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Quase sem leitos na rede pública, Dino deve inaugurar hospitais de campanha

Governador deve entregar as unidades de saúde de Açailândia e de São Luís no sábado e no domingo, respectivamente, aumentando a capacidade do sistema em 220 leitos para atendimento da coVId-19

O hospital de Açailândia vai atender até 200 pacientes da região tocantina a partir deste sábado, 16

O governador Flávio Dino deve entregar neste fim de semana os dois hospitais de campanha que estão sendo construídos, um em Açailândia e outro em São Luís.

A unidade de Açailândia – construído em parceria com empresas – tem capacidade para 60 leitos, mas apenas 20 leitos serão entregues neste sábado, 16.

Já o Hospital de Campanha de São Luís, erguido no Pavilhão e Eventos do Multicenter Sebrae, tem capacidade para 200 leitos. Segundo o governador, todos serão entregues neste domingo, 17.

– Domingo estará pronto. Mais 200 leitos contra o coronavírus –  disse ele.

O Hospital de São Luís será entregue no domingo, 17, com todos os seus 200 leitos em funcionamento, segundo Flávio Dino

Os 220 novos leitos chegam no momento em que o coronavírus começa a se alastrar perigosamente pleo interior maranhense.

O hospital de Açailândia deve receber pacientes do município e de outras cidades da região tocanitna.

Ainda não há ~informação sobre a entrega dos demais 40 leitos…

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Alguém está mentindo sobre leitos no Maranhão…

Governador Flávio Dino garantiu em suas redes sociais na tarde desta quarta-feira, 29, que o Maranhão tem, hoje, 735 leitos exclusivos para tratamento da CoVID-19; mas o último relatório oficial da Secretaria de Saúde garante que são 628 leitos. Onde estão os 108 leitos da diferença entre o que diz Dino e sua equipe de Saúde?!?

 

Leia abaixo o post publicado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) no twitter, na tarde desta quarta-feira, 29:

A publicação de Dino foi uma tentativa de resposta aos jornalistas que questionam seus dados sobre leitos para tratamento da CoVID-19 em comparação com a realidade. (Entenda aqui, aqui, aqui e aqui)

Agora, leia abaixo o relatório oficial da Secretaria de Saúde do Estado:

Perceba que, enquanto Flávio Dino afirma existirem hoje no Maranhão 735 leitos para atendimento de pacientes da CoVID-19, sua própria secretaria revela serem apenas 628, entre clínicos e UTIs.

A diferença é de nada menos que 108 leitos, significativa para o número de mortes que se registram todo dia no estado.

Quem está mentindo?!?

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Estado “ocupa” 25% dos leitos e inviabiliza atendimentos em Imperatriz

A paralisação, por parte do estado, de serviços vitais no sistema de saúde pública, está sufocando o Hospital Municipal de Imperatriz, o Socorrão. Na última segunda-feira, 19, eram quase 25% dos leitos das enfermarias do único centro regional de urgência e emergência ocupados por pacientes que não deveriam estar ali.

Por falta de funcionamento de etapas que são da conta do Governo do Maranhão, dezenas de doentes formam uma espécie de dolorosa fila do desespero e ainda impossibilitam o acolhimento de outros pacientes.

Na segunda-feira, nove leitos do HMI estavam ocupados por pacientes já indicados para o TFD, Tratamento Fora de Domicílio, que nas regras da pactuação do SUS, Serviço Único de Saúde, dependem de especializações que não existem em Imperatriz, e já eram para estar em São Luís. Isso não ocorre porque a secretaria de Saúde do Estado não providencia o deslocamento e nem abre vagas das unidades da capital.

Tem paciente em leito do HMI há cinco meses, esperando transferência.

A direção do Socorrão não pode precisar quantos doentes, em condições menos emergenciais estão em casa, vítimas da mesma situação, e que vez por outra precisam ser acolhidos pelo HMI, ainda que temporariamente. Estima-se que pelo menos 50 pacientes aguardam o TFD do Estado, em suas residências.

Conta maior gerada pelo Estado para o Município se dá pela suspensão do atendimento, por parte do Hospital São Rafael, que reclama atrasos de até sete meses para receber pelos serviços prestados ao Governo do Maranhão. São procedimentos da hemodinâmica, indispensáveis para o tratamento de pacientes cardíacos graves. Ontem, eram 23 os doentes dessa categoria perdendo tempo e vendo agravar-se o estado de saúde.

Outra fatura pesada para o Socorrão (com desdobramentos na ocupação de leitos que poderiam acolher outros doentes) é a redução de ofertas das UTI’s. Do município, funcionam integralmente os 20 leitos de adultos e os 10 de crianças, mas, dos contratados pelo Estado, com recursos que são de Imperatriz, dos 15 leitos do Hospital da Unimed, nem todos acolhem pacientes dos SUS (a média dos últimos meses é de dez ocupações por mês).

Antes, esse 15 leitos eram 20, mas 5 deles, que permanecem na conta de Imperatriz, foram transferidos pelo Governo para a capital, São Luís.

Situação na manhã do dia 20/08:

01

Pacientes à espera do Tratamento Fora do Domicílio (TDF)

9

02

Pacientes à espera de exames e procedimentos da HEMODINÂMICA

23

03

Pacientes GRAVES, MUITO GRAVES e GRAVÍSSIMOS, na fila da UTI

23

 

Total de leitos “interditados”, no Socorrão

55