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Como viver em um país assim…

Com ministro do Meio Ambiente que prega a destruição do Meio Ambiente, ignorante no comando da Educação e auxiliar negro que odeia negro o clima no Brasil é cada vez mais beligerante; e o afastamento da oposição pelo medo abre espaço para o absolutismo

 

Os generais estão diariamente no pé-de-ouvido de Bolsonaro, embora mantenham um discurso diferente no trato com a opinião pública

Editorial

O país vive o pior momento cultural de sua história, com retrocessos a passos rápidos em todos os setores da sociedade.

É ministro do Meio Ambiente que prega a destruição do meio ambiente, um ignorante no comando da Educação e negro que odeia negro.

Diante deste paradoxo institucional, o Brasil virou uma praça de guerra ideológica e a redes sociais se transformaram em um campo de lutas intelectuais sobre costumes, religião, sociedade…

Mas pelo que se vê da reação de líderes da oposição e de pensadores da esquerda – de pregar o afastamento da oposição das ruas – o bolsonarismo parece ter vencido a batalha.

Gerar medo na oposição, fazendo-a recuar, e impondo o açoite aos que insistissem em gritar contra os desmandos e absurdos, foi o primeiro passo da ditadura militar para se implantar no país.

Sem contraponto nas ruas, os militares venderam a ideia de que tinham o apoio das massas, passo fundamental para a cassação do Congresso e extinção do Judiciário, que, para não sucumbir, acabou também apoiando o golpe.

Os boçais nomeados por Bolsonaro têm o objetivo de gerar raiva na população, criando o clima de divisão desejado pelo governo

Nomear boçais escolhidos a dedo em seu ministério foi a forma que Bolsonaro encontrou para provocar reações, que gerariam, mais ações absurdas, até criar o clima de guerra civil nas ruas.

Como viver em um país assim? Impossível.

E o recuo da oposição, por medo, resultará em um país pior ainda…

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“Um caso ímpar, torcer para que o eleito não cumpra suas promessas”, diz Othelino…

Em discurso na Assembleia Legislativa, presidente da Casa declara respeito ao resultado das urnas, mas lembra que será preciso torcer para que o governo Bolsonaro não traga o caos que se desenhou em seu discurso de campanha

 

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) fez um discurso equilibrado, nesta segunda-feira, 29, sobre a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) para a presidência do Brasil.

Mas lembrou que, para esperar um país de paz, é preciso que o eleito não cumpra suas promessas de campanha.

– É um caso talvez ímpar, onde precisamos torcer para que grande parte das promessas feitas pelo hoje presidente eleito, ele não as cumpra, porque só assim o país terá a paz necessária para que possamos viver bem – alertou.

Mesmo assim, Othelino desejou êxito ao eleito.

– Que Bolsonaro possa, principalmente, pacificar o Brasil. Todos precisam ser respeitados e bem cuidados, independente de terem lhe conferido o voto ou não. Quando passa a eleição, o governante não é só governante de quem o elegeu, é governante de todos. Foram 47 milhões de votos para Haddad, o que é uma quantidade expressiva e sinaliza que o presidente eleito precisa reconhecer que tem uma banda da população que precisa ser vista e respeitada – lembrou.

Veja o vídeo acima…

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José Sarney: “o medo não pode nos tirar a esperança”…

Em contundente artigo em que relaciona o medo historicamente, ex-presidente destaca trecho sobre o momento político do Maranhão, em que a intimidação, a perseguição e a imposição da força têm marcado as relações políticas

 

leviata

No Maranhão hoje, o medo é esse instrumento utilizado politicamente.

Todos têm medo: os comerciantes têm medo das fiscalizações dirigidas; os políticos têm medo das comissões de inquérito semelhantes às da inquisição, que levaram às fogueiras; os funcionários têm medo das ameaças e das demissões.

Cada cidadão tem medo de uma forma de perseguição.

Uma denúncia aqui, uma demissão acolá, uma ameaça mais além, chantagens, pressões, insinuações, calúnias, difamações, falsidades…

Tudo isso rasga a coesão social, rompe a vida das famílias, mina o futuro.

A ideologia semeia dogmas – e ai daqueles que não acreditem. Hoje ela desapareceu, tornou-se retórica antiquada; só fez mal à humanidade.

Nada fez mais medo – nem a guerra nuclear – que o regime encarnado em Stalin, que matou mais de 30 milhões de pessoas.

Será que alguém pensa que o comunismo pode renascer no Maranhão?

Que saudade do medo simples de minha infância, quando – é minha primeira memória – eu e meus irmãos espiávamos, de detrás da porta, os índios que entravam na cidade em fila!

O que o medo não pode nos tirar é a esperança…

Trecho do artigo “O Medo como intimidação”, publicada na edição de fim de semana de O EstadoMaranhão

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Aliados perdem o medo de Flávio Dino e aumentam o tom das críticas…

Cada vez mais deputados e prefeitos têm feito ressalvas à relação que o governador mantém com a classe política, falam de egoísmo do PCdoB e sentem-se “abandonados no meio do caminho”

 

Dino tentou se impor pelo medo: e agora paga por isso

Dino tentou se impor pelo medo: e agora paga por isso

Em menos de três dias, exatos três membros da base do governo Flávio Dino (PCdoB) – dois deputados e um prefeito – expuseram publicamente os problemas na relação com o governador.

Os deputados Josemar de Maranhãozinho (PR) e Paulo Neto (PHS) criticaram Dino pela falta de parceria do governo com as prefeituras; o prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves (PSB), por sua vez, fez questão de ratificar sua ajuda na eleição do comunista, revelando sentir-se hoje “abandonado no meio do caminho”.

As reclamações, mais do que uma crítica pessoal, revelam que a classe política parece ter começado a perder o medo de Flávio Dino.

Sentimento que este blog já havia relatado, no post “É pelo medo que Dino se impõe…”

De fato, ao vencer as eleições de 2014, oriundo de uma carreira na Justiça Federal, e com um irmão procurador da República, o comunista impôs um medo na classe política que assustava até os mais experientes.

Afinal, quem seria louco – além do titular deste blog – de questionar um cidadão com tanta influência no Judiciário?

Mas o próprio Dino tratou de derrubar este mito.

À frente de um governo fraco, sem resultados efetivos em nenhum setor e com relações frágeis na classe política, aos poucos, o governador foi mostrando ser apenas mais um entre os mais medíocres chefes de governo que já passaram pelo Maranhão.

Leia também:

Edilázio Jr.: “Ditador é quem prefere ser temido a ser amado…”

Medo e perseguição…

O absolutismo de Flávio Dino…

E a fraqueza do governo inspira a força de aliados insatisfeitos.

Como Maranhãozinho, que revelou o abandono dos hospitais de 20 leitos no interior, uma das referências do governo Passado. (Releia aqui)

Ou Paulo Neto, que mostrou o desinteresse do governos nas parcerias para reforçar o beach soccer em Chapadinha.

E sobretudo Ribamar Alves, que viu dedo do governo comunista até na ação que o levou à prisão sob acusação de suposta prática de estupro.

Pior é que Flávio Dino inspira críticas muito cedo para quem se propõe liderança história no Maranhão.

Afinal, são apenas 18 meses de governo…

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População de Lago da Pedra Clama por Segurança…

As manifestações contra a violência são constantes em Lago da Pedra

As manifestações contra a violência são constantes em Lago da Pedra

Insegurança , medo e sensação de impunidade. Este é o sentimento presente na população de Lago da Pedra,que tem convivido com a crescente onde de assaltos na cidade.

Os registros de novas vítimas só aumentam a cada dia.

A população da cidade que já ultrapassa 50 mil habitantes e que é polo para outras cidades da região, conta com um efetivo policial insuficiente, são apenas06 policiais por plantão para fazer a segurança, com isso a população  perdeu o sossego, e o medo de sair às ruas impera  pois os marginais agem a qualquer hora do dia.

O pastor Wandeilson Sobreira foi uma das recentes vítimas. Os bandidos entraram em sua residência no bairro Marta Morais, pelo muro, depois arrebentaram o portão e levaram sua motocicleta de dentro de casa, enquanto a família dormia. Casos como este se multiplicam pela cidade.

São assaltos à residências, lojas, saidinha bancária, sem falar nos celulares, principal alvo dos marginais. Assaltos a agência bancária, correios e lotérica, também já foram registrados mais de uma vez.  Para a população falta uma presença mais efetiva do Estado, na segurança pública da cidade.

Dados do Comando da Polícia Civil,referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março apontam o aumento das ocorrências.

A população da cidade, que fica localizada a 312 Km da capital, grita por socorro, na esperança de que algo seja feito pelo Governo do Estado, para que o cidadão possa sair às ruas exercendo sua plena liberdade de ir e vir,  e tenha mais tranquilidade para viver em paz, sem o medo que hoje assusta a todos.

OCORRÊNCIAS TOTAL
1.    Homicídio Doloso 02
2.     Tentativa de homicídio 02
3.     Roubo de veiculo 09
4.     Ameaça 34
5.     Furto de residência 10
6.     Lesão Corporal 08
7.     Outros Furtos 15
8.     Roubo a pessoa 28
9.     Furto a Pessoa 07
10.  Roubo a estabelecimento comercial 05
11. Furto de veiculo 18
12. Estelionato 22
13. Apreensão de arma de fogo 08
14. Acidente com vítima fatal 02
Total Geral do Período 170
  Fonte: Comando da Polícia Civil de Lago da Pedra (MA)
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A sensação é de medo…

Engana-se quem pensa que jornalista não tem medo.

O medo faz parte da atividade cotidiana na coleta e divulgação da informação. A sensação de insegurança movimenta cada passo em busca dos fatos.

Medo que só aumenta quando se vê a incapacidade diante da covardia, da violência.

Mas o medo não pode prevalecer.

O objetivo de covardias como a que calou Décio Sá é calar toda a imprensa; é um recado também para autoridades.

A sensação é de vazio e de perda do rumo diante de tamanha brutalidade.

A quem pedir ajuda? A quem clamar por segurança?

O que fazer para proteger?

Não há respostas, e o medo prevalece…