – antes do início da pandemia – este blog tratou da questão das emendas, no post “Venda de emendas parlamentares pode virar escândalo nacional…”.

Josimar tratou de se aproximar de Bolsonaro bem antes que Valdemar da Costa Neto; e virou campeão nacional de emendas

Com o início da pandemia, o movimento em busca dos recursos federais aumentou fortemente – e o dinheiro começou a jorrar para deputados mais alinhados ao governo. (Entenda aqui) 

Este assunto também foi tratado no blog Marco Aurélio D’Eça, na última quarta-feira, 27, no post “Municípios já receberam mais de R$ 1 bilhão para Saúde em 2020…”.

– Desde março, estão incluídos neste montante também valores extras para o “enfrentamento de coronavírus”; e em maio os prefeitos passaram a receber as emendas parlamentares, individuais e de bancada – revelou o post.

A reportagem destacou a dificuldade de se acompanhar a movimentação dos recursos nos sites oficiais pela falta de transparência sobre autores e valores liberados.

Mas a prefeita de Arame, Jully Menezes, fez questão de revelar o padrinho de parte desses recursos, de quase R$ 1 milhão: e foi ninguém menos que… Josimar de Maranhãozinho.

Uma semana depois, o mesmo Josimar aparece na relação de O Estado de S. Paulo como o campeão no abocanhamento de recursos de emendas.

Sinal de que está cada vez mais famoso o parlamentar maranhense.

Com toda carga de bônus e ônus que isso possa representar…

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Interferência de Bolsonaro na Saúde também é crime de responsabilidade

Investigado sob acusação de tentar usar o Ministério da Justiça e a Polícia Federal para atender seus interesses, presidente impõe várias medidas no Ministério da Saúde ainda mais evidentes de que atendem a si e a aliados

 

Jair Bolsonaro tentou impor sua vontade no Ministério da Saúde; como não conseguiu, demitiu Nelson Teich da pasta menos de um mês após nomeá-lo

A saída do ministro da Saúde, Nelson Teich, nesta sexta-feira, 15, foi mais uma evidência clara de que o presidente Jair Bolsonaro age no governo para atender seus interesses pessoais.

Teich – o segundo ministro da área a deixar o cargo desde o início da pandemia de coronavírus – caiu por que não aceitava a interferência de Bolsonaro para liberação do uso de cloroquina e para a abertura em massa das atividades econômicas no país.

Bolsonaro enfrenta inquérito na Polícia Federal, determinado pelo Supremo Tribunal Federal, por que é acusado de tentar interferir na própria PF em favor dos seus “familiares e aliados”, como ele mesmo explicitou em reunião ministerial.

A comprovação das acusações pode levar a um processo por crime de responsabilidade o que, por sua vez, pode resultar em um processo de impeachment.

Ora, se essas interferências dele no setor da Justiça e da Segurança ainda estão em fase de investigação, as da pasta da Saúde já estão mais do que claras.

O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta deixou o cargo por não aceitar que Bolsonaro  quebrasse o bloqueio social imposto pelo ministério.

Depois disso, o presidente vem fazendo campanha aberta em favor de empresários, pressionando o STF e os governadores a reabrir a economia.

No início da semana, sem conhecimento do ministro Teich, ele editou Decreto liberando o funcionamento de salões de beleza, academias e barbearias.

E vinha, desde então pressionando Nelson Teich a liberar o uso da cloroquina, além de afrouxar o isolamento social.

Se as autoridades investigam evidências da interferência de Bolsonaro na Polícia Federal, essa interferência já está mais que evidente no Ministério da Justiça.

Impeachment nele…

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Renúncia de Bolsonaro já é hipótese entre lideranças e autoridades…

Comandantes militares, políticos, ex-presidentes, juristas e até ministros do Supremo Tribunal Federal já discutem o afastamento do presidente da República como a melhor hipótese para a retomada da normalidade no Brasil

 

Isolado, Bolsonaro perdeu as condições de governabilidade e terá cada vez mais dificuldade de conduzir o Brasil, sobretudo na crise

O presidente Jair Bolsonaro perdeu as condições de governabilidade.

A saída do ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi a pá-de-cal em uma cova que vinha sendo cavada firmemente pelo próprio presidente ao longo dos últimos meses, quando ele resolveu ser a luz do mundo, a única mente brilhante a negar a pandemia de coronavírus e atuar contra seu próprio povo.

De acordo com a Folha de S. Paulo, os militares de alta patente sentem-se traídos pelo presidente e entendem que ele perdeu as condições de estar à frente do país. (Leia aqui)

Deputados federais, senadores e governadores entendem que, sem base política, Bolsonaro precisa renunciar antes que seja afastado pelo Congresso ou pela Justiça.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também pregou a renúncia de Bolsonaro.

– É hora de falar, Presidente está cavando sua fossa. Que renuncie antes de ser renunciado. Poupe-nos de, além do coronavírus, termos um longo processo de impeachment. Que assuma logo o vice para voltarmos ao foco: a saúde e o emprego. Menos instabilidade, mais ação pelo Brasil – disse FC, via Twitter.

O ex-presidente FHC entende que chegou a hora de Bolsonaro deixar a presidência, até para evitar um longo processo de impeachment

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já encomendou relatório para avaliar possibilidade de apresentação de um pedido de impeachment com base nos crimes relatados por Sérgio Moro.  

Pelo menos um dos membros do Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio Mello, viu práticas criminosas nas ações de Bolsonaro relatadas pelo ex-min istro da Justiça.

– Vamos esperar, até mesmo porque este assunto pode chegar ao Supremo. Mas, que a situação é muito séria, é – afirmou Marco Aurélio. (Saiba mais aqui)

Outros ministros também se manifestaram, mas sem revelar nomes, levando em consideração que o caso deverá chegar para julgamento no tribunal. 

Bolsonaro deve fazer pronunciamento às 17 horas desta sexta-feira, 24.

Espera-se declarações que venham minimizar a crise institucional.

Mas pelo que já se conhece do presidente…

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Ameaçado de impeachment, Bolsonaro começa a perder apoio

Panelaços pedindo o “fora Bolsonaro” registrados na noite de terça-feira em algumas capitais brasileiras apontam para um enfraquecimento na popularidade do presidente, diante de tantos atos destrambelhados no comando do país

 

São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife e várias outras capitais registraram panelaços contra Bolsonaro

Não bastasse o pedido formal de impeachment registrado nesta terça-feira, 17, na Câmara dos Deputados, o presidente Jair Bolsonaro enfrentou na noite do mesmo dia panelaços em várias capitais.

Tanto o pedido de impeachment quanto o panelaço apontam para uma perda, ainda que tímida,  na base de apoio do presidente; mas não era para menos, diante de tantos atos destrambelhados protagonizados por ele.

A crise gerada pela pandemia de coronavírus mostrou a falta de preparo de Bolsonaro para o exercício da presidência.

Sua postura diante da situação é criticada mundo a fora.

Grosseiro, intempestivo, desobediente, o presidente desrespeitou recomendações do seu próprio ministro da saúde

Autora do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a deputada estadual por São Paulo, Janaina Paschoal, declarou-se arrependida de ter votado em Bolsonaro e disse que ele precisa ser afastado da presidência.

São ações ainda tímidas para o sem-número de casos envolvendo o desequilibrado presidente.

Mas são sinais importantes de que o país começa a recobrar a lucidez…

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Sérgio Moro e Jair Bolsonaro a caminho do cadafalso…

Ministro da Justiça enredou-se na própria manipulação da Lava Jato e agora está nas mãos do Supremo Tribunal Federal; o presidente deve cair pela incapacidade que tem de governar; e os dois ainda devem levar juntos o procurador Deltan Dallagnol

 

MORO COMEÇA A CAIR POR SUA MANIPULAÇÃO NA LAVA JATO; Bolsonaro cairá pela incapacidade administrativa, ignorância e boçalidade na condução da presidência

Editorial

As instituições republicanas começam a se dar conta na esparrela em que se meteram ao permitir o avanço de forças golpistas, desde 2016, que resultaram na eleição do mais despreparado dos presidentes em toda a história da República.

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, de proibir a destruição dos áudios apreendidos com os supostos hacker´s de Araraquara – intenção do ministro da Justiça  Sérgio Moro – começa a por ordem no furdunço que foram as ivnestigações conduzidas por Moro e seu fiel escudeiro, Deltan Dallagnol.

Junto com a decisão de Moraes estão ações dos também ministros do STF Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que se descobriram alvos ilegais de Dallagnol, que tinha o objetivo de emparedá-los.

Não se surpreenda se Moro e seu pupilo acabarem atrás das grades, pelas práticas riminosas já descobertas na Lava Jato.

Por outro lado, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) começa a se enrolar na própria língua, e demonstra completa incapacidade de governar.

Junta-se a isso seus arrotos verbais, a ignorância e a boçalidade característicasdesde quando habitava o subsolo político da Câmara Federal.

Pelas agressões que comete à própria Constituição, não custa e Bolsonaro será alvo de pedidos de impeachment de instituições como a  Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

E o resultado será Bolsonaro e Moro caminhando juntos para o cadafalso, resultado direto de suas ambições pelo poder.

Eles deram um abraço de afogados quando se juntaram para dar um golpe no Brasil.

Mas a história cobra de todo golpista, cedo ou tarde.

Felizmente, neste caso, será mais cedo do que se imagina…

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Fantasma da cassação assombra Flávio Dino, que terá que explicar pedaladas

Gestor comunista vê o nome do Maranhão envolvido durante a sua gestão em suposto caso de “pedaladas fiscais” que foram responsáveis, por exemplo, pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Flávio Dino está amedrontado com fantasma da cassação e terá que explicar acusações de envolvimentos do estado em possíveis pedaladas fiscais

Na mídia nacional nas últimas horas, mais um escândalo envolvendo o nome de Flávio Dino (PCdoB). Desta vez, a partir de denúncia feita pela Spaceom – empresa de tornozeleiras eletrônicas – o Maranhão estaria envolvido em pedaladas fiscais em companhia de outros estados, como Minas Gerais, Goiás, Maranhão e Tocantins. Com isso, Dino – que corre o risco de ser cassado – terá que se defender de mais uma acusação grave que levou, por exemplo, ao impeachment da ex-presidente da República, Dilma Rousseff.

Documento publicado em novembro pelo Tesouro Nacional aponta que estados como o Maranhão têm se aproveitado de prestadores de serviços para se financiar. É quando o governo contrata uma operação de crédito, ou seja, quando o Executivo empenha despesas e não as quita, deixando restos a pagar.  

O fato que estaria envolvendo a administração dinista é confirmado pelo dono da Spacecom, Sávio Bloomfield. “É uma pedalada fiscal o que eles (os Estados) estão fazendo. Eles passam por problemas financeiros e tentam empurrar a conta para o fornecedor para se financiar”, disse o gestor.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Maranhão, responsável pelo pagamento da empresa de Bloomfield, informou que o valor cobrado pela Spacecom é mais alto que o preço de mercado e, por isso, o contrato estava sendo contestado.  O Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais, elaborado pelo Tesouro, mostra ainda que os restos a pagar de todos os Estados cresceram 75% no ano passado e atingiram R$ 29,7 bilhões.

 

 

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O impeachment de Flávio Dino…

É claro que o governador tem poder e estrutura para impedir até mesmo a tramitação do pedido de afastamento protocolado pelo deputado Edilázio Júnior; mas, pelos malfeitos produzidos ao longo de quatro anos, deveria já ter sido apeado do poder

 

Coronel Heron foi o responsável pela espionagem

O pedido de impeachment do governador Flávio Dino (PCdoB) – protocolado na Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Edilázio Júnior (PV) – tem um fundamento básico e constitucional: crime de responsabilidade e de improbidade administrativa cometido pelo comunista.

Flávio Dino cometeu crime grave ao determinar que a Polícia Militar monitorasse adversários políticos que pudessem  “causar embaraços” no pleito eleitoral, caso revelado em primeira mão por este blog, em abril. (Relembre aqui)

Edilázio quer o impeachment do governador

Construída pelo advogado Pedro Leonel Pinto de Carvalho, a peça se fundamenta no artigo 85 da Constituição.

“O artigo 85 da Constituição da República e o artigo 65 da Constituição do Estado, assim como o artigo 4º da Lei 1.079/50 definem os crimes de responsabilidade como ‘os atos do Governador que atentarem contra a Constituição Federal, a Constituição do Estado’ e listam alguns crimes. No caso do governador Flávio Dino, perante o escândalo vazado na mídia e citado linhas acima foram desrespeitados o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais e a probidade na Administração”, diz trecho do pedido de Impeachment.

É claro que Flávio Dino tem poder, estrutura, dinheiro – e absoluta sede de poder – para fazer esse pedido simplesmente dormir na Assembleia.

Mas, pelos malfeitos cometidos pelo governo comunista ao longo de quatro anos, ele já deveria estar apeado do poder no Maranhão.

É simples assim…