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Agora aposentado, juiz Carlos Madeira indica início de carreira política…

Já declarado pré-candidato a prefeito de São Luís, magistrado destaca “marco de um novo ritual de passagem” da sua vida e pede bênçãos “à jornada que haverá de iniciar”

 

Madeira agora terá mais disposição para articular sua candidatura a prefeito de São Luís

 

O juiz federal José Carlos do vale Madeira anunciou nesta terça-feira, 3, a sua aposentadoria do serviço público federal, após 25 anos de carreira no Judiciário e no Ministério Público.

Ele pretende concorrer a prefeito de São Luís, e deixa esse desejo claro na nota divulgada após sua decisão.

– Esgoto um ciclo da minha vida; transformo este dia em um marco de um novo ritual de passagem da minha vida – disse o agora juiz aposentado.

Carlos Madeira tem tratado desde o início de 2019 sobre a possibilidade de concorrer à Prefeitura de São Luís. Já tratando de sua aposentadoria na 5[ Vara da Justiça Federal em São Luís, ele começou a conversar com dirigentes partidários e chegou a figurar em pesquisas de intenção de votos.

Mesmo ainda sem partido, Madeira pretende fortalecer ainda mais o debate sobre seu nome na disputa.

– Neste instante, ao iniciar os primeiros passos de um novo instante da minha vida, sinto minh’alma permeada por um misto de tristeza e de esperança; de tristeza, por deixar o longo convívio que mantive com servidores, colegas magistrados, membros do Ministério Público, advogados e com os jurisdicionados, e de esperança, por acreditar que, como nos versos de Vinicius de Moraes, um novo dia vem nascendo, um novo sol já vai raiar… – frisou.

Nestes últimos meses, Madeira conversou com dirigentes do MDB, do PSDB, do Solidariedade e do PSD; espera decidir até abril o partido pelo qual vai concorrer.

Abaixo, a Nota de despedida da magistratura assinada por Carlos Madeira:

Hoje, 3 de dezembro de 2019, apresentei meu pedido de aposentadoria ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Esgoto um ciclo da minha vida; transformo este dia em um marco de um novo ritual de passagem da minha vida.

Estou na Justiça Federal desde 1994. Iniciei minha jornada no Estado de Rondônia; depois, estive em Imperatriz – de 1997 a 1999 – e, finalmente, cheguei em São Luís, com a instalação da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão.

Antes, fui Promotor de Justiça, com atuação na Comarca de Paraibano, e Juiz de Direito, com atuação nas Comarcas de Riachão, Tuntum, Presidente Dutra e Pinheiro.

Pelas minhas mãos passaram processos de elevada complexidade e amplo destaque em nosso Estado, mas passaram processos de pessoas simples que depositavam na Justiça suas mais intensas esperanças.

Em todos os casos procurei ter o mesmo olhar; as demandas não se medem pela complexidade e nem pelo interesse que despertam no âmbito da sociedade em determinado momento, mas pela dimensão da busca pelos ideais de Justiça.

Neste instante, ao iniciar os primeiros passos de um novo instante da minha vida, sinto minh’alma permeada por um misto de tristeza e de esperança; de tristeza, por deixar o longo convívio que mantive com servidores, colegas magistrados, membros do Ministério Público, advogados e com os jurisdicionados, e de esperança, por acreditar que, como nos versos de Vinicius de Moraes, um novo dia vem nascendo, um novo sol já vai raiar…
Conforta-me a passagem clássica do Eclesiastes: Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Comovido, agradeço às pessoas que tornam minha vida melhor pela compreensão e pelo apoio para que essa decisão fosse plena e feliz: minha esposa, Mara Ruth, meus filhos, Caroline, Larissa, Fernanda, Pablo e Thiago, meus irmãos, Nesimar, Paulo e Welbson, minhas noras e genro, Rayssa, Luísa e André, e meus amigos, desde aqueles da Travessa Neiva Moreira, no Bairro de Fátima, aos que se espalham por outros cantos da cidade.

Inspirado nas palavras do Apóstolo Paulo, tenho consciência de que nestes anos todos combati o bom combate, terminei a corrida e guardei a fé.

Finalmente, invoco proteção de Seu Pedro e de Dona Nesina para abençoarem a jornada que haverei de iniciar.

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A Amma… Ah, a Amma!!!

corporativismoA Associação dos Magistrados do Maranhão emitiu hoje nota sobre o caso envolvendo o juiz João Francisco Gonçalves, que, a pedido do governo Flávio Dino (PCdoB), obrigou o jornal O EstadoMaranhão a se retratar de uma matéria em que Dino já havia tido a oportunidade de se explicar.

Com o devido respeito, este blog vai, simplesmente, ignorar a nota da Amma.

Por que a Amma é isso mesmo, a Amma.

Ela representa juízes, não jornalistas ou jornais.

O que poderia dizer no caso?!?

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“Eu não lhe prometi um mar de rosas”…

Juíza Alice nega pressões…

O título acima é um trecho de música da banda The Fever’s, sucesso da Jovem Guarda. Expressa bem a análise do caso dos juízes Alice de Souza Rocha e Paulo Augusto Moreira Lima.

A primeira teve autorizada ontem, no Tribunal de Justiça do Maranhão, seu pedido de transferência da 1ª Vara do Tribunal do Juri, onde presidia as investigações do assassinato do jornalista Décio Sá.

O outro, juiz de Goiás, determinou a prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira e pediu pra sair do caso no início da semana.

Alice nega que seu pedido de trasnferência tenha a ver com o caso Décio. Moreira Lima, por sua vez, assume que se sentiu ameaçado, mas nega que tenha agido por covardia.

O exemplo dos dois é um retrato da situação do serviço público no Brasil.

Juízes não vivem num mar de rosas. Na maioria dos casos, enfrentam situações adversas na condução de comarcas em ambientes de tensão, em localidades sem estrutura e cercado por ameaças de toda sorte.

Mas eles sabiam disso desde quando decidiram fazer o concurso público para ser juiz. Assim como o titular deste blog – e qualquer outro jornalista – sabia desde cedo os riscos inerentes à sua profissão.

Mas todos fizeram o juramento de servir ao povo, independentemente das condições que encontrassem.

Juiz Moreira Lima nega covardia

O problema está na praga  em que se tornaram os concursos públicos no Brasil. Pelo menos 95% dos concurseiros de plantão estão a fazer provas não para servir ao povo, mas pela atração do salário farto e das comodidades do cargo.

Um juiz, apesar das adversidades, ganha muitíssimo bem para o trabalho que faz.

Se um jovem bacharel em Direito tiver a noção exata dos riscos inerentes à profissão, saberá, certamente, valorizar o salário que recebe, enfrentanto estas adversidades e valorizando cada centavo que investiu na carreira que escolheu.

Mas, se o foco for apenas o alto salário – como imagina a maioria dos que fazem concurso para a área – certamente a missão de servir ao povo e o juramento que fizeram no início da carreira ficarão em segundo plano.

E estes nunca serão juízes de fato…

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Desembargador reconhece matéria do blog sobre “deslizes” de magistrados…

O desembargador José Luiz de Almeida

O desembargador José Luís Oliveira de Almeida republicou em seu blog o post “Tremei, bandidos de toga!!!”, que aponta a responsabilidade do Judiciário com a corrupção envolvendo os outros poderes.

Para o magistrado, a matéria “retrata, fielmente e em poucas linhas, o que as pessoas pensam, com razão,  do Poder Judiciário, fruto dos nossos ‘erros’  e da má conduta de uns poucos”.

O texto, publicado em 2 de fevereiro, reflete que a corrupção nos demais poderes e no seio da sociedade só ocorre por que, nestes setores, conta-se sempre com a benevolência ou proteção de setores corruptos do Judiciário.

E conclui: a corrupção só existe na sociedade por que ela existe no Judiciário.

José Luiz de Almeida classifica a matéria de “indigesta”, mas admite não ter como refutá-la.

– A matéria é indigesta, mas não podemos contestá-la, pois ele traduz apenas a realidade que muitos não querem – ou fingem não querer –  ver – conclui o desembargador, antes de publicar a íntegra do texto.

O reconhecimento do desembargador José Luiz de Almeida reflete o objetivo perseguido por este blog: influenciar as instâncias de poder e fazer refletir sobre o papel de cada um na sociedade.

Muito mais do que número de acessos ou de publicar matérias em primeira-mão, este blog se propõe fazer pensar. Por isso atua com foco prioritário nos círculos de poder.

Com análises contundentes, mas precisas e incontestáveis, acredita contribuir para mudança de postura de autoridades e formadores de opinião em todos os setores.

E assim, também ajudar na melhoria da sociedade como um todo…

Leia aqui o blog do desembargador José Luiz de Almeida