12

Como viver em um país assim…

Com ministro do Meio Ambiente que prega a destruição do Meio Ambiente, ignorante no comando da Educação e auxiliar negro que odeia negro o clima no Brasil é cada vez mais beligerante; e o afastamento da oposição pelo medo abre espaço para o absolutismo

 

Os generais estão diariamente no pé-de-ouvido de Bolsonaro, embora mantenham um discurso diferente no trato com a opinião pública

Editorial

O país vive o pior momento cultural de sua história, com retrocessos a passos rápidos em todos os setores da sociedade.

É ministro do Meio Ambiente que prega a destruição do meio ambiente, um ignorante no comando da Educação e negro que odeia negro.

Diante deste paradoxo institucional, o Brasil virou uma praça de guerra ideológica e a redes sociais se transformaram em um campo de lutas intelectuais sobre costumes, religião, sociedade…

Mas pelo que se vê da reação de líderes da oposição e de pensadores da esquerda – de pregar o afastamento da oposição das ruas – o bolsonarismo parece ter vencido a batalha.

Gerar medo na oposição, fazendo-a recuar, e impondo o açoite aos que insistissem em gritar contra os desmandos e absurdos, foi o primeiro passo da ditadura militar para se implantar no país.

Sem contraponto nas ruas, os militares venderam a ideia de que tinham o apoio das massas, passo fundamental para a cassação do Congresso e extinção do Judiciário, que, para não sucumbir, acabou também apoiando o golpe.

Os boçais nomeados por Bolsonaro têm o objetivo de gerar raiva na população, criando o clima de divisão desejado pelo governo

Nomear boçais escolhidos a dedo em seu ministério foi a forma que Bolsonaro encontrou para provocar reações, que gerariam, mais ações absurdas, até criar o clima de guerra civil nas ruas.

Como viver em um país assim? Impossível.

E o recuo da oposição, por medo, resultará em um país pior ainda…

1

“Bolsonaro adora um conflito”, diz Gastão Vieira

Deputado federal maranhense alerta que a agenda beligerante só interessa ao próprio presidente e que as manifestações, e o próprio Congresso, precisam ter uma pauta definida para recuperar a auto-estima do povo brasileiro

 

O deputado federal Gastão Vieira (PROS) alertou nesta quarta-feira, 3, para a falta de agenda dos grupos que se manifestam nas ruidas do Brasil.  

O que o parlamentar define domo agenda é uma pauta com temas definidos para cobrar mudanças a partir deles.

– Eu fiquei preocupado porque eu não vejo nesses grupos, nem das torcidas organizadas, que querem defender a democracia, nem no grupo bolsonarista, uma agenda. O que é que esse pessoal quer para o Brasil? – questionou Gastão.

O deputado alertou que o clima beligerante que se estabeleceu no Brasil só favorece o próprio presidente Jair Bolsonaro, que se alimenta desta situação.

– O nosso presidente Bolsonaro adora um conflito e ainda colocar o povo nas ruas. O conflito e o confronto só é bom para o presidente Bolsonaro – afirmou.

Na avaliação de Gastão, o próprio Congresso Nacional precisa definir uma pauta de reformas que restabeleçam o andamento normal do país.

– É preciso ter agenda, aprovar matérias como o Orçamento de Guerra e a Ajuda aos Estados. Precisamos retomar nossa agenda e lutar em benefício da vida. Precisamos recuperar o orgulho de ser brasileiro – concluiu.

7

[Bolsonaro] passou de todos os limites, diz Márcio Jerry…

Em manifestação na rede social Twitter, deputado federal maranhense diz que a postura o presidente da República diante dos atos contra a os demais poderes, no domingo “é um atentado à democracia”

 

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diante dos atos antidemocráticos realizados no último domingo.

– É atentado contra a democracia, sim, um presidente da República  participar de evento que pede o fechamento do Congresso e do STF – afirmou Jerry.

Bolsonaro atuou no domingo em duas frentes, ambas criticadas pela opinião pública.

Ele estimou e convidou para atos que pediam o fechamento do Congresso e do STF; também saiu às ruas para abraçar manifestantes, desrespeitando determinações do seu próprio ministério da Saúde.

– Jair Bolsonaro passou dos limites, de todos os limites – ressaltou Márcio Jerry, em opinião compartilhada por autoridades e analistas de todo o país…

0

Bolsonaristas voltam às ruas na contramão do “Mito”…

Por Josias de Souza, do UOL

Ao retornar ao asfalto neste domingo, apologistas e simpatizantes de Jair Bolsonaro vivem uma experiência inédita: pela primeira vez, trafegam na contramão do “mito”.

Exposta na vitrine das redes sociais, a pauta da manifestação transforma o presidente numa espécie de conto do vigário no qual seus admiradores caíram. A rua volta a ronronar para Sergio Moro num instante em que Bolsonaro rosna para o seu ministro da Justiça, carbonizando-o.

O meio-fio faz coro pela ascensão de Deltan Dallagnol ao posto de procurador-geral da República. Mas o capitão agora avaliza no Twitter a tese segundo a qual o chefe da força-tarefa de Curitiba é “um esquerdista estilo PSOL”.

Os manifestantes exigem o impeachment de ministros do Supremo. Entre eles o presidente da Corte, Dias Toffoli. Que virou amigo de infância de Bolsonaro desde que suspendeu inquérito contra o filho 01 do presidente.

Antes, os bolsonaristas jogavam pedras nos telhados de vidro dos outros. Agora, se arriscam a atingir Bolsonaro, que tem não só o telhado, mas o paletó, a camisa, a gravata e a família de vidro.

Na campanha eleitoral, Bolsonaro surfou a onda da Lava Jato, camuflando os vícios que adquirira em 28 anos de exercício patrimonialista do mandato de deputado.

Decorridos apenas oito meses de sua Presidência, o capitão age para neutralizar as engrenagens que potencializaram o esforço anticorrupção: Receita, PF, Coaf…

Em manifestações anteriores, os devotos de Bolsonaro pegaram em lanças pela transferência do Coaf do Ministério da Economia para a pasta de Moro.

Agora, Bolsonaro esconde o Coaf nos fundões do Banco Central.

E rasga a carta branca que dera a Moro, afastou do comando do órgão Roberto Leonel, um auditor que o ex-juiz trouxera da Lava Jato. Nas outras incursões ao asfalto, a tropa bolsonarista recebera estímulos do capitão para espancar o centrão, acusando-o de travar as reformas.

Isso mudou.

No momento, a intenção de Bolsonaro de indicar o filho 03 para a embaixada do Brasil em Washington virou uma oportunidade que o centrão aproveita. O centrão mistura sobre o mesmo balcão a votação do nome de Eduardo Bolsonaro no Senado e a sanção do presidente ao projeto de lei sobre abuso de autoridade.

Enquanto Bolsonaro exerce o privilégio de escolher seu próprio caminho para o inferno, os bolsonaristas retornam ao asfalto examinando suas consciências.

Para verificar se não confundiram um certo político com o político certo.

5

Vídeo do dia: panelaços contra Bolsonaro começam a eclodir no país

Presidente começa a receber contra si os mesmos movimentos que resultaram no embrião e sua eleição; críticas à postura em relação à Amazônia desgastou o governo brasileiro no mundo

 

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) começou a sentir nesta terça-feira, 23, um pouco do veneno que resultou em sua eleição presidencial, em 2018.

No momento em que Bolsonaro fazia pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV – numa espécie de acusação de golpe da crise sobre a Amazônia – panelaços foram ouvidos em várias regiões do país.

Os panelaços em momentos de pronunciamentos ou matérias sobre a crise política marcaram o fim do governo Dilma Roussef (PT), a partir de 2013 – e resultaram no impeachment da ex-presidente.

Foi a primeira vez que se viu manifestações espontâneas, não-convocadas, da população contra Bolsonaro.

Também houve manifestações em várias cidades do país contra as declarações de Bolsonaro sobre a Amazônia.

Para muitos, a crise está apenas no começo…

4

Imagem de Moro começa a deteriorar; e nem esgotaram os áudios…

Ao contrário dos que pregam os ainda apaixonados pelo governo Bolsonaro, as manifestações em favor do juiz foram tímidas, apesar do apoio de grupos organizados de extrema direita, como o MBL

 

O FRACASSO DO MOVIMENTO PRÓ-MORO EM TODO O PAÍS também foi registrado nos atos realizados em São Luís

Não há como negar: apesar das várias narrativas que tentam desqualificá-los, os áudios do ex-juiz Sérgio Moro, divulgados pelo site The Intercept, mostraram ao Brasil a outra cara do agora ministro do governo Bolsonaro.

E fez estragos.

Isso ficou bem mais evidente no domingo, 30, quando manifestantes foram às ruas em defesa dele, diante das revelações do site The Intercept, que o desmascararam.

E tiveram o apoio de dois movimentos de extrema direita com força para fazer zoada: o “MBL” e o “Vem Pra Rua”.

Mas as manifestações oram tímidas em relação ao início do governo.

Para efeito de comparação, desde o início do governo, os movimentos de apoio a Bolsonaro e sua turma vêm perdendo fôlego, enquanto que os protestos da esquerda crescem.

Em 26 de maio, por exemplo, segundo levantamento do site G1, os bolsonaristas reuniram manifestantes em 156 municípios.

Neste domingo, conseguiram levar gente às ruas em apenas 88 cidades.

Atualmente, apenas radicais apaixonados ainda se manifestam mais entusiasticamente em favor do governo Bolsonaro – muitos de olhos ainda vendados pela anestesia eleitoral.

Em favor de Moro, este número já é mais baixo ainda, fruto das revelações do The Intercept, que desmascaram o ex-juiz.

E ainda vem mais áudios por aí…

0

Agenda de Bolsonaro no Maranhão exigirá habilidade de aliados

De acordo com as informações preliminares, compromissos do chefe do Executivo federal no estado passarão por visitas às obras do Centro e adjacências.

Aliados e staff precisarão ter cuidado para que o cumprimento de agenda externa na capital maranhense não se transforme em agenda negativa

 

A agenda do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), no Maranhão – caso confirmada – exigirá de seu staff e aliados o maior cuidado. Isso porque, de acordo com as informações preliminares, o chefe do Executivo cumpriria agenda em São Luís e visitaria obras tocadas pelo Iphan no Centro.

É neste local que se concentraram, recentemente, as principais manifestações contrárias à seu governo. 

Contra as medidas tomadas na educação, milhares de pessoas se juntaram e mostraram a força oposicionista à Bolsonaro no Estado. 

Até o momento, não há qualquer sinalização de ato contra seu governo. E se houver?

Será que Bolsonaro conseguirá evitar o “corpo-a-corpo” com quem o tanto critica?

 

 

 

 

4

As manifestações pró-Bolsonaro e a ameaça à democracia…

As agressões dos manifestantes nas ruas ao Congresso e ao STF – tendo ou não sido um fracasso o movimento – mostra que o presidente está disposto a jogar a população contra os demais poderes, o que é perigoso para o país

 

OS BOLSOMÍNIONS SÃO EM MENOR NÚMERO NAS RUAS AGORA, mas os que ainda acreditam no presidente estão dispostos a tudo para mantê-lo no poder

Editorial

Sem entrar no mérito do sucesso ou do fracasso das manifestações de domingo, 26, em favor do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o resultado delas, de uma forma ou de outra, é perigoso para a democracia no Brasil.

Perigoso, não; perigosíssimo!!!

Bolsonaro faz questão de usar a parte da população que ainda acredita no seu governo como bucha de canhão de ataques ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal, mesmo necessitando dessas instância de poder.

E é exatamente esta postura do presidente a grande ameaça ao país.

A reforma da previdência que Bolsonaro tenta impor ao Brasil está nas mãos de deputados e senadores; os mesmos que seus aliados passaram a semana inteira atacando impiedosamente.

Se Bolsonaro faz isso agora, mesmo dependendo do parlamento, o que não fará sem precisar dele?

Alguns setores da imprensa apontaram fracasso nas passeatas em favor do presidente, mostrando queda no número de apoiadores em relação à campanha.

O blog Marco Aurélio D’Eça já havia mostrado no Editorial “o início do fim do governo Bolsonaro…”, que esta queda no apoio é verificada com a redução do número de pessoas dispostas a sair em defesa do tal “mito”.

O problema é que, aqueles que restaram estão dispostos mesmo a tudo, inclusive a atacar a democracia em nome da manutenção do poder.

E este é o risco maior para o Brasil…

7

Bolsomínions forçam a barra para formar manifestação de apoio ao governo…

Movimentos de direita, apoiadores do governo Bolsonaro e aliados políticos do presidente adotam estratégia de pressão ao Congresso para garantir presença nas marchas do próximo domingo, 26

 

MEMBROS DO MBL EM MANIFESTAÇÃO PELO BRASIL, QUE OS BOLSONARISTAS USARAM COMO SUA; o movimento agora está ora das ruas

Quem acompanha as redes sociais e faz parte de grupos de troca de mensagens no celular acompanhou nos últimos dias, uma avalanche de memes, fake news e críticas ao Congresso Nacional.

Trata-se de mais uma estratégia dos bolsonaristas para formar multidão nas manifestações do próximo domingo, 26, de pretenso apoio ao governo Jair Bolsonaro (PSL).

O risco da manifestação contra o Congresso é a criação de um movimento – estimulado pelo próprio presidente da República – contra os demais poderes.

Desde a campanha, os bolsomínions se utilizam de bots nas redes sociais para influenciar a sociedade contra “os inimigos do presidente”.

A estratégia deu certo nas eleições garantindo a vitória de Bolsonaro.

Mas a mesma internet que favoreceu a vitória do presidente acabou por prejudicá-lo nos primeiros meses como mandatário, resultando em uma forte queda de popularidade entre janeiro e maio.

O resultado foi uma fraca reação aos movimentos do último dia 15, que levou milhões para as ruas contra as medidas do governo na área da Educação.

Em sua nova cruzada, Bolsonaro perdeu o apoio do Movimento Brasil Livre (MBL), que se recusou a participar da manifestação do próximo domingo.

O MBL também passou a ser atacado pelos bolsomínions.

A falta de reação pró-Bolsonaro nas redes foi analisada pelo blog Marco Aurélio D’Eça, no post “O início do fim do governo Bolsonaro”.

Agora, para garantir a volta da “militância às ruas” – em apoio às medidas do governo – os bolsonaristas pregam uma marcha contra o Congresso.

Por isso a inundação de memes e fake news nas redes sociais…

0

Não haverá soltura em massa com eventual habeas corpus de Lula…

Ao contrário do que adversários do ex-presidente tentam pregar, estupradores, assassinos e autores de crimes hediondos continuarão na cadeia caso o Supremo Tribunal Federal decida dar salvo conduto ao petista

 

Lula acena para o público em comício: manifestantes preparam ações contra e a favor do petista

Editorial

A afirmação que dá título a este post é do professor titular da Pontifícia Universidade Católica Aury Lopes Junior.

Com ela, o jurista retrucou em artigo divulgado nas redes sociais uma mentira quem sendo espalhada Brasil a fora por adversários do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

E serviu para dar origem a este editorial.

De acordo com os anti-Lula – mídia quatrocentona, empresariado paulista, setores religiosos, movimentos militares e parte do Judiciário – caso o Supremo Tribunal Federal decida nesta quarta-feira, 4, que Lula terá direito de responder em liberdade ao processo do Triplex de Guarujá – até trânsito em julgado da sentença – marginais de alta periculosidade que estejam preso por decisão de segunda instância também serão soltos.

– Isso é fake-news do processo penal ou argumento terrorista falacioso. Populismo punitivista. O que se está discutindo é apenas a possibilidade ou não de alguém ser preso, automaticamente, após a decisão de segunda instância, ainda na pendência de recursos e sem trânsito em julgado. Qualquer pessoa pode ser presa em qualquer fase do processo, incluindo obviamente a fase de investigação e a fase recursal, desde que exista necessidade, periculum libertatis. OU seja, qualquer um pode e continuará podendo ser preso preventivamente a qualquer momento – esclarece o professor.

O jurista ressalta ainda que a imensa maioria dos estupradores, homicidas, etc… está presa a titulo de prisão preventiva e não serão soltos por conta desse julgamento.

– Quem está cautelarmente preso, assim continuará. E, eventualmente, aqueles que não estiverem cautelarmente presos é porque não existe necessidade da prisão cautelar, porque não representam qualquer perigo para o processo ou para aplicação da lei penal. Estavam em liberdade por isso e assim devem permanecer até o trânsito em julgado – explicou Aury Lopes Júnior.

Os adversários de Lula – sobretudo movimentos de direita e simpatizantes da candidatura de Jair Bolsonaro, criam este terror de que bandidos serão soltos para gerar pânico na população e forçar uma onda de protestos para pressionar o STF.

Mas o jurista Aury Lopes deixa claro:

– Podem ficar tranquilos que não haverá uma soltura em massa de delinquentes perigosos. Não haverá uma horda de delinquentes bárbaros descendo pelas ruas, saqueando tudo… – diz ele.

A menos, é claro, que estes mesmos movimentos estejam dispostos a isso.

Simples assim…