Candidatura do vice-governador foi forçada pelos aliados do ministro do STF apenas para impedir aliança do PT com Orleans Brandão, sem interesse real na disputa pelo governo

OS ALIADOS DE FLÁVIO DINO APOSTARAM MESMO NA ALIANÇA COM BRAIDE, VIA CAMARÃO, mas esbarraram na resistência do PT e do próprio Braide
Editorial
Os remanescentes do governo Flávio Dino no Maranhão tinham dois objetivos ao incensar o vice-governador Felipe Camarão (PT) a sair candidato ao governo mesmo sem apoio do governador Carlos Brandão (MDB) e sem a unidade no próprio partido:
- o primeiro objetivo era impedir que o PT se aliasse ao candidato do governo, Orleans Brandão (MDB);
- o segundo era ter uma moeda política de troca na negociação com o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD).
“Não fechamos portas para o diálogo com Braide; temos o Felipe Camarão na disputa, mas a conversa com Braide existe”, admitiu o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), em 17 de abril, declaração registrada neste blog Marco Aurélio d’Eça, no post “Dinistas insistem no diálogo com Braide, mesmo tendo Camarão como opção no PT…”.
A ideia era manter Felipe Camarão na disputa até as convenções, quando apresentariam a Braide a proposta da candidatura do vice a senador, levando o PT à coligação com o candidato do PSD.
Até mesmo setores da cúpula nacional do PT e do governo Lula chegaram a comprar a ideia, mas a jogada dos aliados de Flávio Dino esbarrou em dois problemas, um externo e outro interno:
- na seara externa, a pretensão esbarrou no pragmatismo de Braide, que via nas pesquisas forte desgaste popular na aliança com lulistas e evitava citar o nome do presidente petista;
- internamente, os dinistas tinham a candidatura da senadora Eliziane Gama, agora no PT e nome de Lula para a disputa; como substituí-la, de uma hora para outra, por Camarão?!?
Os aliados de Flávio Dino só começaram a cair na real quando viram Braide cada vez mais vinculado à direita; e a ficha caiu definitivamente com a indicação do ex-prefeito Lahésio Bonfim para o Senado.
Só depois disso os dinistas entenderam que já não havia mais o que fazer e terão que seguir com Camarão até o final.
Só que, agora, com a candidatura esvaziada por ações deles próprios…













