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Qual destes Dallagnol é verdadeiro?!?

Enquanto o jornal Estado de S. Paulo mostra o procurador da Lava Jato insistindo em ser paladino da Justiça, a Folha de S. Paulo revela seu interesse em ganhar dinheiro com a operação, usando, inclusive, a mulher como laranja

 

DALLAGNOL USA A MULHER COMO LARANJA PARA GANHAR DINHEIRO com palestras sobre a Lava Jato

Os diálogos do site The Intercept Brasil já revelaram ao mundo que a relação promíscua entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol tinham um interesse comprometedor: condenar o ex-presidente Lula nos processos da Lava Jato.

Mas mesmo após as conversas reveladas entre os dois, Dallagnol segue endeusado por uma parte da imprensa e da sociedade.

E neste domingo, os dois Dallagnol – o que ensina a combater a corrupção e o que ensina a usar esquemas para ganhar dinheiro – surgem nas páginas dos jornais Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo.

Ao Estadão, em entrevista exclusiva, Dallagnol fala de corruptos e condena o uso das conversas em que foi flagrado manipulando processos.

– O interesse é anular condenações e barrar o avanço da investigação. A operação atingiu muitos poderosos e detentores do poder econômico. Poderia ser qualquer um deles, além dos corruptos que ainda não foram alcançados pela Lava Jato – diz o procurador.

Mas as novas gravações reveladas pela Folha de S. Paulo mostram, no mesmo dia, um Deltan Dallagnol bem mais igual aos que ele diz combater.

– Você e Amanda do Robito estão com a missão de abrir uma empresa de eventos e palestras. Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok? É um bom jeito de aproveitar nosso networking e visibilidade – ensina à mulher o Dallagnol capitalista.

Amanda de Robito é a mulher do procurado Robson Pozzozon, também da Lava Jato, que entraria com ele na sociedade secreta para arrecadar dinheiro com as operações.

Dallagnol usa as mulheres como laranjas por que a lei proíbe que procuradores sejam sócios de empresas.

Em outras palavras, o coordenador da Lava Jato, que persegue corruptos é, ele próprio, um corrupto, que engana a lei para ganhar dinheiro com suas perseguições.

Simples assim…

 

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Após alerta do blog, Wellington finalmente fala sobre acusações contra ele…

Horas depois do post mostrando que o candidato do PP tinha obrigação de explicar denúncias de uso de laranjas, sonegação de impostos e invasão de terrenos públicos, o deputado concedeu entrevista ao jornalista Gilberto Léda, tentando explicar cada um dos pontos

 

Wellington no João de Deus; resposta após cobrança do blog

Wellington no João de Deus; resposta após cobrança do blog

O candidato do PP, Wellington do Curso, chamou nesta terça-feira, 13, o jornalista  Gilberto Léda para, finalmente, falar sobre o rosário de acusações que surgiram contra ele no decorrer da campanha pela prefeitura.

As explicações do populista foram dadas horas depois de este blog alertá-lo de que ele não poderia deixar as denúncias sem resposta, por que tinha satisfações a dar como candidato. (Releia aqui)

A assessoria do candidato chegou a dizer que ele não precisaria falar po que “o povo já se decidiu por ele.

Por enquanto, o blog encaminha a entrevista do blog de Gilberto Léda para apreciação dos seus leitores. (Aqui)

Em post na quarta-feira, analisar-se-á ponto por ponto das respostas do candidato.

É aguardar e conferir…

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Uso de “laranjas” é prática usual na Assembléia – já investigada na Justiça Federal…

Assembléia já começa com nova denúncia...

Não é novidade alguma o uso de pessoas humildes como “laranjas” de deputados na Assembléia Legislativa.

Novidade, na verdade, é a atitude do juiz Gervásio Protásio dos Santos, que resolveu expor o caso que julga, na rede adolescente Faebook, recusando-se a dar o nome e pondo todos os 42 parlamentares sob suspeita.

No mínimo um deslize ético do magistrado.

Se a Lei Orgânica da Magistratura o proíbe de dar nomes das partes dos processos, deveria proibi-lo, também, de fazer comentários genéricos dos processos, o que joga suspeitas sobre terceiros.

Há vários outros casos de uso de empregadas domésticas e pessoas comuns nomeadas sem saber na Assembléia, alguns em fase de recurso na Justiça Federal, em Brasília.

Este blog, inclusive, já publicou matérias sobre o assunto. (Leia qui o texto “Operação Taturana”, de 07/12/2007)

O deputado Carlos Filho (PV) – autor do fato tornado público por Gervásio Protásio, segundo o blog de Gilberto Léda – foi apenas mais um pego quando deixou de pagar o empréstimo do laranja.

Outros podem vir neste mesmo rastro.

Já respondem a processo pela prática, na Justiça Federal, os deputados Hélio Soares (PP), Manoel Ribeiro (PTB), Rigo Teles (PV) e os ex-deputados Maura Jorge (PMDB), Pavão Filho (PDT) e Soliney Silva (PMDB).

Maura Jorge, inclusive, foi absolvida de um caso semelhante ao de Carlos Filho, em julgamento de recurso no Tribunal de Justiça, em decisão tão estranha quanto a atitude do atual juiz do caso.

Mas é assim que funciona a Assembléia do Maranhão, a Justiça do Maranhão e os parlamentares do Maranhão.

Em tempo: o deputado Carlos Filho culpa o assessor, já falecido, pela nomeação laranja…