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Como viver em um país assim…

Com ministro do Meio Ambiente que prega a destruição do Meio Ambiente, ignorante no comando da Educação e auxiliar negro que odeia negro o clima no Brasil é cada vez mais beligerante; e o afastamento da oposição pelo medo abre espaço para o absolutismo

 

Os generais estão diariamente no pé-de-ouvido de Bolsonaro, embora mantenham um discurso diferente no trato com a opinião pública

Editorial

O país vive o pior momento cultural de sua história, com retrocessos a passos rápidos em todos os setores da sociedade.

É ministro do Meio Ambiente que prega a destruição do meio ambiente, um ignorante no comando da Educação e negro que odeia negro.

Diante deste paradoxo institucional, o Brasil virou uma praça de guerra ideológica e a redes sociais se transformaram em um campo de lutas intelectuais sobre costumes, religião, sociedade…

Mas pelo que se vê da reação de líderes da oposição e de pensadores da esquerda – de pregar o afastamento da oposição das ruas – o bolsonarismo parece ter vencido a batalha.

Gerar medo na oposição, fazendo-a recuar, e impondo o açoite aos que insistissem em gritar contra os desmandos e absurdos, foi o primeiro passo da ditadura militar para se implantar no país.

Sem contraponto nas ruas, os militares venderam a ideia de que tinham o apoio das massas, passo fundamental para a cassação do Congresso e extinção do Judiciário, que, para não sucumbir, acabou também apoiando o golpe.

Os boçais nomeados por Bolsonaro têm o objetivo de gerar raiva na população, criando o clima de divisão desejado pelo governo

Nomear boçais escolhidos a dedo em seu ministério foi a forma que Bolsonaro encontrou para provocar reações, que gerariam, mais ações absurdas, até criar o clima de guerra civil nas ruas.

Como viver em um país assim? Impossível.

E o recuo da oposição, por medo, resultará em um país pior ainda…