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Ameaçado de impeachment, Bolsonaro começa a perder apoio

Panelaços pedindo o “fora Bolsonaro” registrados na noite de terça-feira em algumas capitais brasileiras apontam para um enfraquecimento na popularidade do presidente, diante de tantos atos destrambelhados no comando do país

 

São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife e várias outras capitais registraram panelaços contra Bolsonaro

Não bastasse o pedido formal de impeachment registrado nesta terça-feira, 17, na Câmara dos Deputados, o presidente Jair Bolsonaro enfrentou na noite do mesmo dia panelaços em várias capitais.

Tanto o pedido de impeachment quanto o panelaço apontam para uma perda, ainda que tímida,  na base de apoio do presidente; mas não era para menos, diante de tantos atos destrambelhados protagonizados por ele.

A crise gerada pela pandemia de coronavírus mostrou a falta de preparo de Bolsonaro para o exercício da presidência.

Sua postura diante da situação é criticada mundo a fora.

Grosseiro, intempestivo, desobediente, o presidente desrespeitou recomendações do seu próprio ministro da saúde

Autora do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a deputada estadual por São Paulo, Janaina Paschoal, declarou-se arrependida de ter votado em Bolsonaro e disse que ele precisa ser afastado da presidência.

São ações ainda tímidas para o sem-número de casos envolvendo o desequilibrado presidente.

Mas são sinais importantes de que o país começa a recobrar a lucidez…

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[Bolsonaro] passou de todos os limites, diz Márcio Jerry…

Em manifestação na rede social Twitter, deputado federal maranhense diz que a postura o presidente da República diante dos atos contra a os demais poderes, no domingo “é um atentado à democracia”

 

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diante dos atos antidemocráticos realizados no último domingo.

– É atentado contra a democracia, sim, um presidente da República  participar de evento que pede o fechamento do Congresso e do STF – afirmou Jerry.

Bolsonaro atuou no domingo em duas frentes, ambas criticadas pela opinião pública.

Ele estimou e convidou para atos que pediam o fechamento do Congresso e do STF; também saiu às ruas para abraçar manifestantes, desrespeitando determinações do seu próprio ministério da Saúde.

– Jair Bolsonaro passou dos limites, de todos os limites – ressaltou Márcio Jerry, em opinião compartilhada por autoridades e analistas de todo o país…

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Ecos da Veja: destaque a Duarte Jr. e Adriano bolsomínion…

Enquanto apresentou o deputado do PV como alguém que quer se afastar do próprio sobrenome – e se aproximar do presidente Jair Bolsonaro – revista destaca candidatura de um adversário dele, o também deputado Duarte Júnior

 

Adriano Sarney foi o foco da reportagem da revista Veja, mas o destaque positivo foi para o colega Duarte Júnior

A matéria da revista Veja que começou a circular no fim de semana passado trouxe duas sentenças sobre as eleições de São Luís:

1 – a revista confirmou informações do blog Marco Aurélio D’Eça e disse que o deputado Adriano Sarney “quer distância do sobrenome” familiar; e ainda revelou que ele se oferece abertamente ao presidente Jair Bolsonaro;

2 – embora a matéria tenha sido toda em torno do neto do ex-presidente José Sarney, o principal destaque positivo foi para o também deputado estadual Duarte Júnior (PRB), citado como “um dos nomes que despontam” em São Luís.

Curiosamente, a reportagem começou a ser espalhada ainda na sexta-feira, 6, por aliados do próprio Adriano Sarney, que parece ter visto algo positivo no texto.

Veja viu a candidatura de Adriano a prefeito como “zebra” nas eleições de São Luís, revelou que sua tentativa de retirar o sobrenome da alcunha parlamentar irritou o avô, e contou um pouco do seu envolvimento em um escândalo no Senado.

Ainda destacou que o parlamentar tem tentado se aproximar do presidente Jair Bolsonaro.

E na matéria de Veja com o único Sarney atuando em mandato eletivo, ganhou destaque como nome que desponta ninguém menos que um aliado de Flávio Dino (PCdoB).

Curiosa reportagem…

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Jair Bolsonaro entre o vírus e o golpe…

Para a alta do dólar, a queda na bolsa e o fracasso na economia, bolsonaristas já usam a desculpa do coronavírus; e para a desordem criada pelo próprio governo, a solução é o fechamento dos poderes constituídos

 

A culpa não é das loucuras de Paulo Guedes, muito menos das boçalidades de Bolsonaro; e a horda alienada segue aplaudindo os dois

Em meio às boçalidades do próprio presidente e dos seus ministros de ideologia tosca – e em meio às relações milicianas dos filhos – o governo Jair Bolsonaro vai criando a sua narrativa para escapar.

E a solução deles – aplaudida pela horda alienada, conservadora, reacionária e preconceituosa – é a culpa no vírus ou a saída pelo golpe de estado.

O dólar atingiu nesta quarta-feira, 26, exatos R$ 4,44; a bolsa, teve queda de 7%.

Mas isso, ora e veja, não é culpa das ações destrambelhadas de Bolsonaro e seu chefe da Economia, Paulo Guedes, imagine…

É culpa do coronavírus, esse bichinho perigoso que vem causando pânico ao mundo.

Bolsonaro não consegue conversar com o Congresso Nacional e com o Supremo Tribunal Federal porque não tem a capacidade do diálogo; forjado na caserna, sua verve é autoritária.

Mas para essa dificuldade de relacionamento, a solução é o golpe de estado.

E a horda alienada, conservadora, reacionária e preconceituosa segue aplaudindo as boçalidades catapultadas a níveis jamais vistos pela força das redes sociais.

O Brasil segue ladeira abaixo como resultado de um arroto da história.  

Mas a culpa é do vírus; e a solução é o golpe…

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Números de Flávio Dino são excelentes na corrida presidencial…

Minimizar o fato de que o governador maranhense chega até 13% das intenções de votos para presidente é ignorar o peso da disputa em que o presidente Jair Bolsonaro surfa na onda conservadora que tomou conta do país

 

Flávio Dino e Luciano Huck somam juntos 27% das intenções de votos para presidente, hoje, no país, o que representa 1/4 do eleitorado

Qualquer analista lúcido deve ver com olhos pragmáticos o resultado da pesquisa da Consultoria Atlas Político – divulgada nesta quarta-feira, 12 – que aponta o governador Flávio Dino (PCdoB) com até 13% das intenções de votos, dependendo do cenário.

Divulgada pelo jornal El País, a pesquisa tem dois cenários principais.

No primeiro, com a presença do ex-presidente Lula e do ministro Sérgio Moro, o presidente Jair Bolsonaro lidera com 32% das intenções de voto, no limite do empate técnico com Lula. Moro segue atrás, com 20%, à frente do apresentador Luciano Huck (6%), Flávio Dino (3%) e o governador de São Paulo, João Dória (0,6%).

Quando Lula e Moro saem do cenário, Bolsonaro vai a 41%, Huck sobe para 14% e Dino fia logo atrás dele, com 13%. João Dória fica com apensas 2,5%.

Mas o que querem dizer esses números?

A esta altura da disputa, os dados da Consultoria Atlas significam que Lula ainda é o principal adversário de Bolsonaro. Mas é preciso levar em conta que o ex-presidente está inelegível e dificilmente terá a garantia dos direitos políticos em 2022.

Por outro lado, é pouco provável que Sérgio Moro rompa com Bolsonaro para concorrer sozinho; é mais provável que haja uma composição entre eles.

Neste caso, os dados mostram que os índices de Lula e Moro se espalham em três candidaturas principais: Bolsonaro, Luciano Huck e Flávio Dino.

Levando em conta que há a discussão sobre uma composição entre Huck e Dino, os dois somam, juntos, nada menos que 27% no cenário mais provável.

Esse total significa mais que 1/4 do eleitorado brasileiro, um cacife de milhões de brasileiros.

São, portanto, extremamente competitivos.

E análise sem levar em conta esses cenários não é analise.

É mera expressão de desejo…

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Vídeo denuncia asfalto sem qualidade do DNIT na BR-135…

Motorista mostra que a pavimentação feita pelo órgão federal virou lama menos de três meses depois no trecho entre Miranda do Norte e São Mateus; ele critica também a omissão do governo Flávio Dino

 

Em um vídeo encaminhado ao blog Marco Aurélio D’Eça, empresário da capital maranhense denunciou a péssima qualidade dos serviços de pavimentação feitos pelo DNIT na BR-135.

Ele mostra que o trecho entre Miranda do Norte e São Mateus, feito há menos de três meses, já virou lama e poeira.

– Olha o que o DINT do Maranhão faz com o dinheiro público. Colocaram um quebra galho que saiu antes da chuva. E isso aqui não é coisa de mil, é de milhões – afirmou o motorista, que classificou de irresponsável quem assumiu a obra “e deve ter comido o dinheiro”.

O motorista, que mostra a dificuldade de carretas e caminhões trafegarem na região, criticou também a omissão do governador Flávio Dino, que deveria exigir melhor qualidade dos serviços do órgão federal no Maranhão.

– Isso aí era para o governador do nosso estado cobrar do Governo Federal. Chegar lá e mostrar a irresponsabilidade – disse o empresário.

Enquanto isso, quem sofre é a população, com fretes mais caros, combustível mais caro, tudo por causa da péssima qualidade das rodovias.

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Aposta de Wellington no Aliança pode tirá-lo do pleito de 2020

Deputado estadual acenou para o partido de Jair Bolsonaro, mas a legenda não tem qualquer perspectiva de estar pronta a tempo para disputar as eleições municipais

 

Wellington acenou com o Cidadania, mas o partido não tem garantias de aptidão para as eleições municipais

Praticamente desautorizado no PSDB e ainda sonhando com a candidatura a prefeito de São Luís, o deputado Wellington do Curso recebeu um balde de águia fria em sua tentativa de ingressar na Aliança Pelo Brasil.

Os dirigentes nacionais do partido criado pelo presidente Jair Bolsonaro admitem a quase impossibilidade de a legenda está apta para a disputa municipal.

– Vou ser honesta: 100% de certeza não posso garantir. Se a gente tivesse grana para investir no projeto, seria rápido. Mas essa não é realidade – disse a advogada Karina Kufa, tesoureira nacional da legenda, segundo o blog do jornalista John Cutrim.

Além da dificuldade de legalização do Aliança, Wellington ainda terá que enfrentar um processo de anuência para deixar o PSDB sem correr riscos de ter o mandato cassado.

E essa carta de anuência precisa ser aprovada em partido e encaminhada à Justiça Eleitoral para autorização, processo que demanda tempo, o que o parlamentar não tem neste momento. 

Bem posicionado nas pesquisas de intenção de votos, Wellington vê cada vez mais as chances de ser novamente candidato irem pelo ralo.

E sua ausência da disputa muda todo o cenário da eleição…

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Coronel Monteiro assume articulação por partido de Bolsonaro…

Atual superintendente do Patrimônio da União no estado reúne militantes na tarde desta sexta-feira, 31, para definir as etapas de viabilização e criação do Aliança Pelo Brasil

 

Coronel Monteiro vai seguir coletando assinaturas para criação o partido de Bolsonaro no Maranhão

Coube ao coronel Monteiro, superintendente do Patrimônio da União a responsabilidade pela articulação no Maranhão do partido Aliança Pelo Brasil.

Na tarde desta sexta-feira, 31, Monteiro reúne futuros dirigentes e militantes partidários em um evento de coleta de assinaturas e palestras sobre a futura legenda.   

– Será o evento de consagração do partido Aliança pelo Brasil e mostrará que o Maranhão está com Bolsonaro – diz Coronel Monteiro.

Para ser homologado na Justiça Eleitoral, o Aliança Pelo Brasil precisa coletar 492 mil assinaturas em todo o país.

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Jair Bolsonaro mostra-se refém de Sérgio Moro…

Presidente recuou da ideia de tirar a pasta da Segurança do Ministério da Justiça, após ameaça pública do ministro de que deixaria o governo se isso ocorresse; governo mostra-se incomodado com a força do ex-juiz

 

Bolsonaro perde a queda de braço com Sérgio Moro e recua na divisão do Ministério da Justiça; ministro ganha ainda mais força no governo

O presidente Jair Bolsonaro mostrou-se absolutamente refém da vontade do ministro da Justiça, Sérgio Moro, ao recuar na decisão de tirar a pasta da Segurança Pública do Ministério da Justiça.

No início da semana, Bolsonaro havia admitido a possibilidade de criar outro ministério para cuidar especificamente da Segurança Pública, quebrando a promessa dada a Moro de um superministério para as duas áreas.

Moro ameaçou publicam,ente deixar o governo se a separação ocorresse; nesta sexta-feira, Bolsonaro recuou e anunciou que não iria separar.

Há um incômodo claro no núcleo do governo mais próximo de Bolsonaro com a popularidade crescente de Sérgio moro na opinião pública.

Analistas apontaram que a divisão do ministério seria uma tentativa de Bolsonaro de esvaziar Moro, o que não deu certo.

Com o recuo, Bolsonaro acabou por tornar-se refém da vontade o ministro da Justiça.

Que ganha poderes quase absolutos no governo…

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Propostas de Lula e de Flávio Dino para o país são antagônicas

Enquanto o ex-presidente Lula e seu partido, o PT, reforçam a radicalização à esquerda, liderada por eles próprios, governador do Maranhão busca opções de centro e até liberais; ambos na tentativa de frear a extrema direita brasileira

 

Lula e Dino têm o mesmo objetivo, o enfrentamento da extrema direita brasileira; mas suas propostas são diferentes e até antagônicas

O início de 2020 no Brasil começou com uma espécie de polarização das lideranças nacionais de esquerda, protagonizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

E está cada vez mais claro o antagonismo das propostas de Lula e de Dino, embora ambos mantenham o discurso de aliados e o mesmo objetivo: frear a onda radical da extrema direita brasileira.

Desde que deixou a prisão em Curitiba (PR), Lula tem reforçado o discurso de unidade à esquerda, mas deixa claro que essa unidade só pode ser construída a partir da liderança do PT. Em seus discursos e entrevistas, o ex-presidente vê as demais legendas do campo progressista – PCdoB, PDT, PSB, PSOL – como meros coadjuvantes petistas nas eleições de 2022.

Flávio Dino, por sua vez, faz movimentos rumo ao centro – e chega a flertar até com propostas mais liberais.

Cotado como presidenciável em 22, o comunista maranhense já buscou diálogo com lideranças do PSDB e do Novo, mantém forte relação com o comando do DEM e busca aproximar outro nome da oposição, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que anda ausente do debate.

O movimento de Dino tem gerado críticas do próprio PT, que defende radicalmente a dicotomia Esquerda X Direita como plataforma político-eleitoral no momento atual do país e do mundo.

Tanto o movimento de Lula quanto o de Flávio Dino têm um objetivo claro: frear as pretensões da extrema direita brasileira que chegou ao poder ancorada em propostas autoritárias, com viés de fascismo e flertando publicamente com o nazismo.

O tempo dirá se as duas propostas convergem para uma aliança mais radical ou se concentra ao centro, reunindo nomes e propostas de todos os espectros políticos.

As ideias já estão postas…