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A grave situação na sede do Sampaio…

Time que disputa vaga na Série A do Campeonato Brasileiro é obrigado a mudar rotina por que invasores decidiram ocupar o centro de treinamentos, diante da inércia do mesmo governo, que, dias atrás, mobilizou uma polícia para  desocupar um terreno particular na mesma região

A ára dos campo de treino do clube está sendo ocupada por casebres de barro

A ára dos campo de treino do clube está sendo ocupada por casebres de barro

Só o fato de o Sampaio Corrêa estar disputando vaga no G-4 da Série A de 2016 seria motivo suficiente para mobilizar o Governo do Estado a desocupar a sede do clube, no Turu, ocupada por invasores desde a semana passada?

Se a resposta fosse não, perguntaria-se: então por que o mesmo governo decidiu mobilizar a Polícia Militar, há duas semanas, para tirar ocupantes da mesma região – o que resultou, inclusive, na morte de um dos invasores?

Mas a questão é ainda mais grave.

O Sampaio Corrêa vê seu patrimônio invadido,  mudando completamente sua rotina de trabalho – o que, de uma forma ou de outra, tende a gerar prejuízos – sem que nenhum órgão do governo se disponha a tirar os invasores da área.

O fato é que a sede um clube esportivo está sendo invadida diante dos olho das autoridades, muitas das quais sócias ou torcedoras deste mesmo clube.

E o clima ainda pode ficar pior…

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Um grave deslize…

Munição usada na ação

Munição usada na ação

A revelação de que nenhuma das armas periciadas pela polícia tem ligação com a bala que matou o jovem Fagner Barros, durante uma operação policial, no Turu, trouxe à tona mais um grave deslize do governo Flávio Dino (PCdoB) e do seu setor de Segurança e de comunicação.

Para lembrar: Fagner foi morto com um tiro na testa, durante uma intervenção da Polícia Militar, para desocupação de um terreno, na região do Turu. Pouco depois do crime, a Secretaria de Comunicação de Dino, de forma açodada, emitiu nota em que classificou o crime como “caso isolado de um policial”.

Na tarde do mesmo dia descobriu-se que não foi “caso isolado”, mas vários casos de tiros ao mesmo tempo. Mesmo assim, a Secom não se desculpou. E a cúpula da PMMA e da Secretaria de Segurança se reuniram para anunciar que dois cabos – Marcelo Monteiro dos Santos e Janilson Silva dos Santos – eram os suspeitosde ter atirado em Fagner, chegando mesmo a apontar os militares como criminosos.

As armas deles foram recolhidas para perícia, juntamente com outras, num total de cinco armas – quatro pistolas “Ponto 40” e uma metralhadora “Ponto 30”.

 

O problema é que a perícia feita nas cinco armas – incluindo a dos dois cabos PMs – deu negativo para a autoria do disparo que matou o jovem. E tudo voltou à estaca zero”

 

A atitude da cúpula da PM foi criticada pela Associação de Cabos e Soldados, por toda a tropa e pelo deputado estadual Cabo Campos (PP), que disponibilizaram assistência jurídica aos dois praças acusados.

O problema é que a perícia feita nas cinco armas – incluindo a dos dois cabos PMs- deu negativo para a autoria do disparo que matou o jovem. E tudo voltou à estaca zero.

Quase duas semanas depois o governo não sabe quem matou Fagner dos Santos e ainda sofre o desgaste de ter jogado dois de seus policiais militares na fogueira da condenação antecipada, sem ao menos checar direito os dados que tinha.

Mas uma mostra clara da falta de capacidade gerencial que se instalou na Segurança do Maranhão.

Da coluna Estado Maior, de O EstadoMaranhão, com ilustração do blog