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Flávio Dino, Sarney, o Brasil e o Maranhão…

Flávio Dino: à Veja, apenas partes de seus projetos políticos

Pergunta 1: Pedro Novais, ministro do Turismo e seu superior, é aliado de Sarney, seu opositor…

Resposta de Flávio Dino: O presidente Sarney exerce um relevantíssimo papel no Congresso Nacional, isso é indiscutível. Evidentemente que ele próprio, como ex-presidente, deve compreender as decisões da presidente Dilma, que considerou pertinente minha presença na Embratur. As decisões dela devem ser cumpridas e respeitadas por todos.

Pergunta 2: Como ficam as disputas locais?

Resposta de Dino: As diferenças regionais estão mantidas, até porque elas fazem parte do jogo político. Nós não alteramos em nada nosso posicionamento na política regional. Nacionalmente o espirito é de compreensão de que fazemos parte do mesmo projeto. A boa política não nega as diferenças. Pelo contrário, as compreende como legítimas e as administra. As diferenças estão no plano regional: há tempo, espaço e modo de decidi-las lá na politica regional – o que, evidentemente, não contamina o nosso trabalho conjunto nacionalmente.

Pergunta 3: E o apoio de Dilma à sua adversária nas eleições passadas, Roseana Sarney?

Resposta de Dino: Não há ressentimentos, foi uma avaliação política nacional. Tanto que minha relação política com a Dilma continua a mesma relação de confiança e de fraternidade. O PCdoB é um partido da base, integra o campo político que ajudou a conduzir os êxitos do governo Lula. Integramos o governo da presidente Dilma, não há nenhum desconforto em relação a isso. Nosso partido compreende a importância da heterogeneidade, da amplitude da base política que sustenta o nosso governo.

Pergunta 4: o senhor pretende disputa as eleições de 2012?

Resposta de Dino: Por uma decisao partidária, deixamos o debate para 2012. Não posso cravar que serei candidato, como também não posso cravar que não serei. Nesse debate, eu tenho uma “vontade”, mas ninguém é candidato a uma eleição majoritária porque quer ser, é preciso ter uma movimento político amplo.  Em 2014, minha candidatura ao governo do Maranhão já é um objetivo colocado partidariamente.

Os tópicos foram reproduzidos do site da revista Veja. São essencialmente políticos.

É livre a interpretação…

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Gastão Vieira: “pesquisas erram ao não considerar realidade rural do Maranhão”

Gastão: Maranhão rural também precisa ser medido em pesquisas...

Em discurso na Câmara Federal, quarta-feira, o deputado maranhense Gastão Vieira (PMDB) ponderou em relação aos números sobre a realidade social do Maranhão, divulgados domingo pela revista Veja, com base em dados do pesquisador da Ufma, Wagner Cabral.

Segundo o parlamentar, qualquer trabalho acadêmico sobre o Maranhão precisa levar em conta que sua população rural gira em torno de 50%, quando a média nacional é de apenas 20%. 

– Existem sérias distorções quando fazem comparações de renda e PIB entre Estados em condições econômico-sociais muito diferentes. No caso do Maranhão, as distorções aparecem em função da enorme proporção da população rural, de longe a maior do Brasil – explicou Gastão Vieira.

Gastão Vieira explicou que a dificuldade de acesso à população rural leva os institutos a incluí-la na categoria “sem renda”. Isso faz com que a renda per capta do estado diminua na avaliação da pesquisa.

É um equívoco,  porque, em muitos casos, a vida dessas pessoas apresenta até maior fartura que em muitos centros urbanos.

– Muitas pessoas consideradas “sem renda” têm casa, criação de bichos e renda informal, mas não constam no índice total – explicou o parlamentar.

O deputado explica que o Banco Mundial já adota um novo modelo de medição de poder de compra das populações, o chamado Paridade de Poder de Compra (PPC). Este índice corrige as diferenças de preços em diferentes regiões, para encotrar a realidade de cada estado.

–   Se o PIB do Brasil for comparado em dólares, contabilizado tradicionalmente, apresentará um índice que é metade  do PIB em dólares PPC. No caso do Maranhão deve ocorrer o mesmo – afirmou Gastão.

O deputado reconhece a necessidade de políticas estruturantes no estado para consolidar o dsenvolvimento.

Mas acha que a realidade do Maranhão não é mensurada nas pesquisas institucinais e acadêmicas…

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Mas ninguém entende de nada, mesmo…

Entre vários ministros, Novais emposso Dino (último à esquerda) na Embratur

É tolice ou canalhice criticar a posse de Flávio Dino na Embratur com base na idéia de que ele nada entende do setor.

O ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), também entende mesmo é de orçamento, economia, leis fiscais…mas está no cargo desde o início do governo Dilma Rousseff (PT).

O que falar então do ex-prefeito de São Luís, Tadeu Palácio, que assumiu a Secretaria Estadual de Turismo no governo Roseana Sarney?

Os três, inclusive, estavam juntos, na posse de Dino, pestigiada por muitos maranhenses.

O que na verdade precisa no setor de Turismo, em todo país, é trabalho e dedicação, arregaçar as mangas para promover as potencialidades do país. E isso, todos eles parecem ter.

Exemplo disto é o ex-ministro da Saúde, José Serra (PSDB) considerado um dos melhores da área em toda a história do país. Outro exemplo: o empresário João Abreu, que revolucionou a Saúde maranhense no segundo mandato de Roseana sem conhecer nada das dinâmicas médicas e hospitalares.

No exercício do trabalho, e no serviço público em particular, o que se precisa é de gestores competentes e dedicados, que possam fazer a diferença nos setores em que atuam.

Reserva de mercado é uma idiotice da idade das trevas, só defendida por incapazes.

Ou canalhas, como preferirem…

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Pobreza no Maranhão: a correta leitura dos números…

A diminuição da miséria no interioro do Maranhão ainda é resultado dos programas de transferência de renda, mas...

É um equívoco desprezar os números do IPEA sobre a diminuição da pobreza extrema no Maranhão. Também é um equívoco atribuir a diminuição desta pobreza à ação de governos maranhenses.

Blogs governistas dão com destaque a notícia de que a pobreza extrema diminuiu 47% no Maranhão, como se quisessem relacionar o fato, subliminarmente, às ações do governo Roseana Sarney (PMDB).

Outros, com perfil de oposição, chegam a comemorar, atribuindo esta queda aos governos José Reinaldo (2002/2006) e Jackson Lago (2007/2009).

Nem uma coisa nem outra.

O resultado da diminuição da pobreza extrema está ligado diretamente aos investimentos do Governo Federal em programas sociais do tipo Bolsa-Família e aos investimentos privados – que não têm, necessariamente, relação com as ações oficiais.

...a industrialização vai mudando este perfil, ainda que lentamente

O Maranhão ainda detém 1/3 de sua população entre os mais miseráveis do país, isto é fato. Também é fato que os programas de transferência de renda, sobretudo no governo Lula, têm ajudado a melhorar este perfil.

Os que os governos locais precisam – independente da cor partidária ou do perfil ideológico – é implantar ações que possam dar sustentabilidade aos ganhos oriundos do bolsa-família.

E isto se consegue com investimento em Educação, Saúde, infra-estrutura e geração de emprego e renda.

Só assim se garante desenvolvimento sustentável e livra-se a população da dependência oficial.

Simples assim…

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Flávio Dino também organiza seminários no interior do estado…

Flávio Dino vai percorrer o estado em contraponto ao governo

O ex-deputado federal e presidente regional do PCdoB, Flávio Dino, prepara para o segundo semestre uma série de seminários de discussão política sobre o Maranhão.

Os encontros serão públicos, reunindo prefeitos, vereadores e lideranças políticas. E terãoo claro objetivo de “apresentar a plataforma de gestão do PCdoB”, segundo o jornalista e presidente municipal comunista, Márcio Jerry.

Os encontros são nos moldes dos seminários regionais de lideranças, organizados pelo Governo do Estado e protagonizados pelo chefe da Casa Civil, Luís Fernando Silva.

Mesmo assim, Jerry nega que os eventos comunistas sejam um contraponto à movimentação oficial.

– Nada a ver com os eventos do governo. Trata-se do exercício natural da oposição – afirmou.

Na verdade, Dino e o PCdoB já vêm realizando eventos no interior do estado desde o início do ano.  São reuniões fechadas, apenas com membros do partido, para discutir questões internas e as propostas eleitorais nos municípios.

Mas os fóruns regionais, como chama o dirigente comunista, irão mesmo discutir o processo político maranhense.

E mostra que a disputa de 2014, se não chegou, está batendo à porta…

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A miséria do Maranhão…

Difícil explicar que o Maranhão ainda tenha 1,7 milhão de habitantes abaixo da linha da miséria.

Governo após governo, idéias após ídéias, as soluções mirabolantes se sucedem e o estado continua entre os mais miseráveis do Brasil – agora o mais miserável.

De Sarney a Roseana, o estado teve 11 governadores eleitos – sem falar nos vices João Alberto e Ribamar Fiquene, que assumiram por um período enquanto o titular tratava de garantir mandato senatorial.

O próprio Sarney era a redenção do estado no pós-vitorinismo.

Depois Pedro Neiva de Santana, Newton Bello e Nunes Freire que passaram despercebidos.

Aí veio João Castelo, Luiz Rocha, Epitácio Cafeteira, Edison Lobão e Roseana Sarney, que inaugurou o sistema da reeleição.

Depois de Roseana, José Reinaldo e Jackson Lago. Depois, Roseana de novo.

No mosaico de salvadores do estado há membros de todas as correntes políticas.

Todos tiveram planos contra a pobreza, idéias as mais diferentes para desenvolver o Maranhão.

E nada…

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Ministros do Maranhão…Do Maranhão?!?

Novais: morador do Rio de Janeiro

Os jornais noticiaram na Semana Santa que o ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), iria aproveitar os dias de feriadão para descansar com a família.

No Rio de Janeiro, onde mora!

Como assim?

Novais é deputado federal eleito pelo Maranhão. Há anos, pouca relação tem com a terra que lhe dá votos de quatro em quatro anos.

Seus filhos não vivem aqui e aqui ele pouco vem – apenas nos períodos de eleição.

Mas não é o único.

O ministro Edison Lobão (PMDB) e a mulher, deputada federal Nice Lobão (DEM), vivem mais no eixo Brasília/Rio de Janeiro/São Paulo.

Lobão: muito mais em Brasília

Não pela exigência do trabalho, mas pela comodidade da residência nestas cidades, embora aqui estejam todos os negócios da família.

Isto não é de hoje.

Por aqui já foram eleitos senadores, deputados federais e até prefeitos que aqui não viviam – ou não vivem.

Sem falar nos que foram eleitos por aqui, mas não são daqui, tendo aqui como a terra da oportunidade.

Da oposição e da situação, a relação com a terra foi apenas política.

E assim sobrevive o Maranhão década após década…

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O Ministério Público e o preço dos combustíveis…

Há algumas estranhezas no “chove-não-molha” protagozinado pelo Ministério Público em relação ao aumento de até 15%  no preço dos combusítveis nos últimos tempos em São Luís.

Além da relação conflituosa do assessor de imprensa de Fátima Travassos – ao mesmo tempo assessor do MP e do Sindicato dos Combustíveis, segundo denunciou Gilberto Léda – há suspeitas de que um dos promotores responsáveis pelo caso pertença a uma das famílias dona de postos, no Maranhão e no Piauí.

A coletiva convocada e desmarcada, hoje – qualquer que seja o motivo – é outro ponto de estranheza.

O MP não tem poder de determinar o recuo no preço, mas pode promover correções, por meio dos Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) ou mesmo com ações judiciais.

Se demora a agir, perde a função de fiscal da lei…

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Gás no Maranhão: mais um fruto do pioneirismo visionário…

As reservas de gás natural no município de Capinzal do Norte, cuja descoberta foi anunciada ontem pela governadora Roseana Sarney (PMDB) e pelo empresário Eike Batista, presidente do grupo EBX, é uma das maiores do país.

A descoberta é um marco para a economia do Maranhão e revela que tanto o então governador José Sarney quanto a governadora Roseana, em seu primeiro mandato, estavam certos na visão que mostraram ter do estado.

Eleito governador em 1965 – há 45 anos, portanto – Sarney já demosntrava, na época, a convicção de que o Maranhão guardava reservas importantes de petróleo e gás.

Visionário, cobrou do então governo central investimentos em pesquisas no estado.

Já como presidente da República, a partir de 1985, Sarney passou a ampliar os projetos de prospecção de gás e petróleo da Petrobras, mapeando novas áreas do Brasil – Maranhão incluído.

Em seu primeiro mandato como governadora – cuja posse se deu, exatamente, 30 anos após a de seu pai – Roseana criou a Companhia Maranhense de Gás (Gasmar).

Na época, 15 anos atrás, pouco setnido fazia tal companhia.

Apenas para visionários a Gasmar se mostrou fundamental – a empresa foi responsável por atrair e influenciar as pesquisas sísmicas no Maranhão, em busca do gás e do petróleo que Sarney tinha convicção existirem no Maranhão.

Quando tudo parecia perdido – O Maranhão jazia nas mãos de gente sem visão e sem vontade – o senador Edison Lobão assume o Ministério de Minas e Energia.

Em meio a críticas e pressão política da imprensa sulista, ele mostrou preparo e voltou a investir em projetos para o Maranhão.

A refinaria da petrobras é um deles. As usinas do grupo EBX são outro exemplo. E as pesquisas de gás também.

Mesmo com o descaso, o despreparo e a falta de visão dos governos que se seguiram a Roseana, a semente já estava plantada.

Germinaria com ou sem a presença dos pioneiros, mas só daria frutos com o perfil visionários inerente apenas a algumas pessoas.

Agora, o Maranhão colhe mais um fruto deste pioneirismo visionário…