Leniência de quem deveria ter a força para impor uma decisão sobre a greve de ônibus leva empresários e rodoviários a desdenhar dos poderes constituídos; e a população fica a mercê da própria sorte

MOTORISTAS E COBRADORES SEGUEM PARADOS, em um esquema que envolve todos os atores do transporte; e a única vítima é a população de São Luís
Editorial
Desde sempre, a postura do desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho na greve dos motoristas de ônibus foi muito mais a de um advogado – sabe-se lá em defesa de quem – do que a de um magistrado, com poder de impor sua decisão. E o resultado é a população a mercê da própria sorte, sem transporte, precisando gastar o que não tem, sob risco de perder o trabalho.
- mas não foi apenas o desembargador Gerson a ter esta postura leniente no TRT do Maranhão;
- desde sempre, a Justiça Trabalhista do Maranhão parece fazer parte de um teatro grevista no setor.
“É uma farsa que se repete ano após ano, desde que a prefeitura é prefeitura e os empresários do transporte público controlam o sindicato dos motoristas de ônibus; uma farsa que se mantém sob a vista grossa do Ministério Público e a leniência elitista da Justiça do Trabalho”, escreveu este blog Marco Aurélio d’Eça, em 2 de fevereiro de 2024, na postagem “O manjado teatro para aumento de passagens no carnaval…”.
Bem antes da gestão de Braide – que só manteve a encenação – este blog Marco Aurélio d’Eça já denunciava o esquema envolvendo poder público, Justiça, Ministério Público e sindicatos para lesar a população desavisada. (Relembre aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e também aqui)
Mas, de fato, nenhum episódio de greve, ano a pós ano, viu tanta incapacidade quanto a demonstrada pela Justiça do Trabalho nesta de 2026.
E se a última esperança da população já capitulou ao poder da máfia dos transportes, a quem se pode recorrer?!?






