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Chapa de esquerda pró-Lula dá sinais de esgotamento

Ex-presidente já é claramente ameaçado pelo presidente Jair Bolsonaro em, São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o que aponta para a conclusão de que a aliança de PT com PSB e PCdoB pode estar fechada em nicho que precisa ser ampliado ao centro

 

Sem ampliar apara além da esquerda, Lula corre sérios riscos contra o presidente Jair Bolsonaro; mas há petistas e esquerdistas que não compreendem assim

A pesquisa do Instituto Paraná, que apresentou empate técnico entre o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) em São Paulo – com o atual mandatário numericamente à frente – foi festejada em todo o país por bolsonaristas; e minimizada por petistas.

Mas é preciso analisar friamente os números e entender a conjuntura.

Há tempos, o próprio Lula vem afirmando ao seu aliados que a coligação genuinamente de esquerda entre PT, PCdoB e PSB não agrega para além do próprio círculo ideológico; ele busca formas de ampliar esta aliança com MDB, PSD, PDT e outros partidos de centro.

Neste aspecto, a candidatura do pedetista Ciro Gomes passa a ser espécie de fiel da balança para o ex-presidente.

Mas Lula enfrenta resistências dos mais radicais esquerdistas, que pregam o purismo da chapa – tanto que fizeram força contra a entrada do próprio ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) na chapa.

Bolsonaro navega entre a direita mais radical e extremista e o centro; não agrega ideologicamente em nenhuma aspecto, mas tem a força da máquina do governo para alavancá-lo em todo o país.

A pesquisa do Instituto Paraná é, portanto, um sinal de alerta para Lula e seus aliados….

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PT desautoriza imposição de Dino para vice de Brandão

Ex-governador atropelou o partido ao indicar, por decisão pessoal, seu ex-secretário de Educação Felipe Camarão, antes mesmo do encontro de tática; e agora enfrenta resistências internas à sua escolha

 

Felipe Camarão foi imposto por Flávio Dino como vice de Brandão, sem discussão alguma com as correntes do PT

A imposição pessoal do nome do ex-secretário Felipe Camarão para compor a chapa do governador-tampão Carlos Brandão (PSB), decidida unilateralmente pelo ex-governador Flávio Dino (PSB) – antes mesmo de o PT se reunir para decidir sobre os rumos eleitorais – gerou divisões internas no partido.

Diversas alas da legenda não aceitam Camarão como representante petista e já há ensaios de outras candidaturas à chapa majoritária – seja de Brandão, seja, dentro de uma eventualidade, do senador Weverton Rocha (PDT).

O deputado estadual Zé Inácio é um dos nomes que se lançaram a vice; já o professor Paulo Romão quer disputar o Senado, num contraponto ao próprio Flávio Dino.

Orgânico no PT, o deputado Zé Inácio também pôs o seu nome à disposição do partido para compor chapas majoritárias, não necessariamente a de Brandão

Controlador absoluto dos destinos do PT estadual desde que assumiu o governo, Flávio Dino nunca respeitou as instâncias partidárias  para decidir, ele próprio, de que forma o partido seguirá em cada pleito; para isso, empregou no Palácio dos Leões dirigentes petistas mais fisiologistas do que ideológicos.

Mas as forças contrárias à essa imposição fazem o contraponto interno; a partir delas é que o PT marcou o encontro de tática eleitoral para o dia 29 de maio, quando será definido, além dos rumos partidários, também nomes para disputar os cargos majoritários.

Flávio Dino pode até ter seu pupilo escolhido, mas vai precisar dialogar e não impor ao PT…

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Em carta aberta a petistas, liderança do PSOL defende apoio a Weverton

Jornalista e professor universitário, ex-candidato a prefeito de São Luís, Franklin Douglas lembra das lutas da esquerda até a eleição de Jackson Lago, em 2006 – relembra o erro histórico da cúpula do PT, que ficou contra o pedetista naquela eleição – e diz que, em breve, todos juntos, PDT, PT, PSOL e Rede Sustentabilidade estarão nas ruas por Lula presidente

 

Franklin Douglas exortou a companheirada petista a se manter firme no campo progressista, contra a pressão das velhas estruturas agora de volta ao Palácio dos Leões

O jornalista, professor universitário e ex-candidato a prefeito de São Luís, Franklin Douglas, liderança do PSOL na capital maranhense, encaminhou “Carta Aberta” aos membros do PT, fazendo um apanhado histórico da importância do posicionamento do campo progressista ao lado do senador  Weverton Rocha (PDT).

Douglas justifica sua ausência do encontro do PT, na Fetaema – por ter assumido compromissos inadiáveis – mas exorta os companheiros petistas a resistirem contra o Palácio dos Leões, mantendo-se ao lado da classe trabalhadora.

– CORAGEM, LUTA! Foi o que travamos. É o que devemos fazer também agora. Somos herdeiros da OPOSIÇÃO HISTÓRICA MARANHENSE. E é com ela que devemos nos perfilar, não com os que recompõem a velha estrutura que, mesmo sob o governo Flávio Dino, só trouxe aumento da violência no campo, como bem externou a FETAEMA em carta aberta – ponderou Franklin Douglas.

Na carta aos petistas, o líder do PSOL relembra a trajetória das esquerdas até a vitória de Jackson Lago, em 2006 – quando, em equívoco histórico, o PT decidiu não acompanhar o pedetista, que acabou vencendo a eleição.

– Bastaram quatro meses para a História nos dar razão. O PT deveria ir com o PDT desde o primeiro turno. Felizmente, corrigimos aquele equívoco com toda nossa força em apoio ao candidato do “é 12, é 12, é 12, é 12, é 12, é 12!!” (quem não lembra do jingle que ganhou todo o Maranhão?) e, no segundo turno, IMPUSEMOS A PRIMEIRA DERROTA ELEITORAL DA OLIGARQUIA SARNEY EM 50 ANOS! – diz o documento.

Esquerdistas históricos como Valdinar, Weverton e Márcio Jardim – e outros de ocasião, como Rubens Júnior – ao lado de Jackson após golpe que o tirou do poder em 2009

Franklin Douglas lembra ainda do golpe judiciário que cassou o mandato de Jackson e que, mais tarde, também tirou Lula da disputa presidencial de 2018 e o levou à cadeia.

– Por acompanhar ativamente – como eu, como Marcio Jardim, como dezenas de lideranças sindicais da FETAEMA, como tantos de nós – Weverton sabe o que ocorreu nos bastidores do Tribunal Superior Eleitoral (até vaga na Academia Brasileira de Letras foi negociada, em troca de voto pela cassação de Jackson). Weverton aprendeu com a história o que é esse tipo de processo que, atualmente, denominamos de Lawfare “perseguição judicial”) – sofrido por Jackson 10 anos antes, e usado para decretar a prisão de Lula e tirar os direitos políticos dele – relembrou o psolista.

Endereçada aos petistas Honorato Fernandes, Marcio Jardim, aos membros da Fetaema e ao próprio Weverton Rocha, o documento – que na verdade seria o discurso de Franklin Douglas no evento do PT – encerra conclamando o campo progressista a lutar nestas eleições.

– À LUTA COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS PETISTAS COM WEVERTON! SEM MEDO! E COM A CERTEZA QUE VOCÊS ESTÃO NO LADO CERTO DA HISTÓRIA. JUNTOS, PETISTAS, PSOL, REDE, PDT, TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS DA FETAEMA E MILHARES DE OUTROS, ESTAREMOS BREVEMENTE NAS RUAS, NAS PRAÇAS E NA CAMPANHA DE LULA-PRESIDENTE CONTRA O FASCISMO, PARA DERROTAR BOLSONARO, PARA O POVO VOLTAR A SER FELIZ, NO BRASIL E NO MARANHÃO – concluiu.

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“Lula não precisa de ninguém para ter votos no Maranhão”, reconhece Weverton

Senador do PDT diz que o ex-presidente tem uma relação direta com o povo maranhense, que independe de lideranças dele próprio e muito menos de Flávio Dino, que tenta ser os donos dos votos do petista no estado

 

Ao contrário de Flávio Dino, que tenta ser o dono dos votos de Lula, Weverton reconhece a força do ex-presidente no eleitorado maranhense; e quer estar ao seu lado nas eleições

Num do mais contundentes discursos sobre sua relação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira, 20, em encontro com militantes do PT de todo o estado, o senador Weverton Rocha (PDT) reafirmou o peso do líder petista no Maranhão.

Aos militantes, Weverton revelou o teor de uma das últimas conversas com o ex-presidente, quando reconheceu a capacidade única de sua votação entre os maranhenses.

– Não é o Lula quem precisa de alguém. Ele não precisa de Weverton, não precisa de Flávio Dino, não precisa de ninguém. Ele já tem 70% dos votos do Maranhão, independente de quem o apoie. Tentar se apropriar desta força é oportunismo – reconheceu Weverton.

O discurso é um petardo direto nas pretensões do ex-governador Flávio Dino (PSB), que tenta se impor como o dono dos votos de Lula no Maranhão, controlando o PT e outros partidos que estejam no campo político do ex-presidente.

Com ligação direta com Lula – independente da ação de Dino – Weverton reconhece o poder do ex-presidente e se põe ao seu serviço.

– Na última conversa que tive com o Lula eu disse a ele: “lá no Maranhão, se o senhor nem pisar, vai ter os mesmos votos; por que é o povo quem quer, não precisa de ninguém conduzindo” – afirmou o senador.

Apesar da pressão de Flávio Dino pelo apoio do PT ao tucano-socialista Carlos Brandão, Lula já manifestou publicamente sua preferência pelo senador Weverton Rocha.

E Weverton reconhece a força e o tamanho do ex-presidente…

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“Tucano nunca vai ser pomba; Camarão nunca será Lula”, provoca Haroldo Saboia, em encontro do PT com Weverton

Em discurso no encontro de petistas com o senador do PDT, ex-deputado e militante do PSOL disse – numa referência à mudança oportunista de partido do vice-governador – que “eleição não é carnaval, quando se troca de fantasia a toda hora”

 

Militante do PSOL, Haroldo Saboia foi um dos participantes do encontro do PT com Weverton Rocha

 

Considerado um dos mais espirituosos políticos do Maranhão, o ex-deputado federal constituinte Haroldo Saboia (PSOL), fez uma fina ironia nesta quarta-feira, 20, sobre a mudança de partido que o governador-tampão Carlos Brandão (PSB) na tentativa de se aproximar das esquerdas.

– Não adianta querer transformar um tucano em uma pomba; ele será sempre tucano – provocou.

Historicamente ligado ao PSDB – cujo símbolo é um tucano – Brandão filiou-se ao PSB, sob orientação do padrinho Flávio Dino (PSB), para tentar convencer o PT de que ele é de esquerda e ao presidente Lula a estar seu palanque.

– Eleição não é carnaval, quando se troca de fantasia a toda hora – debochou, Saboia.

Militante do PSOL em São Luís, Haroldo Saboia declarou apoio à candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) desde o ano passado; ele participou do encontro de petistas com o senador, nesta quarta-feira, 20, na sede da Fetaema, no Araçagy.

Haroldo reforçou posicionamento de outros membros do partido – e também da Rede Sustentabilidade – segundo o qual, não há ainda questão fechada sobre uma candidatura própria ao governo na federação entre os dois partidos.

Com relação ao apoio de Lula no Maranhão, Saboia aproveitou seu discurso para fazer outra provocação, desta vez contra a imposição do nome do ex-secretário Felipe Camarão como indicação do PT a vice de Brandão.

– Assim como um tucano jamais será uma pomba, Camarão também nunca será Lula – concluiu…

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Weverton recebe apoio do PT nos 217 municípios maranhenses

Petistas ligados aos diretórios municipais, a entidades do segmento social, aos sindicatos e à luta dos trabalhadores reuniram-se nesta quarta-feira, 20, com o senador pedetista para reafirmar apoio à chapa Lula/Weverton nas eleições de outubro, mesmo diante da compra de apoios promovida pelo Palácio dos Leões

 

Weverton reforçou seu compromisso com as lutas dos trabalhadores e do povo, na guerra contra as elites do Maranhão

 

Representantes do PT em todos os 217 municípios maranhenses estiveram nesta quarta-feira, 20, na sede da Fetaema, no Araçagy, para hipotecar apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) e ao ex-presidente Lula (PT) nas eleições de outubro.

O levantamento dos presentes foi feito pela coordenação do evento, capitaneado pelo presidente do diretório petista em São Luís, Honorato Fernandes, e pela presidente da Fetaema, Ângela de Souza; a militância petista reforçou a unidade da chapa Lula/Weverton como representante legítima do campo progressista.

– Nosso desafio é fazer com que a pessoa, o eleitor comum, se veja na imagem de um candiato a governador. E Weverton tem isso. Tem a minha cor, o meu cheiro. Tem posição ao lado do povo, da classe trabalhadora – afirmou Honorato.

O ex-vereador de São Luís fez questão de ressaltar que a pressão do Palácio dos Leões não fará o PT mudar sua posição histórica, ainda que alguns petistas aceitem ser cooptados pela candidatura do governador-tampão Carlos Brandão (PSB).

– Do outro lado tem aqueles que pensam que, fazer política é apenas – quando chega o período eleitoral – botar preço em nossa militância para tê-la ao seu lado – afirmou o vereador.

Além do PT, Weverton tem apoio de outros segmentos da esquerda, como setores do PSOL, da Rede, dos movimentos sociais, do sindicalismo e da classe trabalhadora

Weverton ressaltou a importância de estar entre os que ele sempre esteve ao lado, lembrando que a eleição de outubro será claramente a disputa do povo contra as elites tradicionais do Maranhão.

– E não é apenas uma luta de classes, mas de gerações. Basta ver as fotos para se notar de que lado estão as elites e de que lado está o povo – afirmou o senador.

Durante toda a manhã, petistas de todos os municípios foram ao palco para manifestar seu apoio a Lula e a Weverton; além deles, participaram também representantes do PSOL, da Rede Sustentabilidade, do PROS e do União Brasil, partidos que estão apoiando o senador do PDT.

Representantes de movimentos sindicais e sociais também defenderam a chapa Lula/ Weverton…

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PT ideológico fica com Weverton; PT fisiológico vai com Brandão

Dirigentes partidários com cargos no governo-tampão para si e para parentes – controlados por Flávio Dino – estão alinhados à candidatura do governador tucano-socialista; a parte tradicionalmente ligada às pautas da esquerda, aos movimentos sociais e às lutas dos trabalhadores fecham com o senador pedetista

 

A relação de Lula com Weverton é natural por que é histórica, desde que o senador ainda era militante do movimento estudantil

Ensaio

As eleições para governador do Maranhão produziram neste 2022 uma das mais claras e reluzentes divisões de conceito no PT maranhense.

O partido hoje tem duas caras absolutamente definidas: uma ideológica, alinhada às lutas da esquerda, à classe trabalhadora e ao aos movimentos sociais, e outra que se mostra fisiológica, ávida por cargos para dirigentes e parentes.

A parte ideológica, que se mostrará nesta quarta-feira, 20, em encontro na sede da Fetaema, está abertamente apoiando a candidatura do senador Weverton Rocha (PDT).

A outra parte, a fisiológica, está alinhada ao governador-tampão Carlos Brandão (PSB), que distribui cargos a torto e à direita na tentativa de se mostrar ao aldo do ex-presidente Lula.

A divisão no PT se dá também pelo histórico dos próprios candidatos a governador.

Brandão é historicamente ligado ao coronelismo e à política tradicional no interior do estado; não compreende o movimento sindical, não tem relação com a luta dos trabalhadores e vê com estranheza pautas modernas como o empoderamento feminino, a concessão de direitos LGBTQIA+, a luta dos negros e quilombolas e a divisão de terras improdutivas no interior.

Agora filiado ao PSB, Carlos Brandão é, na verdade, tucano histórico, ligado ao presidenciável João Dória, do PSDB

Weverton, por sua vez, filiado desde sempre ao PDT, atua na esquerda desde o movimento estudantil; comandou a UNE, atuou sempre em pautas trabalhistas, na defesa dos trabalhadores, é militante da causa de negros, mulheres, LGBTQIA+ e tem relação direta com os sindicatos e centrais sindicais, como Fetaema, CUT, Sindsep e outras entidades da classe trabalhadora.

Enquanto Brandão esteve calado durante o golpe contra a presidente Dilma e chegou a chamar Lula de estelionatário, Weverton pregou contra o golpe e foi o primeiro maranhense a visitar a cadeia em Curitiba, para onde foi levado o ex-presidente.

Não há dúvidas, portanto, de que há dois PT’s atuando nas eleições maranhenses: um fisiológico e outro ideológico.

E a atuação de cada um, com todos seus instrumentos de persuasão, definirá também de que lado estará o eleitor comum.

Simples assim…

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Flávio Dino tenta controlar PT, que está rachado entre Weverton e Brandão

Ex-governador controla o partido com mão de ferro no Maranhão, traçando, inclusive, seus destinos políticos-eleitorais, em troca de cargos no governo, mas a parte mais histórica da legenda prefere seguir com a candidatura do senador pedetista, mais identificado com as lutas do campo progressista, que o governador-tampão sempre combateu

 

Lula prefere Weverton n o Maranhão, apesar da cooptação de petistas pelo Palácio dos Leões, em troca de empregos e cargos

Todos os esforços do Palácio dos Leões para ter o PT na chapa do governador-tampão Carlos Brandão (PSB) são feitos unicamente pelo ex-governador Flávio Dino (PSB).

Sem nenhuma identificação com a esquerda, Brandão deixa ao seu antecessor – que controla algumas das lideranças petistas no Maranhão – a tarefa de cooptação para formar o palanque, em troca de cargos e espaços no governo.

Mas nem isso tem adiantado.

A parte mais progressista e menos fisiológica do PT maranhense decidiu fechar com o senador Weverton Rocha (PDT), historicamente identificado com a luta do PT e do campo progressista.

Estão no grupo com Weverton – que realiza nesta quarta-feira, 20, encontro na sede da Fetaema, no Araçagy – lideranças como o pré-candidato a senador Paulo Romão, o presidente do PT municipal, Honorato Fernandes, e o ex-secretário de Esportes Márcio Jardim, além de dirigentes sindicais e lideranças de movimentos sociais ligados ao PT.

No apoio ao senador do PT estão lideranças petistas de todo o estado, que optaram por um candidato mais identificado com as lutas da esquerda

Weverton tem também a preferência do próprio ex-presidente Lula e das principais lideranças nacionais petistas, como o ex-ministro José Dirceu e o líder da bancada no Congresso, Paulo Rocha.

Essa força do senador pedetista no PT tem levado a campanha do governador-tampão a tentar colar sua imagem à de Bolsonaro, na esperança de que petistas-raiz afastem-se dele e sigam com o Palácio dos Leões.

O encontro desta quarta-feira vai reunir petistas de todo o Maranhão fechados com Weverton.

Brandão, por sua vez, vai continuar dependendo de Flávio Dino para evento igual…

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Sarney, o oráculo…

Peregrinação de candidatos à presidência da República à casa do ex-presidente mostra que, mesmo afastado da política, já com 92 anos, o maranhense é ainda o maior político da história do Brasil

 

Do alto dos seus 92 anos, Sarney tem prestígio, poder e influência sobre a política nacional, tudo o que qualquer político sonha em ter um dia

O ex-presidente José Sarney (MDSB) tornou-se uma espécie de oráculo nesta fase da pré-campanha que se aproxima da definição oficial dos candidatos.

Já passaram pela sua casa o ex-presidente Lula (PT), o presidente Jair Bolsonaro (PL), a senadora Simone Tebet (MDB), e até o filho do presidente, Flávio Bolsonaro (PL); todos querem ouvir de Sarney opiniões e impressões sobre a sucessão presidencial;.

Mesmo afastado da política e do alto dos seus 92 anos, Sarney é, ainda hoje, a principal referência no que diz respeito a influencias partidárias no país.

O maranhense representa o que todo político gostaria de ter: prestígio, poder e influência entre os poderosos de Brasília.

Se sonha ser como ele, o ex-governador Flávio Dino deveria passar uns dias em sua casa na capital federal…  

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Agora no PSB, Brandão ainda corre atrás de uma imagem com Lula…

Vice-governador optou por filiar-se em Brasília – junto com o ex-governador Geraldo Alckmin – na esperança de ter o ex-presidente no evento, mas voltou ao Maranhão mais uma vez ignorado pelo líder petista

 

Em Brasília, Brandão esperava fazer esta foto ao lado de Lula, mas acabou frustrado e tendo que se contentar com Carlos Siqueira, Flávio Dino e Bira do Pindaré

Análise da notícia

O governador Flávio Dino tinha um objetivo de marketing ao levar seu candidato ao governo, Carlos Brandão, para filiar-se ao PSB em um evento em Brasília, com a presença do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (ex-PSDB).

Dino queria uma imagem pública e de repercussão com seu vice ao lado do ex-presidente Lula, pré-candidato do PT à presidência.

Mas Lula frustrou os planos da dupla Dino/Brandão e não compareceu ao evento de filiação de Alckmin; Brandão voltou ao Maranhão sem a sonhada imagem com o ex-presidente, que ele pretende usar em sua campanha.

O vice de Flávio Dino não tem qualquer imagem ao lado do líder petista por que nunca esteve com Lula em tempo algum; pelo contrário, sempre fez oposição ao mesmo PT que agora espera em seu palanque por mera vontade de Flávio Dino.

Flávio Dino sonha, por exemplo, com uma imagem de Lula igual as que o ex-presidente tem com o senador Weverton Rocha e até com a família do pedetista, o que é pouco provável de ocorrer a essas alturas.

Sem identidade alguma com o líder petista, Brandão não consegue, sequer, balbuciar palavras-de-ordem da esquerda por que nunca esteve neste campo político.

Tanto que até errou o nome de João Campos, filho do ex-presidenciável Eduardo Campos e neto do lendário Miguel Arraes. (Entenda aqui)

Pode até ter o PT em seu palanque – por conta dos arranjos políticos-eleitorais – mas vai ter que se contentar com as fotomontagens que o chefe da Comunicação do Palácio dos Leões, Ricardo Capelli, tem criado para sua campanha.

É o máximo que a “escolha pessoal” de Flávio Dino consegue como “esquerdista”…